História de Ana – V
Posted by Sutra on Wednesday Nov 4, 2009 Under História de Ana
Capítulo V
Ainda o ano de 2007 não tinha terminado, e, além de estar com OPeter mais uma vez, fui conhecendo melhor o Mare, de quem já falei, e ainda Edu – alguém que viria a tornar-se das pessoas mais importantes que ali conheci. Ambos tinham aquele idioma ‘muy caliente’, latino de palabras muy dulces, romantismo num âmbito todo ele direccionado para sexo.
Com OPeter era divertido, era muito erótico, era puro sexo com muito tesão. Mas, nada mais que isso. Não me dava ‘tesão intelectual’ coisa que tinha tido com Alex. Essa era uma das falhas de OPeter. Mas, eu também não era nada exigente em relação a ele nesse aspecto. Usávamo-nos um ao outro. Ou melhor, os nossos corpos, diálogos apenas o essencial. Conversas de interesse tinha-as durante horas com Mare, apesar da dificuldade do idioma. Ou tinha-as com outras pessoas com quem gostava de partilhar conhecimento, opiniões, sobre os mais variados temas, sem que soprasse no ar o clima de sexo.
Esse foi um tempo de muita loucura e muitas madrugadas arrojadas que se prolongaram até ao fim do ano e um pouco mais por Janeiro de 2008 dentro.
Comecei a ver alguns nomes que já me pareciam conhecidos, os quais, vim mais tarde a confirmar, pela relação com o local (site) onde a minha história será colocada, eram de alguma forma conhecidos: uma Moura, uma Fada, um Amante sedutor e outros mais que por lá deambulavam, mais alguns dos quais reservo o seu nome, outros que não me recordo sequer. Movidos pela curiosidade, numa procura sempre igual: prazer, sexo, aprendizagem de algo novo, preenchimento de horas vagas.
Dividia-me entre o conhecimento com outras pessoas, de outros países, em conversas mais ou menos longas, em descobertas de lugares novos, durante o dia ou à noite até certa hora. Depois, pela entrada na madrugada, OPeter e sexo.
Não quero iniciar o relato do que aconteceu em 2008, logo desde o início do ano, sem que antes, fale um pouco sobre mim e sobre uma ou outra pessoa que lá conheci. Talvez a necessidade de uma espécie de retrospectiva quanto aos factos mais importantes a reter até agora.
O que aqui relato teve o seu início em meados de Outubro de 2007, como já referi, na data em que nasci. O tempo que vivi nesse espaço, cerca de 12 meses, na verdade foram vividos como se fossem 12 anos. O tempo passava muito depressa, uma vez que a acção decorria num espaço exíguo, onde cada dia significa muito mais que simplesmente 24 horas.
Quando a minha história começa, conheço alguns rostos sem nome, sem importância nessa altura, até ao dia em que conheço Alex, o meu primeiro amor, se é que se pode atribuir esse significado tão único, à chama, paixão, amizade, que existia entre nós.
Enquanto estava com Alex conheci Mare e Edu (ainda não falei dele até agora, mas não por esquecimento). Nem um nem outro foram mais que uma amizade (o primeiro) e um conhecimento fugaz e superficial (o segundo) nessa época. Enquanto estive com Alex, nunca estive com mais ninguém. Estes viriam a ser importantes mais tarde, já depois de terminar o relacionamento com Alex. Muito importantes, principalmente o segundo.
O fim da relação com Alex foi o caso de uma noite com OPeter. Já estava anunciado há algum tempo que a relação teria o seu fim, mas esse foi o passo que o determinou.
Nessa altura a minha vontade passou a ficar dividida numa confusão de desejos e caminhos a seguir. A liberdade de poder estar com OPeter quando me apetecesse, ou outro qualquer? Mare? Ou ainda Edu, com quem tive uma experiência ainda em Dezembro? Ou, por fim, a terceira personagem que surgiu nos primeiros dias de Janeiro de 2009?
A somar ainda ao facto de me deslocar e passar a residir noutra parte do país. Note-se que eu (ou ela?) – Anna – agente imobiliária, passaria a ser dona da minha própria imobiliária em finais de 2007, inícios de 2008, com mais dois sócios, mudando-me de malas e bagagens para o Algarve. Esta a história perfeita que inventara para poder travar os desejos de quem queria ultrapassar limites. Os limites que eu havia imposto. E, apesar de o vício daquele lugar já se ter entranhado no meu corpo e na minha mente, consegui sempre manter firmemente esses limites. Mas para os manter necessitava de criar defesas e a distância era a melhor defesa. Porquê tão longe? Por ser uma oportunidade única. Porque era assim tão boa? Porque era uma sociedade. Desculpa perfeita!
Conheci por lá algumas pessoas das quais guardo memórias com carinho: duas amigas do Brasil, uma delas com quem contacto regularmente, um ou outro amigo, com quem nunca existiu outro tipo de aproximação que não o de uma amizade, um conde, por exemplo.
Os próximos capítulos irão falar de outro relacionamento, de outra personagem [caricata, digamos] e do desenrolar de emoções e relacionamentos cruzados.
A única coisa que posso ainda acrescentar é que, o fim desta história, coincidirá com quase um ano após o abandono daquele lugar, e poderá culminar com uma revelação surpreendente [para alguns].
A.
Publicado em www.contossecretos.com
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Sutra




November 4th, 2009 at 9:55 am
Tou a disfrutar o relato.
Continua…
November 4th, 2009 at 11:20 pm
Este blog… como sempre, é delicioso!
Beijos,
November 8th, 2009 at 8:31 pm
November 9th, 2009 at 6:45 pm
Desculpa estar a pedir isto, mas estou a começar um blog e gostava de ter alguma projecção. Será que me podias adiccionar na tua lista de blogues? http://www.sexoaflordapele.blogspot.com Ainda só tenho um conto. Se não te identificares com o estilo o houver algum inconveniente não faz mal. Obrigado.