Um dia.
Um certo e determinado dia.
Não estarei mais aqui.
Porque algo me fará seguir outro caminho. Feliz.
E sempre temos de tomar opções na vida.
Mas…
... até lá...
[ora… até lá ainda há muita coisa para escrever, publicar, contar – é, ou não é?!]
Um dia.
Um certo e determinado dia.
Não estarei mais aqui.
Porque algo me fará seguir outro caminho. Feliz.
E sempre temos de tomar opções na vida.
Mas…
... até lá...
[ora… até lá ainda há muita coisa para escrever, publicar, contar – é, ou não é?!]
Dei-me conta que este ano vou entrar nos TRINTA!
Medo!
Mas como costumam dizer que as mulheres ficam melhores depois dos 30… espero para ver e tento afastar com os dedos esse fantasma dos 30!
AHAH!!
Escolhi o dia. O fim-de-semana certo. Vesti-me com a perfeita consciência que te iria provocar. Porque sabia que era assim que me querias imaginar. Não me perguntes como. Pensa e saberás. Tinha uma viagem para fazer mas sabia que chegaria na hora em que queria estar lá. Naquele momento.
Demorei para te encontrar, o que aconteceu mais de meia-hora depois de ter estacionado o carro no primeiro lugar disponível que encontrei. Entrei naquele lugar e, enquanto procurava um canto para ali ficar durante a hora seguinte, os meus olhos buscavam a tua figura. Sabia onde te encontrar, o lugar exacto por onde irias sair. Ou entrar. Tinha consciência de que não me verias. Mas sabia que poderia fazer com que reparasses em mim. Mais tarde. Quando os teus olhos se pudessem desprender do que te fazia estar ali. Quando se pudessem – calma e intensamente – cruzar com os meus.
Esperei e vi-te. O sorriso. Os gestos. O cabelo meio revolto de passares os dedos por ele continuamente.
Sorri. Imaginei-me eu a passar os meus entre os fios castanhos ondulados. Apressado. Calmo. Concentrado. Atento.
O tempo passou quase sem que me apercebesse. O meu olhar acompanhava os teus gestos. O meu corpo acompanhava a tua vontade. Sem que me mexesse de onde me tinha resguardado. Os meus lábios sussurravam ao teu ouvido, sem que um som deles saísse. Assim. À distância. Da vontade.
Lentamente aproximei-me do local onde estavas parado a conversar. Iria passar muito perto de ti. Faria com que me olhasses. Queria ver-me reconhecida na profundidade do teu olhar. Ir ao encontro do desejo de ambos. Não revelei a minha ansiedade. Nem a insegurança do passo seguinte.
O teu olhar cruzou com o meu e seguiu. Não esperava. Espera. Voltou atrás. Observaste-me. Buscaste os meus olhos. Reconheceste mas não identificaste. Não naquele momento.
Dei mais um passo. Outro. Desviei o olhar e continuei a sentir o teu. Preso nos meus movimentos. Na tentativa de entenderes se era mesmo eu quem estava ali. Passei tão perto de ti que reconheci o teu cheiro. Senti o teu erguer de dedos como se quisesses tocar o meu rosto. Agarrar-me por um braço. Puxar-me. Prender-me a ti.
Dei outro passo. Passei por ti.
E regressei a casa. De sorriso nos lábios.
Voltarei. Espera por mim.
Agora pensarás. Realidade ou fantasia?
Mas esse será o teu pesadelo. Terás de o descobrir sozinho.
Eu esperarei. Com serenidade.
E ansiedade. Por ti.
© Sutra
Eu sei que já repararam há muito que me andam a falhar as palavras. Na verdade há muita coisa que está escrita mas algo me tem travado a publicar. Houve mudanças irreversíveis, alterações que ultrapassam o que quer que seja que vos possa contar.
Mas não desisto… e a ‘Sutra’ dos velhos tempos há-de regressar…
![]()
Hoje nada quero.
Nada ouço, nem vejo.
Gostaria de sentir, mas nada tenho para sentir.
Gostaria de poder voar, mas falta-me o impulso do salto.
Nem sei correr atrás do arco-íris.
Hoje nada sinto. Nada de nada.
Serei nada?
Quem sabe, amanhã talvez tudo.
Frontal? Não…
Amanhã vou fazê-la ingerir uma dúzia de Xanax.
Ficará a dormir por um bom tempo.
Só assim poderei regressar…