Nasci.
Estou cansada depois de ter terminado de desbravar caminho para entrar no mundo.
Sem contar com os 29 anos de caminhadas e experiências.

24-07-1980 / 24-07-2009
© Sutra 2009
Foto retirada da net
A História de Ana – uma personagem complexa
Posted by Sutra under Diário on Wednesday Jul 22, 2009Parece que ficaram todos intrigados com a personagem que eu disse que iria matar em breve e lançaram várias perguntas, às quais irei responder no espaço dos comentários desse artigo (mais abaixo). © Sutra 2009
Pois é verdade. Mas não vou contar muito mais sobre ela agora. É a personagem de uma história longa, tem interagido com vários outros personagens reais ou imaginados, ou ambos, ou nem por isso. Só que uma personagem da qual já me cansei, por isso, nada melhor do que dar-lhe um fim. Um fim que já deveria ter acontecido há uns meses atrás, no início do ano, mas à qual ainda lhe concedi mais um tempo para me levar a explorar um pouco mais o conhecimento do ser humano, dos homens, das mulheres e da criatividade. A minha. Na verdade, estendi ao máximo a construção da personagem, com uma interpretação até ao limite. Vieram frutos enriquecedores para a escrita. Tenho um manancial de elementos para construir a tal história (com um final dramático, ou não, quem sabe…
o que só pude alcançar com o tempo que dediquei a essa personagem.
Essa tem sido uma das razões para não ter sido tão assídua aqui.
Resolvi que contarei em breve a História de Ana, mas não até que termine os contos que tenho pendentes.
Espero que venham a gostar tanto de ler a história como eu a escrevê-la e a interpretá-la.
Festa Branca no Porto – era para ser, não foi
Posted by Sutra under Diário on Wednesday Jul 22, 2009No dia 11 de Julho recebi um mail a anunciar uma festa branca no Porto by Caves da Montanha a realizar no Solar da C.V.R.V.V. [antes que perguntem… acho que as iniciais significam Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, mas confirmem se quiserem mesmo saber].
Estava eu a planear ir quando os planos foram repentinamente alterados.
Nem cheguei ao Porto.
Não, não tive um furo pelo caminho.
Apenas um desvio intencional para Aveiro e por lá me deixei ficar por dois dias adoráveis.
Tinha saudades de ir a Aveiro…
© Sutra 2009
Estranha ou complexa? Não! Apenas personagem!
Posted by Sutra under Diário on Tuesday Jul 21, 2009Sou estranha, eu? – Não!
Complexa? – Talvez 
Desorganizada? – Às vezes!
Curiosa? – Sempre!
Imaginativa? – Muito.
Por vezes, nem eu mesma me compreendo. 
Vou matar uma personagem 
Não, não é desse conto mais abaixo. É de outra história. Uma história que tem tanto de inspiradora, como de real. Tanto de imaginada como de palpável.
É outra personagem que existe há algum tempo e que tem os dias contados.
Sabem quando existem aquelas personagens que se tornam cansativas, porque já não sabemos como nos livrarmos delas e de tudo o que elas implicam? Depois fazemos dessas personagens, seres estranhos, que tentam repudiar esta ou aquela pessoa/personagem do mesmo filme, apenas porque já nada têm a ver com a acção que se desenrola?
Pois bem… por isso, a personagem tem de morrer. Para que, no seu lugar, possa surgir outra mais interessante e que possa interagir com outros personagens. Mais reais. Verdadeiras.
Eu… a real, continuarei aqui, como sempre 
Isto deve ser o efeito da proximidade dos 29 anos. 
Dá-me mais juízo. Ou não. 
Quanto ao conto mais abaixo… está quase a sair outro capítulo. Para quem acompanha… esperem mais um pouco…
Amanhã ou assim, virá outro 
© Sutra 2009
Entrelaçares – VIII
Posted by Sutra under Entrelaçares on Friday Jul 10, 2009Capítulo VIII
Londres
Era difícil deixar Lindsay, Londres e regressar a Portugal. Por mais saudades que tivesse de Eliane e do seu país, havia entregue os últimos dois anos da sua vida a essa terra, a essa gente.
Mas queria aproveitar aquelas férias para decidir o que fazer daí em diante. Sentia necessidade de voltar a ver Eliane, saber se o fogo, a amizade, a cumplicidade que os unia, ainda estava presente. Duvidava.
Quando lhe ligara na semana anterior, notara-lhe a voz estranha. Como se se sentisse tímida, contida. Intuitivamente sentia que era como se ela não sentisse mais a mesma vontade em vê-lo. Teria alguém? Não a podia criticar, na verdade, ele fizera o mesmo. Mas sentia um ardor no peito, como se as entranhas estivessem a ser corroídas pelo fogo.
Nessa noite partiria rumo a Portugal.
O futuro decidir-se-ia a partir daí.
Agora era tempo de amar Lindsay e aproveitar as últimas horas com ela.
Lindsay chorava em silêncio. As lágrimas corriam pelo seu rosto e, sem que Fábio se desse conta, passou a mão levemente pelo ventre. Não iria revelar-lhe o segredo. Se ele voltasse, teria de ser por ela. Só por ela.
Fábio abraçou-a e beijou-a por todo o rosto, limpando as lágrimas com os seus lábios. O carinho deu lugar à paixão e caíram sobre o leito ainda descomposto do amor que haviam feito nessa manhã.
A noite chegaria em breve e, com ela, a despedida.
Lisboa
Estava nervosa.
Já ligara quatro vezes para Gonçalo desde que acordara.
O romance de ambos evoluíra bastante nessa semana. Era raro o dia em que não se haviam encontrado e amado.
Umas vezes no apartamento dela. Outras no dele. Qualquer ambiente os fazia mergulhava num mundo de prazer, fazendo-os viajar nas asas da luxúria. Exploravam-se corpos. Conheciam-se mentes. Ultrapassavam-se limites anteriormente impostos. Nada os fazia vacilar na busca da concretização de desejos. – Céus, como adoro sentir-te dentro de mim!
... – Como adoro comer-te assim, por trás.
... – Gosto quando me apertas o rabo e me mordes o pescoço.
... – Sabes que uma das minhas fantasias sempre foi estar com duas mulheres? – Não sei se gostaria de te dividir com outra. Nunca quis isso. – Não gostavas tu de experimentar com dois homens? Eu e outro? – Nãoooo! – Hum… eu não me importava, se o quisesses. – Pára com a conversa e não tira a boca daí – e empurrava-lhe a cabeça entre as suas coxas, para continuar a lambê-la daquele modo que a levava à loucura.
... – Desejo-te! – Fode-me!
...
Amor feito de dia, celebrado de noite. Selvagem. Terno.
Eliane olhou o relógio mais uma vez, afastando aqueles pensamentos que originavam logo aquela humidade no vértice íntimo e a deixavam de pernas moles.
Nessa noite chegaria Fábio.
Não sabia como iria reagir. Depois desses últimos anos à espera desse regresso, agora não sabia se o queria ainda.
Como iria decorrer esse encontro?
Esperá-lo-ia em casa.
© Sutra 2009




