Posted by Sutra under Diário on Wednesday Apr 29, 2009
Nunca gostei dos dias ‘D’. Dias disto. Dias daquilo. Como se necessitássemos de dias de ‘qualquer coisa’ para relembrar que isso existe ou deve ser comemorado.
Tirando algumas excepções como dias do Pai, da Mãe e da Criança [que na verdade significam o mesmo] eu não comemoro os dias ‘D’. Faço-o com estes pelo simples facto de que, devido ao facto de se ter instituído essa necessidade de comemoração são eles quem sentem a falta de não terem a tal atenção especial. Sei que a minha mãe gosta de receber um miminho no Dia da Mãe, pois se não sentir vai notar a sua falta. Mas não é mais nem menos do que em qualquer altura que me apeteça presenteá-la.
Posso encher a minha afilhada de brincadeiras, presentes, atenções, o ano inteiro. Naquele dia tem algo pequenino para a fazer lembrar que é Dia da Criança, mas tento incutir nela a ideia de que não é um dia mais especial que os outros. Felizmente os pais pensam como eu nesta matéria.
Dia do Teatro, do Coração, do Cinema, da Música, do Livro, etc.
Para que servem essas datas? Para gastar o que se tem e o que não se tem em compras que possam mostrar que se é uma pessoa ‘culta’?
Dia do Teatro é para se adquirir uns bilhetinhos e lá fazer uma visita ao Teatro que se faz de ano a ano, só nesse dia especificamente, mas que urge deslocar nesse dia, para transmitir a imagem de que é grande conhecedor de teatro?
Dia do Livro é para se mostrar que se lê muito e que se conhece o autor A, B e C, rebuscados no Google, recomendando-se leituras intelectuais, ou afirmando que se acabou de adquirir mais uma infinidade de livros que, a ser verdade, ficarão simplesmente a enfeitar prateleiras como bibelôs para visitas observarem?
Sou, sou anti-dias-D!
‘- Isto vem a propósito de quê?’ – perguntam-se vocês.
Porque, hoje 4ª feira é Dia da Dança. Alguém vai dançar mais ou menos por isso? Alguém vai fazer algo diferente hoje que não faça em qualquer outro dia do ano, só porque é mais um dia a comemorar algo?
Acredito que sim!
Eu não.
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Friday Apr 24, 2009
Nos próximos dias não se admirem de ver layouts estranhos por aqui e mudanças em imagens, links, e tudo o que faz parte do design do site.
Como se aproxima mais um aniversário do site e, à semelhança do que já fiz em anos anteriores, é nesta altura que gosto de fazer alguma mudança no ‘rosto’ deste espaço.
Até estar pronto, entram links, saem links, entram e saem fotos e títulos, enfim… sabem como é 
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Thursday Apr 23, 2009
Olhar penetrante. Observas-me meticulosamente esse balancear deslizante pela minha face e corpo causa-me um arrepio leve nas costas. Mergulho no escuro insondável do teu olhar, em busca da resposta às minhas dúvidas.
Desejas-me? Deixas-me mergulhar na profundidade do teu mistério?
Os olhos invadem a alma e penetram através da minha pele. Impressiona-me o modo como um simples olhar me pode fazer estremecer. Mas tu tens esse dom. Olhas-me e eu derroto-me. Nem necessitas pronunciar uma só palavra para me fazeres render no silêncio da tua vontade.
Questionas-me se te quero, sem que a tua boca se mova. Sou impelida a responder-te também com o meu olhar, acrescentando-lhe o sorriso.
Castanhos, azuis, verdes, cinza, negros. Que importa a cor, senão a sua sinceridade?
Belos os teus que se entrelaçam com os meus.
Olha-me e deixa-me amar a alma que eles revelam.
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Wednesday Apr 22, 2009
[...]
A penetração no espaço quente e húmido onde outra língua a aguarda para se entrelaçar num abraço movimentado, feito de fogo e paixão.
[...]
Leia mais em Boca
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A minha boca percorre todo o pescoço que se me oferece languidamente, os olhos semicerrados, o suspiro. O desejo. O gemido.
Sinto o sabor da pele que exala o perfume másculo do homem que me alucina.
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Leia mais em Pescoço
[...]
Contorno o corpo que se entrega nas minhas mãos como se o esculpisse pela primeira vez. Obra prima da minha volúpia. Relanceio os olhos pelas nádegas masculinas firmes e bem delineadas. Não me deterei por aqui. Mas agora são as tuas costas que me atraem a entregar os meus seios de mamilos erectos à sua suavidade plana.
[...]
Leia mais em Ombros e Costas
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Posted by Sutra under Diário on Thursday Apr 16, 2009
É surpreendente como, por vezes, um pequeno cantinho faz toda a diferença.
Já passaram alguns anos desde a tarde em que descobri o jardim da Estrela. Foi pela mão do Paulo [sim, um dos namorados, do qual já falei por aqui] que conheci alguns dos recantos mais aconchegantes. Sim, literalmente pela mão dele. Ou nos seus braços.
Não sei se fazia sol ou estava frio. Sei apenas que a tarde convidava a ficarmos abraçados, num qualquer canto de jardim, trocando todas aquelas delícias próprias dos namorados.
Não que a relação fosse um namoro muito sério. Era algo. Uma paixão. Um passatempo? [Não gosto da palavra aplicada aqui]
Aproveitamos o que a vida nos proporciona. O que o corpo nos pede. Aquilo que a vontade comanda.
A fotografia do artigo anterior, fez-me recordar os cantos dos jardins, mesmo aquele sendo do Parque das Nações e não do Jardim da Estrela.
No jardim da Estrela era muito mais fácil fazer deslizar dedos por entre pregas de roupa. Bocas por decotes acentuados. Mãos que repousavam em volumes latejantes. Permitia ainda sentar-me no seu colo, em plena luz do dia, levantar a saia e deixar que os seus dedos me explorassem até me vir num orgasmo, tímido e desconcertante.
Em uma das escapadelas, perdemos a cabeça e acabámos por fazer amor, sentados num banco mais resguardado do público. Excitante a sensação do perigo. Extraordinário o sentido de estar onde não deveríamos, a fazer o que poucos se atreveriam a fazer ali.
Os beijos aqueciam a pele, o fogo consumia-nos por dentro. Sentir o seu corpo mover-se dentro do meu, as suas mãos a segurar-me pelas nádegas, os meus joelhos fincados no banco. O seu olhar extasiado. O sorriso, a boca entreaberta. Os gemidos em sussurro. O vaivém dos nossos corpos. O suor. Os movimentos circulares, o bambolear. O tesão. O grito de prazer preso na garganta.
Agora, a recordação.
Por falar em recordações… onde pára o desenrolar da história dos meus namorados…?
Tenho de retomar isso…
© Sutra 2009
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Prometo que, desta vez, regresso [mesmo] mais tarde…
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Thursday Apr 16, 2009
Reparei que o site já passou os 2.500.000 visitantes 
E eu que nem estava cá para assistir à viragem 
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Thursday Apr 16, 2009
Desta vez segui o conselho e tirei umas mini-férias.
Por isso a ausência dos últimos dias!
Fui para Norte, não levei portátil e quase não levei telemóvel, mas… não consegui.
Ainda o tive desligado durante dois dias, mas depois tive de o ligar!
É impossível passar sem aquele bicharoco! Incrível como nos agarramos a hábitos que décadas atrás não se sabia que iriam ser tão fundamentais no nosso dia-a-dia!
Que tal passaram a Páscoa? 
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Wednesday Apr 8, 2009
Dizia-me a Goti que eu deveria ir de férias em vez da indecisão entre aderir ao celibato ou esquecer o antigo com um novo.
Pois bem, ela tem toda a razão, devia sim!
Só assim poderia estar o dia inteiro sem fazer nenhum, conseguiria colocar a minha leitura em dia e passar a ler dois livros por dia, em vez de um por semana; ficar deitada no jardim a ouvir música; ir até à praia todos os fins de tarde; fazer noitadas seguidas até às 5h da manhã...
Assim vou ter de subdividir as 24 horas [as quais, infelizmente, não esticam para 36h] para trabalhar, passear, cuidar da casa, cozinhar – sim, porque desde o início deste site, quando eu dizia que mal sabia cozinhar, até hoje, já aprendi muita coisa e bem! – ler, escrever e… sexar! [se não aderir ao celibato!]
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Tuesday Apr 7, 2009
... se de repente eu vos começasse a contar o meu dia-a-dia, momento a momento, como se pudessem ser Omnipresentes?
Gostavam? 
ps – não, não falo daquela ‘coisa’ chamada twitter…
© Sutra 2009
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Posted by Sutra under Diário on Monday Apr 6, 2009
O fim de relações é sempre complicado.
Principalmente quando já quase se tem uma vida em comum.
Mas o mais aborrecido do fim das relações, com sinceridade… é ter de ir buscar coisas, levar coisas, virem trazer, virem buscar!
Por isso, os últimos dias têm sido mais cansativos e com menos tempo [ainda] para escrever aqui. Foi a fase do fim, a fase das mudanças!
Agora vou começar a próxima fase!
Só estou indecisa com uma coisa – meto férias e adiro ao celibato temporário ou esqueço um amor com um novo?
© Sutra 2009
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