Pat e Bruno separaram-se um pouco perante o casal que se aproximava, mas logo ficaram à vontade quando Bárbara e Luís se sentaram, sorrindo-lhes com alguma cumplicidade.
Depois de conversarem um pouco, Luís e Bárbara não se fizeram rogados e começaram a beijar-se também, as mãos passando fervorosamente pelos corpos. Os dedos ultrapassando barreiras, penetrando tecidos, revelando pele, carne rija, suor e desejo. As pernas semi afastadas de Bárbara permitiam a subida dos dedos de Luís, que afastando a tanga, se aninhavam na gruta quente e húmida tremendo de paixão.
Na outra mesa, Pat acariciava o pénis de Bruno que já se encontrava fora dos boxers, protegido da visão do outro casal, pelo tampo da mesa. Até que Bruno disse algo baixinho, só para ela ouvir.
- Não, isso não. Aqui? – Sim, que importa? – Estão a ver-nos. – E achas que eles não gostam de nos ver? Estão a fazer o mesmo. Vá, anda lá. – Não sei… – Quero sentir a tua boca a chupar-me, a tua língua.
E acariciava-a no pescoço, puxando-a levemente.
Pat acedeu e deslizando para baixo da mesa, ajoelhou-se à sua frente, olhando-o nos olhos, enquanto abocanhava aquele pénis duro e macio que adorava.
Na outra mesa, o olhar de Bárbara e Luís colava-se ao movimento de subida e descida da cabeça de Pat. Já não escondiam o desejo que sentiam, nem a volúpia nos olhares que trocavam com Bruno, e este, revelava-se já sem pudores, deixando que vissem o seu membro duro a entrar e sair da boca de Pat.
O que lhes passaria pela cabeça naquele momento?
Desejo. Puro. Luxúria. Poderosa.
Bárbara pensava no quanto lhe apetecia sentir o pénis de Luís na sua boca, deliciar-se no seu sabor e, ao mesmo tempo, curiosidade em saber que gosto teria o de Bruno, dada a sofreguidão com que Pat o devorava.
Luís pensava no quanto a boca de Pat lhe parecia gulosa e mordia o lábio inferior ao imaginar o que seria sentir aqueles lábios rodear-lhe o pénis e dividi-lo com a boca de Bárbara: ambas deliciando-se na sua dureza.
Bruno vibrava com os movimentos da boca de Pat, com a forma como ela o chupava, enquanto observava os olhares de Bárbara, pensando que aconteceria se a convidasse a partilhar aquele momento com Pat.
Pat deliciava-se com aquele pénis que adorava apertar entre os lábios. Despreocupada com o que se passava em seu redor, apenas imaginava-se deitada de barriga naquela pequena mesa a ser comida por trás por Bruno, enquanto a sua boca seria penetrada por aquele desconhecido que a olhava convidativamente.
A partilha era incomum para qualquer um deles. Mas o lado voyeur estava perfeitamente desperto e as suas imaginações estendiam-se como uma armadilha que os conduzia a um mar de prazer.
Do outro lado da sala, uma mão fingia limpar a bancada das garrafas, a sua dona de costas voltadas para o balcão. Os olhos penetrantes perfuravam o espelho que reflectia as cenas de profundo erotismo de quatro desconhecidos despidos de pudores. O bar permanecia vazio à excepção dos cinco intervenientes e a barmaid devorava cada movimento, enquanto sentia o desejo pulsar entre coxas, deixando humedecer as calças que se apertavam na pele nua.
Termina a 17ª música do CD que toca no equipamento de som e recomeça da 1ª faixa. O mundo parece ter parado, restando apenas o ambiente escuro, quente e o cheiro a sexo. E eles. Movimentando-se. Avançando sem que se apercebessem, para uma aventura sem igual.
Abre-se a porta principal e uma sombra masculina projecta-se no umbral. Os dois casais não se apercebem da sexta presença no local. A barmaid vira-se repentinamente ao som da primeira passada e fixa o olhar no homem de cabelos pretos, pele bastante morena a fazer lembrar terras de África de onde era oriundo. Ela sente que ele se apercebe de algo incomum no bar, naquela noite.
A porta fecha-se não sem algum barulho, despertando os dois casais da bruma da luxúria. Interrompem cada gesto, ficando em suspenso do movimento seguinte.
(afinal ainda vai haver mais… além deste)
© Sutra 2009
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