Mistura de Sabores

Posted by Sutra under Contos on Thursday Jan 29, 2009

O bar parecia deserto, à excepção do homem sentado ao balcão que bebericava o que parecia ser um gin ou vodka. Patrícia e Bruno encostavam-se cada vez mais um no outro, sentindo o calor que atravessava os seus corpos, o desejo exalando o seu perfume que os atordoava. Os beijos sucediam-se, enquanto as mãos se cruzavam debaixo da mesa: as dele nas coxas dela, as dela, no volume que a atraía.
Pelo espelho atrás da barmaid, o homem do balcão apreciava os movimentos voluptuosos do casal apaixonado e adivinhava por onde passeavam as suas mãos, desejando ter a seu lado a mulher com quem compartilhava momentos assim. Olhou para o relógio e suspirou: estava atrasada. – Pat, estás muito vestida – sussurrou Bruno no seu ouvido, enquanto passava as costas da mão pelo seio preso na copa do sutiã, demonstrando a que se referia.
Ela sorriu e levou as mãos atrás das costas, por dentro da blusa, desapertando-o. Puxou as alças pelos braços e tirou-o, olhando em redor. ‘A empregada está ocupada e o único cliente está de costas, nem vê’ – pensou, redondamente enganada. Atirou o sutiã para dentro da mala, sentindo o prazer de ter os seios nus. Logo os dedos de Paulo tactearam a sua carne e lhe apertaram um seio, esfregando os bicos duros entre o polegar e o indicador.
Os lábios de Paulo deslizavam pelo seu pescoço, pela nuca, mordiscando o lóbulo da orelha, enfiando a língua em todos os recantos, provocando-a. Apertou o pénis duro entre os dedos, sentindo o seu pulsar através do tecido das calças de ganga. Pediu-lhe para desapertar as calças, ela não estava em posição de o conseguir sem dar demasiado nas vistas. Apesar de o bar se encontrar praticamente vazio. Ele obedeceu. Ao desejo dela. À vontade dele. Endireitou-se e desceu o fecho, revelando o tecido dos boxers que cobria a parte do corpo masculino erecta, palpitante de desejo.
O homem ao balcão apercebia-se de todos os gestos de ambos: o modo como Pat despiu o sutiã, a mão de Bruno que lhe apertou o seio, levando-a a morder o lábio inferior, o momento em que ele desabotoou as calças e o gesto de Pat quando levou os dedos dentro dos boxers do seu companheiro. O semicerrar dos olhos masculinos. O morder de lábios feminino. Não conseguindo controlar, levou a mão ao seu próprio membro que dava já sinais de vida, incomodando-o. Foi nesse momento que o seu olhar se cruzou com o de Pat através do espelho e foi aí que ela se apercebeu que ele tinha visto cada um dos movimentos deles, ao ver como ele se tocava. – Já cá estou – a voz meiga de Bárbara soprou-lhe ao ouvido, fazendo-o dar um salto. – Não reparei que já tinhas chegado – disse atrapalhado. – Isso percebi eu – respondeu ela, insinuante, enquanto alternava o olhar do baixo-ventre masculino para o casal a escassos metros, perdidos em carícias que transmitiam calor de luxúria.
Encostou os lábios carnudos na boca masculina, abrindo-os e entrelaçando a sua língua na dele, enquanto a mão repousava na protuberância das calças, apertando os dedos. – Vamos para uma mesa – disse ele.
Levantou-se do balcão e dirigiu-se para uma mesa mais desviada. – Não – pediu ela – vamos antes para aquela.
‘Aquela’ era uma mesa muito perto do casal, deixando apenas uma vazia entre eles. – Queres? – perguntou ele. – Muito – sorriu ela, maliciosamente.

(haverá continuação? – que me dizem?)

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Sessão de Cinema – 14º Capítulo

Posted by Sutra under Sessão de cinema on Wednesday Jan 28, 2009


(no capítulo anterior – Completo)

- O que vieram cá fazer? Recriminar-me? – Tem calma, cunhado. Nós só estamos preocupados e não vamos deixar que continues aqui fechado e nesta vida. – Vais para nossa casa por uns dias, até te meter um bocado mais de carne entre a pele e os ossos, senão um destes dias ficas transparente – decidiu a irmã, enquanto circulava pelo apartamento, apanhando roupa pelo chão, as garrafas vazias, pratos sujos. – Não me parece que seja boa ideia – ainda tentara argumentar. – Não nos interessa muito o que tu achas, mas antes o que precisas e não se discute mais isso – o cunhado fora peremptório.
Enquanto ele tomava um banho, a irmã arrumara o apartamento e fizera uma mala pequena com alguma roupa, colocando a outra num saco que levaria para lavar e engomar.
E assim permanecera em casa deles durante duas semanas, tempo que dedicou quase em exclusivo ao sobrinho, cuidando de si mesmo, desabafando com a irmã e o cunhado.
Quando se encontrou a si mesmo, regressou ao apartamento e ao recomeço.

14º Capítulo


Acenderam-se as luzes, levando-o a piscar os olhos, tentando situar-se. Esquecera-se que estava numa sala de cinema. Estava num impasse da sua vida. Os acontecimentos que recordava haviam ocorrido há cerca de três anos.
Tentou prestar atenção ao filme, por mais uma vez, mas não conseguia. Dividido entre as movimentações do casal que se perdia em carícias, suspiros e alguns gemidos, e, as cenas que se sucediam em luzes, cor, som e movimento, deixou-se embalar de novo pelas memórias de um livro há algum tempo largado na prateleira do esquecimento.
Recuou três anos, até ao momento em que regressou a casa.


Abriu a porta e estranhou o silêncio. Nunca imaginou que a dor no peito fosse ainda tão grande que o atingisse com a força de um punho fechado de encontro ao ventre, onde permaneciam intactas as feridas da traição. Pousou a chave no móvel do corredor e seguiu na direcção da cozinha, evitando olhar para a porta do quarto.
Na bancada ao lado do lava-loiça encontrava-se um cinzeiro sujo com uma ponta de cigarro, fazendo-o recordar Lena e do seu recente hábito de fumar.
Ao lado, dois pratos com restos de comida da última refeição que tentara ingerir. Sem resultados. Olhou em volta e pensou no quanto teria para arrumar, limpar, antes de ter a casa de novo em condições normais de habitabilidade.
Naquela manhã de Sábado, arrumou, limpou e jogou fora os restos de desespero que lhe apertavam o peito. Mais uma mudança na vida, mais uma fase que passava nos seus 35 anos de vida. Sentia-se melhor que há duas semanas atrás, mas não sentia que a sua vida tivesse melhorado. No entanto, tinha a perfeita consciência que algo dentro de si havia dado uma volta de 180º e o rosto que via reflectido no espelho, parecia o de um estranho. Um ser coberto de uma dura capa de mágoa, coração empedernido, traços mais vincados e um semblante que reclamava raiva.
Passou o dia a tentar colocar a casa na ordem que não conseguia impor na alma. Tornara-se num corpo sem emoções. Ou deixara-as encerradas na masmorra da dor. O seu caminho seria agora ladeado pelo trabalho e por relações que não lhe levassem nenhum pedaço do coração. Nem poderiam. Perdera-o naquelas semanas. Apenas a família lhe despertava sentimentos nobres.
A vida seria um palco de marionetas manobradas pelos seus dedos. Elas, as marionetas, os corpos femininos que serviriam de poiso ao seu buscador de prazer. Única e exclusivamente sexo.
Foi assim que se relacionou com Julieta, dois meses depois. Mulher de 42 anos, independente, solitária e de ar sério. Tinha vindo morar para o mesmo complexo havia menos de um mês. Vira-a descer do Rover, chamando-lhe a atenção as pernas longas envoltas em meias de seda negra. A saia erguera-se um pouco deixando antever a coxa elegante, sugerindo mais que mostrando os mil segredos que, debaixo do tecido, estariam por desvendar. Observou as feições atraentes, embora rígidas. Cabelo forçadamente preso atrás, parecendo querer atenuar o efeito das ondas vermelhas que atraíam como um íman. Atraiu-o o semblante sério e a postura rígida, num desejo de derrubar defesas.
Dias depois, já esquecido da nova vizinha, vira-a de novo, carregando algumas caixas para a entrada do prédio do lado. Sorriu e aproximou-se. – Quer ajuda? Parecem-me demasiado pesadas para si – oferecera, em jeito de cumprimento. – Obrigada, mas acho que consigo sozinha, já estou a terminar – recusara, educadamente. – Insisto.
E conseguira. A ajuda transformara-se num café, dias depois num jantar em casa dela e horas após, no meio dos lençóis alvos, invadindo aquele corpo que conseguira conquistar. Nada mais queria dela a não ser sexo e o prazer de a ter conseguido dobrar. Horas depois de sair do seu apartamento, esquecera-a. Fugiu a todas as tentativas de contacto dela com a diplomacia de que foi capaz. Sim, tinha agora consciência de que fora um bruto sem qualquer sensibilidade.
Na semana seguinte já se rebolava na cama de um motel com Filipa, uma jovem de 20 anos que conhecera no ginásio que frequentava. Feitas bem as contas, teria idade para ser pai dela, embora precoce, mas o prazer que sentira em enterrar-se naquele corpinho tenro e macio, fresco e perfumado, quase virginal, fizera-o esquecer qualquer diferença de idades. Até porque fora a jovem que o assediara com olhares ingenuamente sedutores. Por coincidência passara a encontrá-la sempre no horário a que ia fazer exercício. Não demorou uma semana para a arrastar para uma cama de lençóis de cetim, por onde tantos outros corpos haviam passado, sedentos de luxúria.
As luzes acenderam-se despertando-o do sonho real em que estava mergulhado. Intervalo. Seria agora que cederia à tentação de um cigarro? Ou deixar-se-ia ficar esparramado na cadeira à espera que o filme retomasse e a escuridão lhe permitisse regressar ao passado?
Fumar, não. Não tinha cigarros.

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Sessão de Cinema

Posted by Sutra under Sessão de cinema on Thursday Jan 22, 2009


Sessão de Cinema – iniciado em 01/10/2005, trata-se de um conto cuja acção decorre durante cerca de 100 minutos do filme que o nosso protagonista assiste e que o faz reviver toda a sua vida amorosa, recordando todas as mulheres que amou, desejou e fizeram parte da sua vida, em relações que variam da maior doçura à mais franca intensidade – já terminei de o escrever, falta apenas publicar aqui.
Artigo de 23/07/2007


(…WinkTinhas um conto em que encarnavas o papel de um homem, perdeste a pica de escrevê-lo?(…Wink
P.
– De modo algum! Estás a falar do ‘Sessão de Cinema’ que começou a ser escrito na mesma altura em que comecei a escrever a Shiva, logo no ano de início do site, em 2005.
Novidade: já se encontra terminado desde o início deste ano. Apenas pensei em publicar o resto só depois de avançar um pouco mais com o conto da Shiva. Além disso, na altura em que o terminei não estavam ainda registados os capítulos finais e, sabes como é isto no mundo da internet, plagiam-se textos, copiam-se ideias, e é preciso prevenir. Mas em breve ele voltará a ser conhecido de quem o acompanhava.
Artigo de 03/11/2008


Para quem não esteja familiarizado com este conto em que escrevo num papel masculino, aconselho uma leitura pelo conto. São apenas 13 Capítulos até agora e penso que poderão gostar, pois ele vai ser publicado até ao fim, desta vez. Tal como prometi quando elaborei o tal calendário.
Não é assim tão fácil entrar dentro de uma personagem masculina e tentar ver do lado ‘deles’ as reacções a uma mesma situação. Dizem que somos complicadas, mas a verdade é que somos nós, seres humanos, que colocamos complexidade onde ela não existe. Todos somos difíceis de entender se assim o quisermos, ou se não nos esforçarmos o suficiente para entender o outro.
Nelson cometeu erros que todos os homens e mulheres cometem. Amou, foi traído, traiu. Chorou, riu, foi cruel e sofreu.
Como experiência na interpretação de um papel masculino devo dizer que não ficarei por aqui. Mas espero demorar bem menos tempo para terminar um conto do que estes 3 anos que demorou a Sessão de Cinema.

Mais logo, aqui ficará o Capítulo 14 da Sessão de Cinema.

NotaShock atraso em relação ao Calendário deve-se ao facto de ainda não ter sido reaberto o blog Viciados no Sexo, podendo atrasar a publicação do restante por mais um dia – sobre isso, amanhã haverão novidades!


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The Life – XV

Posted by Sutra under The Life on Monday Jan 19, 2009


2001.
Miguel.
Paixão de pleno Inverno, prolongado até quase finais da Primavera. Foi uma relação meio conturbada, repleta de altos e baixos. Tinha tanto de paixão e desejo, como de ciúme, brusquidão e algumas discussões mais exaltadas. Miguel sempre foi do género de ferver em pouca água. E eu… bem, eu sei que tenho um feitio um pouco difícil, por vezes.
Se houve alguma vez em que tenha tido uma relação mais intensa, com certos laivos mais agressivos, foi com o Miguel.
Era terrivelmente ciumento e ficava meio louco por coisas de nada que qualquer pessoa entenderia como normais. Irritava-se por tudo e por nada e, qualquer telefonema ou mensagem sms deixava-o alerta. Só se sentia à vontade quando estávamos no seio do seu grupo de amigos, como se eles fossem de total confiança, enquanto que aos meus era sempre colocado o estigma de serem mal intencionados, de que queriam mais do que demonstravam. Ou seja, todos me queriam ‘comer’. Ora bolas!
Já falei sobre ele aqui. A festa de BDSM que me deixou meio ‘passada’. Aqui fica ela de novo, para recordar.
Foi na noite em que, com uns amigos, decidimos ir a uma festa para a qual um dos casais do grupo tinha sido convidado. Eu torci logo o nariz porque nunca tinha estado em nada semelhante e a minha opinião sobre estas práticas não é lá muito favorável às mesmas.
Lá por gostar de usar algemas – nota-se pela foto abaixo, não é? – não significa que que goste de submissões, bondage e sadomasoquismo. E, sinceramente, estava com um pouco de receio.
Mas, o Miguel lá me convenceu com aquele seu jeito meigo que fazia sempre que me pedia algo e eu, derretida pelo seu pedido, acedi, até porque me disseram que era algo muito particular, apenas com um grupo restrito de pessoas que já se conheciam – mas eu não os conhecia e esse era o problema, pois não sabia do que seriam capazes.
No coração da cidade de Lisboa, um edifício antigo, uma sala que foi outrora um restaurante de luxo, foi o local escolhido para a tal festa e lá enveredámos por ruas estreitas até chegar ao destino, onde entregámos o convite que o João e a Carla tinham recebido da amiga.
Quando entrámos, havia um forte aroma no ar, resultado de incensos e velas, não existia demasiada claridade, sem no entanto estar demasiado escuro. O ambiente estava atractivo, música exótica a fazer lembrar tribos africanas, com algumas mesas pequenas e baixinhas e, em vez de bancos ou cadeiras, existiam almofadões. Havia ainda um pequeno estrado redondo ao centro da sala principal, que eu não sabia para que servia, mas fez-me arrepiar ao ver correias pousadas em cima dele, bem como outras iguais que partiam do tecto. Comecei logo a imaginar para que servia aquilo e comentei com o Miguel, que riu e disse que eu já estava a fazer grandes filmes. Sentámo-nos em redor de uma mesa, num dos cantos de uma sala mais pequena. A maior parte das pessoas estava vestida de preto, em cabedal, couro ou latex, havendo outros como nós, vestidos de forma normal, como no dia a dia, embora a cor predominante fosse o preto. Talvez curiosos como nós, e não praticantes de BDSM. Olhei para cada um dos seis que compunha o nosso grupo e não destoávamos muito na roupa que levávamos. Agora entendia a razão de a Carla ter dito para nos vestirmos de preto nessa noite. E eu sem entender porque razão ir jantar e ao cinema tinha de ser vestida de negro, mas acedi e o Miguel também. O João e a Carla já conheciam estas festas e já tinham vindo a duas. O Carlos e a Isabel, estavam ali pela primeira vez, tal como nós, mas andavam interessados nestas práticas, até já haviam comprado alguns livros e filmes sobre isso.
A rapariga que havia convidado o tal casal nosso amigo – a Luísa – veio ter connosco ajoelhando-se junto de nós. Estava vestida com um fato todo inteiro, tipo fato macaco, preto, em látex, e aberto na frente deixando antever os seios cheios, usando umas botas de salto alto cujo cano lhe chegava ao joelho. Ao ouvir os meus receios, porque o Miguel não parava de rir e de gozar comigo, sorriu e explicou que era tudo muito simples nestas festas e que, das pessoas que frequentavam estas festas, existiam apenas aqueles que apreciavam ver o que se passava e tinham prazer apenas em ser meros assistentes e existiam aqueles que já tinham alguma prática e gostavam de fazer algumas demonstrações. Mas, o objectivo principal da festa era mesmo conversar sobre BDSM, trocar experiências, e existiam alguns espaços privados para quem quisesse dar largas às suas fantasias e fetiches.
Estava até ser bastante interessante, na medida em que fomos sabendo mais um pouco sobre estas práticas que davam prazer a tanta gente e que vinham sendo cada vez mais praticadas pelos casais. Mas, confesso que eu continuava a afirmar que isto me ultrapassava e que não seria capaz de o fazer. Devo dizer que mantenho algo da opinião de há oito anos atrás, embora tenha mudado alguns pontos de vista nos últimos dois anos.
A dada altura disseram que iria começar uma prática de submissão e que, os que se haviam inscrito como ‘escravos’ deveriam dirigir-se à sala principal. Lembram-se? Era aquela que tinha o tal estrado.
Curiosa como sou lá fui tentar espreitar à outra sala, mas não me deixaram entrar de imediato, explicando em seguida o que se iria tratar ali. Cada ‘escravo’ – ele ou ela – seria preso pelas correias nos tornozelos e pulsos, e usando de um chicote em cabedal com uma tira trançada, o/a Mestre aplicaria algumas chicotadas no corpo à sua disposição.
Vocês podem imaginar a minha cara quando ouvi isto – fiz uma careta tal que, até o rapaz que me explicou isto, deu um sorriso irónico e abanou a cabeça.
E, decidi que estava na hora de ir embora e que, para mim, chegava de festas destas – particular ou não, de gente conhecida ou não. O certo é que cheguei junto da mesa, agarrei na mochila e disse:
- Já vi o suficiente e vou indo. Até amanhã.
Ficaram estáticos, mas sabendo como eu sou decidida, encolheram os ombros e lá ficaram. O Miguel levantou-se e veio sem dizer uma palavra, apenas mantendo aquele seu sorriso de gozo, apanhando-me já na rua, dado que tinha saído disparada sem esperar por ninguém. Eu sabia que para ele ficar não tinha qualquer importância, mas não necessitava ter vindo.
O pior foi quando ele me deixou em casa. Subiu, como sempre, sentou-se no sofá e, minutos depois, já ríamos e brincávamos com o que tinha acontecido. Até que o riso deu lugar aos beijos, aos carinhos, às carícias. Pegou em mim ao colo e levou-me para o quarto, deitando-me na cama. Enquanto me beijava, fomo-nos despindo numa ânsia louca, de antecipação do prazer. Até ao momento em que agarrou a fita que me prendia o cabelo e resolveu prender-me os pulsos, um no outro – já o havíamos feito uma vez – mas nessa noite não correu nada bem. Dei um salto, e perdi todo o desejo naquele momento. Só de me lembrar do que havia ouvido falar naquela festa, já me dava arrepios e não eram de prazer.
A nossa noite acabou ali, tendo ele ido para casa. Namorávamos há sensivelmente três meses quando isto sucedeu.
O fim da relação deu-se ao fim de 5 meses e meio de namoro. Um dos últimos acontecimentos relato… da próxima vez.


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Amarras!

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Sunday Jan 18, 2009


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Prepara-te!!

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Friday Jan 16, 2009

Porque este fim-de-semana vai ser passado entre quatro paredes e vais precisar de toda a resistência!
Maratona de sexo! Cool





A todos desejo um excelente fim-de-semana!
Regresso 2ª feira com as novidades prometidas Smile


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Boa semana

Posted by Sutra under Diário on Monday Jan 12, 2009

Desejo um bom início de semana para todos.
O calendário abaixo… inicia-se na próxima semana, a começar com a semana… B Razz
Esta semana serão publicados artigos diversos, entre eles a cópia do postal de Natal enviado Smile
Até amanhã... ou logo!

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Calendário Semanal

Posted by Sutra under Diário on Thursday Jan 8, 2009

Semana A


2ª Feira – Artigo The Life
3ª feira – Publicação de Artigo no blog Linguae Seductoriae
4ª feira – Artigo Shiva – 100 dias da vida de uma cortesã
5ª feira – Artigo com pedidos que me enviam sobre campanhas, entrevistas, inquéritos; projectos conjuntos, brincadeiras, etc
6ª feira – Publicação de Artigos nos blogs Fumegante e também no Fantasias sem limites
Sábado – Publicação de Artigo no blog Linguae Seductoriae
DomingoFALTA

Semana B


2ª Feira – Artigo The Life
3ª feira – Publicação de Artigo no blog Linguae Seductoriae
4ª feira – Artigo Sessão de Cinema
5ª feira – Artigo com as respostas aos pedidos enviados para o Correio da Sutra e Publicação no blog Viciados no Sexo [que vai ser reaberto em breve com novas configurações e outras novidades]
6ª feira - Publicação de Artigos nos blogs Fumegante e também no Fantasias sem limites
Sábado – Publicação de Artigo no blog Linguae Seductoriae
DomingoFALTA

Nota – vou editando este artigo!

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Já recuperada… e de volta!

Posted by Sutra under Diário on Tuesday Jan 6, 2009

Pronto, não batam mais Grin
Já cá estou e em forma para este ano que começa!

Novidades?

Mais logo digo o programa. Isto agora vai ser organizadinho, com calendário semanal e tudo Wink

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