I
1980.
O ano em que uma coisa minúscula vem ao mundo. […]
Publicado a 22 de Abril de 2008
II
Anos 90.
[…]Acendi a luz, puxei pelo livro que tinha colocado debaixo do colchão e abri-o. No meio, a revista brilhava com as suas fotos proibidas que me fizeram sentir algo que eu desconhecia. ‘Senti coceguinhas na minha barriga’[…].
Publicado a 24 de Abril de 2008
III
Com os meus 12 anos veio também a experiência da primeira masturbação e do primeiro orgasmo. Na altura não fazia a mínima ideia do que isso significava, mas aconteceu quando encontrei um dos vídeos dos meus pais, numa caixa [a mesma, claro] em cima do roupeiro.[…]
Publicado a 28 de Abril de 2008
IV
Foi também aos 12 anos que dei o primeiro beijo de língua.[…]
Abrimos os lábios, encostámo-los e lá começou a exploração. Toques de língua uma na outra, tacteando, experimentando e depois o envolvimento, o sentir que aquilo era bom.
Dava um friozinho na boca do estômago, assim uma sensação que amolecia e me fazia sentir tão bem.
E assim foi o meu primeiro namorado e o primeiro beijo de língua.[…]
Publicado a 30 de Abril de 2008
V
1993.
13 anos.
Namorado: Carlos, da mesma idade que eu, andava na mesma turma e tinha um jeito de quem sabia muito, mais para tentar mostrar algo, do que de facto. […]
Publicado a 6 de Maio de 2008
VI
1994-95
Dos 14 aos 15 anos.
Namorado: João. Meio arruivado, com umas sardas no nariz que o incomodavam a ele mas que eu considerava darem-lhe um ar de graça rebelde, muito natural. A troca tímida de olhares era a constante nos intervalos das aulas.[…]
Publicado a 28 de Maio de 2008
VII
15 anos.
Curte: Chico. […]
Foi assim uma vontade ao primeiro olhar. E não tinha passado nem duas horas após nos conhecermos e já estávamos atracados aos beijos. Mas, ele beijava… ena… só um beijo dele era quase um orgasmo! Os seus lábios pareciam querer abarcar os meus, mantendo-os completamente submissos, entregues às mordidas e aos beijos longos, longos, longos. A língua, envolvida na minha parecia querer permanecer assim por horas, deixando-me sem fôlego.[…]
Publicado a 2 de Junho de 2008
VIII
1995-96
15-16 anos
Namorado: André. [...]
O André foi o primeiro rapaz que me ensinou o que era o sexo oral. Foi o primeiro perante o qual me despi completamente. Foi ele o primeiro que me tocou a vulva com os seus lábios. Que me chupou o clítoris, que me introduziu a ponta de um dedo no sexo, enquanto me lambia. Foi ele o primeiro a quem eu toquei no pénis com meus lábios. Foi dele o primeiro gosto a homem que senti na boca. Foi ele o primeiro que vi vir-se para mim.[...]
Publicado a 4 de Junho de 2008
IX
1997
17 anos
Namorado: Rudolfo. Com os 17 anos veio o anseio pela maturidade, ou pela aparência dela. Aquele ano de quase-maioridade foi repleto de inconstância, de dedicação a estudar, e de pouca vontade para prisões. Apesar disso apareceu o Rudolfo, um namoro um pouco morno, sem grandes paixões, mais por amizade e companheirismo do que outra coisa.
Publicado a 12 de Junho de 2008
X
1998 – Verão.
18 anos.
Quem? Miguel. Um romance que durou tanto tempo como qualquer romance de Verão deve durar. Uma época. Entre o calor do sol e as águas frias do mar. Entre as manhãs quentes e as noites longas de prazer.[...]
A grande característica-qualidade do Miguel era a sua boca, a sua língua. Céus! Mas que maravilhas ele sabia fazer com aquela boca. Eram minetes que me deixavam completamente sem forças dos orgasmos que me fazia sentir. Um verdadeiro ‘lambedor profissional’ o que fazia com que eu ficasse húmida só de pensar nele. Agora imaginem quando estava junto dele e sentia o seu cheiro, o seu toque, a sua boca. Ele beijava-me e o meu corpo ficava tenso como as cordas de um violino, prontas para o toque mágico dos seus dedos.[...]
Publicado a 16 de Junho de 2008
XI
1999.
18-19 anos
Namorado: Luís. O ‘tal’. O que me arrebatou o coração, o corpo e… a virgindade.
Bastante moreno, de olhar cálido, não muito conversador, mas sabendo transmitir em cada gesto o que sentia, pensava e queria. Foi aquele que me fez desejar perder a virgindade e sentir o prazer de fazer amor pela primeira vez. Eu tinha 18 anos, quase 19, ele tinha 20.[...]
Publicado a 18 de Junho de 2008
XII
1999
18 anos
Namorado: Luís – ainda.
Não posso deixar de recordar alguns episódios com o Luís que ainda hoje me fazem sorrir e sentir uma emoção suave e bonita.[...]
Lembro bem da sua mão a subir pelas minhas coxas, acariciando a pele, apertando a carne, fazendo com que se abrissem, involuntariamente, dando passagem aos seus dedos para que tocassem o meu sexo que os chamava. Quase consigo sentir o modo como os seus dedos acariciavam por cima do tecido, a sua língua gulosa enlaçada na minha, o seu pénis duro por baixo do meu rabo, roçando-se nele, e o desejo de fazer amor ali mesmo, apesar das pessoas que passavam esporadicamente, olhando-nos de relance.[...]
Publicado a 27 de Junho de 2008
XIII
1999 – Setembro.
19 anos
Namorado: Luís.
Por agora conto mais uma das nossas aventuras diabólicas, que preencheram o cerca de um ano de namoro.[...]
Sorri, sabendo o que ele queria e soltando o meu cinto de segurança – sim, eu sei que não deveria, mas de outra forma é impossível – debrucei-me sobre o seu corpo e comecei a beijar suavemente o pénis, enquanto as mãos deslizavam por ele em movimentos de vaivém, apertando suavemente, massajando, alisando, enquanto os lábios o rodeavam e a língua saboreava o seu gosto deslizando pela pele.[...]
Publicado a 2 de Julho de 2008
XIV
2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…[...]
Publicado a 15 de Julho de 2008
O XV está a sair…
© Sutra 2008
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