Posted by Sutra under Diário on Monday Aug 25, 2008
De férias ainda, estou muito bem, obrigada.
Até agora tenho estado em plena solidão a qual, diga-se de passagem, tem sido e-x-t-r-a-o-r-d-i-n-á-r-i-a, [desculpa, amor, mas tu sabes, o quanto me fazem bem estes momentos]
Os próximos dias já serão acompanhada o que, significa igualmente, vivência de momentos inolvidáveis.
De passagem pelo cyber, vim só dar um allô e deixar aqui algo para vocês verem, ouvirem e lerem com atenção. E aproveitem para difundir a mensagem, please.
Posted by Sutra under Imagem-Texto on Tuesday Aug 19, 2008
Tal como disse no artigo anterior, vou de férias uns dias.
Passarei por um cyber de vez em quando nesses dias pois, desta vez, recuso-me a levar portátil, senão caio na tentação do meu wireless.
Deixo-vos com mais um artigo com a fotografia do Autor secreto.
Fotografia de Autor Secreto
Percorre caminhos aquele que busca o além, por trás de um sonho horizontalmente disperso. Não sabe ao que vai, mas procura-o sem que se detenha mais do que alguns breves segundos, de olhar sobre o ombro. Guarda no pensamento o que fica para trás, esperando que o regresso seja em glória, perante a vida sem esperança na terra que o viu nascer.
Mais um passo na caminhada de voltear duvidoso. Na mão aperta o saco com o pouco que pode transportar, ao invés dos pequenos dedos da criança a que deu o ser. Uma lágrima escapa-se-lhe do lago que turva a vista. Descai sobre o rosto coberto de dor e aloja-se no canto dos lábios apertados da saudade que já lhe fere o peito.
O embarque. O apito da partida. A lágrima fugidia foi substituída pelo pranto silencioso do homem que sente o peso do mundo nos ombros curvados.’Um homem não chora’ entoa a voz do avô, vinda das profundezas da memória. Um homem chora sempre que a dor é insuportável. Como a que é originada pela distância dos que lhe são queridos. Distância que aumenta a cada minuto que o navio se afasta do cais.
Rosto esculpido de mágoa. Olhos semi-fechados na tentativa de descortinar mais do que o ponto distante em que se transformou o pedaço de terra que o mantinha ainda ligado ao que é seu.
Obrigado a procurar em terras distantes a vida que não encontrou no seu país, leva a coragem nos dedos para dar à família que anseia o seu regresso, o desafogo que outrora sonharam.
Regressará. De sorriso nos lábios, coração pleno de amor e saudade.
A esperança será a sua companheira nos dias e noites apartado do que faz parte do seu.
A esperança fá-lo-á regressar de mãos cheias de sonhos para, finalmente, concretizar.
Olha o horizonte e sorri pela primeira vez desde que deu o último abraço à mulher e ao filho. É ela que o faz sorrir. A esperança.
Posted by Sutra under Diário on Monday Aug 18, 2008
Acho que já é notório que ando em processo de ‘semi-férias’.
Pois informo que, agora sim, vou mesmo de férias uns dias. Provavelmente até ao final do mês.
Antes de ir, ainda coloco mais alguma coisa para irem lendo. E, embora não prometendo nada, é possível que durante as férias coloque mais alguma coisa.
Vou fazer o teste de enviar por telemóvel a ver se resulta
Entretanto, como estou farta de tanto spam nos comentários (vocês não vêem porque ficam sempre no espaço de administração do site como pendentes) coloquei uma perguntinha numerica nos comentários a ver se evita. Até agora não me pareceu dar muito resultado vamos ver a continuação. Queria evitar colocar aqueles códigos de letras tão chatos, mas a verdade é que chegam mais de 300 comentários de spam por dia. E imaginem ter de os percorrer a todos para ver se há algum dos vossos que tenha ficado pendente por alguma razão.
Então, até logo… à noitinha, quando vou colocar algo mais
Sábado.
02:45 horas.
A casa estava cheia, as conversas abafadas envolviam a sala e a música sensual, ritmada, ecoava em cada canto. Algumas das strippers faziam table dance, o ambiente estava ao rubro.
Shiva entrou na sala, depois de mudar de roupa. Tinha terminado o seu show não fazia nem meia hora e sabia que tinha trabalho para mais uma hora.
Olhou a mesa que fica estrategicamente recolhida num canto, suficientemente afastada para não ser notado quem se sentasse nela mas de uma proximidade que fugia a um olhar mais distraído. Na verdade, dela conseguia observar-se todos os movimentos da sala sem que se vissem com nitidez os seus ocupantes.
Estava agora ocupada por três homens com idades compreendidas entre os 40 e os 60. Nenhum deles era o vulto misterioso que a intrigara durante a noite.
Não era a primeira vez que o via no clube e, curiosamente, sempre escolhia aquela mesa. Parecia uma estátua, movimentando apenas de modo lânguido, o copo que levava à boca, a mão que segurava o que parecia ser uma cigarrilha. Enquanto dançava pelo palco e tirava cada peça de roupa, sentia sobre si um olhar fixo, penetrante. Mas não conseguiu nenhuma vez, descortinar as feições, a boca, as mãos. Apenas um vulto escuro, envolto em mistério.
À semelhança do que acontecera nas duas noites anteriores, ele saía sempre após o seu show e Shiva nunca o via sair.
Nunca observara qualquer aproximação com nenhuma das outras raparigas que trabalhavam no clube. Nem com ela.
O mistério seduzia-a. - António, o senhor que costuma ocupar aquela mesa ali do lado esquerdo é cliente antigo da casa? – perguntou ao barman. - Estás a falar de quem? – Aquele que estava ali durante o meu show. Só me recordo que tinha um chapéu que lhe cobria o rosto e que vestia de escuro. É a terceira noite que o vejo por cá. – Sim, já sei quem é. – E então? – Nada. Só me recordo dele destes dias, nunca o tinha visto antes, mas tem algo de peculiar. – O quê? – Um sotaque que não consegui identificar. Ficaste toda curiosa – riu o jovem, habituado ao movimento do clube e às reacções que algo novo causava. - Não, apenas o achei sossegado demais para estar num sítio destes. – Também reparei que ele apenas fica durante o teu show e depois vai embora. – Foi? – E tu não reparaste, claro – riu de novo – e nem estás com esse bichinho inquieto devido a isso, nem nada. Toma lá, rapariga – continuou, estendendo uma margarita – e vai dar uma voltinha por aí.
Pegou no copo, virou-se sorrindo e caminhou por entre as mesas, até ser interrompida pelo físico masculino à sua frente. - Tens um pequeno private show para dois casais – avisou o Sr. Q. - Já estão no privado? – Vou pedir que os levem lá, dá uns 2 ou 3 minutos e vai lá ter. – Está bem – e começou a caminhar na direcção de uma mesa de onde lhe tinham acenado sorridentemente, mas sentiu-se presa suavemente por um cotovelo. - Amanhã não que é Domingo, mas 2ª feira vou passar pelo teu apartamento. – Verei na minha agenda se terei disponibilidade. – Terás. Para mim, terás. – Como disse, verei a que horas te posso atender.
Sentiu um arrepio de antecipação percorrer-lhe o corpo todo, enquanto as palavras do Sr. Q lhe penetravam os ouvidos, mas marcou cada passo com a segurança que lhe era característica.
Não respondeu e seguiu o seu caminho. O seu trabalho. Sabendo que aquela promessa não a deixaria descansar até 2ª feira.
Posted by Sutra under Diário on Monday Aug 11, 2008
Já voltei e a minha querida ‘inha’ já cá não está! Coitadinha ficou doente no Sábado Depois conto.
Mais logo já começo a encher isto de coisas para lerem
Não… encher não, mas vai uma coisa hoje e outra amanhã.
Uma delas é um texto com uma das Fotos do Autor Secreto, senão ele ainda me mata por não ter colocado mais nada… e já tenho escrito
Posted by Sutra under Diário on Tuesday Aug 5, 2008
Não há dúvida que é encantador ser ‘inha’ a tempo inteiro.
Estou eufórica pela experiência, claro. Vim a Lisboa trazer trabalho à empresa que fiz ontem [sim, porque com a pirralha não é possível estar aqui no escritório, então trabalho em casa] e regresso daqui a pouco.
Uma coisa é certa: não necessito de despertador esta semana, porque às 8h da manhã tenho outra forma de acordar – remexida na cama, festas na cara [que docinho que ela é], puxar pelos cabelos [esta parte não é tão doce, mas vale-me o facto de ela ser meiguinha] e ainda um: – Inha, qué leitinho.
Levantar da cama, ir para o duche – tomamos banho as duas juntas enquanto ela insiste em que a boneca tem de tomar banho [a boneca tem pilhas porque fala, se toma banho, perde o pio, mas ela ainda não entendeu isso] – vestir e tomar o pequeno-almoço.
Depois a teimosia de querer ir para a piscina, a promessa de que será mais tarde, sentá-la na cadeirinha do carro e vir a caminho do escritório, a cantarolar alto as canções infantis que tocam no cd preferido dela: a Loja do Mestre André, Os Patinhos, o Lagarto Pintado, o Papagaio Loiro, etc, etc.
Agora vamos comer um gelado ao Colombo, comprar um livro do Ruca e depois sim, o relax [se é que se pode chamar relax a estar com este ‘piolhinho eléctrico’ 24 horas por dia].
E pronto… Adoro-a!!
Quanto a ensinar coisas… eu só ensino o que é recomendável a crianças
Sabem… estou a adorar a experiência…
Até ‘Ele’ já disse que está a chegar o momento de me conseguir convencer a…
Posted by Sutra under Diário on Monday Aug 4, 2008
‘Inha’ – não é lindo? Foi assim que fui tratada este fim-de-semana por uma boneca de olhos escuros e vivos, cabelos aos canudinhos, irrequieta, arrastando um urso amarelo pela orelha.
Sou a sua ‘inha’ que lhe conta histórias de animais, que ela ainda não entende [mas que vou escrevendo para ela ler um dia], e que a eleva no ar, fazendo com que as suas gargalhadas ecoem, enquanto mostra os dentinhos da frente. Tapa o rosto, fingindo-se de envergonhada quando sabe que faz asneira, isto quando não começa a cantarolar baixinho a olhar o tecto como se não fosse nada com ela.
Juro que não fui eu quem ensinou isso.
Com 22 meses, a minha afilhada é um mimo.
Bem, a minha ‘lhada’ [inha, inha, lhada] foi a razão do meu desaparecimento dos últimos dois dias e vai estar comigo esta semana [enquanto os pais tiram uma espécie de segunda lua-de-mel], pelo que, se eu estiver menos disponível por aqui, já não será por preguiça mas sim por razões ‘maternais’[]. Parece que foi há tanto tempo oBaptizado.
Sou Mulher.
Sonho. Vivo. Anseio. Sinto.
Escrevo. As letras são a tradução do que existe em mim.
Cada dia diferente de mim mesma. Igual ao sempre.
Idade?
30 anos.
De onde sou?
De Portugal. O meu país é o meu mundo. Nasci no Norte, no Centro, no Sul.
Vivo perto de Lisboa. Apenas o tempo de atravessar o rio, mas não a nado.
Trabalho.
Convivo.
E... escrevo.
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Os Inacabados
28-07-2010: - Não, não é o título de um novo conto.
É a lista do que não está terminado... por ordem de antiguidade. - Sessão de Cinema
- Shiva, 100 dias na vida de uma cortesã
- Entrelaçares
- The Life
- História de Ana
Há ainda nova rubrica:
- Sutra Responde - Desafio a enviarem as vossas questões sobre tudo o que vos passar pela cabeça. Será mantido anonimato de quem envia as questões.