Maddie

Posted by Sutra under Actualidades on Monday Jul 28, 2008

Teorias!


Rapto ou Homicídio?


Quem terá sido?


Aberta a discussão!

Mas…

Entretanto…

Deixo isto:

Porque David Payne nunca foi investigado?

Porque a família que afirma ter visto um homem que depois confirmou como sendo Gerry McCann, com uma criança ao colo a caminho da praia, nunca foi chamada a prestar depoimento no processo? – esta parte ainda tenho de entender melhor depois de ler o livro.

Qual a razão de não se dar a relevância necessária aos resultados das análises efectuadas, bem como a ‘resposta’ dos cães, os quais nunca erraram uma pesquisa?

Porque querem os McCann agora processar todos os jornais e bloggers que sigam a teoria de que eles são os responsáveis pela morte da filha?

Porque parecem andar alguns jornais portugueses com medo de serem processados e começam a seguir uma corrente contra Gonçalo Amaral, insinuando que se trata de um incompetente? (com link)

McCann processam Gonçalo Amaral por danos morais pela publicação do livro! – Ah! Ah! – Serão os mesmos danos morais que sentiram pelo ‘falso rapto’ da filha? (com link)

Que influências têm os McCann na sociedade britânica para terem o acompanhamento que tiveram desde o primeiro momento, por parte e em representação, de altas individualidades desse país?

E os bloggers que escrevem a sua opinião que segue a mesma linha do ex-Inspector? Também os querem processar? Pois, processem-me! Porque eu acredito que os McCann e amigos estão implicados nisto até às orelhas!!


Não li o livro. Mas faço intenções de lê-lo.
Dele, conheço esta parte:



“Madeleine McCann morreu no apartamento 5A do Ocean Club, da Vila da Luz, na noite de 3 de Maio de 2007; Ocorreu uma simulação de rapto; Kate Healy e Gerald McCann são suspeitos de envolvimento na ocultação do cadáver da sua filha; A morte poderá ter sobrevindo em resultado de um trágico acidente; Existem indícios de negligência na guarda dos filhos.”

Ou esta:


«KG», do sexo feminino, disse às autoridades inglesas ter assistido, em 2005, em Maiorca, a conversas suspeitas entre Gerry (pai de Maddie) e Dave Payne, que teriam índole sexual e se referiam a crianças.

E ainda:

“Aumentar a pressão política.” A frase, de Kate McCann, inscrita nos apontamentos encontrados na sua casa e que a Polícia Judiciária (PJ) mandou apreender, é clara quanto à forma como os pais de Maddie pretendiam gerir o de-saparecimento da filha, trazendo-o para as primeiras páginas da Imprensa e transformando-o num caso com contornos políticos.Fonte


Nota:Andava cheia de vontade de falar nisto aqui! A minha opinião será expressa conforme for respondendo aos comentários e o artigo será editado. Tenho a mesma ideia desde o início deste caso. Depois disto, prometo o regresso aos contos habituais!


© Sutra 2008

35 COMMENTS | Tags :

Parabéns!

Posted by Sutra under Diário on Friday Jul 25, 2008

Lembram-se da ‘Piquena’?

Pois é...

Nasceu… ai… nem imaginam… ONTEM!!

Parabéns aos felizes papás!

Nasceu num lindo dia Wink

© Sutra 2008

21 COMMENTS | Tags :

Mais um ano…

Posted by Sutra under Diário on Thursday Jul 24, 2008

Smile
——————————————————————————————————————————-

Smile

Presentinhos:

– do Autor Secreto – Aqui – do Antonio – Aqui

© Sutra 2008

31 COMMENTS | Tags :

Decisões com orgulho!

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Jul 23, 2008

YES!!

Esmeralda permanece à guarda do casal que a criou – os PAIS!

Parir é dor, criar é amor!

Notícia


Acrescento ainda que não podemos esquecer que o pai biológico – aquele que negou a paternidade da mesma criança pela qual luta agora [criança que está desde os 3 meses com o casal que a criou até hoje] – já tem no bolso 32.000 euros à conta de tudo isto.

Sim, hoje estou nas curtas… ou rapidinhas, como queiram chamar-lhes.

© Sutra 2008

11 COMMENTS | Tags :

Há dias assim…

Posted by Sutra under Diário on Wednesday Jul 23, 2008

Estou com preguiça.
Até para escrever…

Há dias assim… Cool

Mas, prometo que já volto!

© Sutra 2008

4 COMMENTS | Tags :

Nexus [com/sem]

Posted by Sutra under Diário on Tuesday Jul 22, 2008

Quem quer colher tem de semear.

Já dizia a minha bisavozinha


© Sutra 2008

10 COMMENTS | Tags :

Piscina-Garden

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Monday Jul 21, 2008


Quanto a algo mais recente, já que andam por aí a dizer [ Smile ] que é ‘viejo’, devo dizer que foi um fim-de-semana mais… assim:


Foto editada por Autor Secreto


Descanso, sol e muitos mergulhos… e outras coisas mais… na piscina e fora dela.
E sem sair de casa…

No Domingo ainda houve churrasco com os amigos Smile

Já agora, mais uma Razz


© Sutra 2008

19 COMMENTS | Tags :

Rock In Rio 2008

Posted by Sutra under Diário on Sunday Jul 20, 2008


Tinha esquecido de falar que fui ao…


Rod Stewart


Joss Stone


Xutos & Pontapés


Uma das Diabitas na parte electrónica (não, não sou eu)


© Sutra 2008

7 COMMENTS | Tags :

A ‘Piquena’

Posted by Sutra under Diário on Friday Jul 18, 2008


‘Mamã’ – Imagem de autoria do TCA retirada do seu blog Abstracto Concreto II


Uma sementinha.
Desenvolveu. Cresceu. Adquiriu forma.
O sorriso do toque da mão que acariciava o corpo tocando em cada um dos contornos do pequeno ser que se mexia e enrolava no calor materno. De olhos fechados imaginava que mundo haveria fora daquele casulo quente e aconchegante. Protector.
Mão aberta sentia os seus dedos a formarem-se. Para que serviriam? Abrir e fechar. Abrir e fechar. E os seus punhos ora se cerravam, ora se abriam, num movimento que instintivamente davam a conhecer ao exterior que a vida que pulsava marcava a sua presença inegavelmente.
Mais um mês. Outro.
E o espaço tornava-se apertado. ‘Algum dia sairei daqui?’ E pensava se poderia esticar as perninhas como conseguia fazer com os dedos da mão. Os olhos mantinham-se fechados na escuridão serena.
Escutava aqueles mesmos sons a que se habituara desde que se recordava de existir.
Gritinhos e risos. O que significariam? ‘Um dia vou descobrir’ – pensava.
Melodias. ‘Gosto disto’. E mexia os minúsculos pés, como se batesse com eles no chão ao ritmo da música que alguém ouvia, do lado de fora daquele invólucro onde se encontrava fechado.
‘Piquena’. Ouviu distintamente uma voz. E esta palavra foi-se repetindo.
Seria por ele? Então chamava-se ‘piquena’?
Baixou uma mãozinha de dedos curiosos e foi em busca de uma resposta. ‘Ah! Será por isto que me chamam piquena’?
‘Então era uma Ela! Boa!’
Mal sabia ela dos planos que os seres do lado de fora já faziam, em atitudes de protecção da sua ‘piquena’. Depois haviam umas palavras que não entendia mesmo, como, tacos de basebol, cheks ups, batom e palavras que não faziam parte do seu vocabulário.
‘Ai! Isto está mesmo apertado’ – pensava ela.
Desconhecia que o dia em que passaria a estar do lado de fora, estava tão perto. Tão perto. Pressentia. E estrebuchava impaciente. Com personalidade.
Quase. Quase.
Não sabia a ‘piquena’ que a contagem decrescente tinha começado.
Esperemos pela sua chegada.
Brevemente.

Nota da Autora: Este texto foi escrito especialmente para alguém que vai ser mamã muito em breve e a quem desejo as maiores felicidades. Escrever sobre algo assim é-me difícil porque nunca fui mãe, embora espere ser um dia. Era para ter sido escrito ontem, mas as palavras não me saíam. Vieram hoje rapidamente. A esta hora não sei se a ‘piquena’ ainda está do lado de dentro, se se prepara para sair, ou ainda, se já saiu.


Imagem da autoria de Autor Secreto – ‘Nascituro’


© Sutra 2008

12 COMMENTS | Tags :

Lembram-se do Body?

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Thursday Jul 17, 2008

© Sutra 2008

10 COMMENTS | Tags :

Oohh!

Posted by Sutra under Diário on Thursday Jul 17, 2008

Preciso muito escrever um texto!
As palavras não estão a sair!

Vai de foto por agora!

Logo vem o texto!
Só sei que tem de vir a tempo!!

6 COMMENTS | Tags :

Shivazinha

Posted by Sutra under Diário on Thursday Jul 17, 2008

Tadinha da Shiva, a Cortesã. Nem ela se livra das cópias. De repente o termo ‘anterior’ mudou e passou a ser ‘cortesã’. Inspirada na Shiva, claro. Ao fim de quase 3 anos de existência [da Shiva], um dia teria de ser declaradamente Cool


Por falar nela, esta semana sai mais um Dia da história da Shiva, 100 dias da vida de uma cortesã.
Não percam mais um episódio da vida desta Cortesã, cuja história nasceu no dia 11-11-2005 (eita tanto tempo).

I’m really great! Muahh!! LOLLOLLOL

© Sutra 2008

8 COMMENTS | Tags :

Vídeo do Wolfheart

Posted by Sutra under Diário on Wednesday Jul 16, 2008

Há um tempito atrás fiquei encantada com uns vídeos que o Wolfheart editava e pedi-lhe se ele um dia fazia qualquer coisinha para mim.


Pois bem, o Wolfheart – afectuosamente tratado como Wolfie ou Lobacho – fez o vídeo e já está publicado no blog que ele partilha com o Deus Ex Machina e com a Soulneeds – Pecados Inconfessáveis. Um espaço que aconselho a visitarem pela qualidade e variedade do seu conteúdo.


O vídeo está lá e chama-se ‘Sutra’ e eu estou muito agradecida ao Lobacho, porque está lindo!!
Obrigada, meu amigo. Smile


Vá, agora tratem de ir lá ver se faz favor. E com som, está bem? Porque a música também é um espectáculo!

© Sutra 2008

9 COMMENTS | Tags :

The Life – XIV

Posted by Sutra under The Life on Tuesday Jul 15, 2008


2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…
Zona de Belém, perto do rio e nós dois dentro do carro com vontade de mais do que a conversa amena que íamos tendo, enquanto o pensamento se adiantava em deleite, imaginando as cenas seguintes – aquelas que realmente queriamos, de corpos enrolados, línguas entrelaçadas e mãos irrequietas.
E não demorou mais do que uma escassa meia hora de conversa sobre vários assuntos e, eis que nos vimos repentinamente – e finalmente!! – nos braços um do outro.
Adoro estes acasos assim que nos levam a momentos excelentes, dos quais nem estamos à espera, mas que quando surgem, devem ser bem aproveitados.
Estava a um mês de fazer os 21 anos e o Paulo tinha mais seis anos e era tão louco quanto eu.
Mas, aquela foi mais uma daquelas noites de outro mundo em que tudo é fácil, divertido e para ser vivido ao máximo e todos os segundinhos, tendo sido isso mesmo que aconteceu conosco. Durante o tempo de fomo-nos aproximando a cada momento, trocando daqueles olhares que seduzem, enternecem, e que aproximam mais os desejos de dois seres, até que lá nos atracámos aos beijos.
E se ele beijava bem A língua dele parecia que me devorava, tocando cada recanto. Era de tirar o fôlego completamente – quase dava vontade de gritar – socorro! não quero parar de beijar este homem nunca!! – um beijo dos dele, era quase um orgasmo. Eu sei é que não demorou muito para me deixar completamente excitada, só a beijar-me a boca, o pescoço e a morder e chupar a ponta da minha orelha.
Céus!
E quando a acção da língua se estendeu aos dedos e mãos… nem vos digo nada…
Só me apetecia despir rapidamente a tanguinha que trazia, subir a saia, desapertar-lhe as calças e pedir – ‘fode-me!’.
Há melhor palavra que esta para pedir a um homem que nos satisfaça? Não!!
Mas lá fui deixando que ele me seduzisse lentamente, que fosse conhecendo cada pedaço do meu corpo, calmamente, beijando, tocando, apalpando, enquanto eu explorava o dele.
A dada altura foi engraçado porque parou um carro a uns 10m do nosso e estacámos os dois. De respiração acelerada, uma das mãos dele entre as minhas pernas, um dos meus pés no tablier do carro, a minha blusa desabotoada até à cintura, o sutiã desapertado, o rosto dele nos meus seios, a minha mão no membro dele, fora das calças, erecto, gostoso – e como! – e a camisa dele algures espalhada em algum canto do carro. E com uma vontade enorme de rir!
Foram apenas alguns segundos, até acho que quem era se apercebeu do que se passava, até porque o Paulo estava praticamente deitado em cima de mim, e lá foram embora.
Aproveitámos e lançámo-nos um ao outro - literalmente!! Tirou-me a tanguinha que tinha mantido apenas afastada para um lado até ali, para permitir a passagem dos seus dedos à minha humidade, e tornou a penetrar-me com um dedo que explorou o meu interior, introduzindo depois outro, e fazendo com que eu atingisse desse modo o primeiro orgasmo da noite, enquanto a sua boca não parava de viajar entre os meus seios de bicos arrebitados e a minha boca, onde as línguas se perdiam, saboreando-se.
O que sei é que não pudemos mesmo aguentar muito mais tempo, pois ele estava com um tesão enorme e eu completamente molhada e desejosa de mais, apesar do orgasmo sentido.
Ele foi ao porta-luvas e retirou de lá o pacotinho do preservativo, pedindo-me que lho colocasse. Não me fiz rogada e fiz aquilo que ele não esperava – coloquei-o com a minha boca! Também é verdade que eu não tinha muita experiência em fazê-lo, mas já o tinha feito suficientes vezes para que soubesse como o levar quase à loucura.
Depois, puxou o assento dele um pouco para trás e, levantando a saia, passei uma perna para cada lado do seu corpo. Agarrei naquele pénis duro que pulsava entre os meus dedos, e fui introduzindo-o em mim. Devagar, para me ir habituando a ele, apesar de estar bem lubrificada pelos meus sucos, mas sempre introduzindo um pouco mais, até me sentar nele, fazendo com que se enterrasse no meu corpo. Ficámos assim alguns segundos, abraçados, sentindo apenas o prazer da invasão, de ter os corpos unidos. Até que comecei a movimentar-me devagar, sentindo como ele me agarrava os quadris puxando-me contra ele, acelerando o ritmo, apertando as minhas nádegas e, enterrando, enterrando aquele membro, o mais profundamente dentro de mim, com estocadas firmes e vigorosas! A nossa primeira foda foi rápida, intensa, e de gritos!! – Sim, nós gritámos sem problemas e sem pensar se havia vizinhos ou não. Só depois de descansarmos um pouco é que verificámos que não havia ninguém por perto, mas só umas centenas de metros mais à frente, dois ou três carros.
Não ficámos por ali, claro que não! Minutos depois estávamos já lançados noutra!
É verdade que num carro é preciso algum malabarismo para se variar nas posições, mas nós resolvemos fazer as coisas a nosso favor! Como eu não queria ir para o meu apartamento, ficámos no carro, mas mudámos de sítio! Fomos passear até à Caparica e lá ficámos até de manhã!
Lá estávamos mesmo sozinhos, numa das praias que escolhemos e aí, foi no carro… mas fora dele!!
Hum… se aquele capô falasse…
Viemo-nos algumas vezes mais, tivemos mais algumas noites bem intensas, mas nunca passou de uma amizade muito colorida!
Paulo, um caso fugaz e intenso. Mas bom como tudo.
A seguir…

© Sutra 2008

20 COMMENTS | Tags :

Ups…

Posted by Sutra under Diário on Monday Jul 14, 2008

Lembrei-me que faltam 10 dias.

© Sutra 2008

44 COMMENTS | Tags :

Imagem-Texto – Autor Secreto

Posted by Sutra under Imagem-Texto on Sunday Jul 13, 2008

Antes de continuar a publicar aqui alguns dos trabalhos que fazem parte deste projecto ‘Imagem-Texto’ impõe-se apresentar o autor das fotografias, como nasceu este projecto e de que se trata.
Quanto ao autor - Autor Secreto - não posso falar muito pois ele deseja manter o secretismo que envolve os seus trabalhos. Trata-se de um fotógrafo profissional, de nacionalidade italiana, a residir e a trabalhar em Portugal há bastantes anos. É tão misterioso que eu mesma apenas sei aquilo que vou lendo nas entrelinhas, também porque ele mesmo o deixa escapar. Alguns desses pormenores que conheço, não os vou revelar aqui, até porque se tratam de questões que não estão relacionadas com o projecto em si.
O seu carácter latino foi atraído pelo erotismo dos Contos Secretos e após algumas trocas de e-mails, ele surgiu com esta proposta-desafio de criarmos os dois algo diferente.
A escolha da fotografia é sempre do seu critério. A interpretação das palavras é o meu. Curioso é tentar ver se a minha interpretação vai de encontro ao que ele mesmo imaginou ao criar a fotografia. Ele capta a imagem e na sua imaginação guarda o que ela o faz sentir. Eu olho a imagem e escrevo o que ela me faz sentir, no que ela me faz pensar.
Espero que gostem deste desafio que nos propusémos os dois, tanto como o prazer que me está a dar fazer parte dele.
Não esperem que seja sempre de teor erótico. Nem sempre o será.

© Sutra 2008

18 COMMENTS | Tags :

Links

Posted by Sutra under Diário on Friday Jul 11, 2008

Só para informar que passei a ter uma outra categoria de Links ali do lado – Visitas Imprescindíveis – que será actualizado regularmente.


Os critérios para constar naquela lista são vários, entre eles, a forma como participam assiduamente e colaboram aqui no site. Outros, são por uma questão de gosto muito pessoal.

E agora… até logo!

© Sutra 2008

26 COMMENTS | Tags :

Underwater Lover

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Thursday Jul 10, 2008



[Obrigada, ‘Autor Secreto’]


© Sutra 2008

56 COMMENTS | Tags :

Rubro ritual

Posted by Sutra under Imagem-Texto on Tuesday Jul 8, 2008



Fotografia de Autor Secreto


O ritual da fémea. A mulher que se olha no espelho, sorri e sabe que efeito causar no amante. Ele espera-a. Ela fá-lo esperar.
A lingerie foi escolhida com prazer. Com a mesma paixão com que a irá vestir. A mesma com que ele lha irá despir. Vermelha. Veste a primeira peça, suave como a sua pele.
Pousa um pé na beira do cadeirão de veludo negro que se encontra a um canto do quarto, junto da varanda. Unhas rubras brilham num pé delicado que se irá perder nas costas do amante. Pés fincados nas suas nádegas quando o seu corpo forte a dominar, invadindo todas as suas emoções, penetrando fundo na sua alma.
As meias de liga com encaixe em renda, sobem pela pele acetinada das pernas longas, cobrindo-as de negro.
Cada gesto aparentemente estudado ao mais ínfimo pormenor é, na verdade, o reflexo insinuante daquele hábito feminino enraizado nos caminhos curvilíneos que nasceram para torturar o homem. O macho. Aquele que pensando seduzir é, na verdade, o seduzido.
Os seios redondos, de mamilos erectos, são cobertos pelo vermelho que faz conjunto com o tecido dois palmos descendentes.
Pelo pensamento passam como uma fita de cinema, as imagens do olhar dele quando a vir a envergar a cor que lhe pediu. Rubro. Apaixonado. Veemente.
No piso inferior adivinha o nervoso dos passos masculinos enquanto a aguarda. O sentar no sofá. O cruzar da perna. Copo de whisky nos lábios. Em estado puro desce, escorrega na língua, invade a boca e desliza pela garganta, queimando-o. Não tanto como o ardor da luxúria que o domina quando pensa nela. A sua fémea. Amante.
A saia preta. Justa. Pelo meio do joelho. Falsamente discreta, de carne exposta pela abertura profunda lateral.
Sorri e recorda outras tantas noites em que, amantes, rebolavam em camas de hotéis, encontrando-se nas sobras de tempo preenchidas na plenitude pela volúpia que os detinha nas esquinas do tempo. Amantes. Desde sempre.
Desliza o acetinado da blusa provocadora que se lhe cola aos seios, revelando os mamilos excitados pelo desejo que a domina em cada gesto. Rubra.
Os ponteiros do relógio da sala rodam preguiçosamente, ironia estampada em cada minuto. A ansiedade da espera causa estranhas emoções no homem. Pousa o copo vazio, ergue o braço num gesto que afasta o punho da camisa descobrindo o relógio, na esperança de que esses ponteiros não o olhem jocosamente. Ainda perderiam a reserva que fizera como surpresa.
Os brincos de ouro que ele lhe oferecera fazia nesse dia um ano. O colar com que a presenteara dois anos antes. Nos dedos o mesmo de sempre.
Os sapatos. Negros. Salto fino, alto.
Sentou-se no cadeirão junto da varanda, cruzou a perna e deu início ao último gesto do ritual. Uma a uma, foi cobrindo as unhas de corte perfeito do mesmo acetinado rubro que lhe cobria os dedos dos pés. Por cada uma, a recordação de momentos de prazer. Um ano. Mais uma. Outro ano. Pouco a pouco a torrente rubra que vibrava no seu interior, reflectia-se no corpo que provocaria o seu amante.
Terminara o ritual. Estava pronta para ele.
Exasperado, revirou os olhos no pensamento repetido: mulheres!
O som fê-lo virar-se.
Descia as escadas de sorriso sedutor, na consciência de se saber desejada. Principalmente amada. Não podia pretender melhor amante.
A sua fémea. A sua paixão. A mulher que lhe dominava todos os sentidos.
Comemoravam dez anos de casados nesse dia. Os amantes. O ritual da sedução repetia-se momento após momento nas suas vidas.
Beijaram-se, deram as mãos e saíram no rubro ritual de paixão que se concretizava ano após ano.

© Sutra 2008

29 COMMENTS | Tags :

14º Dia


6ª Feira.
11:37 horas.
Tinha acordado há cerca de dez minutos. Mensagem no telemóvel: ‘se estiveres livre, convido-te para almoçar. Portugália, na Almirante Reis. Às 13h. Q.’ – Prepotente – foi o segundo pensamento de Shiva. O primeiro foi a sensação de prazer que lhe causou o convite.
‘Estarei lá. S.’
Continuava a sentir-se atraída pelo homem que se mantinha a alguma distância dela.
Os outros dois sócios já tinham estado com ela no seu apartamento – um de cada vez – depois de ter começado a trabalhar para eles. Agindo como qualquer outro cliente, como se não fossem seus ‘patrões’, com o pagamento pelo tempo usufruído.
Mas não o Sr. Q. Apenas o seu olhar lhe queimava o corpo. Estranhava aquele convite. Seria a capitulação masculina? Mas o terreno era neutro, inócuo.
Tomou um banho demorado, colocou loção corporal por toda a sua pele, perfumou-se, vestiu lingerie branca, um vestido em tons de azul claro, apenas preso com uma tira ao pescoço, ajustando-se a cada curva do seu corpo, enaltecendo as suas formas. Completou com umas sandálias de tiras azuis, de salto não muito alto. Perfumou-se, agarrou na mala e olhou o relógio: 12h45m. Provavelmente chegaria atrasada. Sorriu. Gostava de o fazer esperar.
Estacionou o carro a cerca de 200 metros e encaminhou-se para a entrada da cervejaria. Quando passou a porta eram exactamente 13:10 horas. Dez minutos de atraso não era mau. Olhou pela sala e não o viu. Um empregado dirigiu-se-lhe:
- Uma pessoa? – Não, venho ter com alguém. – É com o Sr. Q? – perguntou outro empregado que se aproximou rapidamente.
- Sim. – Eu conduzo a menina. Ele telefonou a avisar que vai chegar um pouco atrasado, mas pediu para a levar à mesa habitual.
‘Este sacana vai deixar-me à espera’ – pensou ela, esquecendo que era precisamente isso que gostaria de ter feito e, devido ao atraso dele, fora impedida.
Chegou numa passada calma, sorriso no canto dos lábios, puxou a cadeira à frente dela, sentou-se e só então cumprimentou:
- Olá Shiva, como estás?
Uma pausa. Q chamou o empregado para lhe pedir um aperitivo.
Será que nem pediria desculpas pelo atraso?
- Olá. – Desculpa o atraso, uma reunião que demorou mais que o previsto. – Tudo bem – respondeu, enquanto pensava ‘tudo bem nada!’
Perto dele parecia que todo o poder que a caracterizava se sumia, diluído no olhar quente, no sorriso, na voz profunda que atingia cada um dos seus nervos de uma forma irreparável.
- Porque me convidou para almoçar? – Porque me apeteceu. Pensei que só falávamos dentro do clube e esta seria uma boa oportunidade de nos conhecermos melhor. Incomoda-te? – De modo nenhum. Agrada-me. – e olhou-o directamente no negro profundo como se lhe quisesse desvendar o verdadeiro motivo para estar ali com ela. Desejava-a? Sim. Viu esse cintilar num relance que logo ficou escondido pelo disfarçar de uma gargalhada.
O almoço foi um jogo de gato e rato. Sem se saber realmente qual era qual. Avanços e recuos. Seduções. Charme. Excitação à flor da pele.
Quando ele pediu os cafés, ela levantou-se do seu lugar sem dizer uma palavra. Sem o olhar. – Onde vais? – perguntou, segurando-lhe o pulso, quando ela passou por ele. – Ao wc, posso? – perguntou, sorrindo. – Claro, só pensei que não dizias nada. – Não me deste tempo – respondeu, tratando-o por tu como ele lhe tinha pedido.
Largou-lhe o pulso e passou as costas da mão pela coxa feminina, num gesto que não pretendia passar despercebido e que a fez prender a respiração.
Almoço terminado, saíram da cervejaria, parando no passeio. – Onde tens o carro? – perguntou-lhe Q. – Em frente ao jardim. E tu? – Também. Queres ir tomar alguma coisa? – Onde? – Sugere tu – disse ele, com um trejeito trocista. – Tens a certeza de que queres que seja eu a escolher? – Claro. – Está bem. Então vem atrás de mim.
E depois de uma hesitação: – Ah, lembrei-me agora que… afinal não pode ser. – O que não pode ser? – Acabou-se a bebida em minha casa e tenho de ir comprar mais logo – o sorriso era meio inocente, meio irónico, na intenção de que ele entendesse que por sua vontade levava-o para o apartamento para dar azo ao que o seu corpo pedia.
- Então escolhemos outro sítio. Território neutro. Vem no meu carro, depois deixo-te aqui. – Ok.
Seguiram no caminho do alto do Parque Eduardo VII. A esplanada convidava a tardes de lazer. Desta vez não se sentaram frente a frente, mas de cadeiras muito juntas. Braços que se roçavam a cada movimento. Os odores que se misturavam numa simbiose de paixão.
Shiva queria deixar-se levar pelo desejo e provocá-lo até ele lhe demonstrar, sem qualquer margem para dúvidas, que a queria tanto como ela a ele. Mas o receio pela relação profissional mantinha-a na indecisão.
Até que sentiu os dedos dele repousarem na coxa, perto do joelho, aquecendo-a por sobre o tecido fino do vestido. Ele apertou-lhe a carne macia e subiu um pouco mais a mão. Olhava o horizonte como se nada se passasse. Ela levou o copo do sumo aos lábios, com a maior naturalidade que conseguiu aparentar, enquanto afastava um pouco as pernas. Permitiu-lhe a ele subir um pouco mais, quase aflorando a carne macia do sexo, por cima da barreira dos tecidos.
Estremeceu um corpo feminino. Revelou-se o desejo no corpo masculino. Olharam-se profundamente e, segundos depois, ele retirou a mão. Ela voltou a cerrar as coxas.
O trajecto de regresso nada revelou e ele parou o carro junto do dela. Saiu, deu a volta, abriu-lhe a porta e ajudou-a a sair. Fechou a porta do próprio carro. Olhou em volta subtilmente, o corpo feminino ainda entre ele e o carro. Sem se tocarem. Olhou nos olhos de Shiva, sondando o seu pensamento. Ela retribuiu o olhar sem uma palavra.
Q prendeu-a de encontro ao carro, encaixou-se no meio das suas coxas, fazendo-a sentir o volume do pénis excitado. Levou uma mão a um seio e apertou-o, descendo para o vértice do sexo. Pressionou os dedos na vulva feminina, acariciou-a e aproximou a boca dos lábios rubros.
- Da próxima vez fodo-te, podes ter a certeza.
Largou-a, sorriu e despediu-se:
- Até logo, Shiva. Não esqueças de ir comprar as bebidas. Gosto de Gin e de Whisky.
Ela voltou as costas em silêncio, meteu-se no carro e arrancou furiosamente para o apartamento.


© Sutra 2008

19 COMMENTS | Tags :
Fechar
E-mail It