2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…
Zona de Belém, perto do rio e nós dois dentro do carro com vontade de mais do que a conversa amena que íamos tendo, enquanto o pensamento se adiantava em deleite, imaginando as cenas seguintes – aquelas que realmente queriamos, de corpos enrolados, línguas entrelaçadas e mãos irrequietas.
E não demorou mais do que uma escassa meia hora de conversa sobre vários assuntos e, eis que nos vimos repentinamente – e finalmente!! – nos braços um do outro.
Adoro estes acasos assim que nos levam a momentos excelentes, dos quais nem estamos à espera, mas que quando surgem, devem ser bem aproveitados.
Estava a um mês de fazer os 21 anos e o Paulo tinha mais seis anos e era tão louco quanto eu.
Mas, aquela foi mais uma daquelas noites de outro mundo em que tudo é fácil, divertido e para ser vivido ao máximo e todos os segundinhos, tendo sido isso mesmo que aconteceu conosco. Durante o tempo de fomo-nos aproximando a cada momento, trocando daqueles olhares que seduzem, enternecem, e que aproximam mais os desejos de dois seres, até que lá nos atracámos aos beijos.
E se ele beijava bem
A língua dele parecia que me devorava, tocando cada recanto. Era de tirar o fôlego completamente – quase dava vontade de gritar – socorro! não quero parar de beijar este homem nunca!! – um beijo dos dele, era quase um orgasmo. Eu sei é que não demorou muito para me deixar completamente excitada, só a beijar-me a boca, o pescoço e a morder e chupar a ponta da minha orelha.
Céus!
E quando a acção da língua se estendeu aos dedos e mãos… nem vos digo nada…
Só me apetecia despir rapidamente a tanguinha que trazia, subir a saia, desapertar-lhe as calças e pedir – ‘fode-me!’.
Há melhor palavra que esta para pedir a um homem que nos satisfaça? Não!!
Mas lá fui deixando que ele me seduzisse lentamente, que fosse conhecendo cada pedaço do meu corpo, calmamente, beijando, tocando, apalpando, enquanto eu explorava o dele.
A dada altura foi engraçado porque parou um carro a uns 10m do nosso e estacámos os dois. De respiração acelerada, uma das mãos dele entre as minhas pernas, um dos meus pés no tablier do carro, a minha blusa desabotoada até à cintura, o sutiã desapertado, o rosto dele nos meus seios, a minha mão no membro dele, fora das calças, erecto, gostoso – e como! – e a camisa dele algures espalhada em algum canto do carro. E com uma vontade enorme de rir!
Foram apenas alguns segundos, até acho que quem era se apercebeu do que se passava, até porque o Paulo estava praticamente deitado em cima de mim, e lá foram embora.
Aproveitámos e lançámo-nos um ao outro - literalmente!! Tirou-me a tanguinha que tinha mantido apenas afastada para um lado até ali, para permitir a passagem dos seus dedos à minha humidade, e tornou a penetrar-me com um dedo que explorou o meu interior, introduzindo depois outro, e fazendo com que eu atingisse desse modo o primeiro orgasmo da noite, enquanto a sua boca não parava de viajar entre os meus seios de bicos arrebitados e a minha boca, onde as línguas se perdiam, saboreando-se.
O que sei é que não pudemos mesmo aguentar muito mais tempo, pois ele estava com um tesão enorme e eu completamente molhada e desejosa de mais, apesar do orgasmo sentido.
Ele foi ao porta-luvas e retirou de lá o pacotinho do preservativo, pedindo-me que lho colocasse. Não me fiz rogada e fiz aquilo que ele não esperava – coloquei-o com a minha boca! Também é verdade que eu não tinha muita experiência em fazê-lo, mas já o tinha feito suficientes vezes para que soubesse como o levar quase à loucura.
Depois, puxou o assento dele um pouco para trás e, levantando a saia, passei uma perna para cada lado do seu corpo. Agarrei naquele pénis duro que pulsava entre os meus dedos, e fui introduzindo-o em mim. Devagar, para me ir habituando a ele, apesar de estar bem lubrificada pelos meus sucos, mas sempre introduzindo um pouco mais, até me sentar nele, fazendo com que se enterrasse no meu corpo. Ficámos assim alguns segundos, abraçados, sentindo apenas o prazer da invasão, de ter os corpos unidos. Até que comecei a movimentar-me devagar, sentindo como ele me agarrava os quadris puxando-me contra ele, acelerando o ritmo, apertando as minhas nádegas e, enterrando, enterrando aquele membro, o mais profundamente dentro de mim, com estocadas firmes e vigorosas! A nossa primeira foda foi rápida, intensa, e de gritos!! – Sim, nós gritámos sem problemas e sem pensar se havia vizinhos ou não. Só depois de descansarmos um pouco é que verificámos que não havia ninguém por perto, mas só umas centenas de metros mais à frente, dois ou três carros.
Não ficámos por ali, claro que não! Minutos depois estávamos já lançados noutra!
É verdade que num carro é preciso algum malabarismo para se variar nas posições, mas nós resolvemos fazer as coisas a nosso favor! Como eu não queria ir para o meu apartamento, ficámos no carro, mas mudámos de sítio! Fomos passear até à Caparica e lá ficámos até de manhã!
Lá estávamos mesmo sozinhos, numa das praias que escolhemos e aí, foi no carro… mas fora dele!!
Hum… se aquele capô falasse…
Viemo-nos algumas vezes mais, tivemos mais algumas noites bem intensas, mas nunca passou de uma amizade muito colorida!
Paulo, um caso fugaz e intenso. Mas bom como tudo.
A seguir…
© Sutra 2008
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