No capítulo anterior:
Observou por instantes aqueles lábios lisinhos, brilhantes, com uma leve penugem bem aparada, carnudos, inchados e escuros da volúpia que sentia no momento. Perante aquela visão que o descontrolou ainda mais, penetrou-a firmemente de uma só vez enterrando o seu membro até obter resistência. Sentindo-a palpitar e a apertar-lhe o membro como se o estivesse a morder, prendeu-lhe o cabelo com uma mão e forçando-lhe a cabeça para si começou a movimentar-se dentro dela com vigor, deixando-a alucinada, fazendo-a soltar gemidos e pequenos gritos abafados do fundo da garganta que pediam para ir mais rápido.
Como animais no cio, foderam assim até ela gritar num orgasmo que lhe sacudiu o corpo fazendo-a enterrar-se mais nele e fazendo-o vir-se logo de seguida.
Caíram exaustos no sofá e, abraçados, continuaram a explorarem-se um ao outro. Gonçalo foi descendo pelo corpo dela aos beijos aninhando-se na junção das pernas de onde escorriam os sucos. Abriu-as e começou a lambê-la lentamente, rodando a língua pelo clítoris inchado e sensível. Encaixou a sua boca na feminilidade e esteve ali deliciado a saborear o gosto daquela mulher, a sentir o seu prazer. E ele sabia-o pela viscosidade que já se lhe ia acumulando de novo ao redor do sexo quente que o deixava de novo com o membro rijo e a querer penetrar mais uma vez aquele corpo feminino.
Como que adivinhando, Eliane deslizou para o tapete para assim também usufruir do prazer que era ter a carne masculina na sua boca. Segurou-o firmemente deslizando por ele com uma mão em movimentos lentos, de baixo até lhe cobrir a glande e depois, muito lentamente, ia descobrindo de novo bem junto aos seus lábios. A visão do pénis quente, latejante, encimado pela glande como um cogumelo perfeito deixava-a doida. De repente, sem que Gonçalo contasse acolheu entre os lábios o pénis túrgido e deixou que lhe penetrasse a boca, alojando-o no interior quente. Ele quase que se veio ao sentir-se de repente envolto naquela boca quente e sedosa a acariciá-lo sofregamente. Mas Eliane ainda queria mais prazer e não deixou que ele se viesse, facilmente o controlou e continuou a lamber ao longo do pénis, deixando-o louco com tal tortura.
Não aguentavam mais de tanta tesão e desejo, rebolando de corpos entrelaçados. Ele continua a tocar-lhe e a beijá-la, acariciá-la onde sabia que a deixava em ponto de rebentar numa explosão de prazer. O orgasmo aproximava-se e as ondas que invadiam os seus corpos cresciam alucinadamente, até os fazer cair num grito e estertor de prazer, os fluidos de cada um derramados sobre o outro.
Ao vê-la com as mãos, a boca e as faces lambuzadas veio beijá-la, misturando assim os seus sabores através das bocas que tanto desejo provocaram. Estavam exaustos, mas ele pegou nela ao colo e levou-a para a cama. Precisavam ambos de encontrar forças para mais tarde continuarem pois não tinham vontade de parar.
Eram 7h da manhã quando Eliane fechou a porta do apartamento de Gonçalo e se encaminhou para uma paragem de táxi. No corpo levava as marcas da paixão daquela noite, no pensamento o turbilhão em que se encontrava imersa. Por um lado, a vontade de continuar o que começara com Gonçalo, como ele mesmo dissera, antes de sair da cama quente: “quero ver-te logo”; por outro lado, o facto de saber que Fábio chegaria nessa semana a Lisboa. O que viria fazer? Há quatro anos que não se viam, fizera na véspera. O pouco contacto que tinham tido nos últimos seis meses levara-a a pensar que não haveria volta a dar na sua relação. E agora a voz quente, melodiosa, a proximidade do dia em que se veriam de novo. O regresso dele… que surpresas lhe traria?
© Sutra & Friends 2007
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