Insaciabilidade

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Thursday Nov 29, 2007


Insaciabilidade. Palavra que percorre os meus sentidos quando penso no corpo que me seduz. Na voz que me faz estremecer. No toque apaixonado.
Insaciável. Serei? Sê-lo-ei decerto. De ti. Do teu gosto. Do teu cheiro.
Mas o que é a insaciabilidade afinal? Não me cansar nunca dos teus beijos? Do teu calor? Do abraço apertado? Do corpo entrelaçado no meu? Não me cansar de penetrações quentes, de orgasmos violentos?
É paixão. Não insaciabilidade.
Ou será? Então sê-lo-ei.
A paixão torna-me sôfrega de ti? Sim.
E sôfrega de mim. Do meu-teu-nosso prazer.
Gosto como a minha pele se dilui na tua e o teu suor penetra em todos os meus sentidos.
A tua masculinidade impressa na minha carne. A volúpia do teu olhar.
Insaciável de ti. Do nosso sexo.
Serei eu mesmo insaciável?
Diz-me tu. Serei?


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Sem título – II

Posted by Sutra under Conto em Conjunto on Tuesday Nov 27, 2007


Lisboa


Eliane regressava a casa, no final de cada dia, sempre no comboio das 20H30. Eram 27 longos minutos que lhe permitiam libertar os seus mais íntimos pensamentos. Enquanto o seu corpo ia sendo baloiçado numa cadência constante, pelos movimentos ondulantes do comboio, os seus desejos transportavam-na em aventuras sôfregas de paixão e êxtase, até ser literalmente despejada em São João do Estoril, para o final da sua aventura diária.
Depois de Oeiras, são três paragens antes de S. João.
Em 10 minutos, teria mais uma oportunidade de cruzar o seu olhar com aquela personagem, fardada a rigor, que subitamente interrompeu os seus pensamentos. Alto e ainda jovem. Rosto impecavelmente barbeado. Longos cabelos caídos sobre as costas. Corpo ostensivamente masculino. Gestos delicados e voz suave.
A intensidade do seu ritmo cardíaco ia aumentando à medida que os segundos passavam e o comboio avançava determinado. Carcavelos tinha ficado para trás. A Parede também. O comboio esvaziava-se de gente a cada paragem.
Era agora possível ver mais longe dentro daquela composição. Mas os seus olhos não lhe permitiam ver.
Aquele homem, objecto da sua curiosidade, fardado de revisor tinha-se esfumado entre as várias centenas de passageiros, agora reduzidos a algumas dezenas.
São João do Estoril estava a apenas alguns segundos de distância. O seu olhar permanecia determinado em encontrar aquele pedaço de pecado que o seu corpo já dava sinais de desejar, mais que a sua própria mente.
Subitamente, sente um forte impulso. O comboio diminuía de forma abrupta a sua velocidade, até se imobilizar a escassas centenas de metros da paragem habitual em São João do Estoril.
Esta paragem súbita do comboio começava a tornar-se habitual. Parava por alguns instantes e rapidamente retomava a sua marcha. Os passageiros em silêncio, trocavam olhares de resignação. Felizmente era uma paragem breve.
Olhou para o bilhete, na tentativa de distrair ideias.
Um flash inesperado fê-la fixar o olhar naquele pedaço de papel. Havia algo novo nele. Números manuscritos a tinta preta. Intrigada afastou o polegar que cobria grande parte do bilhete. O seu pensamento regressou a Oeiras e ao momento que recebeu o bilhete de volta da mão do revisor. Tinha sentido como que uma hesitação, um reter por instantes do bilhete. Agora percebia. Era uma chamada de atenção como que a dizer estou aqui, aqui está o seu bilhete. Escrevi nele o número do meu telemóvel.
Como podia não ter percebido? Que tola fora.
Inspirou profundamente aquele ar viciado do comboio. O seu coração batia a um ritmo descontrolado. Tinha nas mãos a possibilidade de reencontrar aquele pedaço de pecado.
São João do Estoril.
As portas do comboio abriam-se, devolvendo à liberdade anónima, algumas dezenas de passageiros que apressadamente fugiam dali, como quem foge voluntariamente de algo que não nos persegue.
Saiu também ela mecanicamente, como todos os outros, como todos os dias, em direcção a casa. Na mão um pedaço de papel com o telemóvel de um desconhecido.

Londres


Fazia nesse dia exactamente quatro anos que deixara Eliane em Portugal e viera para Inglaterra. Muita coisa se passara desde então, como por exemplo ter conhecido Lindsey, uma jovenzinha inglesa que vivia perto da comunidade portuguesa onde ele alugara um quarto. Mas, o corpo quente de Eliane não lhe saía do pensamento, quando sozinho à noite na sua cama de quarto de pensão, rebolava entre os lençóis desejando um pouco do calor daquela mulher que mantinha uma aura de ingenuidade mas que se soltava diabolicamente nos seus braços, mostrando a fogosidade que a possuía, sem qualquer pudor.
Lindsey era completamente diferente, mais tímida, inibida. A verdade é que ele fora o primeiro homem que tivera e o que sabia, fora ele quem lhe ensinara. Namoravam há seis meses e pouco mais tinham avançado sexualmente do que as posições de missionário ou com ela deitada sobre o seu corpo e, quanto a sexo oral, nem sempre ela se encontrava suficientemente à-vontade para lho fazer ou sequer para permitir que ele lho fizesse. Sabia que levaria o seu tempo, até porque só haviam iniciado a vida sexual há pouco mais de um mês.

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Sem título – I

Posted by Sutra under Conto em Conjunto on Sunday Nov 25, 2007

A acção decorre em Lisboa, mas aparecerão interrupções para descrever o que se passa em Londres, onde se encontram duas das personagens centrais deste conto.

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Lisboa
Eliane olhava distraída pela janela do comboio, enquanto este se afastava da estação de Algés, na direcção de Cascais. Tinha chegado a Portugal há seis anos com Fábio, o marido que a deixara dois anos depois para ir trabalhar para Inglaterra. Essa era a sua meta quando tinham decidido vir para junto da família portuguesa dela, que viviam no Estoril. Filha de pai português e mãe brasileira, Eliane nascera no Rio de Janeiro onde sempre vivera, embora tivesse vindo a Portugal diversas vezes ao longo dos seus 28 anos de vida. Fora também essa a razão que a fizera concordar em vir com Fábio para tão longe do seu lar: para estar perto de seus familiares e poder conviver com eles durante algum tempo.
Mergulhada nestes pensamentos não se apercebeu do revisor que, insistentemente, a chamava para verificar o título de transporte. Até que um toque suave no ombro a fez dar um salto e olhar para o homem moreno que sorriu perante o seu sobressalto. – O seu bilhete, por favor. – Desculpe – e corou perante o olhar perscrutador dele que demonstrava um interesse que ia além do simples gesto profissional de picar um bilhete ou verificar um passe – aqui está – disse, estendendo-lhe o ticket e cruzando o seu olhar com o dele.
Quando ele lhe devolveu o bilhete, sentiu que prolongava o momento por alguns segundos, o que a fez estremecer com um arrepio de excitação. O revisor moreno seguiu o seu caminho e, antes de passar à carruagem seguinte, os seus olhos tornaram a cruzar-se, enquanto nos lábios de ambos um sorriso se desenhava.
Estavam a chegar à paragem de Oeiras. Ainda iria demorar alguns minutos até ao seu destino na estação de S.João do Estoril.


Londres
Nada como uma cerveja fresca numa tarde soalheira destas, especialmente rara em Londres. Uma Pilsner, o mais próximo que encontrara da sua favorita Brahma. Continuava a achar a Guiness demasiado amarga e o vinho, que frequentemente lhe serviam ao jantar nos seus anos do Estoril, não lhe matava a sede. Estranho lembrar-se agora desse tempo, emocionalmente tão distante, de Eliane, do jeito como o seu cabelo escuro se moldava pelos ombros até lhe acariciar o peito pouco coberto pelos seus tops provocantes. Viu-o ali, na sua frente, como na noite que passaram juntos antes da aguardada partida de Portugal, ainda torneado pela juventude, exultando uma feminilidade transbordando sexualidade. Nessa noite não fizeram amor, apenas se deitaram lado a lado, banhados pela lua que lhes inundava o quarto e pelo som do mar ali mais abaixo. As suas mãos passearam-se pelos seus corpos nus, dizendo o adeus que os seus lábios negavam. Fábio segurou-lhe o púbis, como gostava de fazer, sentido os seus cabelos curtos e cuidados. A sua respiração quente circulava-lhe pelo corpo num prolongado arrepio e ele senti-a por baixo dos seus dedos. Era tarde quando adormeceram e o voo revelou-se extenuante, como se para trás tivesse ficado muito mais do que uma noite mal dormida. Mais um trago e seria hora de vestir o fato de barman para ir servir gostosas caipirinhas e abundantes sorrisos a almas em busca dum aconchego. E como era aconchegante a sua cama.

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Continuação do conto em conjunto

Posted by Sutra under Conto em Conjunto on Sunday Nov 25, 2007

Lembram-se de um conto que iria ser escrito em conjunto por quem quisesse participar?
Pois bem, ficou parado naquela altura e, entretanto, com a mudança de layout do site ele tinha desaparecido do menu. Já cá está de novo, em Categorias – Conto em Conjunto e eu vou dar-lhe continuidade. A partir de hoje vou republicar o que já foi escrito, talvez com pequenas alterações e depois, continuarei de onde se parou.

Se quiserem fazer alguma sugestão, podem enviar para o mail sutra@contossecretos.com que será melhor do que por aqui, pois os comentários acabam por ficar perdidos pelo meio.

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Atrevimentos – the real thing!

Posted by Sutra under Diário on Wednesday Nov 21, 2007

Os seus dedos puxaram-me para o banco semi-escondido nos jardins da água. O beijo começou doce, um suave roçar de lábios, um trocar de línguas que se aprofundou minuto a minuto, toque a toque. As minhas mãos rodearam-lhe o rosto, a língua provocou-o, deslizando desde a sua fonte até à comissura dos lábios. Gosto de o saborear, de o fazer estremecer nos meus braços. Por mim. Para mim.
Apertou-me contra ele e sentei-me ao seu colo, sentindo o volume abrasante de encontro às minhas nádegas. Remexi-me com prazer, obtendo dele um gemido. Insinuou uma mão pelas minhas pernas, aproveitando a leveza do tecido do vestido que levava nesse dia. Tocou-me com dedos de seda, a tentação levou-me a afastar ligeiramente as cosas, para permitir que me tocasse livremente como ambos desejávamos. A minha humidade revelava o desejo que tinha de nos possuirmos ali, sem qualquer pudor. A respiração dele e o sorriso revelavam a vontade de entrar no meu corpo, assim. Sentados num banco de jardim.
O tecido do fio dental foi desviado para permitir o toque dos seus dedos no sexo molhado e expectante. Tocou-me. Introduziu a ponta do dedo. Mais um pouco. Todo. E quase me vim naquele momento. Retirou-o quando ouvimos passos perto. Um casal passou por nós, entreolhando-se ao aperceberem-se da nossa posição e do calor avermelhado nas faces.
‘Ele’ voltou a tocar-me e puxou o fio dental até aos tornozelos, tirando-o. – Dá cá – pedi-lhe. – Guardo eu.
E guardou: no bolso do casaco.
Voltou a introduzir um dedo dentro de mim. Gemi. Ele suspirou. Sorriu. – Vem-te para mim. – Doido. Vem aí gente. Ouço vozes. – Cala-te.
Beijou-me e o dedo continuou a instigar-me a carne. O clítoris inchado recebia cada carícia, pressão, como uma descarga eléctrica. – Mas… – Shiuuu – no meu ouvido.
Passos. E um grupo de cinco pessoas que se aproximava. A minha respiração estava acelerada, o coração batia que nem louco. Mas ‘Ele’ não retirou o dedo. Introduziu outro. Mordi os lábios para não gemer e abracei-me mais a ele, para não perceberem a sua mão entre as minhas pernas nem os meus estremecimentos. Estava quase a vir-me. – Amor… – Eu sei… sinto-te. Anda, vem-te para mim.
Acelerou o movimento dos seus dedos depois de eles ficarem a uma distância mais segura e fechou a sua boca na minha, para abafar o meu gemido, o estremecimento do orgasmo. Que vontade eu tinha de gritar, de dizer o que ele me faz sentir. Do prazer que me deu. Do quanto o desejo sempre. Deixou que eu recuperasse a noção de onde estava e sussurrou: – Adoro-te.
Retirou os dedos e chupou-os, lambeu-os. – Percebes agora porque eu não quis sobremesa?
Soltei uma gargalhada e beijei-o, saboreando o meu gosto na sua boca.
Depois limpou-me cuidadosamente, pegou na máquina fotográfica e fomos brincar pelo jardim. O fio dental ficou no bolso dele.

There’s a meaning there, but the meaning there doesn’t really mean a thing
Come and see the real thing, come and see the real thing, come and see
I am the real thing!
Russell Morris


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Atrevimentos…

Posted by Sutra under Diário on Monday Nov 19, 2007

Uma vez alguém pediu para eu escrever uma fantasia com ele e a mesma terminou no Parque das Nações [não foi, Rui?].
Desta vez, houve mesmo ‘atrevimentos’ no Parque, embora não com o Rui, mas com ‘Ele’. E, como já se devem ter apercebido continuo a tratá-lo por ‘Ele’ sem dizer o seu nome. Porque ‘Ele’ é especial, diferente, único.
Então, vamos lá, antes que digam que, afinal,a preguiça ainda não me abandonou [as razões da semi-ausência, eu conto um dia destes, na altura devida].
Foi num dia de semana de fins de Julho, em que resolvemos fazer diferente do que fazíamos já há alguns dias. Trocámos o estômago vazio e sexo no meu apartamento na hora de almoço, por um verdadeiro almoço no Status do Parque das Nações. Que delícia de lasanha acompanhada por um excelente vinho [disse ‘Ele’ que eu não sou grande especialista em vinhos, a minha especialidade é mais ‘carne’] e aquela sobremesa de comer e chorar por mais.
Durante o almoço, e como não podia deixar de ser, trocámos as provocações habituais, os toques de mãos por cima da mesa, de pés por baixo da mesma. As toalhas são curtas demais para outras aventuras, apesar de termos escolhido um lugar mais sossegado, por isso, ficámo-nos pelas palavras que resvalavam entre nós e entrechocavam em tentações de desejo. Foi uma forma de tortura, porque a nossa vontade era saltarmos para cima um do outro e comermo-nos ali mesmo. Mas só mesmo como fantasia e nada praticável.
Depois de almoçar, resolvemos tomar mais um café por perto e ficámos na dúvida se iríamos ou não trabalhar de tarde, ou se aproveitavamos para passear um pouco. No meio de telefonemas de desculpas para os respectivos locais de trabalho, demonstrando a falta de responsabilidade de um e de outro numa tarde soalheira. Mas que fazer? A vontade de estarmos juntos era enorme e o tempo que podíamos partilhar não era assim tanto nessa altura. Tínhamos apenas escapadelas duas ou três vezes por semana.
Fomos ao carro dele onde nos sentámos alguns minutos numa troca de beijos intensa, o desejo à flor da pele, ‘Ele’ pegou na máquina digital e fomos para um dos jardins: – Hoje quem te tira fotos sou eu – e cumpriu-se. Tirou-me aquela foto que vocês viram mais abaixo.
Agora, como é que eu fiquei sem fio dental, é outra história. E, segundo me pareceu alguém mais se apercebeu de quando ele deslizou as mãos pelas minhas pernas acima e tornou a descê-las com o tecido enrolado nos dedos. Não se ficou por apenas as despir. Foi mais além, mas… é assunto para amanhã.

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Posted by Sutra under Diário on Monday Nov 19, 2007

Tchan tchan tchan tchan

The real return!

Amanhã de manhãzinha…

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Acordo Ortográfico

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Nov 14, 2007


Já se imaginaram a escrever a palavra ‘húmido’ sem ‘h’? -> úmido?!
Para quem for contra o Acordo Ortográfico nos moldes propostos, assine a petição:

Petição Online

Porque não podemos manter o nosso bem falar/escrever português?

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Atrevimentos no Parque

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Friday Nov 9, 2007

Entretanto, já posso alojar as fotos de novo no site Razz



E a propósito disto… tenho de contar… o que foi este atrevimento no Parque…

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Testezinho

Posted by Sutra under Diário on Thursday Nov 8, 2007

Um, dois, três experiência…

Um, dois?

Allô?

Sim?

Será que se abanar muito isto vai abaixo de novo?


Meus caros… problemas de servidor que tem demorado para resolver – é esta a razão de na última semana o site ter estado mais tempo down do que up. [down/up, down/up, down/up… isto sugere-me qualquer coisa]

Espero que já estejam resolvidos Smile

E comunico que aproveitei os dias para escrever várias coisas… Twisted

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Surpresa – the last part

Posted by Sutra under Diário, Fotografia on Sunday Nov 4, 2007


Su observava o corpo do seu amante tocado pelas mãos da Morena. Notava a atenção dela sobre o seu próprio corpo e sentiu no olhar daquela mulher a vontade de a tocar a si. Baixou o seu, numa recusa velada. Não concederia. O prazer seria apenas dele e para ele. O prazer de Su seria o prazer dele. No final, teria o seu prémio que não dividiria com mais ninguém: o carinho que apenas a ela pertencia. Sentada na cama, assistia ao desejo que o fazia tremer, as gotículas de suor escorrendo pelo corpo. Baixou o corpo junto do dele e lambeu as gotas que desciam pelo peito na direcção do umbigo. Sentiu as mãos dele tocarem-lhe o cabelo e puxa-la para um beijo, a língua invadindo-lhe a boca sofregamente.
Afastou-se de novo enquanto a Morena continuava a fazer malabarismos com a boca, levando-o à beira do orgasmo. – Su… – Sim, amor, estou aqui…
E aproximou-se do pénis erecto, beijando-o, tocando-lhe com a ponta da língua, engolindo-o suavemente. O rosto da Morena muito perto do seu, a boca vermelha entreaberta na vontade de partilhar aquele momento. Su piscou-lhe um olho e soerguendo-se ligeiramente, esticou um braço e tirou a venda ao seu amante, permitindo que ele observasse as duas mulheres na partilha do seu sexo. Alucinado, via como o seu pénis erecto saia de uma boca e entrava noutra, como as duas línguas se tocavam na sua carne. – Dêem um beijo – pediu. – Amor… – Sim, Su, gostava de ver – insistiu, acariciando o cabelo de ambas e fazendo um gesto que fazia aproximar os rostos femininos. Até que se beijaram. Primeiro um toque leve, suave. Depois o entreabrir dos lábios e a língua da Morena, exploradora. – Sabes tão bem – dizia-lhe.
Su apreciava a suavidade da Morena, a sua boca que sabia a morangos silvestres, perfumada, saborosa. Entregou-se ao beijo, enquanto os dedos subiam e desciam pelo sexo masculino. – Hum… isso é bom demais.
A voz do homem fê-las despertar daquele beijo que atordoara os sentidos e, virando-se para ele, voltaram a partilhar a carne quente que latejava, ansiosa por soltar o fogo crescente. – Ahh… agora…
As duas mulheres receberam a seiva masculina enquanto o grito dele ecoava pelas paredes do quarto. A noite ainda mal havia começado. – Que loucura, Su. Que loucura… – Anda conosco, amor – e erguendo-se da cama, fez um sinal à Morena que se encaminhou com eles para a enorme banheira da suite.
Abriu a torneira da água quente e colocou a tampa, para deixar a banheira encher. Colocou espuma e entrou na água, no que foi seguida por ‘Ele’ e pela Morena. Acomodados dentro da água morna, acariciavam-se mutuamente, trocando beijos, carícias, toque suaves e profundos. Su tinha perdido a inibição com a Morena e trocavam beijos livremente.
A Morena pensava para si que já estivera mais longe de poder fazer sexo com ambos, e acreditava que até ao final da noite ainda teria o orgasmo de Su na sua boca. Mas antes disso ainda queria sentir dentro de si aquele pénis que já anunciava estar preparado para mais uma batalha. Deslizou pelas pernas masculinas e sentou-se nele, agarrando o sexo masculino e fazendo-o penetrá-la de uma só estocada. Gemeu. E começou a movimentar-se numa cavalgada que a levaria ao cume do prazer. Baixou o rosto pedindo um beijo a Su, em silêncio. E, enquanto as línguas se entrelaçavam e as mãos dele a puxavam de encontro a si, a Morena sentiu as ondas do orgasmo chegarem em espiral, fazendo com que gritasse e se agarrasse ao pescoço masculino.
Ficaram assim alguns momentos, até que se ergueram, limparam aos toalhões e regressaram ao quarto e à cama.
A noite ainda tinha muito para oferecer aos três amantes. E teve. Su experimentou sensações que desconhecia. Capitulou. Rendeu-se ao prazer. À luxúria. Aos comandos do próprios corpo.
A surpresa havia sido mais do que imaginara quando a preparara.


Nota: e continuou, continuou, mas o resto não é preciso contar mais.
Vocês sabem.
Se tiver alguma troca de letra ou letras a mais, depois corrijo, tenho o hábito de escrever directamente e não ler o que escrevi, nem usar o corrector do word, embora saiba que não dou erros normalmente.


© Sutra 2007

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Back!

Posted by Sutra under Diário on Sunday Nov 4, 2007

Mas que sina esta…
Nunca imaginaria que iria ficar sem site nos últimos 5 dias. É dose!
Mas o servidor ficou off e o problema demorou para ser solucionado.

Já passou e eu já cá estou de novo Smile

E continuo sem conseguir descobrir porque razão aparece uma pop-up do AFF! Evil
Por mais que tire banners e links de onde poderiam vir os tais pop-ups, a verdade é que eles aparecem sempre.

© Sutra 2007

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