
Su observava o corpo do seu amante tocado pelas mãos da Morena. Notava a atenção dela sobre o seu próprio corpo e sentiu no olhar daquela mulher a vontade de a tocar a si. Baixou o seu, numa recusa velada. Não concederia. O prazer seria apenas dele e para ele. O prazer de Su seria o prazer dele. No final, teria o seu prémio que não dividiria com mais ninguém: o carinho que apenas a ela pertencia. Sentada na cama, assistia ao desejo que o fazia tremer, as gotículas de suor escorrendo pelo corpo. Baixou o corpo junto do dele e lambeu as gotas que desciam pelo peito na direcção do umbigo. Sentiu as mãos dele tocarem-lhe o cabelo e puxa-la para um beijo, a língua invadindo-lhe a boca sofregamente.
Afastou-se de novo enquanto a Morena continuava a fazer malabarismos com a boca, levando-o à beira do orgasmo. – Su… – Sim, amor, estou aqui…
E aproximou-se do pénis erecto, beijando-o, tocando-lhe com a ponta da língua, engolindo-o suavemente. O rosto da Morena muito perto do seu, a boca vermelha entreaberta na vontade de partilhar aquele momento. Su piscou-lhe um olho e soerguendo-se ligeiramente, esticou um braço e tirou a venda ao seu amante, permitindo que ele observasse as duas mulheres na partilha do seu sexo. Alucinado, via como o seu pénis erecto saia de uma boca e entrava noutra, como as duas línguas se tocavam na sua carne. – Dêem um beijo – pediu. – Amor… – Sim, Su, gostava de ver – insistiu, acariciando o cabelo de ambas e fazendo um gesto que fazia aproximar os rostos femininos. Até que se beijaram. Primeiro um toque leve, suave. Depois o entreabrir dos lábios e a língua da Morena, exploradora. – Sabes tão bem – dizia-lhe.
Su apreciava a suavidade da Morena, a sua boca que sabia a morangos silvestres, perfumada, saborosa. Entregou-se ao beijo, enquanto os dedos subiam e desciam pelo sexo masculino. – Hum… isso é bom demais.
A voz do homem fê-las despertar daquele beijo que atordoara os sentidos e, virando-se para ele, voltaram a partilhar a carne quente que latejava, ansiosa por soltar o fogo crescente. – Ahh… agora…
As duas mulheres receberam a seiva masculina enquanto o grito dele ecoava pelas paredes do quarto. A noite ainda mal havia começado. – Que loucura, Su. Que loucura… – Anda conosco, amor – e erguendo-se da cama, fez um sinal à Morena que se encaminhou com eles para a enorme banheira da suite.
Abriu a torneira da água quente e colocou a tampa, para deixar a banheira encher. Colocou espuma e entrou na água, no que foi seguida por ‘Ele’ e pela Morena. Acomodados dentro da água morna, acariciavam-se mutuamente, trocando beijos, carícias, toque suaves e profundos. Su tinha perdido a inibição com a Morena e trocavam beijos livremente.
A Morena pensava para si que já estivera mais longe de poder fazer sexo com ambos, e acreditava que até ao final da noite ainda teria o orgasmo de Su na sua boca. Mas antes disso ainda queria sentir dentro de si aquele pénis que já anunciava estar preparado para mais uma batalha. Deslizou pelas pernas masculinas e sentou-se nele, agarrando o sexo masculino e fazendo-o penetrá-la de uma só estocada. Gemeu. E começou a movimentar-se numa cavalgada que a levaria ao cume do prazer. Baixou o rosto pedindo um beijo a Su, em silêncio. E, enquanto as línguas se entrelaçavam e as mãos dele a puxavam de encontro a si, a Morena sentiu as ondas do orgasmo chegarem em espiral, fazendo com que gritasse e se agarrasse ao pescoço masculino.
Ficaram assim alguns momentos, até que se ergueram, limparam aos toalhões e regressaram ao quarto e à cama.
A noite ainda tinha muito para oferecer aos três amantes. E teve. Su experimentou sensações que desconhecia. Capitulou. Rendeu-se ao prazer. À luxúria. Aos comandos do próprios corpo.
A surpresa havia sido mais do que imaginara quando a preparara.
Nota: e continuou, continuou, mas o resto não é preciso contar mais.
Vocês sabem.
Se tiver alguma troca de letra ou letras a mais, depois corrijo, tenho o hábito de escrever directamente e não ler o que escrevi, nem usar o corrector do word, embora saiba que não dou erros normalmente.
© Sutra 2007
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