Contos Secretos http://www.contossecretos.com Os meus contos, a minha vida, os meus segredos. Tue, 07 Sep 2010 21:53:09 +0000 http://wordpress.org/?v=abc en hourly 1 Ploc! http://www.contossecretos.com/?p=2061 http://www.contossecretos.com/?p=2061#comments Tue, 07 Sep 2010 21:42:51 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=2061

Nota-se à légua o amor próprio ferido.


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Brinquedos http://www.contossecretos.com/?p=2056 http://www.contossecretos.com/?p=2056#comments Fri, 03 Sep 2010 15:07:44 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=2056

Hoje quero mostrar alguns dos meus brinquedos:






Foram todos adquiridos na Loja Sexy

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The Life – XVIII http://www.contossecretos.com/?p=2048 http://www.contossecretos.com/?p=2048#comments Tue, 31 Aug 2010 21:50:29 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=2048 fetiches era que eu fosse ter com ele, sempre sem lingerie e de saia. Para que bastasse erguer-me e penetrar-me rapidamente. Depois uma sucessão de movimentos loucos e um orgasmo ainda mais louco. [...]]]> 2003 – 23 anos.
Filipe [continuação].
Do restaurante seguimos para um bar na zona do Cais do Sodré, onde permanecemos até cerca da uma da manhã. Durante esse tempo aumentou o número de vezes que as suas mãos roçaram as minhas, que os seus joelhos encostaram nos meus por baixo da mesa, que os nossos olhos se cruzaram em silêncio, mas num entendimento do que ambos sentíamos e desejávamos. A atracção passou a um enorme tesão que aflorava os sentidos e me fazia sentir aquela vontade de experimentar o que a sua boca me prometia. Até que colocou a sua mão em cima da minha e entrelaçou os dedos, puxando-me e fazendo com que me debruçasse sobre a mesa na sua direcção. Inclinou-se e roçou os seus lábios nos meus, fazendo com que semicerrasse os olhos.
- Apetecia-me fazer isto há muito tempo.
– Não me vais dizer que é desde o primeiro dia que nos vimos, pois não?
– tentei brincar, para disfarçar a respiração meio descontrolada, por efeito do beijo.
- Não, desde aí não, mas no dia a seguir, desde que bebemos café.
– Hum.
– Hum. Já vi que tens esse hábito quando estás na dúvida.
– riu-se – mas é verdade. Foi desde o segundo dia.
Sentou-se ao meu lado e trocámos mais um beijo, um simples roçar de lábios que fazia aumentar o ritmo das batidas cardíacas.
- Por mim, íamos embora daqui para outro lugar. Se quisesses, claro…
– Quero
– respondi-lhe.
Chegados ao parque de estacionamento, esperou que eu abrisse a porta do meu carro, disse-me para entrar e debruçou-se para me dar mais um beijo, os dedos deslizando pelo meu pescoço. Desta vez, o simples toque de lábios transformou-se num devorar de bocas, num entrelaçar de línguas que nos deixou a ambos sem fôlego.
- Posso levar-te a conhecer a minha casa?
– Sim, vamos
– respondi, demonstrando que não importava o lugar, só queria mesmo estar com ele.
- Mas aviso já que ainda não tenho fogão.
– Eu também não estou com intenções de comer. Pelo menos, comida…
– Não? Então?
– perguntou, adivinhando a resposta, mas mostrando que a queria ouvir da minha boca.
- Não… comer mesmo, só a ti. E já sinto fome…
– Não nos vou fazer esperar mais. Vamos.

Meia hora depois de percorrer algumas avenidas e ruas de Lisboa, indicou-me que estacionasse o carro e esperasse por ele. Entrou na garagem de um prédio, onde deixou o carro e regressou minutos depois para me vir buscar. Subimos no elevador alguns andares, não recordo em qual parámos, até porque só lá regressei mais uma vez na semana seguinte e também só de noite, e, quando saímos.
Depois de porta fechada recordo-me de ter pegado em mim ao colo e eu de ter abraçado a sua cintura com as pernas. Foi assim a primeira vez que fizemos sexo: de pé, encostados à parede, numa urgência louca de satisfação. Na verdade, isso parece ter-se tornado a nossa constante: sexo de pé. Foi assim a maior parte das vezes que o fizemos. Fosse no apartamento dele, fosse no meu. Ele adorava pegar em mim ao colo e fazer-me descer sobre o seu membro duro, que entrava em mim profundamente e me preenchia como eu gosto de sentir. Um dos seus grandes fetiches era que eu fosse ter com ele, sempre sem lingerie e de saia. Para que bastasse erguer-me e penetrar-me rapidamente. Depois uma sucessão de movimentos loucos e um orgasmo ainda mais louco. Podia ser numa rua estreita, num estacionamento automóvel, abrigados pelas sombras da noite. Foi um caso tão curto quanto alucinante. Durou cerca de um mês e acabou porque assim tinha de ser. Ambos sabíamos que a única coisa que nos ligava era sexo e boa conversa. Mas que era bom, sem dúvida.
Encontravamo-nos uma ou duas vezes durante a semana e passavamos os fins de semana a experimentar todas as variantes. Na cama dele ou na minha. No chão da sala dele ou no da minha. Mas principalmente de pé no meio da sala, do quarto ou da cozinha… na minha casa ou na dele.
Não sou assim tão saudosista a ponto de ficar presa aos acontecimentos do passado, mas o certo é que foi muito intenso. Bom. Muito bom.
A seguir vou recuar no tempo e falar-lhes do Ricardo.

Sutra

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The Life – XVII http://www.contossecretos.com/?p=1970 http://www.contossecretos.com/?p=1970#comments Sun, 29 Aug 2010 21:21:57 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1970 2003 – 23 anos.
Filipe.
Ainda antes de falar do Ricardo, um caso que tive entre o fim de 2001 e início de 2002 – e do qual já falei aqui algumas vezes – vou falar do Filipe. Acho que nunca o mencionei sequer. Do Ricardo falo a seguir.
Conheci o Filipe numa fila de supermercado, no ano de 2003. Por mais estranho – ou habitual, já nem sei – que vos possa parecer, a verdade é que foi mesmo quando estava numa fila dentro do hipermercado. Não na caixa de pagamento. Mas no balcão das comidas já confeccionadas. Claro! Onde mais me haveriam de encontrar senão no local onde posso adquirir a comida já pronta a comer? Pronta é como quem diz, bastando apenas a passagem de uns escassos minutos pelo micro-ondas.
Pareceu-me um daqueles homens mal habituados a escolher comida, mal habituados a compras. Ou seja, um ‘dondoca masculino’ – isto foi o que pensei no momento em que batia o pé, aflita para que ele se despachasse na escolha. O meu estômago reclamava por comida e não admitia grandes esperas, senão começava a emitir ruídos de forma desesperada. Mas se pensam que ‘dondoca masculino’ foi a única expressão em que pensei naquele momento, estão redondamente enganados. Fiz o filme completo do que era [hipoteticamente] a sua vida. Homem de negócios, habituado a ter em casa uma mulher que lhe tratasse de tudo: ir às compras, tratar da roupa, comida sempre pronta na mesa, e todas aquelas boas coisas que qualquer mulher feliz faz. Quem sabe daquelas que até o esperava com as pantufas e o jornal na mão, dividindo o tempo entre o fogão, as crianças e o marido.
Sim, eu sei: pareço uma feminista inveterada. Mas não sou. Calma. Reparem que este era o meu pensamento na altura, motivado pelos pontapés raivosos que o estômago lhe espetava devido à fome. Eu estava-lhe com um pó que nem imaginam!!
Imaginei ainda que a mulher o teria deixado, farta daquela vidinha e que, S. Exª agora teria de se desenvencilhar sozinho, no que estaria a ter enormes dificuldades. A minha imaginação fértil não parava e a história ia crescendo. Mesmo quando começava a entrar em detalhes mais dramáticos, quase a raiar o terror, eis que resolvi colocar um basta. Cheguei junto dele e, o mais docemente que consegui [leia-se irónica], aconselhei-o a optar pela carne de vitela estufada com batatas no forno. Era muito tenra, eu mesma havia levado naquela semana e gostava imenso da receita. Tretas. Por mim até podia comer a carne estragada, desde que saísse da minha frente. Mas não é que foi isso mesmo que ele levou? Muito bem! E ainda me agradeceu por cima, como um sedento no deserto, perante um copo cheio de água fresca. O importante é que resultou e ele foi-se.
Mas esta foi a primeira vez que nos cruzámos. Mal sabia eu que, no dia seguinte, pela mesma hora, lá estava ele na fila da comida take away. Sorte a minha desta vez: ele estava alguns números atrás de mim. Sorriu-me, e sorri-lhe simpaticamente, principalmente pela posição em que estava. Afinal, hoje não teria de assistir às suas indecisões. Mal tinha acabado de me virar, depois do cumprimento, ouvi a voz dele perto de mim:
- Boa noite, como está desde ontem?
- Bem, obrigada.
- Quero agradecer-lhe pela recomendação, tinha razão, a carne estava uma delícia. – Ainda bem, fico satisfeita que tenha gostado – e virei-me ao ouvir o som de chamada de novo número.
Mas ele era persistente.
- Que me recomenda hoje?
Respirei fundo e respondi, tentando ser simpática, apesar da falta de paciência:
- Acho que, pela experiência de ontem, pode escolher qualquer coisa que será sempre a seu gosto. Como lhe disse, costumo levar e não tenho quaisquer razões de queixa.
- E sobremesas?
- A mousse de chocolate é deliciosa – respondi com um sorriso.
- Obrigado – e sorriu-me de volta.
Uns minutos depois chegou a minha vez, fui atendida e, ao ir embora, passei por ele e despedi-me com um ‘até outro dia’. Ele hesitou e, surpreendeu-me:
- Aceita tomar um café? – e continuou com um sorriso de menino – para a compensar pela demora de ontem e para agradecer a ajuda.
Só então reparei que fazia umas covinhas quando sorria. Porque é que eu nunca resisto a estas covinhas? Num impulso, aceitei, esperei que ficasse despachado e fomos até um dos muitos cafés do centro comercial.
Fiquei surpreendida com o que fui conhecendo de Filipe. É verdade que a má impressão da véspera tinha tido origem apenas na minha má vontade, no cansaço, na falta de paciência e para concluir tudo isso, no que a minha mente tinha criado, só de olhar para ele. Ele era simpático, bem humorado e muito prático. Se estava separado?
Sim, mas não tão recentemente como eu ‘inventara’. Tinha tido uma relação durante seis anos, que terminara havia um ano. Não tinha filhos e dava aulas de Fiscalidade num centro de formação. Vivia sozinho, sim. Até sabia cozinhar e tratar das coisas dele, sem ajuda feminina. Quase engoli em seco quando ele falou isto. Que vergonha! Ainda bem que ele não podia adivinhar a história que eu havia criado em seu redor. O problema era simplesmente um fogão avariado ainda dentro da garantia, foi para reparação e, até o ter de volta, tinha de se desenrascar com micro-ondas. Sendo que, detestava fast food.
Ficámos ali umas duas horas na conversa, depois trocámos contactos de telemóvel e combinámos de encontrar por aqueles dias para jantar ou tomar qualquer coisa.
Na semana seguinte telefonou-me a meio da tarde e convidou para jantar nessa noite. Levou-me a um restaurante de comida nepalesa, salvo erro na Avª do Brasil. Adorei a experiência, tanto da comida, que nunca tinha experimentado, como da companhia. Confesso que, a meio do jantar, já o clima tinha mudado e eu sentia aquela sensação de ansiedade. Ele atraía-me. O seu sorriso, os olhos curiosos, o humor. Não era um homem bonito, mas tinha um enorme charme, divertia-me. Cativava-me. É, na verdade, o que importa à maior parte das mulheres, penso eu. O que nos arrebata os sentidos, o que nos seduz, não a imagem que os nossos olhos comem e que, nem sempre é a real.
A atracção intensificou-se de tal modo que nada me importava mais a não ser Filipe, o seu sorriso e o olhar com que me brindava sempre que apenas me escutava, ou, quando falava e eu o ouvia a ele. Estava perante uma daquelas situações em que se houvesse qualquer avanço e intenção da parte dele, mergulharia de cabeça sem pensar duas vezes e passaria a noite com ele.

[continua]

Sutra

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Prazeres http://www.contossecretos.com/?p=1947 http://www.contossecretos.com/?p=1947#comments Fri, 27 Aug 2010 22:26:53 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1947 [...]
Tenho um lenço de seda da cor dos meus lábios entreabertos, deslizando pelos dedos que te acariciarão esta noite. O tecido acaricia-me a pele, como anseio que o faça a tua boca de contorno quente e macio.
E quando te tiver junto a mim, beijar-te-ei e envolverei o teu corpo com o meu, abraçando-te com os meus braços e pernas, armas guerreiras nesta batalha de corpos que travaremos na tua cama.
E o lenço de seda atravessará o teu rosto, ocultando o teu enigmático olhar do atrevimento do meu, encerrando a previsibilidade do gesto com que te dominarei.
Serei tua dona e tu meu escravo, com gritos de luxúria quebrando o silêncio da noite. Gritarás meu nome, pedindo que derrame meu corpo pelo teu em espasmos de prazer, e o meu gemido de vencedora ecoará na noite.
Meu!
És meu!
Entrarás no meu corpo nesta cavalgada alucinante, levando-me contigo para terras do imaginário, unindo espíritos, mais que corpos. Entrelaçando desejos, trocando beijos.
[...]

Sutra

[excerto de colectânea registada – Todos os Direitos Reservados]

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Just an illusion…[?] http://www.contossecretos.com/?p=1927 http://www.contossecretos.com/?p=1927#comments Thu, 26 Aug 2010 21:19:18 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1927 Old… old… old…
Grin
Ilusão? Sim ou Não?


Imagination – Just an Illusion

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Red http://www.contossecretos.com/?p=1916 http://www.contossecretos.com/?p=1916#comments Wed, 25 Aug 2010 22:27:52 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1916


Esta foto é daquelas antigas que tirei com a cuequinha comestível que veio da Sexy Loja [toca a espreitar a sexshop online, se faz favor!]

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Peaceful http://www.contossecretos.com/?p=1915 http://www.contossecretos.com/?p=1915#comments Wed, 25 Aug 2010 10:59:25 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1915 Estou mesmo a necessitar de uns dias de repouso longe de tudo o que me faça recordar trabalho, reuniões, empresa, telefones, contas, negócios, clientes.
Já há alguns anos que Setembro é o meu mês de férias. Escolhia esta altura por ser mais calmo, sem aquele reboliço de praias cheias, o Agosto dos emigrantes, estrangeiros.
Nunca gostei muito de levantar cedo para ir para a praia ou ter de dar voltas até conseguir arrumar o carro e isso é o que acontece aos fins de semana e no mês de Agosto.
Setembro é o mês da paz. Sossego. Calma. Relax.
Entro de férias já dia 1 e vou ficar por cá os primeiros dias. Mas no dia 13 parto para um refúgio onde vou permanecer por uma semana. Esse vai ser mesmo o meu ‘peaceful’ place. Acordar, tomar pequeno-almoço na varanda a olhar o mar. Descer, atravessar a estrada e entrar na praia, apenas com um livro, toalha e uma garrafa de água. Deitar numa espreguiçadeira ao sol ou debaixo do chapéu. Namorar muito. Tomar banho a quase 100m de distância de outras pessoas. Fazer amor entre as ondas do mar. De dia ou de noite. Porque o quase isolamento o permite. Jantar à luz das velas. Passear junto à praia, de mãos dadas. Sentar no muro e trocar carícias até desejar correr até ao quarto para dar azo a todo o tesão.
Isto sim é descanso e total descontracção.
Entre os dias 13 e 20 de Setembro é isso que vou oferecer a mim mesma.
O resto das férias será por cá a dormir muito, a descansar, passear, ler, escrever.
Até lá ainda tenho o resto desta semana e início da próxima para amargar… Smile

Sutra

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The Life – XVI http://www.contossecretos.com/?p=1910 http://www.contossecretos.com/?p=1910#comments Sun, 22 Aug 2010 22:33:05 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1910


2001 – Agosto.
Vítor.
O Vítor foi um dos romances mais fulminantes e quentes que tive. De entre os mais curtos.
Conhecemo-nos no Algarve, quando fui passar quinze dias na casa de férias de uma amiga, a São. Ela estava sozinha com uma tia porque os pais ainda não estavam de férias e lá fui eu ter com ela.
A casa ao lado havia sido alugada aos pais do Vítor durante todo aquele mês de Agosto. Conhecemo-lo logo na primeira noite, devido às conversas habituais que surgem entre ‘vizinhos’, neste caso, entre a mãe dele e a tia da São. O facto de jantarmos, invariavelmente, no quintal, também proporciona as ditas conversas.
Acabámos por sair os três, pois ele ofereceu-se para nos levar a um dos bares que costumava frequentar e onde se encontrava com outros amigos.
Na noite seguinte repetimos mas já se notava um ambiente diferente entre os três. Acho que ele começou a ficar dividido entre as duas e ambas estávamos a tentar seduzi-lo. Não comentávamos uma com a outra, mas foi surgindo naturalmente, até que ele se atreveu e lhe deu um beijo, no bar. Confesso que senti um ‘baquezinho’ naquele momento, quando os vi de bocas coladas, mas não demorou muito para ele me puxar para ele e me dar também um beijo. Ainda hesitei mas ao ver o sorriso da São, não recuei e senti o fogo que ele fazia passar dos seus lábios para os meus.
Percebi que este menino queria brincar e pensei que ele teria o que queria… até certo ponto. Enquanto pensava isto, pisquei um olho à São que sorriu e retribuiu.
Não sei como, nem quando, ou sequer de que modo, deixámos os amigos no bar e fomos na direcção da praia, mas a dada altura dei por mim sentada no muro, pernas afastadas e o Vítor abraçado à minha cintura, beijando-me o pescoço, enquanto a São, nas costas dele, o beijava na nuca.
Beijava uma e outra, tocava uma, tocava outra e as carícias foram ficando cada vez mais intensas. Em certo momento, só me apercebi que ele tinha uma mão dentro dos calções da São, desabotoados, enquanto me abocanhava um seio, mordiscando e lambendo o bico erecto que lhe tocava a língua, enquanto os meus gemidos se misturavam com os da São que tocava no volume acentuado que o Vítor já exibia. Mergulhei nas sensações que me passavam pelo corpo e voltei apenas a sentir o que ele fazia com a boca no meu corpo.
Pouco depois, quando senti os dedos dele subirem curiosos pelas minhas coxas nuas, já que eu usava mini-saia, suspirei sabendo de antemão a carícia que ele me ia fazer de seguida: a mesma que já tinha levado a São a um enorme grau de excitação. E, quando me tocou não consegui conter o estremecimento de prazer, enquanto os seus dedos me tocavam a carne húmida, excitada. A São estava ajoelhada entre nós, a sua boca a deslizar pelo membro erecto de Vítor que tremia de prazer.
Afastando as minhas coxas com as mãos, tirou-me as cuequinhas e mergulhou o rosto no vértice que escorria o néctar que ele recebeu nos lábios. Fez-me vir assim, ao fim de alguns minutos, enquanto a São apressava os movimentos com a boca e os dedos, para o fazer vir também nesse instante.
Partilhámos ali momentos muito intensos que vieram a terminar quando chegámos a casa. A São despediu-se com um beijo e um ‘estou com sono, vou dormir, fiquem vocês’ e piscou-me o olho. Sem combinar nada, senti como que um sinal para eu continuar sozinha que ela tinha ficado por ali mesmo.
E foi o que fiz.
Ficámos abrigados no quintal dele, deitados numa espreguiçadeira, conhecendo-nos, tocando-nos e elevando a nossa resistência ao limite. Até que a quebrámos e fizemos amor ali mesmo, contendo os gemidos, os movimentos, para não acordarmos ninguém.
A intensidade daquela noite foi o início de uma experiência linda. Na noite seguinte assumimos perante todos o relacionamento. A São não ficou sozinha, andou com o Paulo, um dos amigos do Vítor.
O fim das férias, foi o fim do relacionamento – típica curte de Verão – mas muito, muito forte, intensa.
Ainda trocámos alguns mails, telefonemas, mas não voltámos a ver-nos.

© Sutra

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The Life – A continuar brevemente… http://www.contossecretos.com/?p=1904 http://www.contossecretos.com/?p=1904#comments Sat, 21 Aug 2010 14:59:41 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1904 Pediram, pediram… eu vou dar o que querem…


I
1980.
O ano em que uma coisa minúscula vem ao mundo. […]

Publicado a 22 de Abril de 2008


II
Anos 90.
[…]Acendi a luz, puxei pelo livro que tinha colocado debaixo do colchão e abri-o. No meio, a revista brilhava com as suas fotos proibidas que me fizeram sentir algo que eu desconhecia. ‘Senti coceguinhas na minha barriga’[…].

Publicado a 24 de Abril de 2008


III
Com os meus 12 anos veio também a experiência da primeira masturbação e do primeiro orgasmo. Na altura não fazia a mínima ideia do que isso significava, mas aconteceu quando encontrei um dos vídeos dos meus pais, numa caixa [a mesma, claro] em cima do roupeiro.[…]

Publicado a 28 de Abril de 2008


IV
Foi também aos 12 anos que dei o primeiro beijo de língua.[…]
Abrimos os lábios, encostámo-los e lá começou a exploração. Toques de língua uma na outra, tacteando, experimentando e depois o envolvimento, o sentir que aquilo era bom.
Dava um friozinho na boca do estômago, assim uma sensação que amolecia e me fazia sentir tão bem.
E assim foi o meu primeiro namorado e o primeiro beijo de língua.[…]

Publicado a 30 de Abril de 2008


V
1993.
13 anos.
Namorado: Carlos, da mesma idade que eu, andava na mesma turma e tinha um jeito de quem sabia muito, mais para tentar mostrar algo, do que de facto. […]

Publicado a 6 de Maio de 2008


VI
1994-95
Dos 14 aos 15 anos.
Namorado: João. Meio arruivado, com umas sardas no nariz que o incomodavam a ele mas que eu considerava darem-lhe um ar de graça rebelde, muito natural. A troca tímida de olhares era a constante nos intervalos das aulas.[…]

Publicado a 28 de Maio de 2008


VII
15 anos.
Curte: Chico. […]
Foi assim uma vontade ao primeiro olhar. E não tinha passado nem duas horas após nos conhecermos e já estávamos atracados aos beijos. Mas, ele beijava… ena… só um beijo dele era quase um orgasmo! Os seus lábios pareciam querer abarcar os meus, mantendo-os completamente submissos, entregues às mordidas e aos beijos longos, longos, longos. A língua, envolvida na minha parecia querer permanecer assim por horas, deixando-me sem fôlego.[…]

Publicado a 2 de Junho de 2008


VIII
1995-96
15-16 anos
Namorado: André. [...]
O André foi o primeiro rapaz que me ensinou o que era o sexo oral. Foi o primeiro perante o qual me despi completamente. Foi ele o primeiro que me tocou a vulva com os seus lábios. Que me chupou o clítoris, que me introduziu a ponta de um dedo no sexo, enquanto me lambia. Foi ele o primeiro a quem eu toquei no pénis com meus lábios. Foi dele o primeiro gosto a homem que senti na boca. Foi ele o primeiro que vi vir-se para mim.[...]

Publicado a 4 de Junho de 2008


IX
1997
17 anos
Namorado: Rudolfo. Com os 17 anos veio o anseio pela maturidade, ou pela aparência dela. Aquele ano de quase-maioridade foi repleto de inconstância, de dedicação a estudar, e de pouca vontade para prisões. Apesar disso apareceu o Rudolfo, um namoro um pouco morno, sem grandes paixões, mais por amizade e companheirismo do que outra coisa.

Publicado a 12 de Junho de 2008


X
1998 – Verão.
18 anos.
Quem? Miguel. Um romance que durou tanto tempo como qualquer romance de Verão deve durar. Uma época. Entre o calor do sol e as águas frias do mar. Entre as manhãs quentes e as noites longas de prazer.[...]
A grande característica-qualidade do Miguel era a sua boca, a sua língua. Céus! Mas que maravilhas ele sabia fazer com aquela boca. Eram minetes que me deixavam completamente sem forças dos orgasmos que me fazia sentir. Um verdadeiro ‘lambedor profissional’ o que fazia com que eu ficasse húmida só de pensar nele. Agora imaginem quando estava junto dele e sentia o seu cheiro, o seu toque, a sua boca. Ele beijava-me e o meu corpo ficava tenso como as cordas de um violino, prontas para o toque mágico dos seus dedos.[...]

Publicado a 16 de Junho de 2008


XI
1999.
18-19 anos
Namorado: Luís. O ‘tal’. O que me arrebatou o coração, o corpo e… a virgindade.
Bastante moreno, de olhar cálido, não muito conversador, mas sabendo transmitir em cada gesto o que sentia, pensava e queria. Foi aquele que me fez desejar perder a virgindade e sentir o prazer de fazer amor pela primeira vez. Eu tinha 18 anos, quase 19, ele tinha 20.[...]

Publicado a 18 de Junho de 2008


XII
1999
18 anos
Namorado: Luís – ainda.
Não posso deixar de recordar alguns episódios com o Luís que ainda hoje me fazem sorrir e sentir uma emoção suave e bonita.[...]
Lembro bem da sua mão a subir pelas minhas coxas, acariciando a pele, apertando a carne, fazendo com que se abrissem, involuntariamente, dando passagem aos seus dedos para que tocassem o meu sexo que os chamava. Quase consigo sentir o modo como os seus dedos acariciavam por cima do tecido, a sua língua gulosa enlaçada na minha, o seu pénis duro por baixo do meu rabo, roçando-se nele, e o desejo de fazer amor ali mesmo, apesar das pessoas que passavam esporadicamente, olhando-nos de relance.[...]

Publicado a 27 de Junho de 2008


XIII
1999 – Setembro.
19 anos
Namorado: Luís.
Por agora conto mais uma das nossas aventuras diabólicas, que preencheram o cerca de um ano de namoro.[...]
Sorri, sabendo o que ele queria e soltando o meu cinto de segurança – sim, eu sei que não deveria, mas de outra forma é impossível – debrucei-me sobre o seu corpo e comecei a beijar suavemente o pénis, enquanto as mãos deslizavam por ele em movimentos de vaivém, apertando suavemente, massajando, alisando, enquanto os lábios o rodeavam e a língua saboreava o seu gosto deslizando pela pele.[...]

Publicado a 2 de Julho de 2008


XIV
2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…[...]

Publicado a 15 de Julho de 2008


XV
2001
Miguel. Uma paixão que durou um Inverno.
[...]
Quando entrámos, havia um forte aroma no ar, resultado de incensos e velas, não existia demasiada claridade, sem no entanto estar demasiado escuro. O ambiente estava atractivo, música exótica a fazer lembrar tribos africanas, com algumas mesas pequenas e baixinhas e, em vez de bancos ou cadeiras, existiam almofadões. Havia ainda um pequeno estrado redondo ao centro da sala principal, que eu não sabia para que servia, mas fez-me arrepiar ao ver correias pousadas em cima dele, bem como outras iguais que partiam do tecto.
[...]

Publicado a 19 de Janeiro de 2009

© Sutra

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Sabes… http://www.contossecretos.com/?p=1900 http://www.contossecretos.com/?p=1900#comments Wed, 18 Aug 2010 15:44:40 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1900 ... tenho este dia marcado na minha agenda…

Adivinha porquê!

Pensa no que te espera… Céu ou Inferno… Hummm…

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Partes do corpo… in ‘A Sutra responde’ http://www.contossecretos.com/?p=1895 http://www.contossecretos.com/?p=1895#comments Sun, 15 Aug 2010 17:35:55 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1895 [não confundir com olhos esbugalhados, faxavor]. Mãos longas, dedos compridos, unhas bem tratadas. Mas o rabo... ui... rabo firme, daqueles que dá muita vontade de agarrar logo ali. [...]]]>

SUTRA RESPONDE


Pergunta à Sutra:

Ricardo: [não é o mesmo]
Que partes do teu corpo gostas mais?
Quais as partes do corpo de uma mulher que pensas que os homens gostam mais?
E finalmente…que partes do corpo nos homens gostas mais?

Sutra responde:

Antes demais, gostaria que estas perguntas se estendessem a todos que visitam e leiam e não apenas para eu responder.
Quanto à primeira, devo dizer que é difícil porque nunca pensei realmente muito nisso, talvez as mãos. Não sei por serem… habilidosas… [entendam como quiserem…] Gosto muito do meu cabelo e de o manter com algum comprimento… fácil de ser agarrado. Confesso que é bem interessante em algumas situações que nada têm a ver com beleza ou estética. Da boca… vale a pena explicar?...
Acho que do conjunto todo. Grin
A segunda pergunta é dúbia. Normalmente o que os homens olham primeiro? Seios e rabo. Ponto assente. E não venham dizer que olham primeiro para os olhos, para a boca, para as mãos. Não é verdade. Homem olha primeiro para o que está entre o pescoço e os joelhos. Mas isso é ‘olhar’ e entre o olhar e o gostar pode ir uma pequena ou grande diferença. Mas isso acho que varia de homem para homem e também consoante a mulher que se lhes depara. Numa podem gostar mais da boca, noutra, dos olhos, ou do rabo, das pernas, dos seios, das mãos, dos gestos, da voz.
Quanto ao que eu gosto mais nos homens… o primeiro olhar recai, se visto de trás: no rabo! Obviamente. Nem vou negar uma coisa dessas! Os ombros, o cabelo. Depois o olhar, a boca, as mãos. E a voz.
Adoro uma voz profunda, meiga e sedutora. Nada de vozes trémulas, afeminadas e esganiçadas. Gosto de um olhar penetrante, fixo [não confundir com olhos esbugalhados, faxavor]. Mãos longas, dedos compridos, unhas bem tratadas. Mas o rabo… ui… rabo firme, daqueles que dá muita vontade de agarrar logo ali.
Por fim… a boca. Numa palavra só: S-E-D-U-T-O-R-A. No sorriso, nos movimentos enquanto fala, sei lá. Um conjunto de coisas daquelas que… arrepiam. Wink

O desafio é para eles e para elas: o que vocês gostam mais? [mentir não vale].

Sutra

Nota: o leitor está identificado porque deixou a sua questão na caixa de comentários, mas sempre que seja enviada por email (correiodasutra gmail com) não o será.

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Alguém – A história http://www.contossecretos.com/?p=1883 http://www.contossecretos.com/?p=1883#comments Fri, 13 Aug 2010 20:16:33 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1883 A história de Alguém

Encontrámo-nos a meio do dia numa loucura que me acometeu. Sem pensar, virando costas a qualquer prudência, decidi encontrar-me com o desconhecido. Apenas sabia o seu nome e um nick, a idade aproximada e palavras. Recordo com demasiada nitidez as sensações que me invadiam sempre que notava a sua presença. A sensação de ter borboletas na barriga. Não, não me digam que isto é estar apaixonado, porque isso tenho a certeza de que não se tratava. Mas podia acontecer. Certo é que nunca me deu tanta vontade em encontrar-me com alguém para descobrir o significado destas sensações tão estranhas quanto ele. Sempre fui receosa, sempre me protegi, mesmo conhecendo melhor as pessoas com quem falava habitualmente. Com ele não consegui.
Mas naquele dia, sem qualquer hesitação, quando me desafiou a encontrar-me com ele, fui. Indecisão sobre o local, preferi escolher um terreno neutro: Belém. Mais tarde acabaria por me arrepender dessa decisão. Não a de me encontrar com ele. Mas do sítio que escolhi para esse encontro. Demasiado público.
14:45 horas. Estava adiantada. Mas não conseguia controlar a ansiedade, meti-me no carro e fui até lá: Vela Latina. Um local que ele conhecia e uma das minhas esplanadas preferidas de Belém e onde me sentava a comer gelado deixando que as horas passassem por mim, no prazer de relaxar e deixar o pensamento vaguear. Mas não naquela tarde. Com receio de parecer demasiado ansiosa, resolvi ficar dentro do carro até serem exactamente 15:00 horas, a hora que havíamos combinado.
Mesmo agora, quando penso nisso, decorridos que são sete meses, quase posso sentir o mesmo nervoso, o pulsar do coração, as batidas aceleradas.
Saí do carro, subi os degraus e atravessei a esplanada mas não vi nenhum homem sozinho que parecesse esperar por alguém. Não contei com o homem de cabelos grisalhos e de óculos na ponta do nariz. Bastou-me observar o que lia: o jornal The Sun. Não quis ficar na esplanada e entrei, dirigindo ao balcão para ceder ao capricho habitual: o gelado. Era uma boa forma de manter as mãos ocupadas para não entrelaçar e desentrelaçar os dedos , vezes sem fim.
Quando estava a pagar, senti o toque no ombro e a pergunta em tom baixo:
- Su?
Estremeci e virei-me. Ali estava ele.
- Sim, sou eu – respondi, desnecessariamente, com um sorriso. Claro que era eu. Ele sabia-o. E eu sabia que ele tinha a certeza disso.
Atrapalhação. Olhares fixos nos olhos um do outro. Beijos a medo na face. Dificuldade em falar. Tentativa de brincar, na certeza, um e outro, de que disfarçávamos muito mal o impacto daquele encontro. Acabou por ser ele a salvar a situação, ao indicar a esplanada para nos sentarmos, enquanto brincava bem ao estilo do pouco que eu tinha conhecido. No entanto diferente. Ao invés da pessoa faladora, nervosa, extrovertida que pensava encontrar, deparei-me com alguém mais calmo, com um sorriso travesso e um olhar profundo e meigo.
Apeteceu-me beijá-lo. Mas quando me passou tal ideia tive de baixar os olhos com medo de revelar a vontade que me invadia tão fortemente.
Conversámos sem que me apercebesse do tempo que passava. A dada altura tudo mudou. Ele chegou a cadeira para junto de mim e disse:
- Apetece-me beijar-te.
Limitei-me a olhar para ele, para os seus lábios, imaginando o beijo.
- Há tanto tempo que imagino como será o teu gosto.
Inclinei-me para ele e aproximei os lábios dos seus, sem uma palavra. Não consegui dizer nada. Apenas mostrar que a minha vontade era igual à dele. Foi naquele momento, quando a sua boca se apertou na minha e a sua língua me invadiu que maldisse a escolha do lugar. O beijo era uma invasão não apenas da boca, mas dos sentidos. A sua mão apertou-me a coxa, coberta pelo tecido fino das calças. Ofeguei. Só desejava não ter de parar por ali. Gemi entre os seus lábios e senti-o estremecer. Interrompeu o beijo e encostou a testa na minha, os olhos fechados. Passou o braço sobre os meus ombros e abraçou-me. – Vamos sair daqui? – sussurrei-lhe ao ouvido.
Afastou o rosto, olhou-me como que para confirmar a veracidade das minhas palavras.
- Tens a certeza?
– Absoluta. E tu?
– Não há nada que queira mais. Só não sei se será o melhor para nós. Tenho algum receio das consequências depois.

Não consegui responder-lhe. Olhei-o, simplesmente.
Sabes que mais? – disse. Pressionou os meus lábios com os seus, com força e continuou – que se lixe a cautela. Que se lixe o depois. Vamos. Pegou-me na mão e saímos do Vela Latina.
No estacionamento, e depois de combinarmos que ele viria no carro dele, atrás de mim, levou-me até ao carro e depois de o destrancar, virou-me para ele e encostou o seu corpo ao meu. Sentir como estava excitado só me fez gemer interiormente. Desejava-o tanto. Abracei-o e pressionei-me contra ele, fazendo com que se encaixasse no meu corpo. Se estivessemos num local isolado, não esperaria até chegar ao apartamento. Teria sido ali que lhe pediria para me possuir. Para entrar em mim e dar-me prazer. Suspirei e afastei-me.
Daqui a pouco não vou conseguir conduzir… – disse-lhe.
Sorriu em resposta.
Rapidamente chegámos à zona de Alcântara. Mais alguns minutos e estava já perto de casa. Estacionámos os carros e seguimos apressadamente até ao prédio antigo, onde fica o meu apartamento. Sentia-me tão nervosa, ansiosa, desejosa dele, de o sentir, de o ter, de me entregar, de sentir a sua boca outra vez. Sentir as suas mãos, o seu corpo, a sua excitação. Mil loucuras passavam-me pela mente enquanto subíamos as escadas.
Entre o fechar da porta e o abraço desenfreado não passou mais que um segundo. Rapidamente as roupas caíram, e foi no corredor que me deitei para o receber. Não conseguia esperar mais tempo. A vontade era incontrolável. Eu não queria pensar, somente sentir. Senti a sua boca pelo meu corpo, as suas mãos que afastaram coxas, a pressão do seu corpo de encontro ao meu ventre. A sua excitação. O beijo. A penetração. O prazer de o sentir. Duro, grande, quente, húmido. Dentro de mim. Insistentemente. Profundamente. Os movimentos alucinados, os gemidos. Ainda hoje os recordo. Ainda hoje os sinto. O orgasmo que veio rápido. Avassalador. Mas que não esgotou o nosso prazer. Não chegou para nos satisfazer.
Pausa. Respirações entrecortadas. Corações a bater acelerados, em uníssono. Trocámos um beijo, rindo.
Somos loucos – disse ele.
- Que bom que o somos.
Levantámo-nos, pegou-me ao colo e levou-me para a sala.
- Sofá? – Não – respondi-lhe e continuei, maliciosamente – vamos para o banho.
Onde é? – perguntou com uma gargalhada.
Enchi a banheira e deitei-me entre as suas pernas, de costas encostadas ao seu peito. Sentia a sua excitação de encontro às minhas nádegas. Em mim, a vontade de o sentir de novo dentro do meu corpo. Virei-me e ajoelhei-me entre as suas pernas. Toquei-lhe. Senti a rigidez entre os meus dedos. Mas era com a boca que lhe queria tocar. Que o queria fazer gemer. Baixei o rosto, entreabri os lábios e senti-o. Que sensação extraordinária a de ouvir o seu gemido. Saber que lhe dava prazer. Continuei, movimentando a boca, os lábios, a língua, convidando à maior volúpia. Sentindo como o pénis endurecia mais, latejando do entre os meus lábios, de encontro aos dedos que auxiliavam os movimentos. Extraordinária a sensação de sentir os seus dedos enrolados nos meus cabelos, agarrando, incitando a que não parasse de o chupar, de o lamber.
- Pára, que não aguento mais… se continuas, eu venho-me.
– Eu quero que te venhas. Agora e aqui.

O seu grito entoou pelas paredes, o rosto denotava o prazer que o envolvia. O orgasmo. Deitei-me sobre o seu corpo, abraçou-me e ficámos na água morna mais um tempo.
O resto da noite foi passado entre beijos, carinhos, abraços, diálogo. Algumas horas de sono e muito prazer. Explorámos os nossos corpos de todas as formas. Com toda a intensidade. Com toda a vontade insana que comandava os nossos movimentos. A luxúria plena.
A manhã trouxe a despedida. Naquele momento, sem saber se uma despedida por horas, dias, meses… ou definitiva.
Recebi uma mensagem dele horas depois. Despedida. Não porque quisesse, mas porque tinha de ser. Não perguntei as suas razões, limitei-me a aceitar e a guardar aquela noite como recordação.
Como uma das mais belas recordações que guardo.

Sutra

[escrito há muito tempo…]

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Eu, tu e ele http://www.contossecretos.com/?p=1879 http://www.contossecretos.com/?p=1879#comments Wed, 11 Aug 2010 22:49:50 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1879 [...]
Deitaram-na na cama e André tirou-lhe os sapatos, seguidos da minúscula cuequinha que fez deslizar pelas pernas sensuais, enquanto João a beijava no pescoço e lhe acariciava os seios de mamilos erguidos, excitados.
Inês soltava pequenos gemidos ao sentir as carícias daqueles dois homens excitados. Sentia-se transportar para uma nuvem alucinante onde todas as sensações ressoavam na sua carne, humedecendo-a de prazer.
Minutos depois, três corpos nus remexiam-se na cama larga daquele quarto com cheiro a sexo. A cabeça de Inês no regaço de João, tocando com seus lábios no pénis intumescido, absorvendo o prazer dele, fazendo-o tremer de excitação e sentindo o seu gosto. A língua de André que lhe açoitava as virilhas, e se aproximava da vulva, brincando com o clítoris, lambendo o néctar feminino que lhe invadia as narinas. João, mordiscava um mamilo da mulher que tanto o excitava, enquanto acariciava o outro seio com dedos experientes, deslizando-os em seguida pela barriga dela até tocar no monte-de-vénus quente que estremecia debaixo das carícias de André.
A temperatura elevada da excitação dos três fazia-se sentir nas paredes do quarto. Exalavam sexo por cada poro e ecoavam suspiros e gemidos, entre palavras de puro tesão que se ouviam uma e outra vez, saídas da boca de cada um deles.
Os gritos roucos sucediam-se, os orgasmos misturavam-se, os néctares juntavam-se, o odor potenciava o desejo. Os suspiros. O desfalecimento dos corpos. A rendição à luxúria.
Depois dos primeiros orgasmos, o descanso por alguns minutos, durante o qual Inês se dirigiu para a casa de banho, a fim de tomar um duche, sendo seguida por André que quis partilhar com ela o banho. Fizeram amor debaixo da água morna, trocando beijos de imenso carinho, entregando-se a um acto em que revelavam o sentimento profundo que existia entre eles.
[...]

Sutra

[excerto de colectânea registada – Todos os Direitos Reservados]

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Alguém http://www.contossecretos.com/?p=1875 http://www.contossecretos.com/?p=1875#comments Tue, 10 Aug 2010 21:18:20 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1875 Chegou e desorientou-me. O que dele conhecia eram as palavras. Rebeldes. Descontroladas. Humor negro. Estranho. Divertiu-me e deixou-me presa pela forma hábil como jogava com as letras, torcendo-as, misturando e obtendo resultados espantosos que sempre me divertiam.
O meu divertimento arrastou a curiosidade. A sua-minha curiosidade despoletou a atenção constante.
Depois veio a atracção. A estranheza. O convívio e o formigueiro.
Depois?
Veio o tempo. O tempo que aproximou. Uniu. Acalentou o desejo que impregnava as palavras. Alimentou o fogo que elas escondiam.
Veio o destempo. Que afastou. Desuniu.

Entre o tempo e o destempo, que se viveu?
Conto? Guardo? Revelo? Escondo?

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Vida de um tempo sem tempo – notas soltas http://www.contossecretos.com/?p=1868 http://www.contossecretos.com/?p=1868#comments Sun, 08 Aug 2010 21:29:27 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1868 A falta de diálogo nunca foi o nosso problema.
O sexo também não. Sublime. Estouvado. Louco. Intenso. Demasiado intenso.
A distância do tempo. Terá sido esse o problema de Paka e Suna?

Paka e Suna.
Suna e Paka.

Amantes?

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Skin http://www.contossecretos.com/?p=1865 http://www.contossecretos.com/?p=1865#comments Fri, 06 Aug 2010 23:15:36 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1865 Se facilmente eu pudesse liquefazer-me e atravessar a tua pele. Percorrer o caminho do teu corpo num só sentido de orientação. Penetrar-te. Ir ao teu âmago e regressar a mim contigo debaixo da minha pele.

Se eu pudesse.

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Excita ou não?… in ‘A Sutra responde’ http://www.contossecretos.com/?p=1861 http://www.contossecretos.com/?p=1861#comments Thu, 05 Aug 2010 09:33:45 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1861

SUTRA RESPONDE


Pergunta à Sutra:

Ricardo:
Como homem realmente me excita ler os contos aqui publicados… mas quero saber, para uma mulher, é realmente excitante ler esses contos? Digo, a maneira de uma mulher perceber as coisas é bem diferente do homem.

Sutra responde:

Ricardo, o homem e a mulher não são assim tão diferentes nesse aspecto. Ambos têm desejos, ambos sente o efeito das palavras, tal como das imagens. Uma mulher também se excita a ver um filme erótico e/ou porno. Da mesma forma que se excita a ler algumas passagens mais sexuais, e maior tesão. Porquê? Porque se imagina dentro da própria cena que vê ou imagina.
Posso dizer-te que a mim também me excita escrever, descrever as cenas que escrevo. De uma forma diferente, não a ponto de dar tesão [senão teria de interromper a escrita] mas de um modo que serve como impulsionador para elevar a intensidade.
Se outras mulheres se excitam a ler o que eu escrevo?
Não sei.
Vamos perguntar-lhes?
Fica aqui o desafio a todas as mulheres que me lêem, para que respondam à tua pergunta.

Sutra

Nota: o leitor está identificado porque deixou a sua questão na caixa de comentários, mas sempre que seja enviada por email (correiodasutra gmail com) não o será.

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Prazeres triangulares http://www.contossecretos.com/?p=1853 http://www.contossecretos.com/?p=1853#comments Fri, 30 Jul 2010 13:56:18 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1853

[...]
Depois de terem dormitado cerca de uma hora, João acordou excitado e deparou-se com André apoiado sobre o cotovelo, deitado do outro lado de Inês, olhando-a. Fez sinal de silêncio para João e destapou Inês, revelando o corpo nu da mulher, que se encontrava deitada de costas, com uma perna esticada e outra encolhida, um braço estendido ao longo do corpo, e outro sobre a barriga. Ergueu-se e atirou com as roupas da cama para o chão, colocando-se aos pés de Inês e iniciando com os lábios um percurso pelo seu corpo, desde os tornozelos, subindo pelas coxas, até se deter junto do monte de Vénus, onde aspirou o perfume tão feminino que se soltava do sexo. João, até aí mero observador segurou no braço que Inês tinha sobre a barriga e colocou-o de lado, aproximando a boca da pele sensível em redor do umbigo e lambendo-lhe a pele salgada do suor. Sentiu o corpo da mulher remexer-se e um suspiro soltar-se entre os lábios dela. Puxou-a com cuidado para não a acordar ainda, virando-a de lado e descendo a boca até ao sexo quente dela, enquanto André beijava a pele das costas, descendo pelo seu corpo até às nádegas que acariciou, afastando-as para permitir uma carícia que ainda não havia feito nessa noite. E ele sabia o quanto ela gostava que ele a acariciasse e beijasse no ânus.

Inês acordou finalmente, quando João lhe erguia uma perna para permitir a invasão da língua na vulva húmida de prazer e gemeu ao sentir a boca de ambos no seu corpo, alucinando-a ao extremo e insistindo loucamente até ao orgasmo que se desprendeu em ondas de choque por todo o corpo. Puxando-a sobre si, João fê-la sentar-se nas suas coxas, enquanto se posicionava para a penetrar com o pénis erecto. Numa investida, sentiu o calor feminino a rodeá-lo, agarrando-a pelas nádegas e puxando-a de encontro a si com força.

Inês começou, então, a ondular o corpo, investindo sobre o de João, enquanto André deslizava os dedos pelas suas costas, seios, procurando a entrada escondida entre as nádegas perfeitas que estremeciam com os movimentos.

Sentiu a boca de André descer-lhe pelas costas até ao rabo e, inclinando-se sobre João, facilitou o acesso da boca do marido ao ânus, ansiando por aquela carícia, enquanto oferecia os seios à boca sedenta do homem debaixo do seu corpo.
[...]


Sutra

[excerto de colectânea registada – Todos os Direitos Reservados]

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For you… http://www.contossecretos.com/?p=1840 http://www.contossecretos.com/?p=1840#comments Thu, 29 Jul 2010 12:46:08 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1840

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Passagem de testemunho http://www.contossecretos.com/?p=1838 http://www.contossecretos.com/?p=1838#comments Thu, 29 Jul 2010 09:24:18 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1838 Aconteceu.

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Kiss me like this… http://www.contossecretos.com/?p=1826 http://www.contossecretos.com/?p=1826#comments Tue, 27 Jul 2010 22:20:22 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1826 A música é que não tem nada a ver…

Sutra

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Recuerdos http://www.contossecretos.com/?p=1822 http://www.contossecretos.com/?p=1822#comments Mon, 26 Jul 2010 13:22:23 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1822 Às vezes dou por mim a pensar em algumas coisas engraçadas do passado, como esta de hoje, em que recuo 3 anos no tempo.

Em Setembro de 2007 foi assim:

Passam cerca de dois meses desde o início. Desde o momento em que te toquei pela primeira vez com o meu olhar, em que os nossos dedos se cruzaram pela primeira vez num toque acidental.
Preciso de me descobrir e de te entender. De nos compreender.
Não será fácil. Porque me tentas a cada momento em que o meu pensamento foge para o teu.
Mas sou invencível, sabes? Não serás tu quem vai conseguir dobrar-me. Serás tão passageiro como o vento quente de Verão.
Porque tudo se resume a sexo entre nós. Momentos roubados de manhã, à tarde ou à noite. Levaste-me neste turbilhão mas eu vou sair dele. Não. Não me prenderás pelo sentimento.
Pensa. É sexo. Sexo. Tesão. Paixão. Beijos. Línguas. Corpos. Pele. Suor. Pernas entrelaçadas. Possessões físicas.
E não venhas ter comigo onde eu estiver. Provar-te-ei que posso estar sem o teu corpo durante estes dias.
Não esperes por mim. Posso não voltar.
Não me tentes. Não me tentes.

-> Daqui

Hoje… estamos aqui.

Sutra

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Como foi? http://www.contossecretos.com/?p=1819 http://www.contossecretos.com/?p=1819#comments Sun, 25 Jul 2010 20:57:01 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1819 Queria tanto contar do fim de semana… mas não posso Shut Mouth Shut Mouth

Será que consigo convencer?...

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Pré-aniversário – a entrada nos “intas” http://www.contossecretos.com/?p=1810 http://www.contossecretos.com/?p=1810#comments Fri, 23 Jul 2010 16:18:15 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1810

Como não sei se apareço amanhã ou se vou ser literalmente “raptada”... deixo aqui um sabor doce. Ou um doce envenenado. Um suspiro. Uma provocação. Um beijo quente. Uma mordida na orelha.
E uma novidade… Abaixo da foto.

Vamos tomar um duche a dois?
Vamos saborear-nos enquanto a água nos escorre pelo corpo?


Novidade: as fantasias ‘Correio da Sutra’ vão regressar.
Quem enviou a sua e ainda não teve o pedido satisfeito, envie de novo, por favor, para o correiodasutra gmail, já que perdi alguns dos mails.


Beijo longo e doce


Sutra

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Quanto te desejo… http://www.contossecretos.com/?p=1802 http://www.contossecretos.com/?p=1802#comments Thu, 22 Jul 2010 22:30:07 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1802

Quero deixar-me levar pelas tuas palavras. Pelo sussurro junto ao ouvido e pelo toque magistral dos teus dedos. A vontade que crias em mim entontece-me os sentidos e lança-me no turbilhão habitual do desejo. Quero-te. É isso que me deixa perturbada quando cerro as pálpebras e recordo todos os nossos momentos. Cada momento. O modo como tacteias os meus lábios. Ou percorres o meu pescoço. Toque húmido no calor da minha pele.

Não gosto de me sentir presa ao convencionalismo e à normalidade do ser e sentir. Gosto de me soltar. De o fazer contigo. Nesta parceria intensa de volúpia e sem qualquer tipo de limite. É por isso que me entrego de cada vez como se fosse a primeira. Como se o tempo parasse por instantes. Porque me dou. Inteira. Da mesma forma que te quero. Inteiro.

Sempre que a porta abre, o meu coração pula e vai batendo desenfreado enquanto os teus passos  ecoam no ladrilhado do hall de entrada, até chegares junto de mim. Pousas os lábios na boca que aguarda pelo roçar sensual. Nem sempre, mas por vezes, os teus lábios deslizam pelo queixo, descem ao pescoço e sobem até rocar na ponta da orelha. Estremeço. O habitual arrepio na pele que me percorre as costas.

Atiças a vontade. De ti. De nós. De ver os nossos corpos reflectidos no espelho, enquanto se enrolam no sofá e deslizam até ao chão. Boca na boca. Beijo profundo. As mãos… as tuas mãos. Nas minhas, no rosto, nos seios, na cintura. Seguram pulsos. Agarram coxas. Afastam-nas e puxam-me de encontro a ti. As minhas no teu cabelo puxando-te para mim. No pedido silencioso de ‘beija-me’, ‘come-me’, ‘lambe’, ‘saboreia’, ‘tem-me’. ‘Faz-me vir na tua boca’..

De roupas espalhadas, os nossos corpos nus entregam-se ao que foram talhados para fazer acontecer. Desejar. Ter. Possuir. Este é o nosso desejo. A nossa vontade. O que me faz querer ter-te sempre preso no meu corpo. Dentro dele. Em mim.

Alucinas sempre que me venho na tua boca. Do mesmo modo que gosto de sentir o teu desejo entre os meus lábios. Insistentemente. De modo doce. Devorador. Insanamente absorvo a tua força na minha boca. O teu gemido vai ecoando pela sala e sorrio interiormente porque sei o quanto gostas que te coma assim.

Saboreando-te. Sentindo o pulsar do teu desejo. ‘Vens-te para mim?’ É o que te pergunto com os olhos. Recusas, num sinal claro de que ainda me irás fazer vir de novo. Agora não na tua boca, mas com o teu corpo dentro do meu, penetrando fundo, de modo ritmado. Olhos nos olhos, na posição mais tradicional, mais clássica. As tuas coxas a roçar as minhas afastadas para te receber. Costas esmagadas contra o tapete felpudo. As tuas mãos que te sustentam o corpo, ao lado da minha cabeça. Viro o rosto e mordo-te uma das mãos, lambendo em seguida. Agarro-me aos teus pulsos e acelero o ritmo do meu corpo que bate de encontro ao teu. Recebo-te inteiro. Duro. Forte. De uma intensidade que nos leva para lá da fronteira da volúpia.

É aí que abrandas o ritmo e sais de dentro de mim, olhando-me nos olhos, maliciosamente. Olho o teu pénis erecto. Lambo os lábios com vontade de te ter de novo na minha boca. Sorris. Pegas em mim e levas-me ao sofá, fazes-me ajoelhar e colocas-te atrás de mim. ‘De quatro… é de quatro que te quero e que me vou vir dentro de ti’. Mal terminas de me dizer estas palavras e já te sinto a entrar dentro de mim. Deslizas, insistes, profundamente. Gemo. Grito. Digo-te o quanto me deixas louca e completamente descontrolada. Para ti. Por ti.

É sempre assim que me tens. Toda. Numa sucessão de movimentos intensamente frenéticos, soltamo-nos num orgasmo que nos faz ficar sem fôlego. Sem forças. Como se tivessemos saído dos nossos corpos e acabado de regressar.

Enrolamo-nos no sofá, o teu corpo ainda dentro do meu, os teus braços em redor da minha cintura. As minhas costas coladas ao teu peito, com o suor escorrendo entre nós.

Adormecemos assim. Como nos habituámos a fazer.

Mais que o nosso desejo, este é o nosso amor.

Sutra 2010

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Há cada duque… in ‘A Sutra responde’ http://www.contossecretos.com/?p=1799 http://www.contossecretos.com/?p=1799#comments Tue, 20 Jul 2010 14:12:41 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1799

SUTRA RESPONDE


Pergunta à Sutra:


necesito de ter relacoes de amizade com alguem sera que pode ser?


Sutra responde:


Querido leitor, esta é a melhor ajuda que lhe posso dar: www.facebook.com, www.hi5.com, http://www.encontros-online.net/, http://www.portalamizade.com/
Desejo toda a sorte nas relações de amizade.


Beijo doce

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Vida de um tempo sem tempo – VII (e fim?!) http://www.contossecretos.com/?p=1794 http://www.contossecretos.com/?p=1794#comments Sun, 18 Jul 2010 22:00:29 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1794 - Doida… precisavas dar-te a tanto trabalho para me dares a tua chave? – perguntou, baixando-se para a beijar nos lábios. [...]]]> Acabou por lhe fazer uma surpresa uns dias depois, numa sexta-feira em que haviam combinado que ele a iria buscar à empresa, por estar sem carro. Na recepção deixara um bilhete que o mandava ir ao gabinete dela. Em cima da secretária deixara uma caixa tão pequena que cabia na palma da mão, atada com uma fita; lá dentro outro bilhete que dizia: ‘amor, podes passar pelo supermercado do El Corte Ingles e veres se eles têm morangos? Se houver, compra uma caixinha’; à porta do apartamento, pendurada na porta, deixara uma fita com outra frase: ‘não toques à campainha que estou no banho e levanta o tapete’; debaixo do tapete uma chave pequenina e outro bilhete dobrado onde se podia ler: ‘amor, tens de descer as escadas outra vez e ir à caixa de correio’; e, finalmente, na caixa de correio um envelope, onde tinha a chave do apartamento e ‘é tua’.
Paka deu uma gargalhada, subiu de novo as escadas com a caixa de morangos numa mão, a chave na outra e entrou no apartamento, colocando a chave junto das suas, no porta-chaves. Tirou o casaco que pousou no sofá da sala e, desapertando a gravata, dirigiu-se para a casa de banho, encostando-se ao umbral da porta, observando-a no meio da banheira, o corpo semi-coberto pela espuma:
- Doida… precisavas dar-te a tanto trabalho para me dares a tua chave? – perguntou, baixando-se para a beijar nos lábios.
- Gostaste?
– Hum hum…
– Anda cá
– e puxou-o para dentro de água, tal como estava.
- Nãoooo… tu hoje estás mesmo… hum… louca – disse-lhe, enquanto sentia os dedos dela a deslizarem pelo seu peito, desapertando a camisa e encaminhando-se para o cinto das calças.
- Trouxeste os morangos? – sussurrou-lhe ao ouvido.
- Trouxe, tens o champanhe?
– Não, amor, tenho o chantilly para a sobremesa
– e piscou-lhe o olho.
A celebração do amor foi acompanhada com morangos, chantilly e muita paixão, como sempre existira desde que se haviam tocado a primeira vez.
[...]

Algum tempo depois

Este tinha sido o percurso de mais de metade do ano de 2007. Entre, aproximadamente, Março e Outubro de 2007. A espera pelo amante, a indecisão sobre a relação, o sentimento que não conseguiu controlar, a reviravolta na sua vida, o amor que tomara conta de cada um dos seus passos e a decisão final. Aquela que tinha guardada para lhe comunicar naquela noite em que, deitada na cama, aguardava pelo som da chave a rodar na fechadura da porta do apartamento.
[...]

Sutra

Nota final – Ao longo destes sete capítulos parte de uma história foi contada. Muito fica aqui por contar, nem sei se alguma vez o farei. Este não foi o fim, há continuidade, escrita e vivida. Qual terá sido a decisão final? Primeiro há que saber, quanto tempo é esse ‘algum tempo depois’. Seis meses? Um ano? Dois anos?

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Vida de um tempo sem tempo – VI http://www.contossecretos.com/?p=1788 http://www.contossecretos.com/?p=1788#comments Sun, 11 Jul 2010 23:37:00 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1788 No capítulo anterior:
Até que surgiu a primeira discussão entre eles, a ver com o apartamento dela em Lisboa.

Há muito que pensava em colocá-lo à venda ou arrendá-lo. Mas não o tinha feito ainda devido às dúvidas que a assaltava: por um lado a pena que tinha de o vender e perder aquele lugar que encerrava tantas recordações; por outro lado o receio de alugar a quem não o estimasse, como sabia que acontecia inúmeras vezes com quem arrendava andares. Assim, ia adiando de dia para dia, até se lembrar que Paka poderia ficar no apartamento até encontrar outro lugar, podendo acabar com um dos motivos que o retinham ainda à casa onde morava a mulher e o filho.
O problema foi quando lhe propôs essa situação, no dia seguinte àquele em que teve a ideia, à hora de almoço, num dos restaurantes perto da empresa dela. Ver o rosto dela sorridente enquanto lhe fazia a proposta fê-lo hesitar antes de lhe tentar explicar que isso não poderia resultar.
- E porque não?
– Porque nós temos uma relação e eu não quero ficar em tua casa por esse motivo. Sentir-me-ía de certa forma dependente.
– Dependente não. Uma coisa é a nossa relação, outra bem diferente é eu emprestar-te o apartamento.
– O que só fazes por termos uma relação.
– Então e não é melhor ainda? Significa que confio em ti para to emprestar. Também o fiz com o meu sócio e ele não se pôs com essas nove horas como tu.
– Vocês não tinham nenhuma relação. Acho eu.
– Não te ponhas com isso, sabes bem que não.
– De qualquer forma, não tenho nada a ver com isso, foi antes de nós…
– Nem mais. Não tens mesmo
– respondeu já irritada, afastando o prato com o resto da refeição. Havia perdido o apetite.
Paka cerrou os dentes antes que dissesse mais alguma coisa de que se arrependesse.
- Queres mais alguma coisa ou peço os cafés?
– Pode ser.
– Pode ser o quê?
– insistiu ele, já com pouca paciência.
- Os cafés.
– Su, não quero que isto seja um motivo para nos chatearmos.
– Não estou chateada, mas fico triste.
– Estás sim, nota-se tão bem.
– Não estou
– respondeu teimosa.
- Não insisto, mas que tu és mesmo teimosa, lá isso és.
– Já sabias que o era quando me conheceste
– disse, arrebitando o nariz.
- Ficas tão gira assim e eu adoro-te – sussurrou ele, tocando-lhe nos dedos que tamborilavam na mesa.
- Não desvies o assunto e não te ponhas com doçuras para me distraires.
– Já vi que queres mesmo discutir hoje
– suspirou Paka.
- Não, eu não vinha com vontade disso, mas não consigo entender a tua atitude.
– Su, pensa uma coisa. Imagina que nós nos chateamos por alguma razão, ou que entre nós tudo termina, que te fartas, sei lá. Não achas que depois seria incómodo teres-me no teu apartamento?
– Ah, estás a pensar nisso. Eu sabia que devia ser alguma coisa do género, para estares tão relutante.
– Pronto, eu bem que estava a evitar falar nisto, porque começavas logo com minhocas na cabeça.
– Não são minhocas, é uma possibilidade e sim, tens razão nisso, mas se a esta altura vamos estar a pensar no que pode correr mal, imagina daqui a um ano.
– Digamos que as tuas relações não primam por serem muito longas.
– Pois, um dia terias de me atirar à cara o que sabes sobre a minha vida. Este sempre foi um dos motivos para não querer relacionamentos com pessoas que me conhecem através do site.
– Ai, mulher não é nada disso. Olha, acho que é melhor deixar a discussão ou conversa para outro dia, porque hoje o diálogo está complicado.

Suna empalideceu e ficou calada.
-Ok, então acabamos a relação e tu vais para lá, depois começamos de novo – tentou ela a brincar a ver se desanuviava o ambiente, que pareceu piorar, ao ver o efeito das palavras no rosto dele.
- Achas isso?
– Desculpa, mas é que eu sinto-me tão insegura contigo ainda a partilhar a casa com a tua mulher.
– Eu sei, mas não podemos apressar o que não pode ser apressado. Falamos logo, está bem?
– Sim, está bem.

Saíram do restaurante lado a lado, sem se tocarem. Também isso a incomodava. Sentia necessidade de caminhar com ele abraçada, de mãos dadas e não o podiam fazer ainda. Por isso a pressa dela em que ele saísse de onde estava, e por isso também, o oferecimento do apartamento.
- Paka… mas era provisório. Só até arranjares um lugar – insistiu ela baixinho quando ele parou o carro junto ao edifício da empresa dela.
- Olha, fazemos uma coisa.
– Diz
– sorriu ela na esperança que ele aceitasse.
- Eu prometo pensar no assunto e tu prometes não voltar a falar nisso até eu dizer, está bem?
– Mas…
– Prometes?
– Está bem
– concordou, contrariada – Amo-te.
- Também te amo.
E despediram-se com um beijo.
Paka sentia tanta pressa em sair de casa, como Suna em vê-lo fora. Custar-lhe-ia por causa do filho, mas ele e Luciana, a mulher, já haviam concordado em que a criança ficaria com o pai algumas noites por semana e não apenas ao fim-de-semana como era hábito convencionar-se. A separação era de comum acordo, também Luciana sentia necessidade de terminar algo cujo fim já tinha sido anunciado há muito tempo e o divórcio seria pacífico, sem as habituais guerras entre marido e mulher, em que chegavam até a usar os filhos como meios de chantagem e armas de arremesso.
Duas semanas depois da discussão entre Suna e Paka, este arranjou um apartamento T1 perto do local de trabalho dele, o que acabava também por não ficar muito longe do dela.
Não haviam voltado a discutir sobre o apartamento dela e, uma noite, ele fez-lhe aquela surpresa de a levar ao canto dele, já preparado para a receber.
Ela ficou feliz. Ele feliz por ela ter gostado. Amaram-se nessa noite vezes sem fim, a primeira de muitas noites a dois, num espaço que era apenas seu.
Livre de amarras, Paka e Suna passavam juntos todas as noites em que Paka não tinha consigo o filho. Umas vezes no apartamento dele, outras no dela, durante a semana. Os fins-de-semana em que o pequenote estava com a mãe, passavam-nos em Alcochete, na casa de Suna.
A pouco e pouco cada um foi dando um passo mais adiante, deixando cair as últimas defesas que permaneciam ainda enraizadas. Dias depois de ter sido decretado o divórcio de Paka, Suna encontrou na mesa de cabeceira uma chave e um bilhete: ‘para não teres de tocar à campainha’, fazendo com que sorrisse. Na verdade, as suas emoções dividiam-se entre o contentamento pela confiança dele, e o receio de estarem a andar rápido demais. Conhecendo-se demasiado bem, Suna temia passar pela experiência que passara com o último namorado, em que tudo parecia encaminhado quando começou a sentir-se sufocar pela relação, pela rotina da mesma. Temia que viesse a suceder o mesmo, agora com Paka. Não o queria, mas o seu próprio passado assustava-a.
Mesmo assim, pensou que gostaria de lhe retribuir o gesto e deixar-lhe a chave do seu apartamento. Agora que já tinha passado aquela tempestade e, uma vez que tinha sido ele a dar aquele passo, com certeza que não se importaria de ter a dela também. E, enquanto tomava um duche e se vestia, ia pensando em algo menos convencional.
[...]

Sutra

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Erotic… http://www.contossecretos.com/?p=1783 http://www.contossecretos.com/?p=1783#comments Tue, 06 Jul 2010 16:11:01 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1783

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Vida de um tempo sem tempo – V http://www.contossecretos.com/?p=1778 http://www.contossecretos.com/?p=1778#comments Mon, 05 Jul 2010 21:57:33 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1778 [...]
Deitada numa cama de hotel, uma e outra noite, deixava que o pensamento fugisse para junto dele. Pensava no quanto o queria. Será que o amava?
Imaginava-o em casa, com o filho e sentia um aperto no coração. Sabia que ela não era a causadora da ruptura no casamento dele, mas sabia que ele vivia quase acomodado até se conhecerem. Adiara a separação durante o último ano e decidira-se agora que a encontrara, dizia ele. Mas isso não fazia com que Suna se sentisse melhor consigo mesma pelo facto de o desejar para si de forma tão intensa. Rebolava na cama, sentindo a falta do corpo quente dele. O seu porto de abrigo. Poderiam ser felizes os dois, sentindo a sombra de um primeiro casamento dele? Por mais moderna que fosse, havia fronteiras que nunca ultrapassara. Essa era uma delas e agora via-se precariamente equilibrada num trapézio sem rede.
Tentou distrair-se, conhecer gente, sair, sentir outras paixões, mas Paka estava sempre presente, como se fosse uma segunda pele que se lhe colara antes de deixar Lisboa. Agarrou-se a tudo o que podia para a distrair dele. Até o simples jogo de provocações com alguém que mal conhecia era a tábua que a fazia sentir a salvo da prisão de uma relação que se adivinhava difícil. De um sentimento que a prenderia e não sabia se estava preparada para se prender assim.
As duas semanas passaram e ela ficou mais outra. Até que regressou à cidade. À realidade. A Paka? Talvez.
Ligou-lhe na manhã de 6ª feira, para não o apanhar em casa e sim no trabalho. Temia qualquer acto que o pudesse comprometer. Detestava esta limitação dos gestos impulsivos. Combinaram encontrar-se no dia seguinte de tarde, depois de ela chegar de viagem.

- Tive tantas saudades tuas – disse-lhe Paka ao telefone.

- Eu também. Demais.
– Encontramo-nos onde?
– No meu apartamento.


Foram duas horas de paixão, sexo e, daquele algo mais que ela temia. Não podia continuar a negar que o sentimento forte que a dominava só podia ser amor. Apetecia-lhe chorar de emoção por se sentir de novo nos seus braços, por o poder beijar, deixar que ele penetrasse no corpo, em arremetidas suaves, fortes, calmas e urgentes. Foram duas horas que souberam a pouco.
Suna não podia mais negar o que sentia.
Por vezes não se vê o caminho certo porque não se está preparado para o seguir. Suna sentia-se pronta para assumir aquela relação em pleno, fosse qual fosse o futuro. O importante seria o presente e a construção dos alicerces de algo, mesmo que não soubesse concretamente o quê, mas na certeza de que seria de ambos.
O casamento de Paka havia terminado e ele apenas procurava um lugar para morar e a melhor forma de dizer ao seu filho de seis anos. A constatação dessa ruptura havia sido um processo moroso e complicado que não o deixara pensar em mais nada a não ser no recomeço, sozinho. Sentia-se pronto, agora, para iniciar uma nova vida, acreditando que o futuro e a felicidade podiam estar ao simples virar de uma esquina.
Estavam reunidas as condições para darem um passo em frente, os dois seguindo um mesmo caminho, em sintonia, com projectos a dois. Mas uma vez ou outra ainda sentia a necessidade de se evadir e buscar refúgio noutros sentidos, noutras emoções, mesmo pálidas se comparadas com as que ele a fazia sentir. Noutros corpos. Apenas imaginados, porque fisicamente não se envolvera com mais ninguém desde que conhecera Paka e terminara o namoro.
Sabia que eram os últimos actos como a mulher que não se deixava prender por homem algum. Ele prendera-a com a sua forma de ser, a sua ternura, o seu modo sedutor, a confiança, a sinceridade, com a paixão, o sexo, a amizade, a cumplicidade.
Até que surgiu a primeira discussão entre eles, a ver com o apartamento dela em Lisboa.
[...]

Sutra

Nota: Ao ler finalmente aquilo que foi escrito e arrumado numa gaveta, vejo o que a pressa e emoção do momento fez com as palavras. Precisa ser revisto, alterado, melhorado. O que estão a ler, está em bruto. Escrito e não lido. Arrumado. Apenas agora lhe foi retirado o pó de cima e viu de novo a luz do dia. Porque é urgente. Porque o tempo se esgota.

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Vida de um tempo sem tempo – IV http://www.contossecretos.com/?p=1764 http://www.contossecretos.com/?p=1764#comments Fri, 02 Jul 2010 22:19:01 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1764 [...]
Pako sussurrou-lhe:
- Não tenhas medo, é apenas para nosso prazer. Vais gostar.
[...]
Suna ouvi-o remexer em algo e um zumbido baixinho.
- Paka…
E sentiu-se penetrar pelo objecto duro e frio, investindo uma e outra vez. Remexeu as ancas na cadeira, sentindo-o vibrante dentro de si, e pediu-lhe entre suspiros para ele a penetrar, ouvindo um categórico ‘ainda não’. E os movimentos de vaivém continuavam, transportando-a para fora do corpo inquieto, fazendo com que gemesse e aumentasse o ritmo da ondulação do corpo. Repentinamente o vazio. A respiração entrecortada e a falta do objecto dentro de si. A falta dele, da sua respiração. De sentir que ele estava ali junto dela.

Deu um salto quando sentiu que ele lhe apertava um mamilo entre os lábios. Assim, sem avisos. De surpresa.
Depois a língua que lhe açoitava a carne das coxas, os lábios que se apertavam noutros lábios, os dentes que afloravam a protuberância feminina, denunciadora do estado de excitação, o suco que caía directamente na língua dele, os dedos que continuavam a torturar os bicos dos seios, fazendo-os rodar, puxando-os, até ficarem tensos, erectos.

Ouvi-o perguntar:
- Gostas de linguagem ordinária?
– Tudo o que excita no sexo é permitido e eu gosto.
– Excita-te que eu diga que quero comer-te? Foder-te?
– Sim.
– Excita-te dizer que gosto do sabor da tua coninha?
– Excita-te a ti?
– Sim. Que queres? Diz-me.
– Que me comas.
– Mais. Diz mais.

E a boca continuava a castigar-lhe a vulva que se derretia nos seus lábios. Sentiu as ondas do orgasmo invadi-la e disse-lhe:
- Vou-me vir de novo.
– Então, vem. Mas diz-me o que queres que te faça.
– Quero…
– Diz.
– Quero que me fodas.

[...]

Mais uma semana, mais um encontro. Sexo, paixão. Fogo. Os gritos, os gemidos. E a separação. Sem promessas. Os jogos sensuais multiplicavam-se de cada vez que estavam juntos. O tempo em que os corpos se entrelaçavam aumentava de cada vez que se viam.
Não falavam do que sentiam, dedicavam-se a explorar o corpo um do outro e a ultrapassar limites que nunca haviam ultrapassado. Tudo era possível na cama e fora dela. O sexo não tinha tabus, cada fantasia era realizada em cada momento. Primeiro na imaginação de cada um, depois no diálogo entre ambos e, finalmente, na concretização dos corpos.
Passou uma semana, duas, um mês. Os encontros eram espaçados no início, uma ou duas vezes por semana, mas a ansiedade de estarem juntos levava-os a procurarem mais oportunidades para se encontrar: à hora de almoço, a desculpa de uma reunião fora do escritório, a invenção de uma viagem de negócios que obriga a ficar fora de casa uma noite, e aos poucos passaram a ver-se quase todos os dias.
Até ao dia em que Suna se sentiu sufocar com aquilo que sentia. Não pelo calor daquele início de Setembro, mas por aquilo que ele a fazia sentir e que não conseguia definir. Não passava um dia sem que o desejasse junto de si, nem um momento em que não pensasse nele. Isso confundia-a e sentiu medo. Paka continuava a viver em casa, com a mulher e filho. Dizia que apenas partilhavam um mesmo tecto, nem sequer as refeições faziam juntos. E ela acreditava nele. Sabia que com o tempo que passavam juntos actualmente, não lhe podia sobrar muito tempo para estar em casa, a não ser pelas noites que lá passava. Mas era precisamente essa dependência um do outro que a assustava, e foi o que a fez vacilar e tentar afastar-se dele para raciocinar. Tinha de descobrir se aquilo que sentia ainda era apenas sexo, como sempre tentara que fosse desde o início. Se a sua relação ainda era um jogo e os sentimentos eram apenas vozes do corpo, deixando o coração a salvo.
Disse-lhe que ia de férias. Sozinha. Assim, sem mais conversa, como se não a afectasse a distância que se criaria entre eles. Uma distância que poderia ser muito mais que apenas física.
Ele tentou protestar, segurá-la, fazê-la ficar ou deixá-lo ir. Mas ela tinha planeado as suas férias para a altura em que ele não poderia estar consigo.

- Como é que vou conseguir estar sem ti? Sem sentir o teu perfume, o teu sabor, o teu calor, o teu abraço.
– Vais ver que duas semanas passam depressa e logo, logo, estarei aqui de novo.
– Duas semanas é uma eternidade.
– Faz-nos bem – e sorria, enquanto sentia um aperto no peito e um ardor nos olhos.
– Se tu achas que sim
– sentiu que ele hesitava e transformava o semblante, denotando-se uma frieza. Aparente.

E ela foi. Negando sempre que aquele sentimento fosse mais que a sintonia dos corpos, mais do que uma mera paixão. Negou-se a si mesma a possibilidade de o encontrar durante as férias. Não seria impossível, nem difícil. Bastaria que quisesse, mas ela não quis, apesar dos telefonemas insistentes, quase diários dele, durante a primeira semana. Na segunda, essa assiduidade diminuiu. E ela sentiu a falta da sua voz, mas resistia a telefonar-lhe,mesmo que isso lhe tirasse o sono.

[...]

Sutra

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Vida de um tempo sem tempo – III http://www.contossecretos.com/?p=1756 http://www.contossecretos.com/?p=1756#comments Tue, 29 Jun 2010 18:41:41 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1756 [...]
Dois dias depois, voltaram ao mesmo lugar em que trocaram o primeiro olhar, o primeiro sorriso, o primeiro toque de dedos, o primeiro estremecimento: à Costa da Caparica.
A noite quente trazia consigo uma leve brisa que fustigava os seus corpos de amantes; encontraram-se junto da mesma esplanada que estava encerrada naquela noite e seguiram junto aos prédios até mais perto da praia, onde haveria outra. Caminhavam juntos, de mãos dadas e corpos quase colados, seguindo por ruas mais estreitas, fugindo ao movimento das pessoas em férias, entre sorrisos e a habitual conversa que entre eles corria como um caudal ininterruptamente. Seguiam apenas conscientes deles mesmos até que cruzaram os olhares e deram um beijo suave que prometia muitos mais e mais intensos. Sorrindo, Paka não resistiu a puxá-la para um beco sem saída, encostando-a à parede, enquanto as mãos subiam rapidamente pelas suas coxas apenas cobertas pelo tecido de uma saia curta, apropriada à exploração. Vinha preparada para o receber de todas as formas.

- Não te vou deixar sair daqui sem te provar primeiro.
– Sim… quero-o do mesmo modo que tantas vezes nos imaginei.
– O mesmo número de vezes que eu quase te senti na minha boca.

Os dedos surpreenderam-se ao encontrar o caminho desimpedido, tendo o sexo húmido à mercê da ânsia de o sentir. Tocava-lhe o clítoris e massajava-o docemente, aumentando o ritmo, até ela gemer, pedindo mais. E, sem avisos, introduziu um dedo comprido e terno dentro dela, até ao fundo, arrancando-lhe um grito surpreso com o gesto. Acariciou-a e introduziu mais um dedo. O suor feminino tocava-lhe o rosto, enquanto mergulhava a boca no vale entre os seios palpitantes, já desnudos, em busca do bico que mordiscou, lambeu e chupou sofregamente. Sentindo um estremecimento pleno de gozo, Suna quase se deixava mergulhar no orgasmo, sabendo que ele não descansaria enquanto não a visse alcançar o máximo do prazer, entre os seus lábios. Baixando o corpo e colocando uma perna dela sobre o seu ombro, penetrou a sua língua onde estiveram antes os dedos; a carne abrigou-se entre os lábios masculinos que chupavam até a fazer gritar no silêncio da noite. E, mesmo no culminar desse grito, Paka ergueu-se rapidamente, virou-a de encontro à parede, abriu o fecho das calças e entrou naquele corpo quente com força, rapidamente, deslizando com a facilidade que o orgasmo feminino já sentido permitia, dando início a uma série de investidas selvagens que a levaram ao delírio, causando em poucos minutos o seu segundo orgasmo, e derramando nela um caudal de desejo que ansiava por se soltar no rio doce que era o corpo daquela mulher. Um orgasmo brutal que a deixou sem forças, apoiada na parede, segura pelos seus braços e pelo corpo encostado no dela. Agarrando-a por um braço, levou uma mão ao meio das suas coxas e trouxe até às bocas, os dedos cheios do néctar que ainda serpenteava pelas pernas de Suna. Beijaram-se de bocas semi-abertas, as línguas entrelaçadas numa dança vertiginosa.
Paka tirou do bolso um lenço escuro que colocou nos olhos que lhe observavam o gesto espantados, dizendo:

- Deixas-me? Quero levar-te pelo desconhecido. Confias em mim?

Hesitante, sem saber até que ponto ele a poderia enlouquecer, acabou por aceitar que ele a vendasse, ocultando-lhe assim o lugar para onde a levaria.
Pegou-lhe na mão e levou-a até ao carro, ajudou-a a entrar e fechou a porta, dando a volta para entrar a seguir e colocar o motor a trabalhar, arrancando suavemente.
Os dedos dele deslizavam pela coxa esquerda feminina em movimentos ascendentes e descendentes, cada vez se aproximando mais das virilhas, apertando a carne da perna que se lhe oferecia, aflorando ligeiramente a pele húmida e lisa, com apenas um desenho mais escuro que formava um vértice convergente para a sua intimidade. Há muito que ela havia deixado de raciocinar, concentrando-se apenas nas carícias que ele lhe fazia.
Conversaram pouco durante o tempo de viagem que, a ela, lhe pareceu demasiado longo. Querendo retribuir as carícias, os dedos femininos, trémulos de desejo, caíram na coxa masculina e aproximou-se em toques ondulantes, do pénis excitado que sentia palpitar a escassos milímetros das pontas dos seus dedos.
Ele não permitiu que ela se apossasse do volume vibrante e, sorrindo, agarrou-lhe a mão e beijou-lhe os dedos, chupando-os um a um. Assim, impedia-a de o tocar, antes que explodisse ali, apenas com o toque suave.
Parou o carro e ela ouviu o som do mar ao longe. Paka ajudou-a a sair e, depois de darem alguns passos, fê-la parar, baixando-se para a descalçar, levando-a pela mão, até a fazer entrar numa casa. Sentiu nos pés que o chão era de madeira quando ele abriu a porta e a empurrou docemente para o interior. Depois de ele fechar a porta, Suna ouviu o arrastar de uma cadeira e sentiu a pressão dos dedos masculinos no seu ombro. Queria que se sentasse nela.
[...]

Sutra

Nota: O que tem sido escrito desde ‘Vida de um tempo sem tempo’ são apenas excertos de algo maior.

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Vida de um tempo sem tempo – II http://www.contossecretos.com/?p=1743 http://www.contossecretos.com/?p=1743#comments Tue, 22 Jun 2010 22:15:19 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1743 Mas, na noite das boas vindas ao Verão, chegou com ele um desafio que Suna não rejeitou; o convite pelo qual esperava apareceu na sua janela do messenger e quase podia sentir a hesitação com que ele tinha escrito as palavras:

- Eras mulher para aparecer amanhã à tarde num café da Costa, que eu te indicasse?
Suna não lho disse, mas pensou: ‘sou mulher para isso e muito mais’ e, em vez disso, escreveu:
– O que achas? – e colocou um smile bem expressivo. ‘A cautela que fosse para as urtigas, já era tempo de assumir o que queria’.

Suna não tinha, ela própria, feito esse desafio porque tinha consciência que ele estava numa posição mais delicada que a sua, como homem casado.
Na tarde do dia seguinte o encontro não correra como cada um tinha imaginado. Suna chegou demasiado cedo para encontrar o café cujo nome ele lhe havia dito numa sms horas antes.  Acabou por seguir pela estrada fora, depois de ver onde ficava, para empatar tempo, acabando por se atrasar quase meia hora.
Paka atrasou-se devido a uma reunião e ao trânsito de fim de dia, de Lisboa para a Costa. No entanto, quando chegou ao local combinado não a viu e sentiu a desilusão a espreitá-lo. Teria ela desistido de esperar? Mas ele não estava atrasado mais de quinze minutos. Preferiu aguardar mais algum tempo antes de lhe enviar alguma mensagem. Podia ser que se tivesse atrasado também.
Sentou-se e pediu uma cerveja. Precisamente quando levava o copo à boca, viu-a aparecer apressada a olhar para todo o lado até se deter à sua frente, com um sorriso meio nervoso.

- Desculpa o atraso – disse Suna, um pouco ofegante.
- Eu também me atrasei.
- Já tinha estado aqui, mas…
- O trânsito atrasou-me…

Era nítido o nervoso entre ambos e os primeiros momentos foram intercalados por frases curtas e silêncios incómodos.
Mas, ao fim de uma hora, já a conversa fluia de modo solto, divertindo-se com o que cada um contava de si mesmo, de suas vidas.
Depois do conhecimento virtual, onde tinham dado tanto de si mesmos e tão pouco, agora estavam frente a fente, olhos nos olhos, ouvindo-se, observando-se em cada gesto ou movimento.
O final de tarde prolongou-se até ao jantar e procuraram um restaurante ali mesmo pela Costa da Caparica.
Um jantar que se eternizou até ao início da madrugada, momento em que se despediram, não sem alguma pena, aliviada apenas pela promessa de se encontrarem de  novo nesse fim-de-semana.
Quando ele se inclinou, beijando-a no rosto, Suna suspirou baixinho. Olhando-a  nos olhos, Paka baixou de novo o rosto e tocou-lhe nos lábios com os seus dando início a um beijo que se prolongou por alguns segundos, transformando-se de um simples toque aparentemente inóquo, num beijo quente, longo, onde pela primeira vez as línguas se cruzavam num bailado silencioso e intenso.

- Obrigado por esta noite, Suna – suspirou ele, afastando-se.
- Até daqui a três dias, Paka.

Nos lábios de um ficou retido o gosto do outro. No íntimo, a ânsia pelo novo encontro que aquele beijo prometia.
Durante três dias, Paka debateu-se entre o facto de ter uma situação familiar por resolver e a vontade de estar com Suna. Não queria deitar a perder aquilo que lhe dera alento nas últimas semanas, mas não podia esquecer que estava fragilmente agarrado ao limbo que ainda era o seu casamento, do qual a única coisa que importava era o filho.
Suna, por sua vez, sentia o perigo a rondar a sua tão organizada e solitária vida, podendo abalar os alicerces da independência a que se habituara.  Prender-se  a um homem como Paka seria o princípio do fim da sua total liberdade, quase libertinagem, porque sabia que ele podia fazê-la sentir aquilo que apenas sentira aflorar anos antes na sua relação com Daniel.
Ao mesmo tempo, contava as horas que faltavam para o ver de novo. Poderia dizer que sempre se sentia assim quando conhecia alguém que lhe interessava, que a atraía, mas sem saber o porquê, daquela vez parecia verdadeiramente diferente. E o início de uma paixão tinha sempre aquele encanto, como se estivesse envolvida numa nuvem macia de fantasia. Ele fazia o seu coração bater mais forte, sempre que o telemóvel vibrava e mostrava no visor as palavras que a faziam sorrir, estremecer e desejá-lo. Depois a voz quente que a atormentava todos os dias antes de se deitar e de manhã ao acordar.
As noites deram lugar aos dias, os dias às noites e o momento de os seus olhos se cruzarem de novo, chegou. Belém, junto ao Piazza del Mare.
Foi nessa noite, tendo como pano de fundo o Tejo, que a paixão se desenvolveu, dando largas ao que ambos desejavam. Depois de ávidas trocas de beijos e mãos que se passeavam por corpos fervilhantes de desejo, refugiaram-se no apartamento dela na cidade até quase de madrugada, hora a que ele teve de a abandonar, não sem muita pena de ambos. Não houve promessas, mas os silêncios transmitiam as emoções à flor da pele.
Ficou o perfume, os sons, a presença de cada um no corpo do outro.
Nos dias seguintes, Suna deu por si a repetir insistentemente o pensamento ‘isto é apenas sexo, não mais que isso’. Continuavam as mensagens, os mails, as breves conversas à hora de almoço.

[...]

Sutra

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Junho de 2007 http://www.contossecretos.com/?p=1738 http://www.contossecretos.com/?p=1738#comments Fri, 18 Jun 2010 18:30:17 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1738

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Vida de um tempo sem tempo – I http://www.contossecretos.com/?p=1729 http://www.contossecretos.com/?p=1729#comments Wed, 16 Jun 2010 20:13:51 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1729 Esta era mais uma das noites em que esperava pelo seu amante, deitada na cama larga que servia de palco à expressão dos seus desejos e a sua reacção era sempre a mesma: o coração desenfreado parecia querer fugir-lhe do peito ao ouvir o estalido da fechadura na sequência do movimento da chave que ele possuía há algumas semanas.
Depois, abria os braços ao sorriso que ele lhe oferecia ao entrar no quarto, com aquele ar de menino provocador que fazia o seu sangue correr mais rápido nas veias. Recebia-o com alegria, ansiando matar aquela saudade que a dominava sempre que estavam afastados.
Tinha medo da força daquele sentimento e não queria deter-se a pensar no poder que tinha sobre si. Limitar-se-ia somente a viver essa paixão.

Conheceram-se em Março, início de Primavera, pela internet esse mundo tão vasto, pela imensidão que é a blogosfera, onde um conjunto de pessoas se cruzam, não em tempo real, trocando opiniões sobre os mais variados assuntos, contam experiências de vida, testemunhos que deixam publicados para que outros os leiam, comentem; onde pessoas se conhecem e aprendem uns com os outros.
Nunca soube identificar o que mais a cativara nele, se o jeito irreverente, se o seu humor cáustico; se a sua capacidade de a fazer rir com as suas piadas, ou de a fazer estremecer com a sua sensibilidade. Todos estes ingredientes haviam despertado nela a vontade de o conhecer para além do ‘boneco’ cujas mensagens apareciam quase todos os dias. E como ela esperava por elas, mesmo nessa fase em que era movida apenas pela curiosidade, aquele formigueiro que lhe subia pelo corpo. Não, não se tratava de nenhuma dormência dos membros, era aquela sensação arrepiante que, por segundos, entrecortava a respiração e que a levava a percorrer, com olhos ávidos, cada palavra que ele escrevia. Começavam a aparecer os primeiros indícios de uma paixão que ela acreditava, mas sem certezas, ter alguma correspondência. Até que ponto tudo não passaria de uma fantasia, ilusão?

Mas uma noite algo se esclareceu e ela compreendeu que essa paixão não tinha apenas uma direcção, mas dois caminhos: o de ida e o retorno. Uma noite em que conversaram pelo ‘messenger’ até de madrugada.
Não vou revelar os seus nomes, mas antes o nickname pelos quais se trataram durante a fase inicial do seu relacionamento: Paka e Suna.
- Como estás hoje, Suna?
– Bem e tu?
– Cansado, a necessitar de férias, mas contente por te encontrar aqui. És a minha lufada de ar fresco diária
– escreveu Paka.
- Really? – perguntou-lhe ela, acompanhando com um boneco sorridente.
- Não me acreditas? Talvez seja mesmo melhor que não o faças.
– Estou balançada entre o sim e o não.
– Fica atenta aos sinais e terás a resposta.
– O problema é que nem sempre os detecto, por mais atenta que esteja.
– Passam-te ao lado? Isso depende do teu grau de interesse? Não estás atenta porque… não te interessa?
– Acho que esse é o problema. Quanto maior o interesse, mais fraca a perspicácia.
– (smile)
– Não respondes nada?
– Conseguiste deixar-me sem palavras, confesso.
– Imagina que estás a ver um filme mudo do qual não necessitas de ter legendas para o entenderes, para perceberes a mensagem que te querem passar.
– Sim, estou a imaginar.
– Pois eu preciso das legendas para entender a mensagem, quando ela é demasiado importante para mim.
– Entendo-te. Não queres correr o risco de interpretares mal.
– É isso. Porque não quero ver coisas que não estão lá, e apenas as vejo porque desejo que estejam. Por outro lado, já perdi com isso em algumas alturas. Por achar que não o que eu via era apenas imaginação minha, descobrindo tarde demais que não era.

Os dedos pararam sobre o teclado e o silêncio de letras manteve-se por alguns momentos, demonstrando o quanto haviam mergulhado em pensamentos e emoções à flor da pele.
- Seria tão bom se a vida não fosse tão complicada. – Ela não é, Paka, somos nós que a complicamos demasiado.
– Deixas-me nervoso
– acabou por confessar Paka – Descontrolado.
– E tu deixas-me como que suspensa de um momento teu.
– Um dia…

Paka estava a passar por uma situação familiar bastante complicada, o que o levava a hesitar no que revelava de si mesmo.
Suna entendia-o e aceitava, mas nem por isso a curiosidade a abandonava. Também ela ainda vivia uma relação que chegava ao fim, uma relação que apenas se prolongara no tempo por não saber como a terminar sem magoar o namorado. Apesar de ter consciência que ele sairia magoado. Por outro lado, tinha medo do estado efervescente em que ele a deixava. Sempre se afastara de homens casados. Até mesmo comprometidos. Quando se sentia atraída por alguém e sabia que era comprometido, que tinha namorada, fechava como que uma porta ao que sentia, para que não se expandisse. Fora sempre esse o seu modo de agir para não sair magoada, nem magoar ninguém. Entregava-se sempre a toda e qualquer relação e não podia permitir uma entrega total a alguém que tivesse outra relação. E Paka era casado, com um filho pequeno.
Depois dessa noite, outras se lhe seguiram, aproximando-os cada vez mais em pensamentos, opiniões, vontades, mas mantendo-os afastados por aquele muro invisível que era o receio de cada um de arriscar e sair ferido, sem nem saberem bem pelo quê.
A ruptura do relacionamento dela deixou-o contente por a saber livre para si e, ao mesmo tempo, a tristeza de ele não poder estar tão livre quanto ela. Ainda.
[...]

Sutra

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Dos gajos… os ‘tais’ – II http://www.contossecretos.com/?p=1727 http://www.contossecretos.com/?p=1727#comments Sun, 13 Jun 2010 17:35:09 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1727 Se em primeiro lugar falei daquele que nem beijar sabia, agora vou directo ao outro extremo: aquele que não sabe o que fazer com o que tem. Neste caso, não que tivesse muito, mas… nem com o pouco que tinha ele sabia a melhor forma de usar.
O nome dele? Bem… pode ser Tó. Se, noutros casos, o nome é inventado em nome do anonimato dos visados, neste caso específico, além dessa questão, ainda existe o facto de não me recordar do seu nome. Parece muito mau, não parece? Mas que posso fazer? Estou farta de tentar recordar-me o seu nome e não consigo. Já passaram dez anos. Por isso, fica o Tó que serve muito bem! O importante é mesmo o que se passou e não o ‘nome’.
Conheci-o porque era amigo de amigos. Era dono de um pequeno café/bar numa das cidades do nosso país. Ora o Tó tinha um olhar entre o meigo e o atrevido. Homem feito, tinha o ar de sabichão. Moreno, para variar. Sempre tive maior tendência para homens morenos, vá-se lá saber porquê. Só pode ser por existirem em maior número. Quiçá… quiçá…
Ora, o Tó, ao captar o meu olhar de curiosidade e interesse, lá deve ter pensado: ‘porreiro, o ar de engatatão, resulta’.
- Fala sério - dizem-me vocês – ele não pensou isso. – Pois – respondo – possivelmente não. Mas digo eu.
A verdade é que ele interessou-me mesmo. Mais uma vez a minha preferência tendenciosa: homens mais velhos. E ele era-o… catorze anos.
Desta vez não foi em Setembro, mas foi em Maio. Dias quentes. Noites tórridas. Nesta história foi mais o oposto. As noites foram menos quentes que os dias. Aliás, uma noite… basicamente.
O Tó usava o cabelo meio ondulado, escuro. Macio ao toque. Adorava remexer-lhe o cabelo. Despenteá-lo. Ele detestava. Protestava sempre. E quanto mais ele estrebuchava, mais eu fazia. Sempre gostei de fazer o oposto do que querem. Principalmente quando reclamam, em vez de pedirem com muito jeitinho.
Continuando.
O ‘chove não molha’ durou aproximadamente uma semana até surgirem os primeiros sinais de interesse objectivo da sua parte. Isto é… até começar a fazer o tipo de aproximação que visava aquilo que se chama ‘dar o bote’.
Conversas em tomo baixo ao ouvido, de lábios a roçar a orelha, no seu modo sedutor. Os toques nas mãos. Agarrar nos dedos. Sorriso e olhar fixo nos meus. Enfim… o conjunto de acções sedutoras, próprias dos momentos que antecedem o início de algo. Sem dúvida alguma que estes são sempre os melhores momentos e aqueles que facilmente esquecemos quando parecemos burros com palas nos olhos: só cremos agarrar depressa a ‘cenoura’ [cuidado com as interpretações].
Neste caso, a minha cenoura era o Tó.
Uma ou outra vez encontravamo-nos para um café à tarde. Outras vezes, íamos até ao café/bar dele e passávamos lá a noite. Entre nós, havia uma menina que também não desgarrava os olhos dele. Descobri mais tarde que haviam tido uma curte qualquer e ela era louca por ele. Anos depois também soube que teriam tido um filho.
Mas este nosso caso, foi muito antes disso e também, antes de eu sequer saber do interesse dela ou9 do que se teria passado. Senão nem me teria colocado no meio.
Estou a enrolar muito a história?
Não desesperem. É que, se eu contar logo ‘foi assim’ isto fica curto demais, além de não poderem entender nem metade, ou as razões ‘de’. Ou ainda a maneira de ser à época.
Foi uma noite no bar que tudo começou. Eu decidi que naquela noite ficaria sozinha com ele. E assim aconteceu. A malta resolveu sair para ir à última sessão de cinema e eu disse que ficava e iria mais tarde para casa. Não precisaria boleia.
Tornou-se mais insinuante. Colocando-se atrás de mim, optou por me brindar com beijos no pescoço, pequeninos, suaves, com pequenos toques de língua, mordidas. Depois aquele colar de lábios na pele, sem retirar enquanto deslizava por toda a nuca. Eu deliro com esta forma de beijar. Rendo-me completamente quando me fazem isto. Sentia-o nas minhas costas, o peito completamente encostado. Os dedos deslizavam em toques suaves pelos braços até agarrar os meus, largando-os de novo, para tornar a subir.
Não me posso queixar. Nestes preliminares, o Tó era exímio. Em beijar… beijo de língua, boca na boca, era bom, embora não ‘muito bom’. Desculpa Tó, mas tenho de ser sincera. Poucos conseguiram quase fazer-me vir só com o beijo, mas já tive disso e, hoje, sei diferenciar e colocar o teu beijo num patamar inferior.
É curioso o facto de, relativamente ao que contei antes do ‘Eliseu’ ter recebido um mail a perguntar-me porque razão eu fazia isto. O que me levava a falar deste tipo de casos que tive, que não me satisfizeram, se seria uma forma de matar estes fantasmas ou uma espécie de acto de me vangloriar ou de mostrar que sou alguém com experiência, ou o que quer que seja. Nada disso, simplesmente até agora tudo parecia ter sido bom e quase cor-de-rosa [ou mais vermelho] mas a verdade é que também existiram estes momentos menos bons, como na vida de qualquer um. Não me quero vangloriar de nada nem exorcizar fantasmas. É passado. Todos nós temos um passado, cabe-nos saber lidar com ele.
Adiante.
Andámos uns dois ou três dias neste impasse de beijinho para cá, beijinho para lá, até ao dia em que ele me pediu ao ouvido para ficar com ele naquela noite.
Fiquei.
Como ele não vivia sozinho e eu também não estava só naquele lugar, optou-se por irmos ficar a um hotel. Ele tratou de fazer a reserva de um quarto e eu apenas tive de levar uma muda de roupa interior para ninguém desconfiar que já ia com ‘noite fora’ planeada.
Pelas duas da manhã, saímos do café dele e rumámos ao hotel, ansiosos pelo que nos aguardava.
Logo no trajecto achei que ele parecia ansioso demais por chegar e nem um beijo pelo caminho. Dessa parte não gostei. Parecia que aqueles tais ‘preliminares de sedução’ haviam ficado esquecidos.
Depois… pura desilusão!
Falando sério… não me digam que tamanho não importa… tudo é relativo, mas a verdade é que tem a sua parcela de importância. Mulher que diga que o tamanho não interessa não está a ser completamente sincera com o homem. Pode é ser diplomática…
Claro que a questão do tamanho pode ser ultrapassada perfeitamente, com o bom uso do que se tem, mas quando se junta mais que uma coisa mázinha… então está tudo estragado. Mas sobre tamanhos falarei noutra altura.
O Tó beijava bem. Certo. O Tó era um sedutor. Certo.
Mas da porta do quarto para dentro… não sei que lhe aconteceu. Mas algo se perdeu nesse meio tempo.
Apressado. Tirando alguns beijos, não houve preliminares. De joelhos na cama, agarrou-me, entrou em mim, e poucos minutos depois veio-se e tudo acabou porque ele não tinha força para segunda rodada.
‘Então e eu?’ Apeteceu-me perguntar-lhe enquanto ele se virava para o outro lado a dizer que estava cansado e precisava dormir. Ora se já haviam faltado os preliminares, um sexo oral… uns amassos, uns toques, quando me penetrou eu mal o senti… isto ia mesmo de mal a pior.
Nem tinha o que usar, nem o que tinha lhe servia de muito, pois não usava como devia ser. O homem foi uma tremenda desilusão na cama. Uma foda sem foda. Meteu, veio-se e tirou. Que horror! Será que estava tão ansioso que não conseguiu mais que aquilo? Então porque não repetiu? Eram tantas as questões naquele momento. Mas…
Fiquei calada. Em vez disso, esperei o amanhecer e eram umas 7h da manhã, tirei da minha cintura o braço que ele havia colocado por cima de mim durante a noite, saí de fininho, vesti-me e fui embora sem uma palavra.
Horas depois tentou ligar-me algumas vezes mas não atendi. Para não me aborrecer mais, desliguei o telemóvel.
Nessa noite recusei-me a ir ao bar com os meus amigos, quando o sugeriram e na noite seguinte acedi, mas tratei-o com frieza.
O olhar dele parecia o de um tolo quando me perguntou ao ouvido o que se tinha passado. Deu-me ganas a pergunta e limitei-me a dizer-lhe: ‘és mau de cama e uma noite chegou’.
Eu tinha de ser sincera, não é? Pelo menos serviria para ele melhorar o desempenho no futuro…
Aqui têm mais esta ‘desilusão de cama’ de algumas na minha vida.

Sutra

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Apetece-me… http://www.contossecretos.com/?p=1723 http://www.contossecretos.com/?p=1723#comments Fri, 11 Jun 2010 14:29:33 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1723 …um gelado…

Nem sei porquê… Mas… Hum… Lembra-me… Algo bom…

Ainda não descobri o quê… Hum… Tenho de ver se puxo pela memória…

… ai… nem continuo… aqui encerrada no escritório por mais uma hora no mínimo… tenho de deixar de pensar em… gelados… faz mal…

Sutra

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Dos gajos… os ‘tais’ – I http://www.contossecretos.com/?p=1720 http://www.contossecretos.com/?p=1720#comments Tue, 08 Jun 2010 21:57:32 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1720 ‘- Tirem-me deste filme. Mas este homem não sabe o que fazer com a língua?!’ [...]]]> Cumprindo o que disse que faria, aqui estou para falar de um daqueles que poderia ter deixado de passar pela minha vida. Isto por um lado. Por outro, é sempre bom conhecermos os dois lados [não me interpretem mal, se faz favor] para se poder analisar e diferenciar oq eu é… incrivelmente melhor.
Tentei recuar no tempo e ir o mais longínquo possível, mas tornou-se uma tarefa difícil, por isso, não vou seguir qualquer ordem cronológica. Falarei à medida que me for lembrando deste ou daquele episódio. Ou… pessoa.
Começo então por falar do… [deixa ver que nome hei-de arranjar desta vez para manter o anonimato dos intervenientes?!]… Eliseu.
Pois bem. Aqui fica um nome original, para não ser sempre Paulo, José, Pedro, Fernando. Este é o Eliseu.
Homem interessante, moreno, alto, ar simpático, olhar curioso. Conheci-o devia ele ter uns 25 anos, por isso, andaria eu pelos 18 aproximadamente. Já o tinha visto um par de vezes, mas naquela noite, num bar, em meados de Outubro, estávamos apenas 6 ou 7 pessoas e os nossos olhares cruzaram-se. Eu estava com uma amiga. Ele com um amigo. Houve ‘aquele algo’ no ar. Depois a aproximação. A conversa a quatro que se prolongou pela noite fora. O amigo foi embora e ficámos os três. Dali demos umas voltas de carro para mais alguns dedos de conversa e… mais nada. Não foi uma desilusão, eu nem esperava mais que isso naquela noite, principalmente pelo facto de estar acompanhada com a amiga, a qual também não estava a entender o que se estava a passar. Ou entendia bem demais. Mas cada coisa tem o momento certo para acontecer [dizem – eu gosto mais de fazer acontecer!] e aquele não o era.
Curiosamente passou ainda algum tempo até se proporcionar. Mantínhamos o contacto, o que proporcionou o início de uma série de convites para saídas com amigos. Uma vez com os meus. Depois com os dele. Durante algumas semanas tudo se resumia a algum contacto com uma certa distância.
Num desses encontros. Novamente a quatro – parecia que os momentos mais propícios só aconteciam quando estavamos dois a dois. Lembro o local como se fosse hoje. Recordo o que nos juntou nessa noite: motivos da comemoração, quem estava presente. E a forma como surgiu o primeiro beijo. Ele estava nervoso, o que achei engraçado. Parecia um adolescente.
Mas que grande balde de água fria! Sim, porque aquele beijo nem sequer era morno! Confiante que seria uma primeira impressão que passaria em momentos, arrisquei a deixar-me levar. Olhos fechados [dele]. Olhos semi-abertos [os meus] e uma vontade enorme de olhar o tecto do carro e dizer:
‘- Tirem-me deste filme. Mas este homem não sabe o que fazer com a língua?!’
Ora era mesmo esse o problema. Não sabia o que fazer com a língua. Nem com as mãos. Ele bem tentava tocar, mas era tão desajeitado que – credo! – nem sabia onde estava o quê… Isto quando estou a falar da cintura para cima, porque nem valia a pena passar daí, se nesse ponto já era um desastre, imagine-se se tentasse descer… ainda me cravava as unhas onde não devia, ou então ficava com medo de mexer.
Sério! Um homem que não sabe beijar é… sem palavras mesmo. Se ele não sabe o que fazer com a língua em cima, vai saber o que fazer mais abaixo? No way!
Mas porque digo eu que não sabia beijar? Língua mole, quase parada, leves toques nos lábios apenas, que nem pareciam toques, mais parecia estar a experimentar se eram verdadeiros os meus. E não passava disso. Eu gosto do toque suave, da mordida. Mas um beijo tem de ser firme. Forte. Delicado. Doce. Tem de existir possessão da boca do outro. Fome. Ânsia. Desejo. Invasão da boca. Exploração. Toque. Lambidela. Chupar. Por favor, um beijo é tanto…
Ora, desejo ele tinha… tratei de comprovar isso mesmo, com os dedos. Ele gemia. Ele suava. Mas beijar… não beijava! Apetecia-me dizer-lhe: ‘homem mexe essa língua’, mas limitava-me a fazer com a minha o que gostaria que ele fizesse com a dele. Mais gemia ele. Mas aprender… está quieto!!
25 anos? [ou 26 ou 27, não recordo, mas era por aí] E não sabia beijar??
Desisti. Depois de cerca de uma hora numa ‘curte’ que sabia não iria passar daquilo e em que, os beijos, em vez de me aumentar o desejo, só o tinham feito evaporar… não valia a pena insistir.
A partir desse dia, mantivemos o contacto esporádico. Recusei uma ou outra saída e não o desafiei mais para vir com os meus amigos.
Ao fim de uns anos soube que tinha casado. Espero que tenha aprendido mais do que a demonstração que tive…

Sutra

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Curtinha http://www.contossecretos.com/?p=1718 http://www.contossecretos.com/?p=1718#comments Tue, 08 Jun 2010 15:04:16 +0000 Sutra http://www.contossecretos.com/?p=1718 Consegui finalmente limpar a caixa de email do site.
Eram para cima de 35.000 mails acumulados, a maior parte Spam [ficava bem eu dizer que era mails de fãs, não ficava?! Mas não gosto de ‘manias’!].
Se, por acaso algum mail foi enviado para sutra@contossecretos.com nos últimos seis meses e necessite de resposta, é tempo de reenviar… porque fui obrigada a apagar tudinho.

Até já

ps: estou a escrever artigo novo Grin

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