Capítulo IX
De olhos fechados e cabeça encostada no ombro de Manuel, Cris sentia o quanto a excitação dele a fazia estremecer e roçava as suas costas naquele peito que subia e descia com a respiração acelerada.
Manuel, sorveu um pouco de champanhe e deixou-o cair pelo pescoço dela, sussurrando no seu ouvido o quanto queria beber o champanhe do corpo dela, e beijando-a no ombro direito, deslizava os dedos pelos seios de Cris, agarrando-os suavemente, apertando-os e deixando escorregar um dedo pelo seu corpo, tocando o umbigo e detendo-se na junção das pernas dela, onde sabia que palpitava o desejo.
Afastou-lhe as pernas, enquanto Cris gemia roucamente. Ela percorria as pernas de Manuel com os dedos e, apoiando-se nelas, soergueu o corpo e agarrou-lhe o membro viril, expectante, que foi introduzindo dentro de si, preenchendo o vazio que sentia, descendo o corpo até ele a penetrar inteiramente.
- Paixão! O que tu me fazes!
O gemido de Manuel soou nos seus ouvidos, e a mão que lhe tocava os seios agarrou com carinho um dos seus mamilos, apertando-o ligeiramente e fazendo-o rolar entre os seus dedos, enquanto a outra mão acariciava o seu sexo, massajando-a suavemente, fazendo-a delirar.
- Vem querido! Entra todo em mim! – delirava Cris, respirando com dificuldade.
Iniciaram uma dança erótica, enquanto a água borbulhava entre seus corpos.
E, entre gemidos e palavras entrecortadas de volúpia, o ritmo dos seus corpos foi aumentando, criando ondas frenéticas na água, nos sentidos, e fazendo elevar o prazer em espirais que visavam atingir a montanha alta do prazer.
Até que, Manuel, não querendo ainda deixar soltar o prazer, não sem antes de dar a Cris todo o prazer, olhando em seu rosto como ela atingia o orgasmo, interrompeu os movimentos. Ele adorava vê-la completamente entregue no auge do prazer, observando o seu rosto, a sua boca entreaberta, a sua língua que molhava os lábios constantemente, e ouvir os suspiros que se soltavam da sua boca.
Ajudou-a a erguer o corpo e fê-la sentar na beira do jacuzzi, na zona dos degraus. Começou a beijar-lhe os tornozelos, subindo pelas pernas, afastando-as e mergulhou a boca no seu sexo húmido da água e do desejo, lambendo o néctar que saía das suas entranhas, demonstrando o grau de excitação elevado de que Cris estava possuída.
- Manel, deixas-me louca! Faz-me vir assim!
Cris não aguentou, segurou a cabeça de Manuel e, agarrando-lhe os cabelos gemeu, enquanto sentia um orgasmo a subir em ondas pelo seu corpo, concentrando-se naquela boca que a enlouquecia e a deixava ofegante.
Passados uns segundos, ela afastou a cabeça dele e deixou-se escorregar nos degraus, esticando um braço e tocando o membro de Manuel, rijo, excitado. Ela sabia o que queria fazer naquele momento e sussurrando-lhe ao ouvido que o queria, fê-lo estremecer e empurrou-o para que se sentasse no degrau mais alto do jacuzzi.
Beijou-o nos lábios, enquanto acariciava o seu membro e foi descendo pelo seu pescoço e pelo seu peito. Beijou-lhe os mamilos, mordendo levemente e fazendo–o gemer alucinado.
Deteve-se no umbigo desenhando arabescos imaginários na pele dele com a língua, até que ele lhe agarrou os ombros e fê-la descer um pouco mais o corpo, já ansiando pela carícia que ela lhe havia prometido no sussurro ao seu ouvido momentos antes.
Cris beijou lentamente as suas virilhas, fazendo-o desesperar, até que lhe tocou no membro com os lábios, beijando-o, e acariciando-o com a boca, enquanto as mãos continuavam a tocar-lhe com suavidade.
- Cris, isso! Não pares! – disse-lhe enquanto mordia os próprios lábios.
Sentia o quanto Manuel estava perto de atingir o orgasmo e continuava a acariciá-lo insistentemente, passando as mãos, de vez em quando, pelas suas pernas e coxas, até que ele lhe pediu para esperar um pouco.
Cris ergueu-se sorrindo, Manuel fê-la debruçar-se na beira do jacuzzi e, colocando-se atrás dela, afastou-lhe as pernas, entrando nela rápida e ansiosamente, e segurando-a pela cintura, movimentando o corpo num vaivém ardente, enquanto lhe mordia suavemente o ombro.
Cris, suspirava e gemia enquanto o agarrava pelo pescoço com um braço erguido para trás, apertando-se contra o seu corpo, e balançando o seu corpo contra o dele, naquela busca mútua da satisfação do prazer. E atingiram o orgasmo, gritando palavras desconexas reveladoras do prazer louco que sentiam.
Encostados contra o rebordo do jacuzzi, ficaram assim durante alguns momentos, o corpo dele pressionando o dela, sem sair de dentro do seu corpo, trocando beijos suaves e carícias nas peles suadas.
Sorriram um para o outro, trocaram um beijo longo e apaixonado e afastaram-se, preparando-se para sair. Pegaram nos toalhões e limparam-se meigamente, enquanto iam trocando pequenos beijos em silêncio, ainda com os sentidos inebriados pelos momentos de paixão que haviam acabado de ter.
Manuel pegou-lhe ao colo, nua, e levou-a para a cama que os aguardava. Desligou a música e o jacuzzi, abrindo a janela que dava para a pequena varanda do lado do jardim, deixando entrar a brisa nocturna.
Deitou-se ao seu lado e puxou o lençol para cobrir os seus corpos cansados e relaxados.
Puxou-a contra si, as costas dela contra o seu peito e, em posição de cadeirinha, com os corpos perfeitamente encaixados, foram trocando palavras de carinho e pequenas carícias de dedos, até adormecerem.
© Sutra e P. 2005
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