Na Descoberta da Paixão – Epílogo

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Monday Sep 26, 2005

Epílogo


O telefone na secretária tocava insistentemente, enquanto Cris falava ao telemóvel.
Tinha uma reunião daí por dez minutos, e não conseguia obter a resposta que necessitava do projectista, para poder apresentar na reunião com os clientes.
Desligou o telemóvel e atendeu o telefone, tendo verificado que era de sua secretária:
- Sim? – Doutora, já chegou o representante da Nichol’s Constructions. – Diga ao Sr. Fonseca que estou a terminar uma reunião e vou de seguida. – Não é o Sr. Fonseca. É um dos outros sócios: o Sr. Manuel Correia Figueiredo. – … – Cris engoliu em seco e não foi capaz de responder.
- Doutora? Está a ouvir-me? – Sim, Anabela. Não demorarei – respondeu Cris.


Haviam passado dois anos desde aquele fim-de-semana alucinante. Não o esqueceria nunca, mas ficara como uma bela recordação da sua última loucura.
Olhou a fotografia em cima da secretária. O marido que amava, sorria-lhe, e parecia sempre querer dizer: «estou aí contigo». E estava, pensou sorrindo, enquanto passava a mão pela barriga, onde uma nova vida estava a crescer. Tinha essa surpresa para contar a Tiago nessa noite, no jantar romântico que ía preparar. Só precisava de se despachar dessa reunião. Pegou no dossier do cliente e encaminhou-se para a porta do gabinete.
No pensamento, as últimas palavras trocadas com Manuel: – Manel, o destino nem sempre está nas nossas mãos. E o meu há muito que está entregue, junto com o meu coração. Nunca esquecerei este fim-de-semana que me proporcionaste – havia dito, ao despedir-se. – Que nos proporcionámos um ao outro. Foste mais do que alguma vez sonhei – interrompeu Manuel. – Nunca te esquecerei, Manel, e esta será a mais bela aventura que alguma tive. – Também nunca te esquecerei e quem sabe um dia, Cris – despediu-se Manuel. – Quem sabe…- tinha respondido, na certeza de que esse dia não voltaria.


FIM


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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XIX

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Saturday Sep 17, 2005

Capítulo XIX


O Domingo amanheceu sereno, apenas uma leve brisa se fazia sentir.
Manuel e Cris, adormecidos após a noite intensa de prazeres recém descobertos, estavam esquecidos do mundo.
As horas passaram e somente perto da hora de almoço é que Cris acordou, reparando como Manuel ainda dormia, deitado de costas.
Deitou-se de lado, virada para ele e, apoiando a cabeça na mão direita, ficou a observá-lo enquanto recordava todos os momentos vividos nesse fim-de-semana, prestes a terminar.
Dali por algumas horas, cada um entraria no seu carro e regressaria à realidade do quotidiano, enfrentando outra semana de trabalho.
Levantou-se e foi preparar o pequeno-almoço para ambos, que colocou num tabuleiro, levando-o para o quarto e pousando-o em cima da cama.
Debruçou-se sobre Manuel e beijou-o suavemente nos lábios. Manuel, estremunhado, correspondeu aos beijos, abraçando-a pela cintura. – Hum… gostava de acordar assim todos os dias – sussurrou Manuel.
Cris apenas sorriu e, desviando o olhar, disse: – Trouxe o pequeno-almoço para os dois. São quase 13 horas e estou sem vontade de sair daqui. E tu? – Da cama? Eu também não me apetece sair dela, contigo aqui. Mesmo porque quero aproveitar as últimas horas deste sonho do qual vai custar a acordar – respondeu Manuel. – De acordo – sorriu insinuante Cris.
Depois de comer, ficaram abraçados, encostados um ao outro em silêncio, trocando carícias, beijos suaves e guardando na memória cada momento vivido.
O tempo parecia correr e depressa chegaram as 14 horas, depois as 15h.
Até que se levantaram para começarem a tratar do regresso.
Cris entrou no duche, fechou as portas de vidro e abriu a torneira, deixando que a água escorresse por seu corpo.
Poucos minutos depois sentiu que as portas de vidro se abriam e viu Manuel, nú, que a olhava deixando transparecer o desejo que o possuía.
- Quero-te!
Entrou e fechou as portas atrás de si, abraçando Cris e beijando-a sofregamente.
As suas mãos deslizavam pelo seu corpo de forma ansiosa, urgente e as bocas traçavam trilhos de erotismo, explorando bocas, dentes e línguas.
E como que de acordo, interromperam as carícias e Manuel pegou na esponja onde depositou gel de banho, passando-o depois pelo corpo de Cris. Ensaboaram-se mutuamente enquanto se acariciavam, fazendo crescer ainda mais a fome que tinham um do outro.
Depois de retirada toda a espuma dos corpos, Manuel colocou-se atrás de Cris, abraçando-a e fazendo com que sentisse nas nádegas, o seu membro pulsante. Agarrou-lhe os seios, acariciando os mamilos com os polegares e beijando-a na nuca, enquanto a língua deslizava pela pele molhada.
Fê-la curvar-se um pouco para a frente e erguendo-lhe uma coxa, fazendo-a apoiar no rebordo da banheira, encostou o seu membro erecto na entrada da gruta húmida daquela mulher que desejava.
- Sentes como te desejo? Vou ter-te assim! Diz que me queres – ofegava Manuel.
- Sim, amor… quero-te! Desejo-te!
E, Manuel entrou no seu corpo, mergulhando nas profundezas daquele sexo que clamava pelo seu.
Entre gemidos e sussurros de prazer, atingiram um orgasmo intenso, vibrante que os deixou ofegantes. Abraçados, deixaram que a água deslizasse pelos seus corpos. Saindo da banheira, Manuel puxou o toalhão e começou a limpar o corpo de Cris até que a abraçou, sussurrando: – Desejo-te outra vez!
Cris soltou uma gargalhada, respondendo: – És insaciável… – Somos… – e, pegando nela ao colo, Manuel levou-a para o quarto, deitando-a na cama, onde iniciaram novo trajecto até ao cume do prazer.
Eram 21 horas quando entraram nos carros e partiram, depois de terem ido jantar ao restaurante onde tinham estado na véspera.
O fim de semana tinha terminado.

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– falta apenas mais um capítulo!! Wink
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Capítulo XVIII


Cris havia gozado imenso, mas sentia a necessidade de ter um corpo masculino sobre o seu, carne dentro da sua carne e, soerguendo-se, chamou Manuel.
Este aproximou-se, revelando a excitação que dominava o seu corpo, pelo volume que se notava nos seus boxers. Cris sussurrou-lhe ao ouvido o quanto o queria e que poderiam subir para o quarto, no que Manuel sorriu e negou com um movimento da cabeça. – Hoje a noite é tua, minha, nossa. Vamos esquecer todos os pudores e experimentar coisas novas pelas quais eu sei que tu também sentes curiosidade. Tal como eu – respondeu Manuel. – Estás a falar de quê mais? Aquilo que estou a pensar? – sussurrava Cris. – Sim… swing! Queres? – Não sei, Manel, já não sei nada. Não sei quem sou, onde estou, como aqui cheguei – tremia Cris. – Estás aqui e sentes prazer, podendo sentir muito mais. E é a única coisa que interessa, não achas? – perguntou Manuel com voz rouca. – Sim, tens razão. Que venha o prazer – anuiu Cris.
Enquanto se detinham neste pequeno diálogo, Sofia tinha caminhado até junto de Miguel, sentado ao seu lado e trocavam um beijo longo e repleto de luxúria. Joana, no outro sofá, sentada no colo de Filipe, oferecia os seus seios para este beijar, enquanto as mãos apertavam as nádegas nuas contra o seu membro excitado.
Os quatro estavam envolvidos em carícias de luxúria, esquecendo por momentos Manuel e Cris que se encontravam de pé, junto da mesa de snooker.
Até que Miguel reparou neles e, depois de uma troca de olhares com Manuel e de um assentimento com a cabeça, por parte deste, se ergueu do sofá, depois de dizer algo ao ouvido de Sofia, e se aproximou do casal. – Hoje é a noite de todas as experiências para os dois – disse Manuel e, depois de dar um beijo nos lábios de Cris, deixou-a com Miguel e foi ter com Sofia.
Miguel começou por fazer festas nos cabelos de Cris que fechou os olhos, sentindo no mais âmago do seu ser, aquelas carícias das mãos de outro homem que não Manuel.
Abraçou-o pelo pescoço, tocando os seus cabelos levemente e, abrindo os olhos, aproximou os lábios, pedindo-lhe um beijo, em silêncio.
Entra laçaram línguas, morderam lábios, as mãos passeavam sofregamente pelos corpos um do outro, enquanto Miguel esfregava o seu corpo no de Cris, demonstrando o seu grau de excitação e a urgência em possuí-la. Virou-a de costas para si e começou a beijá-la na nuca, ombros, descendo pelas costas até ás suas nádegas, onde se deteve, apertando, lambendo e dando pequenas dentadas. Os seus dedos acariciaram o sexo húmido daquela mulher, sentindo neles o fruto do orgasmo anterior. Ergueu o corpo novamente e fê-la inclinar-se sobre a mesa, preparando-se para penetrar seu corpo naquela posição. Cris gemia e sussurrava palavras desconexas, enquanto sentia aquele homem, entrar no seu corpo, dominando-a, possuindo-a.
Do outro lado da sala, nos dois sofás, Joana e Filipe, Manuel e Sofia, entregavam-se também à luxúria exigida pelos seus corpos.
Baixo a cortina sobre o resto da noite, mas o desejo a paixão, a loucura, foram os donos de todos os movimentos. No ar, respirava-se a excitação, os orgasmos e o mergulho num mundo até então desconhecido para Cris e Manuel.
A madrugada ía já avançada quando resolveram descansar, e, apesar da tentativa de Manuel e Cris para que ficassem, Joana, Miguel, Sofia e Filipe, preferiram regressar ao hotel onde se encontravam hospedados, deixando-os a sós.
Após a saída dos quatro, Manuel e Cris subiram as escadas, até ao quarto que partilhavam e, após um duche partilhado, deitaram-se enroscados, passando os dedos em leves carícias na pele. Trocaram um longo e doce beijo e despediram-se, até ao dia seguinte.
Cris, pouco antes de adormecer, relembrou as palavras que Joana lhe havia sussurrado ao ouvido, no momento da despedida:
«- O teu segredo estará guardado connosco!»

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Capítulo XVII


Cris que, até ali apenas tinha beijado e acariciado Manuel, ficou admirada a olhá-lo. Mais uma vez o receio se apoderava da sua mente, corpo, dos seus movimentos. E a sua vida fora daquela casa, rasava-lhe o pensamento. Acenou a cabeça como que a expulsar os demónios que a tentavam atormentar e, não querendo agora recuar – até porque a excitação já dominava totalmente o seu corpo, levantou-se, chegou junto de Joana e, nervosamente, tocou-lhe os lábios com os seus. Os lábios de Joana eram suaves, delicados. Cris nunca havia ousado beijar outra mulher, mas a verdade é que gostava de sentir aquela maciez e delicadeza. Joana, sentindo que Cris se descontraía, entreabriu os seus lábios, deixando que a sua língua tocasse nos lábios de Cris.
Apenas se ouvia a música suave que tocava muito longe e as respirações daquele grupo que estava como que suspenso do movimento seguinte de Cris e Joana que trocavam um beijo calmo mas quente, de desejo recém-descoberto.
Até que Cris descolou os seus lábios e, respirando de forma ofegante, olhou nos olhos de Joana e disse com voz rouca: – Nunca pensei que fosse tão bom – e piscou-lhe um olho, sorrindo.
Em seguida, aproximou-se de Sofia. E, já mais descontraída, baixou o rosto até que a sua boca pousasse no seio de Sofia, depositando um beijo suave na pele morena e macia – beijo que deslizou na pele, deixando um rasto húmido que excitou Sofia.
Soergueu-se e foi sentar-se de novo no seu lugar, tendo recebido em seguida um aplauso por parte dos homens.
Outros actos audaciosos se seguiram, levando a que as carícias fossem ficando cada vez mais exigentes, comandadas pelo desejo que vibrava no ar, entre os presentes. Sofia percorreu o corpo de Miguel com os lábios, Manuel retirou a pequena tanga de Joana, Filipe beijou os seios de Joana, Sofia beijou Cris.
Mas, o jogo estava prestes a terminar, pois a excitação daqueles seis já exigia mais do que pequenos beijos e carícias.
E tudo se desenrolou quando Filipe, depois de Sofia ter perdido novamente e, apercebendo-se do desejo desta por Cris, lhe ordenou que fizesse amor com ela.
Cris estremeceu e tentou recusar-se, mas as palavras ficaram presas na garganta e apenas conseguiu soltar um som que se assemelhou a um gemido. Sofia estava de pé, a seu lado, estendendo-lhe uma mão, chamando-a.
Cris ergueu-se, apoiando a sua mão trémula na de Sofia e seguindo o convite desta, aproximaram-se da mesa de snooker, encostando-se a esta. Sofia, deu-lhe um suave beijo nos lábios, como se fossem asas de borboleta que lhe tocavam. E, começou a beijá-la por todo o rosto, para que se descontraísse. – Fecha os olhos e sente apenas – sussurrou-lhe ao ouvido, enquanto os seus dedos ora lhe afloravam os cabelos, ora os ombros, braços e seios.
Despiu-lhe a tanguinha que Cris ainda mantinha vestida e, com um gesto, ajudou-a a sentar-se na beira da mesa, colocando-se entre as suas pernas e cmeçando a tocar nos seios com os lábios, fazendo deslizar a língua rosada pela pele, saboreando-a como havia imaginado desde o início da noite.
Cris deixou-se arrastar por aquele desejo que a envolvia e lhe invadia o corpo. Sentia a humidade entre as pernas, revelando a luxúria que sentia. Apenas muito fugazmente pensou naquilo que era, e no quanto aquele fim de semana ficaria como recordação para toda a sua vida. E queria aproveitar cada pedacinho dele, sem tabus, sem receios.
Aquela dança sensual das duas mulheres continuou tendo como público atento, quatro corpos excitados de quem gostaria de estar no lugar de Sofia e Cris.
Joana ía trocando carícias com Miguel, o que lhes avivava ainda mais o desejo.
Minutos depois, os gemidos de Cris e Sofia faziam-se ouvir e o som denunciante de um orgasmos ressoou pela sala – Cris havia atingido o prazer.
Jazia agora ofegante, deitada naquela mesa de pano verde, pernas entrelaçadas nas de Sofia, braços em redor do seu corpo que estendido sobre o seu, reluzia de suor. Querendo proporcionar-lhe igual prazer, mesmo sem nunca o ter feito, foi acariciando o corpo de Sofia, e rebolando o corpo, levando Sofia consigo, deixou-a debaixo do seu corpo, já satisfeito. Debruçando-se sobre o seu corpo, iniciou um trajecto de carícias por toda a pele de Sofia, passando por seus seios, barriga, coxas, e finalmente beijando e acariciando o seu centro do desejo, onde se deteve durante algum tempo, até ouvir os gemidos urgentes de Sofia, e sentir as mãos que puxavam a cabeça contra si.
Cris levantou o rosto e sorriu. – Quero dar-te o mesmo prazer que me deste a mim.
E mergulhou de novo o rosto entre as pernas de Sofia, levando-a à loucura, até que esta num grito, estremeceu, revelando o gozo sentido.
Ficaram as duas abraçadas por minutos, sem forças para se levantarem da mesa de snooker.
Até que se ouviu uma gargalhada na sala: – Que grande show com que nos presentearam – ria Miguel – Cris, para quem nunca experimentou, parecias alguém com muita prática.Experimentei e gostei, mas… nunca pensei que fosse assim! – respondeu Cris corando, com um sorriso no rosto.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XVI

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Friday Aug 26, 2005

Capítulo XVI


A primeira a perder foi Sofia que, com um sorriso insinuante, apenas ergueu uma perna, descalçando uma sandália e depois a outra.
Meia hora depois do início do jogo, Joana já se encontrava somente em lingerie, Miguel de calças e peito nú, Filipe em boxers, Sofia em sutiã e saia, Cris em sutiã e calças e Manuel apenas tirara os sapatos e meias, o que revelava ser, afinal, um bom jogador.
A música ambiente era quente, sensual e inebriava os sentidos, em sintonia com a bebida e o jogo erótico que se ía desenrolando.
Cris olhava Manuel em silêncio e, se por um lado tinha algum receio de continuar, por outro estava a achar demasiado excitante para parar por ali.
Sabia – ou achava que sabia – o que se poderia vir a desenrolar ainda naquela noite. Tudo se encaminhava para o que estava a pensar. E a possibilidade excitava-a e amedrontava-a ao mesmo tempo.
O jogo continuava e, entre conversa, muito riso e descontracção, quando Cris deu por si tinha perdido mais uma jogada. Só que, desta vez, já estava apenas de lingerie; olhou para os outros e hesitou se pararia por ali, se despia o sutiã. Sofia e Joana estavam apenas de fio dental e enorme à vontade, enquanto os seus seios nús, erguidos baloiçavam com os seus movimentos. Cris olhou Manuel, apenas de boxers naquele momento, como que perguntando o que fazer. Ele sorriu-lhe incentivando-a a fazer o que ela desejasse.
Cris retirou o sutiã, baixando os olhos, e, rapidamente pegou nas cartas escondendo o rosto corado. – És demasiado bonita para teres vergonha, Cris! – disse Joana, admirando-a. – Perfeita! – concordou Sofia.
Miguel e Filipe pensavam o mesmo, mas abstiveram-se de qualquer comentário para não a envergonhar mais. – Ei, nem tanto! E não me deixem sem jeito. Não estou habituada a mostrar-me assim. Não desta forma - retrucou Cris, ainda de rosto afogueado pela vergonha. Mas também de excitação.
Repentinamente o jogo mudou e, em vez de despirem as poucas peças de roupa que restavam,decidiram que, quem perdesse uma jogada, teria de cumprir uma ordem de um dos restantes.
A primeira a perder foi Sofia e, Miguel, ordenou que ela beijasse Joana.
Sofia aproximou-se de Joana, de sorriso insinuante:
- Miguel, não disseste onde seria o beijo. – À tua escolha!
Sofia tocou no rosto de Joana com os dedos, numa carícia suave, roçou os lábios com os seus, beijando-a em seguida com força, introduzindo a língua na sua boca, levando a que trocassem um beijo sôfrego e repleto de desejo.
Cris observava, nervosa, apercebendo-se das dimensões que o jogo estava a atingir, mas sentindo um tremor pelo corpo.
Os homens sorriam, lançando algumas piadas, revelando como os excitava ver aquelas duas belas mulheres trocavam aquela carícia fogosa, roçando corpos.
E o jogo continuava. Beijos, carícias e abraços foram sendo trocados entre os presentes, mas deixando Cris e Manuel um pouco afastados de actos mais ousados.
Até que Cris tornou a perder, sendo Manuel a ditar o que ela haveria de fazer. E fê-lo, mandando que Cris se erguesse e desse um beijo nos lábios de Joana e outro no seio de Sofia.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XV

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Friday Aug 19, 2005

Capítulo XV


Chegados a casa encaminharam-se para a cave, onde Manuel já tinha colocado música a tocar quando fora ligar as luzes da casa e desligar o alarme. O som baixo de música suave, e os pontos de luz acesos, junto aos quadros, deixavam o ambiente acolhedor, com pouca luminosidade. – Que querem tomar? – perguntou Manuel, junto ao bar. – Um whisky. Se tiveres um velho, melhor ainda – respondeu Miguel, sentando-se num dos bancos.
Sofia e Filipe sentaram-se num dos sofás de pele, depois de terem dito o que queriam beber e Joana, no outro sofá. – Um licor de café, tens Manel? – quis Joana.
Cris sentou-se num dos puffs, depois de ligar o ecrã e colocar um DVD com um concerto qualquer. – Querem ver alguma coisa? Estão por aí alguns filmes. – Que género de filmes, Cris? – perguntou Sofia. – Só sei que estão alguns dvd’s nesse canto, mas não vi ainda quais, não tive tempo. Este era o que estava mais perto– respondeu Cris, enquanto Manuel, atento à conversa, piscava um olho a Miguel, dizendo algo em voz baixa fazendo rir este.
Sofia levantou-se e procurou nos filmes que ali estavam, um que lhe agradasse até que deu uma gargalhada e disse: – Encontrei o filme ideal, depois da nossa conversa ao jantar!
Curiosos, os restantes aguardavam enquanto Sofia colocava o filme no dvd, à excepção de Manuel, que percebeu pela capa qual filme Sofia escolhera.
O filme parecia banal, mostrando uma festa numa piscina, de uma moradia virada para o mar.
Mas, a pouco e pouco aperceberam-se que a festa na piscina era muito mais que uma simples festa. À medida que a câmara passeava pelos convivas, filmando, corpos íam-se revelando e a nudez mostrava-se como algo natural e atractivo.
Dentro de água, um casal fazia amor sem se importar com quem se encontrava ao seu redor, a não ser com o próprio prazer.
A festa era afinal, uma orgia onde corpos, calor, paixão, música e bebida, rolavam com uma intensidade abrasiva.
Manuel, que já conhecia o filme sabia que iriam assistir a algumas cenas que agradariam aos outros dois casais – swing, claro. Com certeza essa teria sido a razão pela qual Sofia havia escolhido precisamente aquele.
Foram trocando opiniões sobre o filme, rindo de algumas cenas bastante hilariantes e bebericando os cocktails, enquanto o ambiente naquela cave também aquecia, sob sugestão das imagens que viam e do que conversavam.
Ainda antes do filme terminar, mais concretamente meia hora depois de ele ter começado, Manuel e Miguel optaram por uma partida de snooker, enquanto as três mulheres continuavam a ver o filme, divertidas. Filipe optou por se aproximar dos dois homens e assistir ao jogo.
Depois de o filme terminar, Sofia sugeriu um jogo de poker, o que foi aceite pelos restantes, e, depois de terminarem a última partida de snooker, Miguel, Manuel e Filipe sentaram-se no chão, nos almofadões, junto à mesa já preparada por Cris.
Mas, antes de darem início ao jogo, Joana, com um sorriso malicioso, sugeriu um strip-poker. Cris e Manuel ficaram em silêncio, enquanto Filipe e Sofia aceitaram imediatamente.
Miguel, vendo a hesitação e percebendo o receio de ambos, depois de estes terem revelado a sua inexperiência neste tipo de jogos amorosos com outras pessoas, sugeriu que fizessem apenas o que tivessem à vontade para fazer, não se inibindo de parar quando assim o entendessem, definindo eles mesmos os seus limites. Cris e Manuel aceitaram com um sorriso e Miguel acrescentou:
- Acho que ainda nos iremos surpreender convosco.
E o jogo começou.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XIV

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Wednesday Aug 17, 2005

Capítulo XIV


Percorreram os arredores durante cerca de duas horas, visitando lugares desconhecidos, descobrindo caminhos, desfrutando das belas paisagens e da serra verdejante. Principalmente da companhia um do outro, entre diálogo, beijos e carícias repletas de paixão e ternura.
Regressaram quase ao final da tarde e, entrando em casa, dirigiram-se para o quarto, onde resolveram deitar e descansar um pouco antes do jantar que haviam combinado com Miguel, Joana, Sofia e Filipe. Por sugestão deste último, iriam a um restaurante que havia sido inaugurado recentemente, a cerca de 30 km, e a mesa para seis já estava reservada para as 21 horas, como tinha dito Joana, quando telefonara para Cris, pouco antes de chegarem a casa.


Depois de uma sesta repousante, levantaram-se, tomaram um duche a dois, entre carícias suaves e risos. O desejo crescia entre ambos, entre espuma, perfume e beijos, mas contiveram-se, deixando para a noite, a concretização do desejo que sentiam. Vestiram-se e saíram meia hora antes da hora combinada para o jantar. Era o suficiente para percorrerem a distância até ao restaurante.


Uma hora depois, já a conversa estava animada. Falavam de tudo, desde a beleza daquela região do país e do que tinha para oferecer, como da área profissional de cada um, ou ainda sobre a conjuntura económico-política do país.
Quando já estavam na sobremesa a conversa acabou por desembocar em sexo e nas experiências vividas por cada um. Incluindo a experiência do swing, na qual Filipe, Sofia, Miguel e Joana, não eram inexperientes, acrescentando estes que, aquele fim-de-semana havia sido combinado para passarem alguns bons momentos de luxúria e prazer.
Manuel e Cris trocaram um olhar, no qual ela disse em silêncio «eu não disse?».


Depois de saírem do restaurante, tentaram ir a um bar perto, mas o único do qual tinham ouvido falar, encontrava-se encerrado naquele dia. Foi quando Manuel, depois de ter perguntado a opinião de Cris, sugeriu irem até à casa onde estavam, tomar uma bebida, ouvir música, ver um filme ou jogar snooker, de forma a continuarem a noite animada de convívio, ideia que foi aceite pelos restantes de modo entusiástico.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XIII

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Sunday Aug 14, 2005

Capítulo XIII


O carro deslizava veloz pela estrada, enquanto uma música suave tocava no seu interior. Cris e Manuel seguiam quase em silêncio, apenas apreciando a música e a companhia um do outro. Cris tinha a sua mão na nuca de Manuel, fazendo pequenas carícias, enquanto cantarolava baixinho a música que tocava e, Manuel, acariciava a sua coxa.
Minutos depois entravam no parque de estacionamento do restaurante, onde já se encontravam alguns carros.
À entrada foram cumprimentados pelo empregado que, após confirmar a reserva que Manuel havia feito, os conduziu a uma mesa ao fundo do restaurante, numa salinha mais resguardada, encostada à janela com vista para amplo jardim.
O empregado deixou-lhes a carta de menu para que escolhessem, o que Cris deixou à consideração de Manuel, afinal era ele quem conhecia o restaurante e, já um pouco dos seus gostos.
Enquanto esperavam ser servidos, foram conversando sobre vários assuntos que entusiasmavam um e outro, desabafos, receios, objectivos, trocando ideias, opiniões – umas em sintonia, outras opostas – divertindo-se e, acima de tudo, conhecendo-se. Íam trocando suaves carícias nas mãos, afagos de rosto, sem quase tirarem os olhos um do outro.
Depois vieram as iguarias escolhidas por Manuel, deixando que o aroma da excelente comida se espalhasse pelo ar, inebriando os sentidos e… o estômago de ambos.
A escolha tinha sido excelente e Manuel e Cris regalaram-se com o que lhes havia sido servido.
Cerca de uma hora mais tarde, enquanto aguardavam pelo café, chegou um pequeno grupo composto por dois casais que foram encaminhados para uma mesa do outro lado da pequena sala, perto da porta que dava para o jardim.
Assim que se sentaram, Cris reparou que um dos casais era seu conhecido há já alguns anos – a Joana e o Miguel – e o outro casal, bastante simpáticos e divertidos, havia conhecido na festa de aniversário do filho de uns amigos que tinham em comum.
No momento em que os seus olhos se detinham naquele grupo, Joana olhou e viu também Cris: – Cris! Tu por aqui? – perguntou admirada, enquanto olhava Manuel. – Sim, estamos a passar o fim-de-semana aqui perto. Apresento-te o Manel! Manel, é a Joana e o Miguel, um casal amigo de longa data – respondeu Cris, apresentando-os e ao cumprimentar Miguel que também se havia aproximado. – Muito gosto! – sorriu Manuel, enquanto Joana e Miguel repetiam em uníssono as mesmas palavras. – Não sabia que conhecias esta zona! Tu e os teus segredos! – riu Joana dirigindo-se a Cris. – E não conhecia! Só de passagem. Mas, foi o Manel quem escolheu e me fez vir até aqui. Ele é que é um poço de surpresas. – respondeu Cris, olhando atrevidamente para Manuel. – Sim, nós já entendemos…as surpresas… – insinuou Miguel ao ver o olhar cúmplice entre ambos – talvez seja melhor deixar-vos a sós… – Miguel, estás a deixá-los envergonhados – sorriu Joana, dando uma cotovelada ao marido.
- Querem juntar-se a nós? – perguntou Miguel de imediato.
- Nós já estamos a terminar, só esperamos o café. Depois vamos dar um passeio ou descansar um pouco. A viagem ontem foi cansativa – recusou Cris, enquanto Manuel assentia.
- Nós acordámos tarde, e só quando o Filipe e a Sofia tocaram à campainha, senão talvez ainda estivéssemos a dormir, por isso é que viemos almoçar só agora. – Pois, estivemos também a cansar-nos da viagem, como vocês – replicou Miguel, com um sorriso malicioso. – Miguel! – repreendeu Joana.
- Miguel, tu não dás descanso! – ria Cris. – Porque não nos encontramos para jantar, hoje? – lembrou-se Manuel – podíamos jantar lá mesmo em casa, ou ir a algum lado. Que acham?
- Seria uma boa ideia, é só falarmos com a Sofia e o Filipe e tenho a certeza que também lhes agradará a ideia – disse Joana, enquanto os chamava com um gesto.
Depois de se aproximarem e, feitas as apresentações, o casal que havia chegado junto deles, respondeu de imediato que sim e que poderia ser bastante divertido saírem os seis para jantar e, quem sabe, ir a alguma bar que houvesse por ali.
E ficou combinado que se encontrariam ao cair da noite, e o local de encontro diriam depois por telemóvel.
Manuel e Cris despediram-se dos dois casais e saíram do restaurante. Depois de entrarem no carro, Cris soltou uma gargalhada e olhou Manuel pelo canto do olho. – O que foi? – perguntou Manuel. – Lembras-te do que falámos ontem naquela conversa de casais…? – Hum… sobre quê? Ah, espera! Swing? – continuou Manuel, enquanto colocava o carro em marcha.
- Sim! – sorria Cris.
- O que tem? Não me digas que… – É isso mesmo que estás a pensar! Joana e Miguel já o fizeram algumas vezes. E desconfio que Sofia e Filipe são praticantes e que este fim-de-semana o tiraram para um divertimento a quatro – riu Cris. – Interessante…- respondeu Manuel, ficando pensativo.
- Eu sabia que ias achar interessante…- disse Cris, revirando os olhos e soltando um suspiro.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XII

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Thursday Aug 11, 2005

Capítulo XII


Cris, olhando-o provocante, deslizou pela beira da piscina, entrando de novo na água, enlaçando a cintura de Manuel com as suas pernas e abraçando-o pelo pescoço. Manuel, agarrando-a pelas ancas, puxou-a de encontro a si com força, fazendo-a sentir a sua virilidade pulsante. Cris aproximou a sua boca da dele e começou a brincar com os seus lábios, beijando suavemente, intercalando com pequenas mordidas no lábio inferior de Manuel que suspirava, tentando alcançar os seus lábios para os beijar. O jogo de bocas, língua e dentes continuou, fazendo aumentar cada vez mais o desejo de ambos. Até que trocaram um longo beijo, frenético, enlaçando línguas, saboreando-se mutuamente.
Manuel deslizou, então, uma mão até aos seios de Cris, apertando um deles, massajando, enquanto descia os lábios pelo pescoço dela, fazendo-a suspirar, tocando com a ponta da língua na sua orelha.
Cris segurou a cabeça de Manuel, acariciando-lhe os cabelos e, deitando a sua para trás, gemeu quando sentiu a boca dele no seu seio, os lábios prendendo o mamilo, chupando-o; meneava as ancas, clamando para que Manuel lhe acalmasse o desejo que lhe havia tomado conta do corpo novamente.
Cris, olhando-o nos olhos, baixou uma das suas mãos pelo meio dos corpos de ambos, até alcançar o membro erecto, excitado, dele, acariciando-o e sussurrando:
- Manel… quero-te dentro de mim! – Mete-o tu, querida! Isso… – ofegava Manuel, e já Cris ía introduzindo dentro de si aquele membro pulsante que a preenchia de forma nunca sentida com ninguém.
Agarrando-a pelas nádegas, Manuel entrou nela profundamente, empurrando-a de encontro à parede da piscina; baixou a cabeça e, enquanto beijava seu pescoço e lhe lambia os seios, iniciou o movimento rítmico que os conduziria ao êxtase.
Cris apertava com força o corpo de Manuel, os braços m redor do seu pescoço, pernas à volta da cintura, movendo as ancas de encontro as impulsos do corpo masculino Sentia que o calor na barriga se propagava pelos seios e pelas coxas, o qual necessitava urgentemente de ser acalmado.
Manuel movia-se de encontro a ela, e Cris correspondia aos seus impulsos com palpitante ansiedade. Aqueles movimentos, excitantemente lentos, quase a exasperavam, obrigando-a a agarrar-se com mais força às costas dele e a arquear o corpo dela para o conservar dentro de si.
Ambos estavam agora extremamente ofegantes e, os movimentos foram-se tornando cada vez mais rápidos até que, por fim, Cris sentiu a paixão acumulada dentro dela prestes a transbordar. Os lábios de Manuel possuíram-lhe a boca mais uma vez, explorando o seu interior com a língua, firme e intensamente, quando já se aproximavam do clímax daquele jogo amoroso, e Cris pensou que nada seria demasiado para a saciar.
Dos lábios entreabertos escapou-se-lhe um surpreendido grito de êxtase sensual e, os olhos abriram-se de espanto com a intensidade do prazer que lhe percorreu todo o corpo ao atingirem o clímax, enquanto Manuel derramava dentro do seu corpo, a seiva do desejo.
Os movimentos foram-se tornando cada vez mais lentos e, ao pararem, Cris sentiu os lábios dele beijarem-lhe todo o rosto, em pequenos beijos, absorvendo-lhe as pequenas gotículas de suor, que lhe corriam pela testa, faces, até ao queixo.
Ficaram abraçados durante alguns minutos, sentindo o prazer dos corpos colados, ele ainda dentro do corpo dela, palavras doces sussurradas ao ouvido de cada um.
- De cada vez que fazemos amor, consegues surpreender-me mais – disse languidamente Cris. – Quero dar-te prazer de uma forma que ultrapasse todo o prazer que sentiste até hoje! – respondeu Manuel, enquanto lhe afastava os cabelos molhados da testa.
Separaram-se pouco depois, mergulhando nas águas e nadando até ao outro lado da piscina, saindo em seguida. Pegaram nas toalhas e limparam-se um ao outro, enquanto iam trocando suaves beijos e carícias.
Deitaram-se, então, para receberem na pele o calor dos raios de sol do meio-dia.
Dali por cerca de uma hora estariam a almoçar num restaurante típico a alguns quilómetros dali, que Manuel conhecia e onde havia feito uma reserva para os dois. Acreditava que Cris iria gostar de conhecer de se deliciar com as iguarias tradicionais daquela região de Portugal que ambos apreciavam.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo XI

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Wednesday Aug 10, 2005

Capítulo XI


Manuel levantou-se da mesa, beijou-a, pegou-lhe na cintura com uma mão e deslocaram-se para fora da casa. Chegaram à piscina, e enquanto Manuel foi buscar duas toalhas, Cris despiu o robe ficando expectante a olhar para ele.
Quando Manuel apareceu, estendeu as duas toalhas na beira da piscina, despiu também o seu robe e, com um sorriso, puxou-a pela mão até aos degraus do canto da piscina.
Foram entrando dentro da água tépida, fazendo arrepiar a pele, mas sentindo como era deliciosa aquela temperatura. Pela cabeça de Cris iam passando algumas ideias para a utilização da piscina naquele momento e, Manuel, como se lhe adivinhasse o pensamento, soltou uma sonora gargalhada, mergulhando em seguida e atravessando a piscina. Quando emergiu de novo junto dela, Cris ainda se encontrava no mesmo lugar, apenas sentindo os movimentos da água. – Porque te riste? – perguntou a Manuel. – Nada! Nada! – ria ele. – Nada não é resposta, foi o que me ensinaste, lembras? – provocou Cris. – Imaginei o que te estaria a passar pelo pensamento quando entrámos na piscina. – Sim?! E o que seria? Vá, diz lá se te achas assim conhecedor da minha mente! – corou Cris. – Porque o brilho dos teus olhos não me enganou, além de que estavas a morder o lábio de baixo – respondeu Manuel com malícia – e, se tivesse alguma dúvida antes, agora já a teria afastado: é que…- ria ele – … estás tão coradinha! Tão gira! – e soltou mais uma gargalhada. – Tolinho! Só podia ser algo assim! E tu sabes que eu coro! Consegues sempre deixar-me assim! – riu Cris, salpicando-o de água e dando um mergulho, fugindo dele para o outro lado da piscina.
Manuel mergulhou atrás dela e, chegando perto de Cris, agarrou-a pela cintura, encostando o seu corpo ao dela, apertando-se contra as suas nádegas, o peito roçando as costas de Cris e as mãos segurando os seus seios, acariciando-os com os dedos. Cris agarrou-se à beira da piscina e deixou-se ficar assim, sentindo as mãos de Manuel pelo seu corpo, enquanto a sua boca deslizava pelo seu pescoço, mordiscando-o e lambendo-o em seguida.
– Manel! Deixas-me louca! – Sim, amor… E tu a mim! – Quando me tocas, não consigo raciocinar, não consigo pensar em mais nada – gemia Cris. – Hum… Que bom!! Já sei como fazer sempre que queira convencer-te de alguma coisa! – riu roucamente Manuel contra o seu ouvido. – Se for para fazer amor, não me precisas convencer… Aahh!! – terminou Cris ao sentir que os dedos de Manuel deslizavam suavemente na sua pele, acariciando o seu sexo.
Manuel esfregava o seu membro excitado de encontro às coxas de Cris, afastando-lhe as pernas com as suas e encaixando os corpos num molde perfeito. Enquanto isso, fez deslizar um dedo no sexo húmido dela, penetrando-a dessa forma, fazendo com que Cris soltasse um gemido mais forte. Movimentava o dedo repetidamente como se fosse o seu membro e Cris, soltando palavras desconexas, ondulava o corpo contra a sua mão, em busca do prazer. Manuel foi introduzindo outro dedo, lentamente, para que ela não se sentisse desconfortável.
- Ai, amor… Estou… quase a… vir-me… – Então, vem-te! Dá-me esse prazer! – E tu… Manel? – Shiuuu…
Manuel interrompeu os movimentos, virou Cris que respirava ofegante e, segurando-a pela cintura, fê-la sentar-se na beira da piscina. Em seguida, afastou-lhe as pernas e, subindo os lábios pelas suas coxas, foi beijando-a até atingir o vértice do prazer, no qual fez deslizar a língua, fazendo com que Cris deitasse o corpo para trás, rendida. Tornou a fazer deslizar um dedo para dentro dela. Depois outro, iniciando movimentos de vaivém, enquanto a sua língua lambia, chupava e mordiscava com suavidade o clitóris.
Cris, já sem qualquer controle no seu corpo e emoções, deixou que as suas curvas fossem tocadas por Manuel como se fosse um instrumento submisso à vontade do músico, até que sentiu as ondas de prazer subirem cada vez mais, atingindo um orgasmo que a fez gritar de paixão, sussurrando apenas:
- Manel… Manel… – Isso, amor! É assim que quero que te venhas!
E deitou a cabeça nas coxas dela, dando-lhe pequenos beijos na pele, e deslizando os dedos nas suas pernas suavemente, acalmando Cris que gemia baixinho, respirando aceleradamente.
Cris soergue-se, gozando:
- Com que então era eu quem tinha tido uns pensamentos sobre o que fazer numa piscina?!... – Eu não disse que também não os tinha tido – sussurrou Manuel, dando-lhe uma pequena palmada na coxa direita.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo X

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Tuesday Aug 9, 2005

Capítulo X


Quando Cris acordou, estendeu um braço pela cama para ver se encontrava Manuel, mas reparou que estava sozinha. Remexeu-se, virou-se e olhou para o relógio que se encontrava à cabeceira. Eram dez da manhã. Tinha dormido bem na noite passada. Levantou-se, vestiu o robe e dirigiu-se para a varanda.
Ao abrir os estores viu como estava um dia agradável de sol. Só quando se virou novamente é que reparou no que Manuel tinha deixado em cima da cama. Uma rosa, vermelha, acompanhada de um bilhete dobrado ao meio. Abriu-o e leu o que estava escrito: “Desce, veste apenas o robe, estou à tua espera no jardim”. Cris assim fez, saiu do quarto e desceu as escadas em direcção ao salão para passar ao terraço. Assim que lá chegou viu-o debruçado na piscina, com uma mão dentro de água. Chegou-se junto dele, silenciosa, baixou-se, deu-lhe um beijo e, com a boca colada ao ouvido dele disse:
- Bom dia, paixão!
Virando-se para ela, Manuel olhou-a nos olhos, deu-lhe um beijo e respondeu:
- Bom dia! Descansaste bem? Temos o pequeno-almoço pronto, anda! – Hum… Dormi tão bem esta noite, amor! Onde estás a pensar tomar o pequeno-almoço? – perguntou ela esboçando um sorriso provocador.
- Anda, vem! Está tudo pronto. Depois, se quiseres, podemos vir aqui tomar um banho, já tratei da temperatura da água.
Cris sorriu novamente e levantando-se ambos, começaram a passear pelo jardim em direcção à casa. Inicialmente seguiam calado, ambos pensando na noite anterior, até que Manuel não se conteve:
- Foi… nem te sei dizer! Foi… bem, que noite a de ontem! – Se foi! – riu ela – ainda não estou em mim, Manel! E quando acordei deu-me uma fome fora do normal – e soltou uma forte gargalhada.
- Por isso – respondeu ele, piscando-lhe um olho – esta manhã vamos descansar! Não quero que depois me digas que sou o causador de algum tipo de lesão muscular! – Deixa lá de ser tolo! Quero ver quem é que se vai daqui embora a queixar-se.
- Hum… isso é um desafio? – provocou Manuel.
- Não, tolinho… é uma certeza! Vais ver o que te espera!
Entre risos, sorrisos e silêncios, deixavam que os seus pensamentos resvalassem pelas memórias: como se tinham conhecido, a coincidência de se encontrarem no centro comercial poucos dias depois da festa, o jantar no Parque das Nações e o impulso de fazerem este fim-de-semana que até aquele momento se encontrava acima de quaisquer expectativas. Chegaram de novo a casa, entrando pelo salão.
- Preparei um pequeno-almoço muito leve – disse Manuel sorrindo.
- Olha! Eu estou esfomeada! Tu vê lá que tenho que recuperar as energias todas que me fizeste gastar ontem!
Chegaram à copa, sentaram-se numa mesa que já estava posta e Manuel serviu dois copos com sumo de laranja que parecia acabado de ser feito. Depois, deslocou-se à cozinha e voltou de imediato com um tabuleiro.
- Espero que gostes minha querida, trago umas torradinhas, um pouco de compota de geleia daquela que tanto gostaste e uns ovinhos mexidos. Queres que te traga ainda leite? – Não meu querido, este sumo de laranja está delicioso e eu não gosto de leite simples – respondeu Cris, fazendo uma careta – Estou muito bem assim.
Sentaram-se à mesa e, enquanto comiam, foram falando sobre cada um, dando-se a conhecer ainda mais, os gostos, os hábitos, os hobbies.
- Quê?! Tu?! – respondeu-lhe ela quando Manuel lhe disse que adorava caçar.
- Que tem de mal? Aliás… Devo dizer-te que o almoço de hoje será feito com algo que cacei da última vez! – Oh Manel! Tu estás mesmo a falar a sério não estás? – Espera lá, hoje é sábado, por isso se não te importares, ficas aqui que eu vou dar uns tiritos. Com um pouco de sorte ainda trago o jantar para tu fazeres! – não contendo uma gargalhada.
- Olha só o engraçadinho! Que graça tu tens! – rindo-se para ele – Só se me trouxeres uma lebre! Senão, nada feito!! – Não minha querida, quer dizer, gosto realmente de caçar e no congelador há de facto uns coelhitos e umas perdizes que cacei, mas não sou um fanático de caça! E fica descansada que não te vou deixar o dia sozinha para ir dar uns tiritos para o ar!
- Hum… Não sei não… – disse sorrindo, enquanto se levantava da mesa.
Chegou-se ao pé dele, colocou-se por trás da cadeira onde estava sentado e deu-lhe um beijo no pescoço enquanto o abraçava.
- Meu querido e se fossemos agora tomar um banhito? Aquela piscina, ai se te apanho lá! É aquecida não é? – É sim! Preparei-a para podermos tomar uma banhoca quando quiseres!

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo IX

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Sunday Aug 7, 2005

Capítulo IX


De olhos fechados e cabeça encostada no ombro de Manuel, Cris sentia o quanto a excitação dele a fazia estremecer e roçava as suas costas naquele peito que subia e descia com a respiração acelerada.
Manuel, sorveu um pouco de champanhe e deixou-o cair pelo pescoço dela, sussurrando no seu ouvido o quanto queria beber o champanhe do corpo dela, e beijando-a no ombro direito, deslizava os dedos pelos seios de Cris, agarrando-os suavemente, apertando-os e deixando escorregar um dedo pelo seu corpo, tocando o umbigo e detendo-se na junção das pernas dela, onde sabia que palpitava o desejo.
Afastou-lhe as pernas, enquanto Cris gemia roucamente. Ela percorria as pernas de Manuel com os dedos e, apoiando-se nelas, soergueu o corpo e agarrou-lhe o membro viril, expectante, que foi introduzindo dentro de si, preenchendo o vazio que sentia, descendo o corpo até ele a penetrar inteiramente.
- Paixão! O que tu me fazes!
O gemido de Manuel soou nos seus ouvidos, e a mão que lhe tocava os seios agarrou com carinho um dos seus mamilos, apertando-o ligeiramente e fazendo-o rolar entre os seus dedos, enquanto a outra mão acariciava o seu sexo, massajando-a suavemente, fazendo-a delirar.
- Vem querido! Entra todo em mim! – delirava Cris, respirando com dificuldade.
Iniciaram uma dança erótica, enquanto a água borbulhava entre seus corpos.
E, entre gemidos e palavras entrecortadas de volúpia, o ritmo dos seus corpos foi aumentando, criando ondas frenéticas na água, nos sentidos, e fazendo elevar o prazer em espirais que visavam atingir a montanha alta do prazer.
Até que, Manuel, não querendo ainda deixar soltar o prazer, não sem antes de dar a Cris todo o prazer, olhando em seu rosto como ela atingia o orgasmo, interrompeu os movimentos. Ele adorava vê-la completamente entregue no auge do prazer, observando o seu rosto, a sua boca entreaberta, a sua língua que molhava os lábios constantemente, e ouvir os suspiros que se soltavam da sua boca.
Ajudou-a a erguer o corpo e fê-la sentar na beira do jacuzzi, na zona dos degraus. Começou a beijar-lhe os tornozelos, subindo pelas pernas, afastando-as e mergulhou a boca no seu sexo húmido da água e do desejo, lambendo o néctar que saía das suas entranhas, demonstrando o grau de excitação elevado de que Cris estava possuída.
- Manel, deixas-me louca! Faz-me vir assim!
Cris não aguentou, segurou a cabeça de Manuel e, agarrando-lhe os cabelos gemeu, enquanto sentia um orgasmo a subir em ondas pelo seu corpo, concentrando-se naquela boca que a enlouquecia e a deixava ofegante.
Passados uns segundos, ela afastou a cabeça dele e deixou-se escorregar nos degraus, esticando um braço e tocando o membro de Manuel, rijo, excitado. Ela sabia o que queria fazer naquele momento e sussurrando-lhe ao ouvido que o queria, fê-lo estremecer e empurrou-o para que se sentasse no degrau mais alto do jacuzzi.
Beijou-o nos lábios, enquanto acariciava o seu membro e foi descendo pelo seu pescoço e pelo seu peito. Beijou-lhe os mamilos, mordendo levemente e fazendo–o gemer alucinado.
Deteve-se no umbigo desenhando arabescos imaginários na pele dele com a língua, até que ele lhe agarrou os ombros e fê-la descer um pouco mais o corpo, já ansiando pela carícia que ela lhe havia prometido no sussurro ao seu ouvido momentos antes.
Cris beijou lentamente as suas virilhas, fazendo-o desesperar, até que lhe tocou no membro com os lábios, beijando-o, e acariciando-o com a boca, enquanto as mãos continuavam a tocar-lhe com suavidade.
- Cris, isso! Não pares! – disse-lhe enquanto mordia os próprios lábios.
Sentia o quanto Manuel estava perto de atingir o orgasmo e continuava a acariciá-lo insistentemente, passando as mãos, de vez em quando, pelas suas pernas e coxas, até que ele lhe pediu para esperar um pouco.
Cris ergueu-se sorrindo, Manuel fê-la debruçar-se na beira do jacuzzi e, colocando-se atrás dela, afastou-lhe as pernas, entrando nela rápida e ansiosamente, e segurando-a pela cintura, movimentando o corpo num vaivém ardente, enquanto lhe mordia suavemente o ombro.
Cris, suspirava e gemia enquanto o agarrava pelo pescoço com um braço erguido para trás, apertando-se contra o seu corpo, e balançando o seu corpo contra o dele, naquela busca mútua da satisfação do prazer. E atingiram o orgasmo, gritando palavras desconexas reveladoras do prazer louco que sentiam.
Encostados contra o rebordo do jacuzzi, ficaram assim durante alguns momentos, o corpo dele pressionando o dela, sem sair de dentro do seu corpo, trocando beijos suaves e carícias nas peles suadas.
Sorriram um para o outro, trocaram um beijo longo e apaixonado e afastaram-se, preparando-se para sair. Pegaram nos toalhões e limparam-se meigamente, enquanto iam trocando pequenos beijos em silêncio, ainda com os sentidos inebriados pelos momentos de paixão que haviam acabado de ter.
Manuel pegou-lhe ao colo, nua, e levou-a para a cama que os aguardava. Desligou a música e o jacuzzi, abrindo a janela que dava para a pequena varanda do lado do jardim, deixando entrar a brisa nocturna.
Deitou-se ao seu lado e puxou o lençol para cobrir os seus corpos cansados e relaxados.
Puxou-a contra si, as costas dela contra o seu peito e, em posição de cadeirinha, com os corpos perfeitamente encaixados, foram trocando palavras de carinho e pequenas carícias de dedos, até adormecerem.

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Capítulo VIII


Entraram no quarto do fundo que já se encontrava de porta aberta. Era uma pequena sala, do lado esquerdo um sofá com uma pequena mesa onde estava uma bandeja com comida. Do lado direito um móvel que servia de suporte para uma televisão, uma aparelhagem e alguns vasos com flores.
- Queres comer aqui ou no quarto? – perguntou-lhe ele, no que ela lhe respondeu que preferia no quarto.
Existia ainda uma outra porta nessa sala que escondia o quarto onde passariam as noites.
Então, reparou como Manuel se chegou a uma parede e tocou em dois interruptores. Imediatamente começou a ouvir uma música de fundo, que reconheceu de imediato e sorriu-lhe: a mesma música que tinham ouvido no primeiro jantar de ambos. Estranhamente achou que o outro interruptor não tinha ligado nada, mas, ao entrar no quarto, depressa percebeu o que tinha acontecido.
À medida que ía avançando ouvia um barulho estranho, cada vez mais intenso, como se de um borbulhar se tratasse.
O quarto era espaçoso, tendo do lado esquerdo da porta uma pequena secretária com uma janela para o terraço. Ao lado da secretária uma cama King Size e imediatamente a seguir à cama uma parede de tijolos de vidro que escondia uma luz forte azul. Era um jacuzzi que estava ligado à espera que eles entrassem nele. Do lado direito do quarto encontravam-se duas portas. Uma era de um vestiário, a outra era de um quarto de banho. Em frente à cama, mais ou menos a meio do quarto estava um aquário grande, extremamente bem cuidado com peixes exóticos e muitas plantas.
- Que bela surpresa! Estou sem palavras! – admirou-se ela.
- Paixão, despe o roupão e entra na água – pediu-lhe ele, deslocando-se à pequena sala de onde retirou uma garrafa de champanhe do bar e, juntamente com a bandeja que havia trazido do rés-do-chão, voltou para junto de Cris.
Pousou a garrafa com dois flutes e a bandeja no chão junto ao jacuzzi, retirou também o roupão e juntou-se-lhe. Como ela tinha dito que queria comer algo leve, na bandeja apenas vinham umas tostas, compota de geleia, mel, doce de abóbora, framboesa e fruta.
Encontravam-se ambos sentados e recostados no parapeito. À volta dos seus corpos a água efervescia acompanhando o som dos sussurros e da respiração dos dois amantes.
Pegavam nas tostas colocando um pouco de compota, doces e colocavam na boca um do outro, enquanto se iam beijando e provando os sabores dos doces e das suas bocas. – Vou começar a ficar viciada nestas tostas com geleia.Deixa que eu envio-te um frasco de geleia e tostas todas as manhãs para o teu pequeno-almoço – prometeu Manuel. – Pois, querido, mas o vício está na boca e nos dedos que mos dão… está na forma de… hum… os saborear…
- Já me estás a provocar de novo! És uma provocadora! – E tu, um atrevido! – ria ela.
- Eu?! Atrevido?! Nada disso, meu amor! Eu sou…inocente! Apenas reajo às tuas provocações – respondeu Manuel, rindo – Dá-me a tua mão, Cris – e pegando nela, ele levou-a ao seu membro para que Cris visse como já estava a ficar excitado de novo, obtendo uma risada rouca da parte dela.
Continuaram a conversar por mais algum tempo, sentindo o efeito relaxante da água.
Alguns momentos depois e, não resistindo mais aos movimentos que os pés de Cris faziam no seu peito, cintura e virilhas, aflorando levemente o seu membro excitado, Manuel inclinou-se e subiu as mãos pelas pernas dela, tocando na pele macia até chegar às suas coxas, puxando-a para mais perto de si, pedindo-lhe com o olhar um beijo do manancial dos lábios dela.
Cris deu-lhe um beijo suave nos lábios, apenas um leve tocar de pele e, passando uma perna sobre as dele, sentou-se no seu colo, costas encostadas no peito quente dele com os pêlos do seu peito a fazerem-lhe cócegas nas costas. Manuel ajeitou o corpo debaixo do dela, segurando-lhe nas coxas e encaixando os corpos.
Ficaram assim por alguns minutos, apenas saboreando o contacto dos seus corpos, sexo roçando sexo, até que o desejo dos seus corpos se tornou uma chama demasiado intensa e um fogo em ânsia por ser apagado.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo VII

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Tuesday Aug 2, 2005

Capítulo VII


Sentindo-o ainda dentro de si, excitado, duro, Cris sabia que não demoraria muito para também ele atingir o prazer. Remexendo o corpo debaixo do dele, enquanto lhe passava a língua pelo peito, sussurrou ao ouvido de Manuel, pedindo-lhe que se virasse, porque queria sentar-se no seu corpo. O que ele prontamente aceitou, girando o corpo de forma a ficar deitado com o corpo de Cris a cobrir o dele.
Ela sentou-se sobre ele, baixando o corpo, enquanto permitia que a virilidade de Manuel entrasse de novo dentro dela, preenchendo-a, fazendo com que se sentisse mais mulher.
Sem fazer qualquer movimento, apenas sentindo-o dentro de si, ela curvou o corpo, encostando os seus lábios no peito dele, deslizando a ponta da língua por entre os pelos que lhe cobriam o peito, tocando o mamilo direito, mordiscando levemente, chupando em seguida, fazendo-o delirar, passando depois ao outro. As suas mãos bailavam como penas em seus braços, peito, barriga. Manuel gemia, sufocado num prazer que pedia satisfação, as suas mãos acariciavam as coxas dela, passando pela barriga, pelos seios. Com uma mão puxou Cris pelo pescoço, beijando-a com força. – Pára de me torturar assim, sentes como estou!É a minha vez! Não foi o que fizeste comigo? – ria Cris. – E não gostaste? – gemia Manuel, enquanto remexia o corpo debaixo do dela. – Adorei, amor! E quero mais! – respondeu-lhe ela de voz entrecortada, sentindo as chamas do prazer a queimar-lhe novamente as entranhas, perguntando-se a si mesma como era possível ele fazê-la sentir assim, quando tinha acabado de ter dois orgasmos quase seguidos.
Manuel, com uma das mãos, agarrou-lhe as nádegas e puxou-a com força e sofreguidão de encontro ao seu corpo, entrando mais nela e exigindo a satisfação de ambos.
Cris sorriu e erguendo o corpo, começou um movimento cadenciado, sabendo que o faria atingir o orgasmo daquela forma. E as ondas de prazer que havia recomeçado a sentir, invadiam-na cada vez mais, e cada vez mais rápido, buscou o prazer de ambos, em simultâneo. E, entre gemidos, sussurros e palavras desconexas, Cris e Manuel atingiram o orgasmo, numa loucura que jamais haviam imaginado que sentiriam.
Ficaram prostrados de respiração acelerada, mas de corpo saciado, pelo menos por momentos.
Deitados na cama com o olhar preso um no outro sentiram um vento fresquinho entrar pelo varandim. Estes dias eram assim mesmo, durante o dia um calor intenso mas à noite arrefecia bastante. Ficaram assim durante longos minutos, trocando carícias, sussurrando palavras de carinho, até que o apetite por comida se fez sentir.
Olharam um para o outro e, numa sintonia perfeita, disseram com as vozes sobrepostas que estava na hora de ir comer alguma coisa, já que faltava pouco para a meia-noite. – Que te apetece comer, paixão? – perguntou ele, naquela voz meiga que a arrepiava. – Que tal algo bem leve? Já é tarde e com a viagem e… todo este exercício – respondeu provocante, enquanto lhe lançava um olhar malicioso – o melhor é ir descansar a seguir e não convém comermos muito.Está bem! Então, deixa-te estar que já volto – concordou Manuel, enquanto vestia o roupão e saía do quarto em direcção ao piso de baixo.
Passados uns quinze minutos, Cris ouviu novamente passos no corredor.
Estranhamente a porta do quarto não se abriu mas, com o ouvido um pouco mais
atento, apercebeu-se que Manuel estava a abrir a porta do quarto do fundo.
Fez-se novamente silêncio e, passados alguns instantes, ele entrou no quarto, pedindo-lhe que a acompanhásse.
Ela vestiu o roupão e seguiu-o.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo VI

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Thursday Jul 28, 2005

Capítulo VI


Subiu pelo corpo dela e beijou o seu pescoço, enquanto o seu membro latejante e rijo roçava novamente nas suas nádegas. Sentiu-a soltar um novo suspiro: – Manel… - como que a pedir que ambos os corpos se unissem.
- Vira-te de novo para mim, amor! – murmurou-lhe ao ouvido, enquanto sorria.
Cris estava agora em todo o seu esplendor, pele brilhante, de suor e excitação, voltada de barriga para cima, com os mamilos rijos, excitados.
Inesperadamente Manuel chegou-se à mesa-de-cabeceira. Abriu a gaveta, tirou duas fitas pretas de seda que ali se encontravam e prendeu-lhe as mãos à cabeceira da cama.
Ela não conseguiu conter uma gargalhada!
- Manel, isso é vingança? – e o desejo de o ter dentro de si, era cada vez maior.
- Hum… Não gostas, querida? Sabes o que te vou fazer agora? – ria Manuel.
- Não, mas se é para me dares ainda mais prazer, não vou aguentar muito, amor! – suspirou Cris.
Depois de ver que ela dificilmente conseguiria desprender-se, colocou-se deitado ao fundo da cama, subiu-lhe as pernas para os seus ombros e começou a beijá-la.
Primeiro com movimentos muito suaves e circulares no seu clítoris provocando em Cris gemidos e arrepios, depois com movimentos um pouco mais intensos até que a sentiu contorcer-se de prazer.
- Manel, oh Manel… eu disse… que não aguentava mais… – gemia Cris, meneando o corpo em espasmos de prazer, enquanto a sua pele brilhava de suor e do óleo.
Manuel olhou-a e reparou como as mãos dela apertavam com força os lençóis de linho amarrotando-os por completo.
- Paixão, deixa-te levar, quero-te entregue! Quero que te venhas assim – incentivava Manuel, voltando a beijar o seu íntimo, a língua acariciando em movimentos mais rápidos.
Então Cris não resistiu, virou a cara para um lado, voltou a contorcer-se e atingiu um orgasmo. Um orgasmo tão intenso que a deixou sem ar.
Manuel sentiu o prazer que lhe estava a provocar e reparou como as pernas daquela doce mulher tremiam e o suor lhe percorria o corpo.
Parou, deixou-a por instantes a descansar e aproximou-se dela.
- Eu sabia que serias assim, querida! Quantas vezes imaginei este momento – disse-lhe ao ouvido.
- Ai, Manel, como me fizeste sentir! Nem sei explicar-te o que senti. Apenas que te desejo ainda mais – ofegava Cris.
Manuel beijou-a no pescoço, chegou-se à mesa-de-cabeceira e desapertou-lhe os laços que a prendiam à cama. Levantou-se, foi ao bar e retirou um balde com gelo. Chegou ao pé dela, colocou o balde na mesa-de-cabeceira e retirou dele um cubo de gelo. Passou-lho pela boca, junto aos lábios, fazendo-a estremecer com uma sensação de frio mas que no entanto lhe agradava. – Tu és louco, Manel. Um louco que adoro e que me faz arder de desejo. Desejo-te! Desejo-te! – gemia Cris, elevando o tom de voz.
Manuel pegou noutro cubo de gelo e passou-lho desta vez pelos seios, alternando o frio do gelo com o calor da sua língua a mordiscar-lhe os mamilos. Ora num seio ora no outro. Sentiu-a novamente a agarrar os lençóis.
- Cris, paixão, olha para mim – e colocando-se por cima dela penetrou-a.
Ela vibrou e quase atingiu um novo orgasmo naquele momento.
Entregou-se novamente a Manuel, passou com as suas mãos no peito dele e depois envolveu os braços nas suas costas, descendo, agarrando nas nádegas dele com as mãos, apertando-o contra si. Levantou as pernas, cruzou-as de modo a senti-lo bem dentro dela e deixou-se levar nas ondas de mais um orgasmo. Gemendo-lhe aos ouvidos, vincando as suas unhas nas nádegas dele, veio-se com uma intensidade ainda maior ao orgasmo que minutos antes tinha tido.
- Como consegues fazer-me isto, Manel? Enlouqueço contigo.
Estava derreada, exausta, mas na sua cabeça e no seu corpo só havia vontade de continuar. O prazer pelo sexo era imenso. Queria rapidamente retribuir o que ele lhe tinha acabado de fazer.

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo V

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Saturday Jul 23, 2005

Capítulo V


De repente, Manuel pegou na garrafa de champanhe que entretanto tinha tirado do pequeno bar ao lado da cómoda quando foi buscar o óleo, abriu-a, deu um gole, aproximou a sua boca junto da dela e deixou escorrer o champanhe pelos seus lábios.
Cris delirava, desejava-o, precisava senti-lo.
- Não me faças esperar mais, por favor Manel! Desejo-te tanto – pediu-lhe, com voz entrecortada.
- Também te desejo, paixão! – riu baixinho, Manuel, de voz também rouca pelo desejo.
Fez-se silêncio e, no quarto apenas se ouvia a respiração ofegante de ambos.
Até que ela sentiu o movimento na cama e um corpo que se estendia ao comprido sobre o seu. Os joelhos de Manuel afastaram um pouco mais as suas pernas e sentiu como o seu membro estava excitado, rijo, encostado nas suas nádegas, pulsante. Sentia a respiração dele na nuca.
- Quero beijar-te aqui – disse Manuel enquanto espalhava pequenos beijos na sua orelha, fazendo-a arrepiar – E aqui – beijando o pescoço – Ainda aqui – continuando pela nuca.
Enquanto lhe roçava os lábios com a mão direita, introduzindo um deles na boca para que Cris o mordesse, a sua mão esquerda passava lateralmente pelo seu corpo, detendo-se no seio esmagado contra o colchão.
O movimento do corpo de Manuel no seu imitava o movimento da penetração, deixando-a quase fora de si.
- Temos um fim-de-semana inteiro só para nós, querida. E a noite será longa, só nossa e com todo o tempo para gozar e desfrutarmos do desejo dos nossos corpos – dizia Manuel no seu ouvido.
Começou a escorregar pelo seu corpo, deixando nas costas um rasto húmido dos seus lábios e língua.
Com as pernas dela abertas começou a beijá-la nas nádegas. Ela sentiu um novo arrepio, inesperado, tão intenso que se transformou num rouco gemido de puro prazer. Ele sentiu esse arrepio e provocou-a um pouco mais. Com a sua língua, passou levemente em volta do seu sexo mas depressa a retirou e desceu mais um pouco. Pegou na sua perna esquerda, levantou-a e começou a mordiscar os dedos do seu pé. Sentiu-a contorcer-se com um imenso prazer e uma enorme ansiedade para que a beijasse no seu íntimo.
- Beija-me, toca-me, sente como eu te desejo, amor – gemia Cris.
Assim Manuel o fez. Foi subindo e tocando com a língua na sua perna, e, ao mesmo tempo que apertava com as suas mãos as nádegas daquela mulher, introduziu a sua língua nela, fazendo-a gemer novamente.
- Manel!... Que bom!– disse fechando os olhos.
Ele sentiu um gosto suave e húmido, provocado por um momento que se tornaria inesquecível; Cris levantou o pescoço e com uma vontade enorme que ele a possuísse naquele instante e com uma voz trémula pediu:
– Não me tortures mais de prazer, quero-te agora. Quero que entres em mim, quero sentir-te!
Manuel acabou por esboçar um sorriso malandro.

© Sutra e P. 2005

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo IV

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Saturday Jul 16, 2005

Capítulo IV


Manuel começou a beijar-lhe o pescoço, a boca, dando pequenas trincadelas no lábio, com uma mão a passar-lhe por trás das costas desapertando-lhe o soutien. Sem que Cris praticamente desse conta tirou-lho e tocou atrevidamente no seu seio. Foi descendo com a sua boca lambendo o outro seio, vendo-a ficar excitada, com os mamilos rijos.
Colocou-se então junto das suas virilhas, tirou-lhe a pequena tanga que ainda trazia e começou a mordiscá-la, enquanto ela suspirava como se começasse a ficar ansiosa para que o sentisse dentro de si.
Em vez disso, Manuel foi subindo pelo seu corpo, beijando-a novamente nos seios que continuavam excitados. Chegou ao ouvido de Cris, lambeu-lho provocando nela um pequeno gemido de prazer. – Volta-te, meu amor! – pediu-lhe, com os lábios junto do seu ouvido.
Cris voltou-se, esboçando um sorriso tímido, e por segundos, que a ela lhe pareceram horas, ele ausentou-se da cama. – Manel?!Shiuu! Tem calma, querida! – Onde estás? O que estás a fazer? – Espera, vais gostar do que te vou fazer! Lembraste da nossa conversa no jantar sobre os óleos, massagens, aromas afrodisíacos? – Se lembro, fiquei desejosa de experimentar! Acho que viste como os meus olhinhos ficaram a brilhar! – disse rindo. – Pois eu anotei as tuas vontades todas num caderninho e hoje quero surpreender-te minha querida!
Manuel foi à sua mala de viagem onde tinha guardado um óleo com um aroma a menta. Levou-o consigo para junto dela, abriu o óleo, besuntou as suas mãos, colocou-se com os joelhos postos na cama ao lado do corpo de Cris e começou a massajá-la. – Então minha querida, sabe bem? – Passando com as mãos nos ombros. – Hum… És delicioso! Que maravilha! – Não! Maravilha é o prazer de passar com as minhas mãos na tua pele tão suave, acho que ficava aqui horas a tocar o teu corpo!
Foi passando depois na parte de trás do pescoço e voltou de novo aos ombros tocando, por fim, em ambos os seios, apertando-os um pouco. – O que me estás a fazer? – disse ela, suspirando. – Não digas nada, entrega-te paixão, deixa que te leve ao céu! – Ai Manel! Deixa-me virar, quero olhar-te! – Espera um pouco, temos a noite toda, quero que esta noite seja especial – chegando-se ao seu pescoço beijando-o, fazendo com que ela se arrepiasse.
Voltou a colocar óleo, agora directamente nas suas costas. Ela sentiu mais um arrepio pois o frio do óleo a cair nas costas provocava-lhe uma excitação imensa.
Sentia as suas mãos percorrerem-lhe agora a pele em movimentos de vaivém calmos e pausados. Estava cada vez mais excitada e ele sentia uma vontade imensa de partilhar com ela um prazer jamais tido.
Para Cris, era a primeira vez que alguém lhe passava um óleo desta forma, com tanto prazer, com tanta vontade de tocar em seu corpo. – Nunca ninguém me fez sentir assim, sabias? – sussurrou ela, em voz entrecortada pelo prazer.
- Sente apenas! Relaxa, fecha os olhos!
O óleo escorria-lhe pelas costas, as mãos tocavam-lhe com mais pressão e ela gemia cada vez mais, gemia de prazer, de vontade que aquela massagem rapidamente se tornasse em algo muito mais intenso.
Subitamente, ele pegou nas suas pernas e abriu-as um pouco. Começou com a sua mão a percorrer a sua coluna terminando na nádega direita e passou de seguida para o sexo dela. – Manel!! – foi o gemido que saiu dos lábios de Cris.
Manuel começou a acariciá-la, devagarinho, com movimentos circulares enquanto que, com a outra mão, passava um dedo na boca dela pois ele sabia bem o prazer que Cris tinha quando ele a deixava trincar os seus dedos.

© Sutra e P. 2005

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo III

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Thursday Jul 14, 2005

Capítulo III


A casa era composta por três pisos: uma cave onde num dos cantos se encontrava um bar com cinco bancos redondos colocados em fila, ao meio uma mesa de bilhar, com um pano vermelho que provocava a toda a gente que ali entrava imensas fantasias, num outro canto dois sofás de pele, azuis escuros, virados para um ecrã de plasma pendurado na parede e ainda, dois pufs, num outro canto, que ficavam junto a uma lareira, uma lareira grande onde facilmente cabia uma pessoa curvada dentro dela. Havia ainda quadros pendurados pela parede com pontos de luz fraca a apontar para cada um deles.
O piso térreo era composto pelo hall de entrada, grande, com um canapé em palhinha onde facilmente se podiam sentar três pessoas. O hall dava acesso directo ao salão. Um salão magnífico, enorme, com recantos deslumbrantes. Num canto estava a mesa com as iguarias que ele tivera o cuidado de mandar preparar na véspera. Num outro canto, um piano, preto, de meia cauda, aberto. Havia ainda duas portas, uma que dava acesso a um terraço e ao jardim, a outra dava acesso à copa e à cozinha.
No piso de cima um corredor com três portas, duas de cada lado do corredor e uma ao fundo que se encontrava fechada. Todas escondiam quartos amplos, os dos lados do corredor tinham dois varandins grandes e o do fundo uma varanda enorme onde cabia facilmente uma mesa com quatro cadeiras que dava para a zona central do jardim e para a piscina.


Quando terminaram de subir as escadas entraram no quarto em frente ao que Cris tinha estado. Manuel pousou a mala em cima da cómoda, abrindo-a. Virou-se então para Cris e não se conteve. – Se soubesses como me deixas louco! – gemeu Manuel, enquanto colocou as suas mãos em cada face dela e a beijou. Um beijo intenso, profundo, que os deixou com o coração a bater muito rápido. Enquanto a beijava, foi encostando-a à parede e continuaram a beijar-se, a sorrir, a abraçarem-se como se fossem dois jovens na adolescência. – Também te quero tanto! Como te quero! – repetia baixinho Cris.
Ela foi-lhe despindo a camisa e tocando-lhe com as mãos em seu peito, sentindo-o, sentindo como ele ficava cada vez mais excitado. Manuel pegou-lhe ao colo e deitou-a na cama.
Sorrindo, ela empurrou-o para poder tirar o vestido, pois algo lhe dizia que do modo como ele a olhava não se importaria muito que amarrotasse o vestido que tinha colocado com todo o cuidado. – Com esta nossa loucura acho melhor, ou acabaremos por desperdiçar um tecido tão bonito – disse-lhe em tom de brincadeira, sufocando o riso que ele gostava de ouvir.
Enquanto tirava o vestido, ele despiu-se, ficando todo nú. Cris encostou a cabeça na almofada e ficou a olhar para ele, expectante.

© Sutra e P. 2005

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo II

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Sunday Jul 10, 2005

I’m In Love com Diana Krall e Tom Jones:

Capítulo II


Cris abriu os olhos ao dar-se conta de que a água da banheira havia arrefecido. Saiu, enrolou-se num toalhão macio e felpudo e depois de secar a pele, começou a colocar o creme perfumado que Manuel gostava, o seu preferido, com cheiro a morango.
Dirigiu-se ao quarto onde havia deixado as suas coisas, sabendo que não seria esse que iriam partilhar, pois pareceu que a porta fechada no fundo do corredor, encerrava o mistério daquela noite e seria o mundo em que ambos se deleitariam.
Retirou da mala aberta sobre a pequena cama, uma lingerie especial que havia adquirido para aquela noite. De cor branca, em seda suave e macia, de tamanho reduzido, provocante, revelando mais do que escondia.
Vestiu o vestido preto, curto, que estava no cabide. Tinha ido buscá-lo à lavandaria nessa tarde. Deslizou-o pelo corpo, caindo em pregas suaves.
Faltava pouco mais de meia hora para a hora que ele havia dito que chegaria.
Arrumou a mala, e as suas coisas que se encontravam espalhadas pelo quarto e desceu as escadas até ao salão, ligando o som, e colocando um CD de música clássica.
O salão estava iluminado apenas pelos candelabros em cima de uma mesa, onde se encontravam algumas iguarias para se deliciarem no avançar da noite.
Dirigiu-se à janela e olhou para o exterior, reparando como a noite já quase cobria todo o firmamento, aparecendo algumas estrelas brilhantes, como que sorrindo para ela, sussurrando que tivesse calma, que ele estaria a chegar.
Sentou-se no amplo sofá para esperar pelo som do carro que pararia frente à porta, e pelo som dos seus passos.
Embalada pela música, encostou a cabeça para trás e fechou os olhos, permitindo que a música penetrasse em seus sentidos.
Mergulhada naquele torpor, apenas se apercebeu dos passos junto à porta e de que esta se abria, permitindo a entrada dele. Estacou na entrada a olhá-la. – Boa noite – disse Manuel numa voz profunda que encerrava mil mistérios e desejos por concretizar. – Demoraste a chegar, os minutos pareceram-me horas – sussurra Cris, mantendo-se sentada, um arrepio de excitação a subir-lhe pelo corpo, fazendo eriçar os pelinhos da nuca, enquanto o olhar dele a devorava. – Também a mim a distância me parecia cada vez maior – a voz acariciante de Manuel penetrava nos sentidos dela.
Depois de servir dois cálices com um martini branco seco, sentou-se ao lado dela, acariciando-lhe os dedos, o rosto, o cabelo, sem se atreverem um e outro a fazer qualquer tentativa de aproximar os lábios. – Como correu a viagem linda? Muito trânsito?Sabes como é na hora de sair da cidade, ainda por cima numa 6ª feira. Parece que todos se lembraram de sair hoje de fim-de-semana.Querias ser só tu, com um tempo destes – disse-lhe sorrindo.
Conversaram sobre a viagem de cada um, sobre o dia de trabalho, e assim ficaram durante algum tempo. Mas a ânsia dos corpos e dos sentidos não podia esperar mais.
Ele levantou-se, pegou na mala de viagem e estendeu-lhe a mão. – Vem comigo – disse Manuel, enquanto sorria – tenho uma surpresa para ti.
No que ela acedeu, subindo ao primeiro andar.

© Sutra e P. 2005

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Na Descoberta da Paixão – Capítulo I

Posted by Sutra under Diário, Na Descoberta da Paixão on Tuesday Jul 5, 2005


Capítulo I


O ponteiro do relógio marcava as oito da noite. Era uma sexta-feira de uma Primavera demasiado quente e aquele havia sido um dia escaldante; ela decidiu tomar um banho que a refrescasse. Tinha acabado uma viagem longa, um par de horas ainda, mas a ânsia de chegar àquele lugar era tal que optou por não parar pelo caminho.
Manuel ligara meia hora antes a dizer que ainda estava atrasado, possivelmente chegaria em cima das dez.
Abriu a torneira da banheira, uma banheira grande de forma redonda, passou a mão por baixo da torneira e sentiu a água morna, quase fria, correr-lhe pelos dedos. Voltou-se e foi abrir o varandim que dava para a parte de lado do jardim sentindo uma aragem invadir-lhe o rosto.
Cris dirigiu-se de novo para a banheira, tirando a T-Shirt branca com decote em bico que ainda trazia vestida e entrou na água pois já tinha tirado toda a restante roupa mal entrara em casa. Deitou-se na banheira, pegou no chuveiro e iniciou uma massagem pelo corpo com os jactos de água que lhe caíam na pele.
Fechou os olhos e deixou-se levar pelos seus pensamentos… Tentou imaginar como seria o fim-de-semana que estava naquele momento a começar. Sentiu-se excitada, pensando nele, e a que horas chegaria.
Tinha conhecido Manuel uns meses antes, num jantar de Beatriz, uma amiga em comum. Trocaram uns olhares, uns brindes e, rapidamente Manuel, com seu olhar entre o tímido e o atrevido – porque de tímido não tinha nada – aproximou-se e sussurrou-lhe ao ouvido: – O teu riso encanta-me e prende-me a ti!Frase de sedutor nato – respondeu Cris, enquanto lançava uma gargalhada incrédula.
Envolveram-se nessa noite numa conversa que rapidamente os fez esquecer das pessoas que se encontravam em seu redor. Tinham terminado aquela noite apenas os dois, rindo, dizendo baboseiras um ao outro, com dois ou três gins tónicos a mais que o que deviam, ambos encantados com a empatia que tinha surgido naquela noite. Ficaram com o contacto de telemóvel um do outro, mas hesitavam em dar um primeiro passo para o encontro seguinte. Até que surgiu inesperadamente, num centro comercial da cidade. Tomaram um café num dos muitos movimentados cafés do centro e combinaram jantar na noite desse mesmo dia.
O jantar foi electrizante e afrodisíaco, mas claro, aquele restaurante no Parque das Nações enquadrava-se perfeitamente. A tensão sexual electrizava o ar que respiravam e sabiam que a intensidade do que estavam a descobrir sentir um pelo outro, acabaria por os invadir de tal forma que acabariam por se deixar levar pelos sentimentos que nasciam.
Após o jantar haviam ficado a conversar, junto ao rio, no carro dele, até se notarem os primeiros raios de sol do dia seguinte.
E agora havia surgido este convite para passarem juntos um fim-de-semana, fora do reboliço da cidade.

© Sutra 2005

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