Maddie

Posted by Sutra under Actualidades on Monday Jul 28, 2008

Teorias!


Rapto ou Homicídio?


Quem terá sido?


Aberta a discussão!

Mas…

Entretanto…

Deixo isto:

Porque David Payne nunca foi investigado?

Porque a família que afirma ter visto um homem que depois confirmou como sendo Gerry McCann, com uma criança ao colo a caminho da praia, nunca foi chamada a prestar depoimento no processo? – esta parte ainda tenho de entender melhor depois de ler o livro.

Qual a razão de não se dar a relevância necessária aos resultados das análises efectuadas, bem como a ‘resposta’ dos cães, os quais nunca erraram uma pesquisa?

Porque querem os McCann agora processar todos os jornais e bloggers que sigam a teoria de que eles são os responsáveis pela morte da filha?

Porque parecem andar alguns jornais portugueses com medo de serem processados e começam a seguir uma corrente contra Gonçalo Amaral, insinuando que se trata de um incompetente? (com link)

McCann processam Gonçalo Amaral por danos morais pela publicação do livro! – Ah! Ah! – Serão os mesmos danos morais que sentiram pelo ‘falso rapto’ da filha? (com link)

Que influências têm os McCann na sociedade britânica para terem o acompanhamento que tiveram desde o primeiro momento, por parte e em representação, de altas individualidades desse país?

E os bloggers que escrevem a sua opinião que segue a mesma linha do ex-Inspector? Também os querem processar? Pois, processem-me! Porque eu acredito que os McCann e amigos estão implicados nisto até às orelhas!!


Não li o livro. Mas faço intenções de lê-lo.
Dele, conheço esta parte:



“Madeleine McCann morreu no apartamento 5A do Ocean Club, da Vila da Luz, na noite de 3 de Maio de 2007; Ocorreu uma simulação de rapto; Kate Healy e Gerald McCann são suspeitos de envolvimento na ocultação do cadáver da sua filha; A morte poderá ter sobrevindo em resultado de um trágico acidente; Existem indícios de negligência na guarda dos filhos.”

Ou esta:


«KG», do sexo feminino, disse às autoridades inglesas ter assistido, em 2005, em Maiorca, a conversas suspeitas entre Gerry (pai de Maddie) e Dave Payne, que teriam índole sexual e se referiam a crianças.

E ainda:

“Aumentar a pressão política.” A frase, de Kate McCann, inscrita nos apontamentos encontrados na sua casa e que a Polícia Judiciária (PJ) mandou apreender, é clara quanto à forma como os pais de Maddie pretendiam gerir o de-saparecimento da filha, trazendo-o para as primeiras páginas da Imprensa e transformando-o num caso com contornos políticos.Fonte


Nota:Andava cheia de vontade de falar nisto aqui! A minha opinião será expressa conforme for respondendo aos comentários e o artigo será editado. Tenho a mesma ideia desde o início deste caso. Depois disto, prometo o regresso aos contos habituais!


© Sutra 2008

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Decisões com orgulho!

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Jul 23, 2008

YES!!

Esmeralda permanece à guarda do casal que a criou – os PAIS!

Parir é dor, criar é amor!

Notícia


Acrescento ainda que não podemos esquecer que o pai biológico – aquele que negou a paternidade da mesma criança pela qual luta agora [criança que está desde os 3 meses com o casal que a criou até hoje] – já tem no bolso 32.000 euros à conta de tudo isto.

Sim, hoje estou nas curtas… ou rapidinhas, como queiram chamar-lhes.

© Sutra 2008

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O Sexo e… a Mulher!

Posted by Sutra under Actualidades on Friday Jun 13, 2008


Faz-me sempre uma certa confusão quando se afirma que as mulheres portuguesas se identificam com esta ou aquela personagem de um qualquer filme ou novela.
Mais grave, quando vejo, leio, whatever, mulheres a afirmarem-se como seguidoras de ‘esta’ ou ‘aquela’ personagem. Como tendo uma vida ‘igual’, ‘idêntica’, que se ‘identificam’ com a forma como ‘vivem’ as personagens.
Personagens ‘não vivem’. Personagens ‘não existem’. São fruto de imaginação, muitas vezes [d]escritas por quem pouco conhecimento tem do mundo feminino.
Cada mulher é ‘ela mesma’, não o prolongamento de uma personagem, não é feita à ‘imagem de uma criação para tv ou cinema’.
Afirmar isso é dizer que não se passa de uma boneca articulada que apenas ‘imita a vida de uma das personagens da sua série favorita’.
‘O Sexo e a Cidade’ não trouxe maior liberdade sexual às mulheres. A sua necessidade de se libertarem sim!
Mas que mania de rotularem sempre as atitudes femininas por algo que lhes é exterior e não por si mesmas!
Gravíssimo quando elas próprias afirmam que se moldam ao que lhes é estranho.
Posso dizer que nunca segui a série ‘O Sexo e a Cidade’. Um episódio ou outro, aos quais nunca dei muita importância, em que os dedos de uma mão chegam para contar todos quantos vi.
Acrescento ainda [e por maior sucesso que tenha a série ou o filme] que parece existir grande futilidade em toda a história: vidas meio fúteis, com algumas nuances de um certo histerismo aqui e além, pontuadas com sexo [nem tanto como o nome do filme indica] e grandes quantidades de sapatos.
Esta sempre foi a minha opinião, não é de agora. Por isso mesmo é que nunca liguei à série.
Credo! A generalidade das mulheres não é assim!
Olhem para vocês e perguntem-se: são mesmo assim como alguma delas?
Serei só eu a pensar assim?

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Acordo Ortográfico

Posted by Sutra under Actualidades on Friday Jun 6, 2008

Há nova Petição Manifesto Contra o Acordo Ortográfico, na internet desde o início de Maio [pois, eu sei que já devia ter publicado isto, mas acho que não vou tarde].
Pelas palavras de Graça Moura se for preciso fica aberta durante os seis anos da transição para a nova grafia. Serão milhões de assinaturas….
Está em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa
Há que assinar!

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Adopção / Homossexuais

Posted by Sutra under Actualidades on Monday Mar 31, 2008

A adopção e os homossexuais!

Sim ou não?
Referendo para esta questão – sim ou não?

Falem dos prós-contras e porquês!

Nota – sim, eu gosto de temas quentes 8)

20/Março/2007

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Este tema tem sido debatido nos últimos dias, meio escondido dos olhares de quem vem espreitar as novidades.
Por isso, aqui fica ele de novo, porque merece todo o destaque e porque as participações têm sido extraordinárias. Curiosamente este artigo tinha mais de um ano. Mas é sempre actual.
31/Março/2008

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Divorciem-se

Posted by Sutra under Actualidades on Thursday Mar 27, 2008

É desta que me vou casar!
Assim, se depois não funcionar, já não tenho de arrastar nenhum processo durante anos LOL


Queres casar comigo? Oops!


Calma, não comecem já aos pulos. Ainda é só uma proposta do PS - a do divórcio, claro.
A de casamento é outra história Razz
Vejam mais aqui: fim do divórcio litigioso com base na culpa


Será que isto pode fazer com que terminem as guerras onde se usam as crianças como armas?
Não esqueço a situação de um amigo meu e da guerra que a mulher (ex) lhe fez por causa do filho Confused

Nota: Incrível é ver comentários como o de uma leitora que afirma que, ‘para dar marteladas não é preciso casar’ e que ‘ninguém separa o que Deus uniu’. Então e quem não casa pela Igreja? Quem é agnóstico?



Agora, falando seriamente. Esta medida já deveria ter surgido há muito tempo. Não há justificação para se prolongar durante anos a agonia de um divórcio simplesmente por uma questão legal, por teimosia e por uma vontade incontrolável de guerrear com o cônjuge [ou futuro ex], por magoar o outro.
Por outro lado esta medida do Governo parece ser mais um acto que visa apenas criar uma boa imagem de mudança, preparando terreno para as próximas eleições. É como a do Iva [notícia de ontem]. Com a agravante de ter rejeitado uma ideia semelhante que havia sido proposta pelo BE.

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Swing – (cont.)

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Feb 6, 2008


[...]achei o swing (através da reportagem) demasiado escondido, snob, as mulheres sempre bem apresentáveis, os homens também. se calhar, com vinhos caros e cocktails num bar, etc, etc.
mas, fiquei satisfeito pela referência ao “não”. saber dizer não é fundamental. quem não sabe dizer não, arrisca-se a ser escrava e não livre[...]

Jorge Vicente


Escondido? Sim. Porque as pessoas sabem que estamos inseridos numa sociedade que rejeita e critica, que vai apontar o dedo a quem não tiver qualquer pudor em dizer que é swinger.
Se é snob, não sei (ou sei?), mas olha que isso de as mulheres e homens sempre bem apresentáveis, também deve ser para ficarem bem na reportagem. Estou a brincar, mas suponho que assim acontece porque os casais se vestem para ‘seduzir’ para ‘conquistar’. E sim, eu acredito no snobismo e já tive oportunidade de o comprovar numa ou noutra pessoa.
Mas, repara, as pessoas é que são snobs já de si mesmas, independentemente de serem ou não swingers. Porque quem não o é, não é pelo facto de se swinger que se vai tornar snob. Mas acho que isso acontece em qualquer grupo que se sinta de certa forma, à margem da generalidade por alguma razão. Tornam-se num grupo fechado, nada receptivo a quem não faça parte do ‘seu mundo’, acabando por ser eles a isolarem-se dos restantes e a considerarem-se superiores. Estou a falar na generalidade, mas a verdade é que só conheço uma ou duas pessoas swingers que são assim. De resto, não tenho o qe dizer. E, como disse, não é por serem swingers que as pessoas são assim, mas porque já faz parte do seu feitio.
Quanto ao ‘não’ nem poderia conceber-se de outra forma. No entanto, parece que se a parte emocional ficou um pouco por revelar [ou muito]. Talvez propositdamente. O que sentem as pessoas com o ‘não’? Um casal está com outro e, aparentemente, existe empatia, no entanto e a dada altura, quando se atinge a fronteira entre o ir e o ficar, apenas um dos cônjuges sente atracção e vontade. O que sente o elemento do outro casal quando é, de certa forma, rejeitado? Não é o que diz para as câmaras, nem sequer o que diz para o outro casal. É aquilo que realmente sente.
Sabendo que há pessoas swingers que me estão a ler, eu dirijo-lhes a questão: o que sentiram quando foram rejeitados? Algum será capaz de me responder aqui?


[...]Tenho a sensação que o meio swinger em Portugal e muito fechado, não permitindo que as pessoas possam ir ver o ambiente sem que tenham conhecidos no meio e os que vão são quase “obrigados” a entrar. Veja-se os exemplos dos foruns, temos que nos expôr em webcams a terceiros para que possamos ler e escrever sobre o assunto. Os jornalistas nessas reportagens só falam dos casos em que as pessoas se dão bem, e os outros em que a coisa dá para o torto?[...]
Ribeiro


Eu também acho que é demasiado fechado. E vou dar-vos um exemplo: eu registei-me no site de swingers para conhecer mais sobre este meio, porque gosto de saber, de conhecer. Porque sou uma curiosa. Já me disseram que para aceder ao site eu tenho de ser ‘aprovada’ através do msn, ligando a minha webcam. Quem já está habituado a ler-me e me conhece há muito tempo, sabe o quanto sou ciosa da minha privacidade e considero impensável ter de passar por uma prova para ser admitido.
Afinal quem é que está a colocar-se como um grupo fechado e como algo que deve ser considerado secreto?
Não deveria ser algo natural?
Entendo que existam muitas personalidades no meio político, desportivo, etc, que façam parte do mundo swing e que necessitem de manter o seu anonimato, daí o facto de ser tão escondido. Mas eu também. Entendo também que existam homens a quererem apenas aceder para se deliciar e até finjam ser mulheres. E, não será assim que continuam a colocar o swing como algo que não deve ser falado normalmente? Algo que deve ficar sempre atrás de portas zelosamente guardadas?


[...]O Swing não passa duma prática (ou opção) sexual como outra qualquer, por isso não é preciso encará-lo como um bicho de sete cabeças ou algo muito à frente porque não o é.[...]
Shakermaker


Eu até concordo contigo, mas acho que é a própria comunidade swinger que se afasta, se fecha e se esconde, ela própria não considerando como uma prática sexual normal. Quando o deveria ser.
Depois temos de diferenciar entre os swingers que se dedicam à prática de modo privado, entre casais que vão conhecendo, e a existência de clubes que convidam não apenas ao swing mas também à orgia e aos menáges, entrando já depois por outras nuances bem diferentes. Incluindo a existência de acompanhantes que são pagas para estar com este ou aquele casal.
Tudo seria normal, se fosse encarado como tal. Será que o é pelos próprios?


[...]Nem sei se será bom este tipo de publicidade… mas também é verdade que a reportagem foi mais factual do que outra coisa, com comentários de psicólogos que não adiantavam muito…
Tem tanta coisa que se lhe diga, o Swing, nas suas múltiplas formas e sem ser entendido como apenas trocas mas sim satisfação de ambos[…]

Shelyak


Shelyak, depois do que já disse, não tenho muito mais a acrescentar e parece que já entendeste o meu ponto de vista.
Também não sei se a publicidade terá sido boa. Parece-me mais que não. Porque foi mostrado um lado demasiado cor-de-rosa, onde tudo parece perfeito, onde os casais se dão todos bens, onde não há ciúme, não há divórcios, separações. Apesar do secretismo foi quase como um convite para se juntarem à comunidade.
Porque sim… acima de tudo é a satisfação de ambos e não apenas a troca.
Com sinceridade… a mim não me convenceu nada. Talvez porque eu sempre procure respostas, principalmente as palavras não ditas.


[...] só abordou o swing dos clubes, fala superficialmente da importância da internet, nem sequer aborda os blogs. além disso, existem pessoas que fazem swing sem recorrer a nada disso e é impossível contabilizá-las. Também acharia importante focarem a questão da protecção contra doenças e gravidezes indesejáveis[...]
carpe vitem


Pois é e por isso eu fiz aqui referência a ele, mais acima. Poderiam ter referido esse swing, e tentar recolher testemunhos. Mas parece que a reportagem foi simplesmente virada para os clubes. Por outro lado, dá a ideia de que o swing existe há pouco tempo em Portugal, quando ele existiu desde sempre pelo mundo.
Quanto ao que falas de ‘gravidezes’ e doenças indesejáveis parece que se trata de um cuidado já implícito em qualquer prática sexual que envolve troca de parceiros, sem ser necessário fazer-lhe referência detalhada [embora relembrar nunca seja demais, também é certo].

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Reportagem Swing

Posted by Sutra under Actualidades on Thursday Jan 31, 2008

Alguém ontem viu a reportagem da RTP sobre o Swing?

O que acharam?

Para quem não viu, podem ver aqui:


Reportagem Swing


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Acordo Ortográfico

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Nov 14, 2007


Já se imaginaram a escrever a palavra ‘húmido’ sem ‘h’? -> úmido?!
Para quem for contra o Acordo Ortográfico nos moldes propostos, assine a petição:

Petição Online

Porque não podemos manter o nosso bem falar/escrever português?

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Chamada de atenção

Posted by Sutra under Actualidades on Sunday Aug 19, 2007


‘O abominável mundo louco dos jovens cibernautas’, é este o título do livro que acabei de ler ontem à noite, de Renato Montalvo e Conceição Monteiro, da Gradiva, o qual me faz escrever agora este texto, porque acho que nunca é demais a chamada de atenção.
Depois de uma introdução às questões problemáticas sobre o tema, transcreve conversações de adolescentes e adultos, levantando um pouco o véu para os que ainda o desconhecem [ou preferem ignorar].
Vou fazer transcrições do livro para o entenderem.

‘Qualquer jovem de qualquer idade tem hoje livre acesso a páginas de conteúdo pornográfico; tem à sua disposição centenas de programas que lhe permitem visualizar filmes com conteúdos aberrantes de violência e sexo; encontra-se com adultos em salas virtuais em que é confrontado com propostas impróprias e para as quais não tem defesas; dialoga, expõe a sua imagem, revela a sua identidade e dados pessoais a desconhecidos; pratica sexo virtual, marca encontros e entrega-se à gula de predadores que actuam impunes num submundo abominável, bem real.
O descontrolo é quase total. Não exageramos, nem procuramos ser alarmistas. Passam-se hoje coisas inacreditáveis na Net. Apenas a título de exemplo, há raparigas com 14 anos que fazem sessões de strip e masturbação perante as cameras web em troca de carregamentos de 10 euros no telemóvel, para pessoas que não sabem quem são, muitas vezes fechadas nos quartos, perto dos pais que julgam que as filhas estão a «jogar computador».’


Minina14anos: oi
Professor: és demasiado nova para falares de sexo
Minina14anos: não sou nova
Professor: falas na boa de sexo?
Minina14anos: ya
Professor: tenho 34 anos, vamos para qual sala privada?
Minina14anos: escolhe tu o nome da sala
Professor: sala molhada?
Minina14anos: ta


Este é um pequenino exemplo. Existem de todo o género.
Um livro cuja leitura recomendo.
É verdade que o meu site tem algum conteúdo que podem considerar pornográfico (embora lhe caiba melhor a caracterização de erótico, nesta situação, a diferença não me parece muito importante), mas não são os autores que devem ter cautela com os sites onde escrevem, desde que sejam devidamente assinalados como contendo textos ou imagens não aconselháveis a menores de 18 (embora sabemos bem que isso de nada adianta, pelo contrário, o fruto proibido é o mais apetecido). Então também teríamos de impedir os autores de livros eróticos/pornográficos de os escrever, as editoras de os publicar, impedir os clubes de vídeo de terem filmes pornográficos, etc. Porque todo esse material está acessível a adolescentes. Apenas a Net está à distância de um clique. São os pais, professores, educadores quem deve tomar atenção aos seus filhos, controlando os sítios por onde navegam e os chats que frequentam. São eles quem tem de incutir na educação dos filhos o que está certo e o que está errado.
O perigo encontra-se mais instalado nos contactos virtuais com pessoas cujo carácter não se conhece minimamente, o que poderá colocar em perigo não só a integridade moral, como a física e até a vida das crianças/adolescentes.


Só achei lamentável a resposta do psicólogo convidado para emitir um parecer para este livro e que recusou, alegando entre outras coisas, o seguinte:
‘(…Wink Não vejo grande vantagem em publicar este lixo. Dará uma má imagem da nossa juventude (já tão maltratada nos media) e aterrorizará os pais, que reagirão com pânico, proibições e conflitos com os filhos.(…Wink


Pois é... e enquanto se enterra a cabeça na areia, não se falando no problema, ele vai crescendo livremente. Sempre achei uma má política a teoria do ‘não se falar nisso para não piorar’.

A acrescentar isto (citação do livro):

‘(...)A grande maioria dos pais e educadores desconhece que o Windows inclui um sistema de controlo parental. Falámos disso com alguns pais que adquiriram recentemente computadores e acesso à Internet para os seus filhos adolescentes. Nenhum deles fazia a menor ideia de que tal possibilidade lhes é oferecida.
Muito mais grave: três casais com filhos entre 13 e 15 anos de idade afirmaram não ter coragem de exercer tal direito, temendo uma reacção negativa por parte destes.(...)’

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Castração como pena mínima!

Posted by Sutra under Actualidades on Monday Jun 18, 2007

Policía britânica desarticula rede internacional de pedofilia.
Era composta por mais de 700 indivíduos de todo o mundo e submeteu 31 crianças a abusos sexuais


A polícia britânica desarticulou uma rede internacional de pedofilia que operava através da Internet e tinha submetido 31 crianças a abusos sexuais, a maioria delas no Reino Unido, informou hoje o Centro de Exploração Infantil e Protecção pela Rede (CEOP).


Segundo o CEOP (a sigla em inglês de um organismo criado em 2006), mais de 700 pessoas em todo o mundo fazem parte da rede, das quais 200 vivem no Reino Unido.


Os investigadores descobriram que os pedófilos usavam a Internet para partilhar fotografias e vídeos de crianças submetidas a abusos sexuais.


Na investigação, que levou 10 meses, participaram organizações policiais de 35 países.


Segundo o CEOP, um dos membros do “site” admitiu nove crimes de posse ou distribuição de imagens de menores.


Trata-se de Timothy David Martyn Cox, de 27 anos, detido em Setembro de 2006, o que permitiu à polícia infiltrar-se no “site” e reunir provas sobre outros elementos da rede.


Cox coordenava o “site” desde a localidade de Buxall, no sudeste da Inglaterra.


Depois da sua detenção, as forças policiais encontraram no seu computador mais de 75.00 imagens de menores e provas de que tinha distribuído mais de 11.000 dessas fotografias a frequentadores de outros “sites” na Internet.

Castrá-los ainda era pouco!!
Opinem!
– porque um blog não é apenas um sítio onde se colocam coisas para os outros lerem, é também um espaço com convite aberto ao debate – pelo menos aqui.

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Swing – conversemos!

Posted by Sutra under Actualidades on Thursday Mar 1, 2007

Após um mail de um dos visitantes do site, resolvi falar de algo que ainda só foi aflorado aqui uma vez – no conto Na Descoberta da Paixão – mas nunca mais falei, e nunca coloquei aqui para exprimirem a vossa opinião. Por isso, vamos lá falar sobre o swing.


Questionava ele assim:


«Gostando tu de saltitar de flor em flor como achas que te irias sentir ou lidar com a situação de, na eventualidade de já teres encontrado a tua flor, seres confrontada com uma situação de proposta de swing? Achas que é possível separar sempre a parte afectiva da parte sexual?»


E a resposta que dei foi esta:


«Olha, eu não sei relativamente às outras pessoas e tu também questionas-me a mim quanto a isso, portanto a única coisa que te posso dizer é que não sei o que faria se fosse o meu parceiro a propor-me isso. Parceiro no sentido daquele que eu escolher como o homem com quem viver. Para viver uma situação de swing o casal tem de estar muito bem preparado e de mente aberta para isso. Não podem existir indecisões, dúvidas, receios. Mesmo sem conhecer a prática de swing «por dentro», isto é o que a sensibilidade e a experiência a nível de relacionamentos me diz.
Se hoje encontrasse o homem da minha vida e daqui a algum tempo ele me sugerisse isso como uma fantasia dele, e teria de ter bastante certeza dos sentimentos dele comigo e dos meus com ele, teria de existir uma confiança total, uma cumplicidade e muita maturidade.
O swing pode ser o início do fim de um casamento, pode ser a solução para uma saída de rotina, ou pode ser apenas uma experiência desejada por ambos, só por quererem realizar uma fantasia. Por isso, só sendo possível afastar a parte afectiva da sexual é que se pode embarcar numa experiência dessas. Obviamente que não entendo o sexo como algo frio e mecânico. Tem de existir atracção entre os casais envolvidos, vontade de estarem juntos, e não apenas haver sexo por haver, por ser uma experiência.
Todos têm de estar envolvidos fisicamente, antes de qualquer acto, qualquer toque ou beijo. E não é por isso que há interferência de sentimentos.»


E agora deixo-vos a vocês a mesma pergunta!


Se alguém já passou por essa experiência, conte como foi, o que sentiram, o que pensaram, se gostariam de repetir.
Quem não passou, como acha que seria passar por isso?
E quem nunca seria capaz de o fazer?

© Sutra 2007

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Natália e o Morgado

Posted by Sutra under Actualidades on Tuesday Feb 13, 2007

Se ela estivesse cá agora, ficaria contente com o resultado de Domingo passado.

«O acto sexual é para ter filhos» – disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado, num debate sobre a legalização do aborto.

A resposta de Natália Correia, em poema fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção:

Já que o coito – diz Morgado – tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! –
Uma vez. E se a função
faz o órgão – diz o ditado – consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

(Natália Correia – 3 de Abril de 1982)

ps – mas, senhores… em 2008?

© Sutra 2007

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Referendo – Despenalização da IVG – SIM

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Feb 7, 2007

Depois de ter aderido à campanha do SIM pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez há algumas semanas atrás, esperei por uma data mais próxima do referendo para trazer aqui este tema, para que estivesse mais «vivo» na memória de todos.
Indiscutivelmente eu sou pelo SIM.


E o que peço a todos é que coloquem a mão na consciência e pensem se estão de acordo que a mulher deva ser julgada, condenada e punida por um crime que, na verdade, não passa de uma escolha sobre o que fazer da sua própria vida.


Este referendo não é para falar sobre se existe ou não vida às 10 semanas, não é para decidir sobre se o aborto deve ou não ser permitido.
Mas sim, para decidir sobre se a mulher deve ou não continuar a ser punida pelo facto de optar entre querer ou não continuar uma gravidez que não deseja. Punida por querer exercer a sua liberdade de escolha.
Sobre quê?
A sua própria vida, não outra. A sua.


Para quem acha que, se for despenalizada a IVG o número de abortos aumentará porque poderão ser feitos livremente, até às 10 semanas, eu pergunto se alguma vez abortaram e se sabem o quanto é difícil para uma mulher passar por um processo tão doloroso, tanto a nível físico como psicológico. Acham mesmo que uma mulher que aborta o faz de ânimo leve?
E acham mesmo que é o receio da punição que impede uma mulher de abortar?
Não.


O número de abortos aumentará?
Não.
Tampouco diminuirá se o Não ganhar.
Os abortos continuarão. Apenas manter-se-á a clandestinidade, a morte de mulheres por abortos mal feitos e as viagens a Espanha de quem tem possibilidade para o fazer.


A campanha do Não fala em «salvar vidas». Que ilusão…
Alguma vez irão salvar vidas se votarem não?
Negativo. Vão é contribuir para que as mulheres continuem a ser consideradas criminosas por terem necessidade de interromper a gravidez. E contribuir para se perderem vidas. Vidas de mulheres que arriscam tudo, para não prosseguirem algo que elas não podem, não querem prosseguir.


E as crianças indesejadas? Quem as cuida?
Sistema de adopção? Perante o ridículo sistema que temos – exemplo disso é o caso actual da menina de 5 anos – que esperança podem ter as crianças que são abandonadas por mães que não as queriam ter?
E essas são as que sobrevivem. E quanto às que são largadas em caixotes de lixo, entregues à própria sorte?


Só acrescento uma coisa – eu sou contra o aborto enquanto prática. Não recorreria ao mesmo. Mas quero ter a liberdade na palma da minha mão. Quero ser eu a decidir. Quero ter a possibilidade de escolher entre abortar ou não.


Não limitem a minha liberdade e a de todas as mulheres deste país. Deixem-nos ser livres.


Muito mais teria a dizer, mas vou esperar pelas vossas opiniões.


Por tudo isto e, por muito mais… VOTEM SIM no próximo dia 11, Domingo.
Eu votarei!


Nota 1 – e ainda há uma coisa que não entendi – para que pretendem donativos para a «plataforma NÃO OBRIGADA» dos quais apenas os «Eventuais excedentes da campanha serão doados a instituições de promoção e apoio à vida»?
Aproveitamento? Para pagar o alojamento? É assim que também pretendem ajudar as mulheres grávidas que querem abortar?


Nota 2 – A minha ideia inicial era escrever um só parágrafo. Mas eu não sou de meias palavras. Muito menos num assunto que me diz tanto como este, porque sou mulher.

© Sutra 2007

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Carta aberta a Raul Solnado

Posted by Sutra under Actualidades on Monday Nov 20, 2006

Caro Senhor Raul Solnado,


Ao contrário do que está escrito no cabeçalho da sua entrevista à revista Sábado da passada 5ª feira, eu não considero que «gozou» durante décadas do estatuto de maior humorista português. Na minha opinião AINDA goza desse estatuto e acho desmerecimento referi-lo como no passado, sendo um homem com uma carreira tão presente.
Isto porque eu gosto de humor com qualidade como vejo nos seus trabalhos de há décadas atrás e nos últimos que fez antes desta pausa. Anseio voltar a vê-lo na TV em Janeiro de 2007.


Mas, apesar de toda a admiração que tenho por si, não posso deixar de discordar com a afirmação que fez nessa mesma entrevista, a qual passo a citar:

(a propósito de Mário Soares)


«- Sou muito amigo dele, é uma das pessoas mais importantes da política portuguesa. Devemos-lhe a liberdade, a ele e ao general Ramalho Eanes.»


Perdoe-me, caro Senhor Solnado, mas a quem devemos verdadeiramente a liberdade?
Não será aos Capitães de Abril, esquecidos pelo tempo e pelo Estado?
Esquecidos pelo próprio Mário Soares, após o 25 de Abril? Logo ele, que deveria agradecer-lhes a possibilidade de regressar do exílio e assumir vida política em Portugal?
Porque não dever a liberdade a Salgueiro Maia e a todos aqueles que enfrentaram as forças do Antigo Regime?


Desculpe o desabafo, mas apreciei toda a entrevista, incluindo a parte em que fala de humoristas que têm actualmente uma espécie de humor que já não interessa – opinião que partilho – mas essa parte, eu não posso gostar, por não a achar fidedigna aos acontecimentos.
Mas eu sou apenas alguém que não viveu o 25 de Abril de 1974.

Atentamente
Uma admiradora

© Sutra 2006

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Blogs como armas de arremesso

Posted by Sutra under Actualidades on Thursday Jun 8, 2006

Esta semana, a propósito de um blog que visito de vez em quando, deparei-me com uma polémica engraçada sobre autorias e afins.
Não é disso que quero aqui falar, pois já escrevi o suficiente sobre o tema e ainda fiquei sem respostas a algumas das questões que coloquei, habilmente ignoradas.
O que trago aqui hoje é outra questão – o facto de os blogs servirem de arma de arremesso contra outros bloguers – prática que já tenho observado num ou noutro blog.
Escreve-se um texto que, aparentemente, versará sobre um tema normalíssimo, mas a intenção – conforme se denota em algumas das palavras usadas, frases, títulos – é mesmo atingir alguém que deambule também pela blogosfera.
Ora, os blogs políticos, os de crítica, já nós estavamos habituados a que fossem direccionados para o espetar do ferrão onde ele merece ser espetado.
Também eu já escrevi em tempos um texto sobre alguém da blogosfera, mas fi-lo de forma directa, mesmo sem mencionar nick, mas falando abertamente da situação, sem coloridos, sem palavrinhas a compor a ramagem. Objectiva!
Mas, pergunto-me, qual o objectivo de tais artigos dirigidos nas entrelinhas aos leitores? Ou a algum leitor em especial.
Quem é que consegue perder tempo a pensar e a escrever sobre algo com o qual pretende atingir alguém, talvez por o ter contrariado em alguma coisa, quando há tanta coisa espectacular sobre a qual escrever e falar?
Não, este artigo não é uma arma de arremesso, é lançamento de uma questão que gostaria de ver respondida por todos aqueles que, habitualmente, me visitam.

© Sutra 2006

Nota aos que não leram que eu ía de férias só a partir de 6ª feira: Sim, ainda cá estou mais dia e meio.

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Material/Imaterial – dois lados da vida

Posted by Sutra under Actualidades on Monday May 15, 2006

Há alguns dias atrás, e a partir de uma conversa nos comentários, a Uma – visitante habitual – colocou a questão ao «Filipe» – co-autor das cartas de paixão – sobre a separação do imaginário, virtual, do que é real.
Ela questionava o seguinte: – «consegues separar o lado imaterial do material da vida? Lidas bem com isso?»


E, tal como ela gostaria de ver a questão respondida por outras pessoas, também eu gostaria, por isso, ela aqui fica.


Conseguem separar o lado imaterial do lado material da vida? Ou em que medida o que é imaterial vos influencia?
Tendo do lado imaterial – os sonhos, a imaginação, o virtual, o pensamento – e do lado material – a vida real, palpável, factos e não ideias.

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Divisão do lixo

Posted by Sutra under Actualidades on Thursday Mar 30, 2006

Com tanta campanha para dividirmos o lixo com a finalidade da reciclagem, é natural que cada vez existam mais portugueses a aprender a dividir o seu lixo, pelos contentores amarelos, azuis e verdes – mais não seja para aderirem à moda, pois alguns só o fazem por isso, mas sem a mínima preocupação de deitarem um pacote de batatas fritas vazio para o meio da rua, tendo uma papeleira a 50m.
Ao ouvir notícias de que se os restantes países «produzissem» lixo como os portugueses, seria necessário que o mundo fosse três vezes maior – acho que foi isto que li nas notícias há algum tempo – é para sentir alguma vergonha e ter ainda mais cuidado para não prejudicarmos ainda mais o meio ambiente!
Mas, denoto um único senão – que é efectivamente um enorme problema – a quantidade ínfima de contentores para colocar o tal lixo separado!
Então, pergunto-me – se nós temos de separar o lixo, o que fazemos quando chegamos aos contentores de rua e só nos deparamos com um único contentor, daqueles que recebem todos os resíduos?
Vistas bem as coisas, ao atirarmos lá para dentro três sacos diferentes, com cores diferentes, eles vão ser separados?
Não! Eles são «sugados» pelo camião-contentor e misturados com todos os outros, rompendo-se, e lá se vai a divisão com a qual tivemos tanto cuidado!
Em alternativa, colocamos tudo dentro do carro e viajamos alguns quilómetros até chegarmos aos contentores amarelos, azuis e verdes, mais próximos.
Então e quem não tem carro? Leva os sacos de lixo no autocarro? No metro? Já se imaginaram a sair de manhã para o trabalho com dois sacos de garrafas e um de papelão, para deixar nos contentores, quatro paragens de metro adiante? E em hora de ponta?
Ou seja – fazem-se campanhas de separação de lixo, mas mais uma vez, e como estamos em Portugal, ficam esquecidas as condições para haver a efectiva separação de lixo!
Convenhamos que não há muita gente disposta a andar quilómetros para despejar nos contentores próprios!
Digam-me cá, em Lisboa conhecem muitos locais onde existam desses contentores?
Sr. Primeiro Ministro, trate lá de mandar colocar contentores desses a cada 200m e depois logo terá maiores resultados por parte da população!
Enfim, é o Portugal em que vivemos!!
Bonitas campanhas mas sem meios práticos colocados à disposição da população para aderirem em massa a essas campanhas!

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Igreja – hipocrisia ou religião?

Posted by Sutra under Actualidades on Monday Mar 6, 2006

Já andava a pensar neste tema há algum tempo – desde o ano passado Razz – e, na semana passada já me tinha lembrado de o colocar mas, acabou por não surgir a vontade de escrever sobre ele.
Depois da troca de opiniões nos comentários do artigo anterior, resolvi que seria já hoje que iria recuperar a rúbrica «Em Discussão», por isso aqui estou para falar da Igreja, instituição viciada, podre, hipócrita.


Desculpem os religiosos católicos, fervorosos seguidores da Igreja, que me comentam ou simplesmente visitam e que não partilham da minha ideia, mas o que é verdade é para se dizer e esta é para mim a verdade – a Igreja não é uma instituição religiosa, é uma instituição hipócrita. Dela fazem parte um conjunto de homens que apregoam muito daquilo que não praticam.
Vejamos apenas alguns pontos, o resto deixo para vocês comentarem e falarem:
O Aborto
A Igreja é contra o aborto, contra o uso do preservativo, pois uma das leis de Deus é «Crescei e reproduzi-vos». Eu sei que a Igreja não é a única contra o aborto que sempre tem gerado polémica – e que ficará para falarmos um outro dia – mas muitos abortos foram realizados, por mulheres grávidas de padres. E as que não o conseguiram deram à luz crianças que ou acabaram por ser perfilhadas por outros homens – alguns sem saberem que não eram seus verdadeiros pais – outras ficaram com o registo paternal como «pai incerto». E esta é outra questão.
Celibato
Não critico que os padres tenham filhos, o que critico é o facto de não os assumirem. E porquê? Porque os padres não podem casar, os padres não podem ter filhos, têm de seguir o celibatário. Mas porquê? É uma lei de Deus? Ou é uma lei dos homens hipócritas à frente de uma Igreja decrépita? Então, se Deus diz «Crescei e reproduzi-vos», é com o limite de «Mas atenção, se forem padres, não o façam». Desde quando um homem ou mulher com a sua família, os seus filhos, é menos crente em Deus, tem menos fé, ou segue menos os mandamentos de Deus?
Sida
Voltando um pouco atrás, à questão do uso do preservativo. Se a Igreja é contra, como evitar então a propagação da doença? Abstinência sexual? Será que a resposta deles é sempre a abstinência sexual? Por este andar, a Humanidade desaparece.
Riqueza Vs Pobreza
A Igreja é rica, é a instituição mais rica do Mundo. Será que abdicam da sua riqueza a favor dos países mais pobres? De onde vem a riqueza do Vaticano? Das doações dos fiéis, de investimentos e, há quem diga, de ligações menos claras, mas esta última eu pulo por cima. Então, recordemos agora a Madre Teresa de Calcutá e a pobreza em que vivia, ajudando conforme podia, mesmo em míseras condições. E outros missionários que ajudam nas zonas mais necessitadas, com o pouco que têm. Sim, acredito que a Igreja envie algumas ajudazinhas. Mas sabemos bem que isso não é suficiente.
Segundo conta a Igreja, Jesus chegou a despir as suas vestes e dá-las a um pobre que as necessitava. Vemos os Bispos, Cardeais, Papas, a fazer semelhante coisa? – ou seja, deixarem as suas vestes bordadas a ouro, os seus anéis de rubi, transformando isso em pão e roupa para os mais necessitados?


Doações
Vim acrescentar ainda algo mais sobre a hipocrisia de alguns dos que se dizem cristãos.
Quem me visita desde o ano passado e ainda aqueles que terão lido sobre o leilão da liga que se fez, para as crianças da Ajuda de Berço, uma instituição de Solidaridade Social. Então, eu solicitei a colaboração deles para confirmação dos depósitos. Inicialmente forem relutantes por terem tido más experiências anteriores, desconheço a que nível, mas depois concordaram com essa colaboração da sua parte – até porque a doação era para as crianças que eles recolhem.
Mas, vou agora dizer-vos qual foi a condição que me impuseram para prestarem essa colaboração: – Não colocar o nome Ajuda de Berço nos textos, pois alguns dos directores são católicos fervorosos e não gostariam de ver o nome da instituição referenciado num blog de teor erótico, e no qual estava a ser feito um leilão de liga – que horror – para angariar fundos para as crianças. No início acedi, e não coloquei o nome. Mas nunca solicitei qualquer informação da parte deles, limitei-me a confiar no que os participantes me informavam por mail.
Hipocrisia da parte dos senhores católicos? – que ideia!! Então o dinheiro recolhido – 300 euros – não pode ter ligação ao seu nome, só pelo facto de ter vindo de uma brincadeira feita num site de conteúdo erótico?
Então, mas o dinheiro não é para as crianças? E elas importam-se de onde ele vem, ou querem é ter roupa quente e comida?
Sim, é a hipocrisia dos homens, daqueles que andam a bater a mão no peito nas Igrejas e se dizem seguidores da fé e dos ensinamentos de Deus.
Claro que poderá haver quem diga – eu bem avisei, mas enfim. Rolls Eyes


Poderia falar mais coisas, mas como não quero dizer tudo, deixo por aqui esta discussão, e passo-vos a bola.


Aberta a discussão Razz


Nota final – eu não acredito na Igreja instituição. Mas sou crente e tenho fé, naquilo que é realmente de valor, em que existe um Deus acima de nós e que não necessita de edifícios ricamente enfeitados, para se rezar, tal como Jesus que rezava e transmitia a palavra de Deus, debaixo de uma qualquer oliveira ou no cimo de um monte, à beira de um riacho.

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Queres mais viagens, Soares?

Posted by Sutra under Actualidades on Wednesday Nov 23, 2005

Hoje fiquei bastante indecisa sobre qual tema trazer à discussão. Isto porque tinha três temas que considero serem bastante actuais e polémicos para falarmos aqui e relacionados com a sociedade e a política.
No entanto, trago este levemente divertido e leve – se bem que o protagonista não o seja – e qualquer um daqueles três surgirá noutra altura. Talvez ainda esta semana eu coloque por aqui um deles – talvez.


Estando nós em plena época de campanha presidencial e, enquanto o Sampaio se vai despedindo do palacito de Belém e de todas as regalias que tem usufruído como chefe máximo do país Razz – mais as regalias que vai levar no fim de tudo, mas isso são outras cantigas – nada melhor que mostrar como é bom ser Presidente. LOL
É claro que é uma enorme responsabilidade ser-se Presidente de um país tão admirável como o nosso, com uma boa política nacional e internacional, uma dívida externa bastante reduzida, um investimento de capitais estrangeiros bastante alargado e uma taxa de inflacção reduzidíssima – mas isso deve-se ao enorme trabalho levado a cabo pelos Presidentes e Governos que nos têm governados a nós – uma cambada de mal agradecidos que não reconhecem o valor destes homens e cospem na mão que lhes dá o pão – duro e bolorento, claro.


E, antes que os camelos iniciem a viagem para Belém – já que estamos em época pré-natalícia – falemos de outras viagens.
As viagens de outrora de um senhor armado em mago, mas agora sem coroa de rei, que planeia ir também para Belém . Só não sabemos se será montado em todos os camelos – nós – que permitimos que ele lá vá parar, mas por mim dava-lhe um mapa errado, a ver se ele permanecia à procura do sítio até sempre…


Claro que só podia falar do Mário Soares.
Então, vejamos só:


Em 1986, fez 9 viagens – Espanha, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Cabo Verde, tendo ainda ido duas vezes a França e Grã Bretanha.
Isto, entre Maio e Dezembro.


Em 1987, fez 8 viagens – Brasil, EUA, Suiça, Rússia, tendo ido duas vezes a Espanha e duas a França.
Sendo menor o número de viagens, elas alargaram-se mais em dias.


Em 1988, fez 10 viagens – Luxemburgo, Suíça, Filipinas, EUA, Equador, Itália, França, Grécia, tendo ido duas vezes à Alemanha.
Aqui já aumentou. Deve ter começado a ganhar cada vez mais o gosto por elas – e por empregar muito bem o nosso dinheirinho, em nome da representação e projecção de Portugal na comunidade internacional.


Em 1989, fez 16 viagens – Venezuela, Japão, Hong-Kong e Macau, Itália, Suíça, Filipinas, Espanha, Hungria, Holanda, França, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Zaire, República Checa, tendo ido duas vezes aos EUA.
Sr. Soares – cujo nome «é mais que ser Presidente» – este ano abusou, não acha?


Em 1990, fez 8 viagens – Chile e Brasil, Marrocos, Suécia, Japão, tendo ido duas vezes à Itália e duas vezes a Espanha.
Aqui conteve.se um pouco mais!! LOL


Em 1991, fez 12 viagens – Noruega, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Itália, Rússia, México, tendo ido duas vezes a Espanha, três vezes à Bélgica e três a França.
Mas que abuso, mago das viagens – algumas viagens foram a dois países na mesma viagem.


Em 1992, fez 21 viagens – EUA, Índia, França, Suíça, Dinamarca, Turquia, Áustria, Brasil, Itália, tendo ido três vezes à Alemanha, e três vezes a França e seis vezes a Espanha.
Terá sido nesta altura que ele terá pensado seriamente em mudar de nacionalidade?
Que pena os Espanhóis terem-se safado tão bem de tal presente.
Este foi o ano em que ele perdeu a cabeça.
A entrada para a CEE – cigla anterior – deu-lhe a volta à cabeça – não, desculpem, foi a necessidade dos contactos exteriores.


Em 1993, fez 21 viagens – Irlanda, Islândia, Chile, Brasil, Grã-Bretanha e Escócia, Japão, Coreia do Norte, Hong-Kong e Macau, EUA, Alemanha, Itália, tendo ido duas vezes à Bélgica, duas vezes a França e seis vezes a Espanha.
Continuou o abuso das viagens Rolls Eyes


Em 1994, fez 22 viagens – Colômbia, Bulgária, Malta, Egipto, Letónia, Polónia, República Checa, Suíça, Marrocos e Moçambique, Guiné-Bissau, Grã-Bretanha, tendo ido duas vezes ao Brasil, duas vezes a Itália, duas vezes a Espanha, e uma delas incluiu as Ilhas Canárias, duas vezes a África do Sul e uma delas foi para a Tomada de posse de Mandela, e três vezes a França.
Só lhe restava mais um ano de mandato, ele tinha de aproveitar Estava prestes a terminar a sua volta ao mundo…


Em 1995, fez 21 viagens – Tunísia, China, Paquistão, EUA, Argentina e Uruguai, Turquia, Israel, Faixa de Gaza e Cisjordânia, Cidade de Jerusalém, África do Sul, Ilhas Seychelles, Costa do Marfim, Japão, tendo ido duas vezes a Macau, três vezes a França e três vezes a Espanha.
Aqui é que foi o grande «adeus, até sempre».


Em 1996, fez 1 viagem – Angola.
Só uma viagem, Sr. Soares?
Foi o ano da despedida, não foi? Também foi em Janeiro, senão ainda teria arranjado mais uma viagem.
Soube a pouco?
Tente quando tiver mais de 80 anos…


E não é que ele me ouviu?
Será que a vontade dele é repetir a proeza das viagens?
Pelo menos prepara-se para a viagem…

© Sutra 2005

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