The Life – XVIII

Posted by Sutra under The Life on Tuesday Aug 31, 2010

2003 – 23 anos.
Filipe [continuação].
Do restaurante seguimos para um bar na zona do Cais do Sodré, onde permanecemos até cerca da uma da manhã. Durante esse tempo aumentou o número de vezes que as suas mãos roçaram as minhas, que os seus joelhos encostaram nos meus por baixo da mesa, que os nossos olhos se cruzaram em silêncio, mas num entendimento do que ambos sentíamos e desejávamos. A atracção passou a um enorme tesão que aflorava os sentidos e me fazia sentir aquela vontade de experimentar o que a sua boca me prometia. Até que colocou a sua mão em cima da minha e entrelaçou os dedos, puxando-me e fazendo com que me debruçasse sobre a mesa na sua direcção. Inclinou-se e roçou os seus lábios nos meus, fazendo com que semicerrasse os olhos.
- Apetecia-me fazer isto há muito tempo.
– Não me vais dizer que é desde o primeiro dia que nos vimos, pois não?
– tentei brincar, para disfarçar a respiração meio descontrolada, por efeito do beijo.
- Não, desde aí não, mas no dia a seguir, desde que bebemos café.
– Hum.
– Hum. Já vi que tens esse hábito quando estás na dúvida.
– riu-se – mas é verdade. Foi desde o segundo dia.
Sentou-se ao meu lado e trocámos mais um beijo, um simples roçar de lábios que fazia aumentar o ritmo das batidas cardíacas.
- Por mim, íamos embora daqui para outro lugar. Se quisesses, claro…
– Quero
– respondi-lhe.
Chegados ao parque de estacionamento, esperou que eu abrisse a porta do meu carro, disse-me para entrar e debruçou-se para me dar mais um beijo, os dedos deslizando pelo meu pescoço. Desta vez, o simples toque de lábios transformou-se num devorar de bocas, num entrelaçar de línguas que nos deixou a ambos sem fôlego.
- Posso levar-te a conhecer a minha casa?
– Sim, vamos
– respondi, demonstrando que não importava o lugar, só queria mesmo estar com ele.
- Mas aviso já que ainda não tenho fogão.
– Eu também não estou com intenções de comer. Pelo menos, comida…
– Não? Então?
– perguntou, adivinhando a resposta, mas mostrando que a queria ouvir da minha boca.
- Não… comer mesmo, só a ti. E já sinto fome…
– Não nos vou fazer esperar mais. Vamos.

Meia hora depois de percorrer algumas avenidas e ruas de Lisboa, indicou-me que estacionasse o carro e esperasse por ele. Entrou na garagem de um prédio, onde deixou o carro e regressou minutos depois para me vir buscar. Subimos no elevador alguns andares, não recordo em qual parámos, até porque só lá regressei mais uma vez na semana seguinte e também só de noite, e, quando saímos.
Depois de porta fechada recordo-me de ter pegado em mim ao colo e eu de ter abraçado a sua cintura com as pernas. Foi assim a primeira vez que fizemos sexo: de pé, encostados à parede, numa urgência louca de satisfação. Na verdade, isso parece ter-se tornado a nossa constante: sexo de pé. Foi assim a maior parte das vezes que o fizemos. Fosse no apartamento dele, fosse no meu. Ele adorava pegar em mim ao colo e fazer-me descer sobre o seu membro duro, que entrava em mim profundamente e me preenchia como eu gosto de sentir. Um dos seus grandes fetiches era que eu fosse ter com ele, sempre sem lingerie e de saia. Para que bastasse erguer-me e penetrar-me rapidamente. Depois uma sucessão de movimentos loucos e um orgasmo ainda mais louco. Podia ser numa rua estreita, num estacionamento automóvel, abrigados pelas sombras da noite. Foi um caso tão curto quanto alucinante. Durou cerca de um mês e acabou porque assim tinha de ser. Ambos sabíamos que a única coisa que nos ligava era sexo e boa conversa. Mas que era bom, sem dúvida.
Encontravamo-nos uma ou duas vezes durante a semana e passavamos os fins de semana a experimentar todas as variantes. Na cama dele ou na minha. No chão da sala dele ou no da minha. Mas principalmente de pé no meio da sala, do quarto ou da cozinha… na minha casa ou na dele.
Não sou assim tão saudosista a ponto de ficar presa aos acontecimentos do passado, mas o certo é que foi muito intenso. Bom. Muito bom.
A seguir vou recuar no tempo e falar-lhes do Ricardo.

Sutra

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The Life – XVII

Posted by Sutra under The Life on Sunday Aug 29, 2010

2003 – 23 anos.
Filipe.
Ainda antes de falar do Ricardo, um caso que tive entre o fim de 2001 e início de 2002 – e do qual já falei aqui algumas vezes – vou falar do Filipe. Acho que nunca o mencionei sequer. Do Ricardo falo a seguir.
Conheci o Filipe numa fila de supermercado, no ano de 2003. Por mais estranho – ou habitual, já nem sei – que vos possa parecer, a verdade é que foi mesmo quando estava numa fila dentro do hipermercado. Não na caixa de pagamento. Mas no balcão das comidas já confeccionadas. Claro! Onde mais me haveriam de encontrar senão no local onde posso adquirir a comida já pronta a comer? Pronta é como quem diz, bastando apenas a passagem de uns escassos minutos pelo micro-ondas.
Pareceu-me um daqueles homens mal habituados a escolher comida, mal habituados a compras. Ou seja, um ‘dondoca masculino’ – isto foi o que pensei no momento em que batia o pé, aflita para que ele se despachasse na escolha. O meu estômago reclamava por comida e não admitia grandes esperas, senão começava a emitir ruídos de forma desesperada. Mas se pensam que ‘dondoca masculino’ foi a única expressão em que pensei naquele momento, estão redondamente enganados. Fiz o filme completo do que era [hipoteticamente] a sua vida. Homem de negócios, habituado a ter em casa uma mulher que lhe tratasse de tudo: ir às compras, tratar da roupa, comida sempre pronta na mesa, e todas aquelas boas coisas que qualquer mulher feliz faz. Quem sabe daquelas que até o esperava com as pantufas e o jornal na mão, dividindo o tempo entre o fogão, as crianças e o marido.
Sim, eu sei: pareço uma feminista inveterada. Mas não sou. Calma. Reparem que este era o meu pensamento na altura, motivado pelos pontapés raivosos que o estômago lhe espetava devido à fome. Eu estava-lhe com um pó que nem imaginam!!
Imaginei ainda que a mulher o teria deixado, farta daquela vidinha e que, S. Exª agora teria de se desenvencilhar sozinho, no que estaria a ter enormes dificuldades. A minha imaginação fértil não parava e a história ia crescendo. Mesmo quando começava a entrar em detalhes mais dramáticos, quase a raiar o terror, eis que resolvi colocar um basta. Cheguei junto dele e, o mais docemente que consegui [leia-se irónica], aconselhei-o a optar pela carne de vitela estufada com batatas no forno. Era muito tenra, eu mesma havia levado naquela semana e gostava imenso da receita. Tretas. Por mim até podia comer a carne estragada, desde que saísse da minha frente. Mas não é que foi isso mesmo que ele levou? Muito bem! E ainda me agradeceu por cima, como um sedento no deserto, perante um copo cheio de água fresca. O importante é que resultou e ele foi-se.
Mas esta foi a primeira vez que nos cruzámos. Mal sabia eu que, no dia seguinte, pela mesma hora, lá estava ele na fila da comida take away. Sorte a minha desta vez: ele estava alguns números atrás de mim. Sorriu-me, e sorri-lhe simpaticamente, principalmente pela posição em que estava. Afinal, hoje não teria de assistir às suas indecisões. Mal tinha acabado de me virar, depois do cumprimento, ouvi a voz dele perto de mim:
- Boa noite, como está desde ontem?
- Bem, obrigada.
- Quero agradecer-lhe pela recomendação, tinha razão, a carne estava uma delícia. – Ainda bem, fico satisfeita que tenha gostado – e virei-me ao ouvir o som de chamada de novo número.
Mas ele era persistente.
- Que me recomenda hoje?
Respirei fundo e respondi, tentando ser simpática, apesar da falta de paciência:
- Acho que, pela experiência de ontem, pode escolher qualquer coisa que será sempre a seu gosto. Como lhe disse, costumo levar e não tenho quaisquer razões de queixa.
- E sobremesas?
- A mousse de chocolate é deliciosa – respondi com um sorriso.
- Obrigado – e sorriu-me de volta.
Uns minutos depois chegou a minha vez, fui atendida e, ao ir embora, passei por ele e despedi-me com um ‘até outro dia’. Ele hesitou e, surpreendeu-me:
- Aceita tomar um café? – e continuou com um sorriso de menino – para a compensar pela demora de ontem e para agradecer a ajuda.
Só então reparei que fazia umas covinhas quando sorria. Porque é que eu nunca resisto a estas covinhas? Num impulso, aceitei, esperei que ficasse despachado e fomos até um dos muitos cafés do centro comercial.
Fiquei surpreendida com o que fui conhecendo de Filipe. É verdade que a má impressão da véspera tinha tido origem apenas na minha má vontade, no cansaço, na falta de paciência e para concluir tudo isso, no que a minha mente tinha criado, só de olhar para ele. Ele era simpático, bem humorado e muito prático. Se estava separado?
Sim, mas não tão recentemente como eu ‘inventara’. Tinha tido uma relação durante seis anos, que terminara havia um ano. Não tinha filhos e dava aulas de Fiscalidade num centro de formação. Vivia sozinho, sim. Até sabia cozinhar e tratar das coisas dele, sem ajuda feminina. Quase engoli em seco quando ele falou isto. Que vergonha! Ainda bem que ele não podia adivinhar a história que eu havia criado em seu redor. O problema era simplesmente um fogão avariado ainda dentro da garantia, foi para reparação e, até o ter de volta, tinha de se desenrascar com micro-ondas. Sendo que, detestava fast food.
Ficámos ali umas duas horas na conversa, depois trocámos contactos de telemóvel e combinámos de encontrar por aqueles dias para jantar ou tomar qualquer coisa.
Na semana seguinte telefonou-me a meio da tarde e convidou para jantar nessa noite. Levou-me a um restaurante de comida nepalesa, salvo erro na Avª do Brasil. Adorei a experiência, tanto da comida, que nunca tinha experimentado, como da companhia. Confesso que, a meio do jantar, já o clima tinha mudado e eu sentia aquela sensação de ansiedade. Ele atraía-me. O seu sorriso, os olhos curiosos, o humor. Não era um homem bonito, mas tinha um enorme charme, divertia-me. Cativava-me. É, na verdade, o que importa à maior parte das mulheres, penso eu. O que nos arrebata os sentidos, o que nos seduz, não a imagem que os nossos olhos comem e que, nem sempre é a real.
A atracção intensificou-se de tal modo que nada me importava mais a não ser Filipe, o seu sorriso e o olhar com que me brindava sempre que apenas me escutava, ou, quando falava e eu o ouvia a ele. Estava perante uma daquelas situações em que se houvesse qualquer avanço e intenção da parte dele, mergulharia de cabeça sem pensar duas vezes e passaria a noite com ele.

[continua]

Sutra

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The Life – XVI

Posted by Sutra under The Life on Monday Aug 23, 2010


2001 – Agosto.
Vítor.
O Vítor foi um dos romances mais fulminantes e quentes que tive. De entre os mais curtos.
Conhecemo-nos no Algarve, quando fui passar quinze dias na casa de férias de uma amiga, a São. Ela estava sozinha com uma tia porque os pais ainda não estavam de férias e lá fui eu ter com ela.
A casa ao lado havia sido alugada aos pais do Vítor durante todo aquele mês de Agosto. Conhecemo-lo logo na primeira noite, devido às conversas habituais que surgem entre ‘vizinhos’, neste caso, entre a mãe dele e a tia da São. O facto de jantarmos, invariavelmente, no quintal, também proporciona as ditas conversas.
Acabámos por sair os três, pois ele ofereceu-se para nos levar a um dos bares que costumava frequentar e onde se encontrava com outros amigos.
Na noite seguinte repetimos mas já se notava um ambiente diferente entre os três. Acho que ele começou a ficar dividido entre as duas e ambas estávamos a tentar seduzi-lo. Não comentávamos uma com a outra, mas foi surgindo naturalmente, até que ele se atreveu e lhe deu um beijo, no bar. Confesso que senti um ‘baquezinho’ naquele momento, quando os vi de bocas coladas, mas não demorou muito para ele me puxar para ele e me dar também um beijo. Ainda hesitei mas ao ver o sorriso da São, não recuei e senti o fogo que ele fazia passar dos seus lábios para os meus.
Percebi que este menino queria brincar e pensei que ele teria o que queria… até certo ponto. Enquanto pensava isto, pisquei um olho à São que sorriu e retribuiu.
Não sei como, nem quando, ou sequer de que modo, deixámos os amigos no bar e fomos na direcção da praia, mas a dada altura dei por mim sentada no muro, pernas afastadas e o Vítor abraçado à minha cintura, beijando-me o pescoço, enquanto a São, nas costas dele, o beijava na nuca.
Beijava uma e outra, tocava uma, tocava outra e as carícias foram ficando cada vez mais intensas. Em certo momento, só me apercebi que ele tinha uma mão dentro dos calções da São, desabotoados, enquanto me abocanhava um seio, mordiscando e lambendo o bico erecto que lhe tocava a língua, enquanto os meus gemidos se misturavam com os da São que tocava no volume acentuado que o Vítor já exibia. Mergulhei nas sensações que me passavam pelo corpo e voltei apenas a sentir o que ele fazia com a boca no meu corpo.
Pouco depois, quando senti os dedos dele subirem curiosos pelas minhas coxas nuas, já que eu usava mini-saia, suspirei sabendo de antemão a carícia que ele me ia fazer de seguida: a mesma que já tinha levado a São a um enorme grau de excitação. E, quando me tocou não consegui conter o estremecimento de prazer, enquanto os seus dedos me tocavam a carne húmida, excitada. A São estava ajoelhada entre nós, a sua boca a deslizar pelo membro erecto de Vítor que tremia de prazer.
Afastando as minhas coxas com as mãos, tirou-me as cuequinhas e mergulhou o rosto no vértice que escorria o néctar que ele recebeu nos lábios. Fez-me vir assim, ao fim de alguns minutos, enquanto a São apressava os movimentos com a boca e os dedos, para o fazer vir também nesse instante.
Partilhámos ali momentos muito intensos que vieram a terminar quando chegámos a casa. A São despediu-se com um beijo e um ‘estou com sono, vou dormir, fiquem vocês’ e piscou-me o olho. Sem combinar nada, senti como que um sinal para eu continuar sozinha que ela tinha ficado por ali mesmo.
E foi o que fiz.
Ficámos abrigados no quintal dele, deitados numa espreguiçadeira, conhecendo-nos, tocando-nos e elevando a nossa resistência ao limite. Até que a quebrámos e fizemos amor ali mesmo, contendo os gemidos, os movimentos, para não acordarmos ninguém.
A intensidade daquela noite foi o início de uma experiência linda. Na noite seguinte assumimos perante todos o relacionamento. A São não ficou sozinha, andou com o Paulo, um dos amigos do Vítor.
O fim das férias, foi o fim do relacionamento – típica curte de Verão – mas muito, muito forte, intensa.
Ainda trocámos alguns mails, telefonemas, mas não voltámos a ver-nos.

© Sutra

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The Life – A continuar brevemente…

Posted by Sutra under The Life on Saturday Aug 21, 2010

Pediram, pediram… eu vou dar o que querem…


I
1980.
O ano em que uma coisa minúscula vem ao mundo. […]

Publicado a 22 de Abril de 2008


II
Anos 90.
[…]Acendi a luz, puxei pelo livro que tinha colocado debaixo do colchão e abri-o. No meio, a revista brilhava com as suas fotos proibidas que me fizeram sentir algo que eu desconhecia. ‘Senti coceguinhas na minha barriga’[…].

Publicado a 24 de Abril de 2008


III
Com os meus 12 anos veio também a experiência da primeira masturbação e do primeiro orgasmo. Na altura não fazia a mínima ideia do que isso significava, mas aconteceu quando encontrei um dos vídeos dos meus pais, numa caixa [a mesma, claro] em cima do roupeiro.[…]

Publicado a 28 de Abril de 2008


IV
Foi também aos 12 anos que dei o primeiro beijo de língua.[…]
Abrimos os lábios, encostámo-los e lá começou a exploração. Toques de língua uma na outra, tacteando, experimentando e depois o envolvimento, o sentir que aquilo era bom.
Dava um friozinho na boca do estômago, assim uma sensação que amolecia e me fazia sentir tão bem.
E assim foi o meu primeiro namorado e o primeiro beijo de língua.[…]

Publicado a 30 de Abril de 2008


V
1993.
13 anos.
Namorado: Carlos, da mesma idade que eu, andava na mesma turma e tinha um jeito de quem sabia muito, mais para tentar mostrar algo, do que de facto. […]

Publicado a 6 de Maio de 2008


VI
1994-95
Dos 14 aos 15 anos.
Namorado: João. Meio arruivado, com umas sardas no nariz que o incomodavam a ele mas que eu considerava darem-lhe um ar de graça rebelde, muito natural. A troca tímida de olhares era a constante nos intervalos das aulas.[…]

Publicado a 28 de Maio de 2008


VII
15 anos.
Curte: Chico. […]
Foi assim uma vontade ao primeiro olhar. E não tinha passado nem duas horas após nos conhecermos e já estávamos atracados aos beijos. Mas, ele beijava… ena… só um beijo dele era quase um orgasmo! Os seus lábios pareciam querer abarcar os meus, mantendo-os completamente submissos, entregues às mordidas e aos beijos longos, longos, longos. A língua, envolvida na minha parecia querer permanecer assim por horas, deixando-me sem fôlego.[…]

Publicado a 2 de Junho de 2008


VIII
1995-96
15-16 anos
Namorado: André. [...]
O André foi o primeiro rapaz que me ensinou o que era o sexo oral. Foi o primeiro perante o qual me despi completamente. Foi ele o primeiro que me tocou a vulva com os seus lábios. Que me chupou o clítoris, que me introduziu a ponta de um dedo no sexo, enquanto me lambia. Foi ele o primeiro a quem eu toquei no pénis com meus lábios. Foi dele o primeiro gosto a homem que senti na boca. Foi ele o primeiro que vi vir-se para mim.[...]

Publicado a 4 de Junho de 2008


IX
1997
17 anos
Namorado: Rudolfo. Com os 17 anos veio o anseio pela maturidade, ou pela aparência dela. Aquele ano de quase-maioridade foi repleto de inconstância, de dedicação a estudar, e de pouca vontade para prisões. Apesar disso apareceu o Rudolfo, um namoro um pouco morno, sem grandes paixões, mais por amizade e companheirismo do que outra coisa.

Publicado a 12 de Junho de 2008


X
1998 – Verão.
18 anos.
Quem? Miguel. Um romance que durou tanto tempo como qualquer romance de Verão deve durar. Uma época. Entre o calor do sol e as águas frias do mar. Entre as manhãs quentes e as noites longas de prazer.[...]
A grande característica-qualidade do Miguel era a sua boca, a sua língua. Céus! Mas que maravilhas ele sabia fazer com aquela boca. Eram minetes que me deixavam completamente sem forças dos orgasmos que me fazia sentir. Um verdadeiro ‘lambedor profissional’ o que fazia com que eu ficasse húmida só de pensar nele. Agora imaginem quando estava junto dele e sentia o seu cheiro, o seu toque, a sua boca. Ele beijava-me e o meu corpo ficava tenso como as cordas de um violino, prontas para o toque mágico dos seus dedos.[...]

Publicado a 16 de Junho de 2008


XI
1999.
18-19 anos
Namorado: Luís. O ‘tal’. O que me arrebatou o coração, o corpo e… a virgindade.
Bastante moreno, de olhar cálido, não muito conversador, mas sabendo transmitir em cada gesto o que sentia, pensava e queria. Foi aquele que me fez desejar perder a virgindade e sentir o prazer de fazer amor pela primeira vez. Eu tinha 18 anos, quase 19, ele tinha 20.[...]

Publicado a 18 de Junho de 2008


XII
1999
18 anos
Namorado: Luís – ainda.
Não posso deixar de recordar alguns episódios com o Luís que ainda hoje me fazem sorrir e sentir uma emoção suave e bonita.[...]
Lembro bem da sua mão a subir pelas minhas coxas, acariciando a pele, apertando a carne, fazendo com que se abrissem, involuntariamente, dando passagem aos seus dedos para que tocassem o meu sexo que os chamava. Quase consigo sentir o modo como os seus dedos acariciavam por cima do tecido, a sua língua gulosa enlaçada na minha, o seu pénis duro por baixo do meu rabo, roçando-se nele, e o desejo de fazer amor ali mesmo, apesar das pessoas que passavam esporadicamente, olhando-nos de relance.[...]

Publicado a 27 de Junho de 2008


XIII
1999 – Setembro.
19 anos
Namorado: Luís.
Por agora conto mais uma das nossas aventuras diabólicas, que preencheram o cerca de um ano de namoro.[...]
Sorri, sabendo o que ele queria e soltando o meu cinto de segurança – sim, eu sei que não deveria, mas de outra forma é impossível – debrucei-me sobre o seu corpo e comecei a beijar suavemente o pénis, enquanto as mãos deslizavam por ele em movimentos de vaivém, apertando suavemente, massajando, alisando, enquanto os lábios o rodeavam e a língua saboreava o seu gosto deslizando pela pele.[...]

Publicado a 2 de Julho de 2008


XIV
2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…[...]

Publicado a 15 de Julho de 2008


XV
2001
Miguel. Uma paixão que durou um Inverno.
[...]
Quando entrámos, havia um forte aroma no ar, resultado de incensos e velas, não existia demasiada claridade, sem no entanto estar demasiado escuro. O ambiente estava atractivo, música exótica a fazer lembrar tribos africanas, com algumas mesas pequenas e baixinhas e, em vez de bancos ou cadeiras, existiam almofadões. Havia ainda um pequeno estrado redondo ao centro da sala principal, que eu não sabia para que servia, mas fez-me arrepiar ao ver correias pousadas em cima dele, bem como outras iguais que partiam do tecto.
[...]

Publicado a 19 de Janeiro de 2009

© Sutra

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The Life – XV

Posted by Sutra under The Life on Monday Jan 19, 2009


2001.
Miguel.
Paixão de pleno Inverno, prolongado até quase finais da Primavera. Foi uma relação meio conturbada, repleta de altos e baixos. Tinha tanto de paixão e desejo, como de ciúme, brusquidão e algumas discussões mais exaltadas. Miguel sempre foi do género de ferver em pouca água. E eu… bem, eu sei que tenho um feitio um pouco difícil, por vezes.
Se houve alguma vez em que tenha tido uma relação mais intensa, com certos laivos mais agressivos, foi com o Miguel.
Era terrivelmente ciumento e ficava meio louco por coisas de nada que qualquer pessoa entenderia como normais. Irritava-se por tudo e por nada e, qualquer telefonema ou mensagem sms deixava-o alerta. Só se sentia à vontade quando estávamos no seio do seu grupo de amigos, como se eles fossem de total confiança, enquanto que aos meus era sempre colocado o estigma de serem mal intencionados, de que queriam mais do que demonstravam. Ou seja, todos me queriam ‘comer’. Ora bolas!
Já falei sobre ele aqui. A festa de BDSM que me deixou meio ‘passada’. Aqui fica ela de novo, para recordar.
Foi na noite em que, com uns amigos, decidimos ir a uma festa para a qual um dos casais do grupo tinha sido convidado. Eu torci logo o nariz porque nunca tinha estado em nada semelhante e a minha opinião sobre estas práticas não é lá muito favorável às mesmas.
Lá por gostar de usar algemas – nota-se pela foto abaixo, não é? – não significa que que goste de submissões, bondage e sadomasoquismo. E, sinceramente, estava com um pouco de receio.
Mas, o Miguel lá me convenceu com aquele seu jeito meigo que fazia sempre que me pedia algo e eu, derretida pelo seu pedido, acedi, até porque me disseram que era algo muito particular, apenas com um grupo restrito de pessoas que já se conheciam – mas eu não os conhecia e esse era o problema, pois não sabia do que seriam capazes.
No coração da cidade de Lisboa, um edifício antigo, uma sala que foi outrora um restaurante de luxo, foi o local escolhido para a tal festa e lá enveredámos por ruas estreitas até chegar ao destino, onde entregámos o convite que o João e a Carla tinham recebido da amiga.
Quando entrámos, havia um forte aroma no ar, resultado de incensos e velas, não existia demasiada claridade, sem no entanto estar demasiado escuro. O ambiente estava atractivo, música exótica a fazer lembrar tribos africanas, com algumas mesas pequenas e baixinhas e, em vez de bancos ou cadeiras, existiam almofadões. Havia ainda um pequeno estrado redondo ao centro da sala principal, que eu não sabia para que servia, mas fez-me arrepiar ao ver correias pousadas em cima dele, bem como outras iguais que partiam do tecto. Comecei logo a imaginar para que servia aquilo e comentei com o Miguel, que riu e disse que eu já estava a fazer grandes filmes. Sentámo-nos em redor de uma mesa, num dos cantos de uma sala mais pequena. A maior parte das pessoas estava vestida de preto, em cabedal, couro ou latex, havendo outros como nós, vestidos de forma normal, como no dia a dia, embora a cor predominante fosse o preto. Talvez curiosos como nós, e não praticantes de BDSM. Olhei para cada um dos seis que compunha o nosso grupo e não destoávamos muito na roupa que levávamos. Agora entendia a razão de a Carla ter dito para nos vestirmos de preto nessa noite. E eu sem entender porque razão ir jantar e ao cinema tinha de ser vestida de negro, mas acedi e o Miguel também. O João e a Carla já conheciam estas festas e já tinham vindo a duas. O Carlos e a Isabel, estavam ali pela primeira vez, tal como nós, mas andavam interessados nestas práticas, até já haviam comprado alguns livros e filmes sobre isso.
A rapariga que havia convidado o tal casal nosso amigo – a Luísa – veio ter connosco ajoelhando-se junto de nós. Estava vestida com um fato todo inteiro, tipo fato macaco, preto, em látex, e aberto na frente deixando antever os seios cheios, usando umas botas de salto alto cujo cano lhe chegava ao joelho. Ao ouvir os meus receios, porque o Miguel não parava de rir e de gozar comigo, sorriu e explicou que era tudo muito simples nestas festas e que, das pessoas que frequentavam estas festas, existiam apenas aqueles que apreciavam ver o que se passava e tinham prazer apenas em ser meros assistentes e existiam aqueles que já tinham alguma prática e gostavam de fazer algumas demonstrações. Mas, o objectivo principal da festa era mesmo conversar sobre BDSM, trocar experiências, e existiam alguns espaços privados para quem quisesse dar largas às suas fantasias e fetiches.
Estava até ser bastante interessante, na medida em que fomos sabendo mais um pouco sobre estas práticas que davam prazer a tanta gente e que vinham sendo cada vez mais praticadas pelos casais. Mas, confesso que eu continuava a afirmar que isto me ultrapassava e que não seria capaz de o fazer. Devo dizer que mantenho algo da opinião de há oito anos atrás, embora tenha mudado alguns pontos de vista nos últimos dois anos.
A dada altura disseram que iria começar uma prática de submissão e que, os que se haviam inscrito como ‘escravos’ deveriam dirigir-se à sala principal. Lembram-se? Era aquela que tinha o tal estrado.
Curiosa como sou lá fui tentar espreitar à outra sala, mas não me deixaram entrar de imediato, explicando em seguida o que se iria tratar ali. Cada ‘escravo’ – ele ou ela – seria preso pelas correias nos tornozelos e pulsos, e usando de um chicote em cabedal com uma tira trançada, o/a Mestre aplicaria algumas chicotadas no corpo à sua disposição.
Vocês podem imaginar a minha cara quando ouvi isto – fiz uma careta tal que, até o rapaz que me explicou isto, deu um sorriso irónico e abanou a cabeça.
E, decidi que estava na hora de ir embora e que, para mim, chegava de festas destas – particular ou não, de gente conhecida ou não. O certo é que cheguei junto da mesa, agarrei na mochila e disse:
- Já vi o suficiente e vou indo. Até amanhã.
Ficaram estáticos, mas sabendo como eu sou decidida, encolheram os ombros e lá ficaram. O Miguel levantou-se e veio sem dizer uma palavra, apenas mantendo aquele seu sorriso de gozo, apanhando-me já na rua, dado que tinha saído disparada sem esperar por ninguém. Eu sabia que para ele ficar não tinha qualquer importância, mas não necessitava ter vindo.
O pior foi quando ele me deixou em casa. Subiu, como sempre, sentou-se no sofá e, minutos depois, já ríamos e brincávamos com o que tinha acontecido. Até que o riso deu lugar aos beijos, aos carinhos, às carícias. Pegou em mim ao colo e levou-me para o quarto, deitando-me na cama. Enquanto me beijava, fomo-nos despindo numa ânsia louca, de antecipação do prazer. Até ao momento em que agarrou a fita que me prendia o cabelo e resolveu prender-me os pulsos, um no outro – já o havíamos feito uma vez – mas nessa noite não correu nada bem. Dei um salto, e perdi todo o desejo naquele momento. Só de me lembrar do que havia ouvido falar naquela festa, já me dava arrepios e não eram de prazer.
A nossa noite acabou ali, tendo ele ido para casa. Namorávamos há sensivelmente três meses quando isto sucedeu.
O fim da relação deu-se ao fim de 5 meses e meio de namoro. Um dos últimos acontecimentos relato… da próxima vez.


© Sutra 2009

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The Life – Recuar e avançar

Posted by Sutra under The Life on Wednesday Dec 3, 2008


I
1980.
O ano em que uma coisa minúscula vem ao mundo. […]

Publicado a 22 de Abril de 2008


II
Anos 90.
[…]Acendi a luz, puxei pelo livro que tinha colocado debaixo do colchão e abri-o. No meio, a revista brilhava com as suas fotos proibidas que me fizeram sentir algo que eu desconhecia. ‘Senti coceguinhas na minha barriga’[…].

Publicado a 24 de Abril de 2008


III
Com os meus 12 anos veio também a experiência da primeira masturbação e do primeiro orgasmo. Na altura não fazia a mínima ideia do que isso significava, mas aconteceu quando encontrei um dos vídeos dos meus pais, numa caixa [a mesma, claro] em cima do roupeiro.[…]

Publicado a 28 de Abril de 2008


IV
Foi também aos 12 anos que dei o primeiro beijo de língua.[…]
Abrimos os lábios, encostámo-los e lá começou a exploração. Toques de língua uma na outra, tacteando, experimentando e depois o envolvimento, o sentir que aquilo era bom.
Dava um friozinho na boca do estômago, assim uma sensação que amolecia e me fazia sentir tão bem.
E assim foi o meu primeiro namorado e o primeiro beijo de língua.[…]

Publicado a 30 de Abril de 2008


V
1993.
13 anos.
Namorado: Carlos, da mesma idade que eu, andava na mesma turma e tinha um jeito de quem sabia muito, mais para tentar mostrar algo, do que de facto. […]

Publicado a 6 de Maio de 2008


VI
1994-95
Dos 14 aos 15 anos.
Namorado: João. Meio arruivado, com umas sardas no nariz que o incomodavam a ele mas que eu considerava darem-lhe um ar de graça rebelde, muito natural. A troca tímida de olhares era a constante nos intervalos das aulas.[…]

Publicado a 28 de Maio de 2008


VII
15 anos.
Curte: Chico. […]
Foi assim uma vontade ao primeiro olhar. E não tinha passado nem duas horas após nos conhecermos e já estávamos atracados aos beijos. Mas, ele beijava… ena… só um beijo dele era quase um orgasmo! Os seus lábios pareciam querer abarcar os meus, mantendo-os completamente submissos, entregues às mordidas e aos beijos longos, longos, longos. A língua, envolvida na minha parecia querer permanecer assim por horas, deixando-me sem fôlego.[…]

Publicado a 2 de Junho de 2008


VIII
1995-96
15-16 anos
Namorado: André. [...]
O André foi o primeiro rapaz que me ensinou o que era o sexo oral. Foi o primeiro perante o qual me despi completamente. Foi ele o primeiro que me tocou a vulva com os seus lábios. Que me chupou o clítoris, que me introduziu a ponta de um dedo no sexo, enquanto me lambia. Foi ele o primeiro a quem eu toquei no pénis com meus lábios. Foi dele o primeiro gosto a homem que senti na boca. Foi ele o primeiro que vi vir-se para mim.[...]

Publicado a 4 de Junho de 2008


IX
1997
17 anos
Namorado: Rudolfo. Com os 17 anos veio o anseio pela maturidade, ou pela aparência dela. Aquele ano de quase-maioridade foi repleto de inconstância, de dedicação a estudar, e de pouca vontade para prisões. Apesar disso apareceu o Rudolfo, um namoro um pouco morno, sem grandes paixões, mais por amizade e companheirismo do que outra coisa.

Publicado a 12 de Junho de 2008


X
1998 – Verão.
18 anos.
Quem? Miguel. Um romance que durou tanto tempo como qualquer romance de Verão deve durar. Uma época. Entre o calor do sol e as águas frias do mar. Entre as manhãs quentes e as noites longas de prazer.[...]
A grande característica-qualidade do Miguel era a sua boca, a sua língua. Céus! Mas que maravilhas ele sabia fazer com aquela boca. Eram minetes que me deixavam completamente sem forças dos orgasmos que me fazia sentir. Um verdadeiro ‘lambedor profissional’ o que fazia com que eu ficasse húmida só de pensar nele. Agora imaginem quando estava junto dele e sentia o seu cheiro, o seu toque, a sua boca. Ele beijava-me e o meu corpo ficava tenso como as cordas de um violino, prontas para o toque mágico dos seus dedos.[...]

Publicado a 16 de Junho de 2008


XI
1999.
18-19 anos
Namorado: Luís. O ‘tal’. O que me arrebatou o coração, o corpo e… a virgindade.
Bastante moreno, de olhar cálido, não muito conversador, mas sabendo transmitir em cada gesto o que sentia, pensava e queria. Foi aquele que me fez desejar perder a virgindade e sentir o prazer de fazer amor pela primeira vez. Eu tinha 18 anos, quase 19, ele tinha 20.[...]

Publicado a 18 de Junho de 2008


XII
1999
18 anos
Namorado: Luís – ainda.
Não posso deixar de recordar alguns episódios com o Luís que ainda hoje me fazem sorrir e sentir uma emoção suave e bonita.[...]
Lembro bem da sua mão a subir pelas minhas coxas, acariciando a pele, apertando a carne, fazendo com que se abrissem, involuntariamente, dando passagem aos seus dedos para que tocassem o meu sexo que os chamava. Quase consigo sentir o modo como os seus dedos acariciavam por cima do tecido, a sua língua gulosa enlaçada na minha, o seu pénis duro por baixo do meu rabo, roçando-se nele, e o desejo de fazer amor ali mesmo, apesar das pessoas que passavam esporadicamente, olhando-nos de relance.[...]

Publicado a 27 de Junho de 2008


XIII
1999 – Setembro.
19 anos
Namorado: Luís.
Por agora conto mais uma das nossas aventuras diabólicas, que preencheram o cerca de um ano de namoro.[...]
Sorri, sabendo o que ele queria e soltando o meu cinto de segurança – sim, eu sei que não deveria, mas de outra forma é impossível – debrucei-me sobre o seu corpo e comecei a beijar suavemente o pénis, enquanto as mãos deslizavam por ele em movimentos de vaivém, apertando suavemente, massajando, alisando, enquanto os lábios o rodeavam e a língua saboreava o seu gosto deslizando pela pele.[...]

Publicado a 2 de Julho de 2008


XIV
2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…[...]

Publicado a 15 de Julho de 2008


O XV está a sair…

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The Life – XIV

Posted by Sutra under The Life on Tuesday Jul 15, 2008


2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…
Zona de Belém, perto do rio e nós dois dentro do carro com vontade de mais do que a conversa amena que íamos tendo, enquanto o pensamento se adiantava em deleite, imaginando as cenas seguintes – aquelas que realmente queriamos, de corpos enrolados, línguas entrelaçadas e mãos irrequietas.
E não demorou mais do que uma escassa meia hora de conversa sobre vários assuntos e, eis que nos vimos repentinamente – e finalmente!! – nos braços um do outro.
Adoro estes acasos assim que nos levam a momentos excelentes, dos quais nem estamos à espera, mas que quando surgem, devem ser bem aproveitados.
Estava a um mês de fazer os 21 anos e o Paulo tinha mais seis anos e era tão louco quanto eu.
Mas, aquela foi mais uma daquelas noites de outro mundo em que tudo é fácil, divertido e para ser vivido ao máximo e todos os segundinhos, tendo sido isso mesmo que aconteceu conosco. Durante o tempo de fomo-nos aproximando a cada momento, trocando daqueles olhares que seduzem, enternecem, e que aproximam mais os desejos de dois seres, até que lá nos atracámos aos beijos.
E se ele beijava bem A língua dele parecia que me devorava, tocando cada recanto. Era de tirar o fôlego completamente – quase dava vontade de gritar – socorro! não quero parar de beijar este homem nunca!! – um beijo dos dele, era quase um orgasmo. Eu sei é que não demorou muito para me deixar completamente excitada, só a beijar-me a boca, o pescoço e a morder e chupar a ponta da minha orelha.
Céus!
E quando a acção da língua se estendeu aos dedos e mãos… nem vos digo nada…
Só me apetecia despir rapidamente a tanguinha que trazia, subir a saia, desapertar-lhe as calças e pedir – ‘fode-me!’.
Há melhor palavra que esta para pedir a um homem que nos satisfaça? Não!!
Mas lá fui deixando que ele me seduzisse lentamente, que fosse conhecendo cada pedaço do meu corpo, calmamente, beijando, tocando, apalpando, enquanto eu explorava o dele.
A dada altura foi engraçado porque parou um carro a uns 10m do nosso e estacámos os dois. De respiração acelerada, uma das mãos dele entre as minhas pernas, um dos meus pés no tablier do carro, a minha blusa desabotoada até à cintura, o sutiã desapertado, o rosto dele nos meus seios, a minha mão no membro dele, fora das calças, erecto, gostoso – e como! – e a camisa dele algures espalhada em algum canto do carro. E com uma vontade enorme de rir!
Foram apenas alguns segundos, até acho que quem era se apercebeu do que se passava, até porque o Paulo estava praticamente deitado em cima de mim, e lá foram embora.
Aproveitámos e lançámo-nos um ao outro - literalmente!! Tirou-me a tanguinha que tinha mantido apenas afastada para um lado até ali, para permitir a passagem dos seus dedos à minha humidade, e tornou a penetrar-me com um dedo que explorou o meu interior, introduzindo depois outro, e fazendo com que eu atingisse desse modo o primeiro orgasmo da noite, enquanto a sua boca não parava de viajar entre os meus seios de bicos arrebitados e a minha boca, onde as línguas se perdiam, saboreando-se.
O que sei é que não pudemos mesmo aguentar muito mais tempo, pois ele estava com um tesão enorme e eu completamente molhada e desejosa de mais, apesar do orgasmo sentido.
Ele foi ao porta-luvas e retirou de lá o pacotinho do preservativo, pedindo-me que lho colocasse. Não me fiz rogada e fiz aquilo que ele não esperava – coloquei-o com a minha boca! Também é verdade que eu não tinha muita experiência em fazê-lo, mas já o tinha feito suficientes vezes para que soubesse como o levar quase à loucura.
Depois, puxou o assento dele um pouco para trás e, levantando a saia, passei uma perna para cada lado do seu corpo. Agarrei naquele pénis duro que pulsava entre os meus dedos, e fui introduzindo-o em mim. Devagar, para me ir habituando a ele, apesar de estar bem lubrificada pelos meus sucos, mas sempre introduzindo um pouco mais, até me sentar nele, fazendo com que se enterrasse no meu corpo. Ficámos assim alguns segundos, abraçados, sentindo apenas o prazer da invasão, de ter os corpos unidos. Até que comecei a movimentar-me devagar, sentindo como ele me agarrava os quadris puxando-me contra ele, acelerando o ritmo, apertando as minhas nádegas e, enterrando, enterrando aquele membro, o mais profundamente dentro de mim, com estocadas firmes e vigorosas! A nossa primeira foda foi rápida, intensa, e de gritos!! – Sim, nós gritámos sem problemas e sem pensar se havia vizinhos ou não. Só depois de descansarmos um pouco é que verificámos que não havia ninguém por perto, mas só umas centenas de metros mais à frente, dois ou três carros.
Não ficámos por ali, claro que não! Minutos depois estávamos já lançados noutra!
É verdade que num carro é preciso algum malabarismo para se variar nas posições, mas nós resolvemos fazer as coisas a nosso favor! Como eu não queria ir para o meu apartamento, ficámos no carro, mas mudámos de sítio! Fomos passear até à Caparica e lá ficámos até de manhã!
Lá estávamos mesmo sozinhos, numa das praias que escolhemos e aí, foi no carro… mas fora dele!!
Hum… se aquele capô falasse…
Viemo-nos algumas vezes mais, tivemos mais algumas noites bem intensas, mas nunca passou de uma amizade muito colorida!
Paulo, um caso fugaz e intenso. Mas bom como tudo.
A seguir…

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The Life – XIII

Posted by Sutra under The Life on Wednesday Jul 2, 2008


1999 – Setembro.
19 anos
Namorado: Luís.
Por agora conto mais uma das nossas aventuras diabólicas, que preencheram o cerca de um ano de namoro. Ter começado com o Luís a disfrutar das delícias do sexo (com penetração) foi realmente o melhor que me poderia acontecer. Carinho, apaixonado e maluco q.b. Mas um maluco muito querido e, com ele, o sexo sempre foi uma novidade.
O que vou contar passou-se numa noite de Sábado em que saíamos com amigos, como era habitual. Depois do jantar, fomos tomar café, todos juntos e com eles ficámos até cerca da meia-noite, quando resolvemos dar o nosso passeio. Assim que nos enfiámos no carro, ele disse de imediato:
- Hoje vamos mais longe!
– Onde, amor?
– Vamos à Serra da Arrábida. Esta noite é foda no meio da serra!
– Ao ar livre? Com este frio, , amor?
– Não vais ter frio! Quando te começar a passar as mãos pelo corpo, passa-te o frio! E quem te disse a ti que precisamos de nos despir?
- respondeu, rindo.
O certo é que a ideia de fazer sexo, despindo apenas a parte de roupa essencial ao acto, ao ar livre e no meio da serra, começou a actuar em mim como um potente afrodisíaco, e a minha mão que ía em cima da coxa dele, logo passou para a braguilha, desapertando o fecho e libertando aquele membro que fazia as minhas delícias. Se as carícias que lhe fazia na coxa, já o haviam feito despertar, quando se sentiu preso na minha mão, ergueu-se imponente a pedir por mais, no que não me fiz rogada.
O Luís tentava prestar atenção ao caminho com o máximo cuidado e de 70-80 km/hora que seguíamos, reduziu para 40-50, chegando o assento ligeiramente para trás. Sorri, sabendo o que ele queria e soltando o meu cinto de segurança – sim, eu sei que não deveria, mas de outra forma é impossível – debrucei-me sobre o seu corpo e comecei a beijar suavemente o pénis, enquanto as mãos deslizavam por ele em movimentos de vaivém, apertando suavemente, massajando, alisando, enquanto os lábios o rodeavam e a língua saboreava o seu gosto deslizando pela pele. Abocanhei-o, enquanto ouvia o som dos seus gemidos e suspirava:
- Se continuas, eu venho-me!
Em vez de me conter, sorri e continuei, chupando-o devagar, e aumentando o movimento dos dedos que lhe pressionavam a carne. De repente, senti um solavanco no carro, antes de parar por completo, e ouvi-o em voz rouca:
- Não aguento mais! Tenho de me vir! Onde o queres?
Já algumas vezes que ele havia insistido para se vir na minha boca, mas eu nunca o quis e aquela vez não foi excepção. Depois de tirar a cuequinha, ergui-me do assento, encaixei-me entre o corpo dele e o volante e, sentei-me naquele sexo rijo e pulsante, que se enterrava em mim, ansioso pelo orgasmo. Não decorreram muitos minutos e ele veio-se copiosamente dentro de mim. Ficámos abraçados, com ele ainda rijo dentro do meu corpo. Mas não pensei no meu prazer naquele momento – o meu prazer era o prazer dele. E, apesar de estar em brasa e querer satisfação, eu queria esperar pelo nosso destino. Retirei-me de cima do corpo dele e baixei-me para o lamber ainda, fechando-lhe depois as calças e guardando aquele sexo ainda semi-erecto. Beijámo-nos e só quando me sentei de novo no meu lugar é que reparei que ele tinha saído da estrada e estavamos na berma, no meio do escuro – pois, daí o solavanco.
Isto era sexo! Sexo! Sexo!
Seguimos o caminho, com o gosto a sexo na boca e o odor a prazer no ar.
Fomos na direcção do Portinho e descemos até ao parque de estacionamento onde tem um restaurante – e onde a estrada não tem saída – e saímos do carro de mãos dadas, seguindo pelo carreirinho que vai dar à praia mais à frente.
Pelo caminho fomos trocando beijos cada vez mais acesos, com mãos a passear por dentro da blusa, por baixo da saia – as cuequinhas tinham ficado no carro – e até que não resistimos mais e puxei-o até a uma árvore que ali estava mesmo a jeito. Baixei-me na sua frente, abri o fecho, puxei pelas suas calças e tornei a saborear a sua pele, a sua carne, ainda com o gosto da paixão anterior.
Luís gemia e eu não lhe ficava atrás. Apenas o facto de o sentir entre os meus lábios e, a sua excitação traduzida nos sons roucos que lhe saíam da garganta, excitava-me a ponto de quase ter um orgasmo sem mesmo ele me tocar.
Ergui-me e encostei-me à árvore, ele encostou-se ao meu corpo acariciando o meu sexo húmido e desejoso do dele. Não esperei pelo seu passo seguinte e, agarrando-lhe o membro, introduzi-o dentro de mim, sentindo-o em todo o seu esplendor.
Ele agarrou-me pelas coxas, ergueu-as e enrolei-as em redor da sua cintura, apertando os braços no seu pescoço.
A pressão contra a árvore estava a deixar-me alucinada e esqueci tudo em meu redor apenas para o sentir dentro de mim, naquele movimento de vaivém, umas vezes mais lento, outras mais rápido, umas penetrando até ao fundo, outras quase saíndo do meu corpo e fazendo uma pausa, o que me desesperava pela urgência em satisfação. Até que acelerou o ritmo dos movimentos e atingimos um orgasmo louco, arrepiante, satisfatório, enquanto trocavamos um beijo suado e ofegante.
Terminámos a noite na areia, abraçados a conversar, enquanto trocávamos carinhos.
Foi uma das noites mais loucas e das melhores que demos durante o nosso namoro. Nunca esquecerei aquela serra por causa disso.
Quanto a outras aventuras com ele, talvez um dia fale sobre elas. Agora é tempo de continuar a viagem no tempo.

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The Life – XII

Posted by Sutra under The Life on Friday Jun 27, 2008


1999
18 anos
Namorado: Luís – ainda.
Não posso deixar de recordar alguns episódios com o Luís que ainda hoje me fazem sorrir e sentir uma emoção suave e bonita.
Como por exemplo aquele que aconteceu cerca de uma semana depois de termos feito amor pela primeira vez – e já depois de termos repetido a dose mais umas quantas – numa noite muito quente, a fazer vibrar desejos. Eu faria os 19 anos nesse mesmo mês – Julho – quando isto aconteceu.
Passeávamos junto à praia, de mãos dadas, com silêncios intercalados por beijos, quando resolvemos sentar no muro e, sentada de lado no seu colo, iniciámos uma sucessão de carícias que mais não fez que nos incendiar os corpos que, a essa altura, estavam ainda – ou já – em lume brando. Lembro bem da sua mão a subir pelas minhas coxas, acariciando a pele, apertando a carne, fazendo com que se abrissem, involuntariamente, dando passagem aos seus dedos para que tocassem o meu sexo que os chamava. Quase consigo sentir o modo como os seus dedos acariciavam por cima do tecido, a sua língua gulosa enlaçada na minha, o seu pénis duro por baixo do meu rabo, roçando-se nele, e o desejo de fazer amor ali mesmo, apesar das pessoas que passavam esporadicamente, olhando-nos de relance.
Ficámos ali por longos – ou curtos – minutos, até que, não aguentando mais o desejo mútuo, olhámo-nos fixamente e o Luís fez-me levantar do seu colo, puxou-me por uma mão e atravessámos a estrada para junto daquela moradia mesmo ali em frente.
Aquele louco queria que saltássemos o muro para darmos a queca lá dentro. ‘Está doido’ – pensei eu. E quase que a excitação desaparecia naquele minuto. Mas, a verdade é que acabou por me excitar ainda mais a aventura. O receio do perigo corria nas veias, fazendo o desejo crescer mais ainda. E, lá demos a volta até encontrar o portão baixo que saltámos que nem dois doidos, rindo, depois de ele me garantir que não estava ninguém dentro da casa naqueles dias. Não sei se assenti por ter acreditado mesmo ou porque não quis pensar em esperar mais para satisfazer o desejo.
Estavamos já lá dentro e era o que interessava! Demos a volta à moradia e, da parte da frente, havia um jardim pequeno, apenas com relva fofa e um arbusto baixo – não sei que espécie de árvorezinha, eu lá estava preocupada com as espécies da nossa flora, a minha preocupação era outra… flora. Além disso, era noite escura e a única luz que tínhamos era do candeeiro público a uns 50 metros.
Beijámo-nos e fomos baixando os corpos até nos deitarmos na relva. Depois de alguns minutos de carícias, das suas mãos nos meus seios, bocas coladas, da minha mão a afagar o seu sexo por cima das calças, ele ficou de joelhos, olhando as minhas pernas nuas, afastadas, a saia enrolada na cintura e, desapertando as calças, colocou o pénis erecto para fora; depois tirou-me a tanga vermelha que levava vestida, atirando-a para o lado, e, puxando-me pelas nádegas, fazendo com que levantasse o rabo do chão, entrou em mim com golpes sucessivos, penetrando-me profundamente. Cruzei as pernas na sua cintura e puxei-o mais para dentro do meu corpo, querendo senti-lo em toda a sua plenitude.
Momentos depois recordo que as minhas pernas já estavam nos seus ombros enquanto ele, de joelhos, continuava a empurrar o seu corpo dentro do meu, em movimentos cada vez mais rápidos e desenfreados, levando-nos à loucura. Viémo-nos assim, entre suspiros, gemidos e palavras apaixonadas.
No final, ele guardou a minha tanga vermelha no bolso das calças e disse que ficava com ela. Fui nua debaixo da saia até à casa de férias que os meus pais tinham alugado. Se eles estivessem acordados, nem sei como me sentiria, só de imaginar como eu estava.
Foi dos orgasmos mais fortes que tivemos juntos. O receio de que alguém passasse junto ao muro e nos ouvisse, ou se fôssemos apanhados lá dentro, fez subir a adrenalina, dando-nos mais prazer.
Foi aí que comecei a adorar aquela posição de colocar as pernas nos ombros. Foi a primeira vez mas não a últimas que a fizemos. Sempre me deixou completamente louca essa posição.
Há ainda outro episódio que já contei [mas vou contar de novo] com o Luís. Digamos que foram aqueles mais marcantes, apesar de terem existido outros que contarei um dia.

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The Life – XI

Posted by Sutra under The Life on Wednesday Jun 18, 2008


1999.
18-19 anos
Namorado: Luís. O ‘tal’. O que me arrebatou o coração, o corpo e… a virgindade.
Bastante moreno, de olhar cálido, não muito conversador, mas sabendo transmitir em cada gesto o que sentia, pensava e queria. Foi aquele que me fez desejar perder a virgindade e sentir o prazer de fazer amor pela primeira vez. Eu tinha 18 anos, quase 19, ele tinha 20. Já nos conhecíamos há muito tempo, nem sei dizer quanto, mas a verdade é que nem tudo é contabilizável. Tínhamos amigos em comum, invariavelmente saíamos juntos quando eu estava de férias, mas nunca nada faria imaginar que resultaria numa relação que durou cerca de ano e meio, com muitas idas e vindas, separações e recomeços. E numa dessas noites em que saímos, tudo começou. Não me lembro do nosso primeiro beijo, nem onde ou como. Estranho, não é? Mas recordo apenas ele, os momentos que passámos, soltos, sem qualquer ligação cronológica.
Recordo a primeira vez que fizemos amor – a minha primeira, não a dele – e foi doce, terna. Talvez porque escolhemos aquela noite de antemão, porque decidimos qual o local onde queríamos que acontecesse. Desejávamos a noite perfeita. A dor foi rapidamente esquecida pelos seus afagos, pelo carinho e paciência com que me tratou.
Depois de sairmos do bar habitual, passámos pela casa de um amigo comum, onde fomos buscar toalhas de praia. Fomos à farmácia onde comprámos preservativos numa máquina.
Depois, seguimos pelo passeio junto ao muro, a caminho da praia. Demorámos mais de uma hora a chegar ao destino, entre beijos, abraços, risos e carícias – as areias banhadas pela Lua e as águas quase a tocar nossos pés, onde mergulharíamos em seguida.
Assim que chegámos, estendemos as toalhas na areia, juntas, semi-sobrepostas, para nos proteger dos grãos incomodativos. Despimo-nos lentamente, olhando um para o outro, com timidez, receio, e paixão, muita paixão. Ele colocou a caixinha de preservativos em cima da toalha e aproximou-se de mim, tocando o meu rosto e começando por me beijar os olhos, rosto, testa, lábios, com toques suaves que nem penas. Tudo era suavidade entre nós. Fez-me deitar na toalha e deitou-se a meu lado e as carícias continuaram, tocando cada centímetro de pele, fazendo-me sua. Recordo apenas o quanto tremia de desejo e antecipação, e o quanto ele estava excitado e quente. Apaixonados.
A lua iluminava-nos e ao longe alguns carros passavam, talvez com mais alguns casais que se espalhavam pela praia em noites como aquela – fim de Primavera, início de Verão.
Ele foi delicado e penetrou-me com suavidade, tentando, esperando, forçando de novo e, a pouco e pouco foi entrando em mim, fazendo com que me habituasse à sua presença dentro do meu corpo e ao calor que dele emanava. A dor foi desaparecendo e foi dando lugar ao prazer. Até que ele não conseguiu conter-se mais e teve um orgasmo desenfreado que o fez tremer inteiro. Não parou de me acariciar com os dedos e minutos depois levou-me a mim ao cume do prazer, fazendo com que a minha primeira vez fosse mágica e bela.
Depois, tomámos banho nas águas calmas que nos aguardavam e com vontade de nos termos novamente, ele foi buscar mais um preservativo, colocou-o e fizemos amor de novo dentro de água.
Foi mágico porque o desejava. Mágico porque o adorava, porque me fazia sentir mulher e porque me excitava terrivelmente.
Tivemos mais alguns episódios dos quais já falei aqui, mas que vou recordar de novo, dentro de dias.

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The Life – X

Posted by Sutra under The Life on Monday Jun 16, 2008


1998 – Verão.
18 anos.
Quem? Miguel. Um romance que durou tanto tempo como qualquer romance de Verão deve durar. Uma época. Entre o calor do sol e as águas frias do mar. Entre as manhãs quentes e as noites longas de prazer.
Conheci o Miguel num bar na Praia da Rocha. Estive por lá três semanas de férias e, numa das noites de deambulação com um grupo de amigos pelos bares, cruzei-me com o olhar daquele moreno de estatura mediana, olhos escuros e cabelo meio revolto. Não era o tipo de homem de chamar a atenção de imediato, mas tinha um sorriso meio tímido que encantava. Encantou-me a mim. Nos meus 18 anos recém-atingidos, tudo fiz para lhe chamar a atenção, desde soltar risos num tom um pouco mais elevado, levantar-me do meu lugar e ir ao balcão pedir alguma coisa quando ele estava sem atender ninguém, olhar pelo cantos dos olhos em busca do seu olhar, até que acabei por me sentar num banco alto, ao balcão, depois de lhe ter pedido uma infinidade de coisas – leia-se atenção.
Quanto mais o sentia resistir, mais vontade sentia em provocá-lo: a eterna dança da caça e do caçador. Mas a resistência não demorou muito a ser quebrada e, nessa noite, pouco mais de duas horas depois de ter saído do bar, trazia comigo o seu número de telemóvel e deixava com ele o meu. Qual de nós iria ligar primeiro?
Esperei um dia, dois, três. E ao quarto dia resolvi telefonar-lhe. Mais que isso: resolvi ir ao bar nessa noite. Só tinha de convencer alguém a ir comigo. Cheguei da praia com a ideia de lhe ligar, mas quando tirei o telemóvel do saco, deparei-me com uma sms sua a dizer: ‘nunca mais cá voltaste, estás boa? sabes quem sou?’. É claro que sabia quem era. Embora o interesse tivesse esmorecido um pouco com os novos conhecimentos daqueles últimos três dias. Mas, a ideia de o ver de novo causou aquela excitação usual da ansiedade pelo que é novo. Respondi, também por sms, que aparecia lá nessa noite.
Fui com uma das amigas, a Cláudia, e lá seguimos até ao bar, eram umas 23 horas. Ficámos ao balcão até que apareceram os nossos amigos mais tarde e fomos todos para uma mesa. Quando eram quase duas horas eles resolveram ir a outros lados e eu optei por ficar. E sentei-me de novo ao balcão. – Não vais com os teus amigos? – perguntou-me. – Não, agora estou interessada em conhecer um novo amigo.
Ele sorriu e avisou: – Só saio daqui por uma hora, mais ou menos. – Não faz mal, eu espero. De preferência de garganta molhada – e pedi mais uma Cola.
Uma hora depois saímos e fomos caminhar pelo passeio junto da praia. E foi nessa mesma noite que nos abraçámos e beijámos pela primeira vez. Mas foi o início de algo muito intenso, muito erótico, muito sexual. Muito sexo… oral. Nada de penetrações: ainda estava sinalizado com ‘sentido proibido’. E ele, nos seus vinte anos, respeitou.
A grande característica-qualidade do Miguel era a sua boca, a sua língua. Céus! Mas que maravilhas ele sabia fazer com aquela boca. Eram minetes que me deixavam completamente sem forças dos orgasmos que me fazia sentir. Um verdadeiro ‘lambedor profissional’ o que fazia com que eu ficasse húmida só de pensar nele. Agora imaginem quando estava junto dele e sentia o seu cheiro, o seu toque, a sua boca. Ele beijava-me e o meu corpo ficava tenso como as cordas de um violino, prontas para o toque mágico dos seus dedos. A sua habilidade em arrancar-me orgasmos seguidos era impressionante para os vinte anos que tinha. Anos depois e, à medida que fui tendo outra experiência em outras relações, ainda me questionava sobre a sua experiência ou o seu empenho. Ou ambos. Cheguei a conhecer homens mais velhos, mais experientes, que não tinham a mesma perfeição no uso da língua e dedos.
Eu adoro sexo oral, adoro sentir uma língua a explorar todos os recantos do meu sexo, a afastar os lábios com os dedos, para permitir a passagem da língua, o apertar do clítoris com os lábios, puxando-o levemente. A penetração profunda da língua, o movimento lento acariciando a carne macia, ou rápido e ansioso, recebendo na boca o néctar que sai de dentro de mim sem parar. Sentir como me lambem, ou a penetração de um dedo, enquanto os lábios chupam o clítoris. Os movimentos alternados entre urgente e suave. E depois… vir-me e sentir como me bebem e pedem mais. E a repetição, a insistência. Novo orgasmo.
O Miguel, jovem algarvio, de 20 anos, ficou na minha memória para sempre. E na do meu diário. Como todas as coisas boas que sempre ficam.
Quando terminei essas semanas de férias, voltei a casa – nessa época, vivia em Setúbal – e voltei ao Algarve uma semana depois para mais duas semanas de férias. O romance terminou no fim dessas semanas.
Foi um romance tão quente como aquele Verão.

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The Life – IX

Posted by Sutra under The Life on Thursday Jun 12, 2008

1997
17 anos
Namorado: Rudolfo. Com os 17 anos veio o anseio pela maturidade, ou pela aparência dela. Aquele ano de quase-maioridade foi repleto de inconstância, de dedicação a estudar, e de pouca vontade para prisões. Apesar disso apareceu o Rudolfo, um namoro um pouco morno, sem grandes paixões, mais por amizade e companheirismo do que outra coisa. Do grupo mais chegado do ‘liceu’ éramos os únicos que não andávamos. E, por tanta insistência e tentativa de armar de ‘casamenteiros’ por parte dos nossos colegas, lá acabámos por começar a namorar. Nunca cheguei nem perto da vontade de fazer amor. Decididamente, se não tinha sido antes com o André, não seria com o Rudolfo. Uma relação pontuada por muitos abraços, menos beijos e algumas carícias que nunca avançaram mais do que pelos seios, por baixo da roupa, ou pelos sexos, por cima da roupa. ‘Sem sabor’, ‘insonsa’! Um ‘andar por andar’.
O facto de estar mais preocupada em estudar levou a que permanecesse com ele mais tempo do que seria de esperar para um namoro tão desprendido. Acho que ele também não estava muito interessado em alterar alguma coisa na nossa relação. Estava acomodado. Aliás, estavamos ambos.
Mas o Verão de 1998… hum…

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The Life – VIII

Posted by Sutra under The Life on Wednesday Jun 4, 2008


1995-96
15-16 anos
Namorado: André.
Conheci o André no início do ano lectivo 1995/96 – ele era da minha turma. Mas, confesso que não prestei muita atenção ao rapaz durante os primeiros tempos de aulas, e nem nunca trocámos uma palavra, até porque ainda andava de pensamento numa só pessoa – o João. Entretanto, veio o Chico, de quem já falei – a curte que não durou mais que uma festa de aniversário e dois encontros no liceu. Na verdade, acho que nem me apercebi que o André era meu colega. Ele era mais velho que eu dois anos – tal como o Chico – e estava na minha turma porque tinha chumbado por duas vezes.
A nossa aproximação deu-se já em Novembro quando, numa tarde de chuva, ele me ofereceu boleia até casa, ao ver-me a correr sem chapéu. A mãe veio buscá-lo e levou-me também, deixando-me à porta do prédio onde morava na altura.
Depois disso é que começámos a conversar de vez em quando pelos corredores, nos intervalos dos tempos, e a tirar dúvidas – ele era um expert em matemática e uma nódoa a português, filosofia e história. Daí o chumbo. Eu era um horror em matemática mas era uma excelente aluna a português e filosofia e safava-me bem a história. E lá juntámos o útil ao agradável e começámos a estudar juntos.
Foi umas semanas depois que as coisas começaram a mudar entre nós, numa das tardes de estudo em casa dele, sentados no sofá da sala, com os livros no colo. Lembro que a TV estava ligada no MTV, mas não sei a que propósito é que ficámos os dois a olhar para um clip qualquer, só sei que isso mexeu comigo e com ele também. Quando o clip terminou olhámo-nos e senti-me corar. A partir daí, qualquer toque de mãos era tipo um choque eléctrico e deixava-me embaraçada, até que numa das tardes, essa na minha casa, ele chegou mais perto e deu-me um beijo no rosto e cheirou o meu cabelo, dizendo ‘gosto do cheiro do teu cabelo, Su’. Apeteceu-me naquele momento, dar-lhe um beijo nos lábios, mas contive-me. Ainda era muito envergonhada nessa altura. Acho eu.
Mas, foi logo no dia a seguir que o primeiro beijo entre nós aconteceu. Não vou dizer como foi, ou o que senti, já se imagina, até porque a essa altura eu já estava apaixonada e só me perguntava porque não tinha reparado logo nele. Só que, não há dúvida de que cada coisa acontece no seu tempo certo.
Depois do beijo, ele apenas disse que queria namorar comigo e não apenas ter uma curte e eu… disse que sim, claro. Estava doida por isso.
Começámos a namorar no dia 28 de Novembro de 1995.
O André foi o primeiro rapaz que me ensinou o que era o sexo oral. Foi o primeiro perante o qual me despi completamente. Foi ele o primeiro que me tocou a vulva com os seus lábios. Que me chupou o clítoris, que me introduziu a ponta de um dedo no sexo, enquanto me lambia. Foi ele o primeiro a quem eu toquei no pénis com meus lábios. Foi dele o primeiro gosto a homem que senti na boca. Foi ele o primeiro que vi vir-se para mim.
A transição dos 15 para os 16 anos foi um manancial de descobertas sexuais no domínio da boca, da língua, dos dedos. Explorávamo-nos mutuamente até arrancarmos orgasmos seguidos. Mas nem assim eu quis avançar para a relação sexual completa. Não sei porquê, algo me impedia. Mas desfrutava soberbamente de cada momento que estávamos juntos. O André tinha uma habilidade que melhorava a cada dia, sempre na busca da perfeição. Ou quase-perfeição. Também me ensinou como tocar, como lamber um sexo masculino. Como chupar. Como abrir os lábios e deixar que me penetrasse a boca, em movimentos que simulavam o acto sexual. Como engolir o seu pénis lentamente, até abrigar a maior parte daquela carne latejante na minha boca.
Com ele aprendi bastante de sexo oral. Aprendemos ambos. Foi uma relação de altos e baixos em que a constante era mesmo o sexo. Com as limitações que eu impunha.
Este namoro continuou no ano lectivo seguinte e permaneceu até pouco antes do Natal. Depois dele, estive uns meses sem ninguém. Até 1997 e os meus 17 anos.

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The Life – VII

Posted by Sutra under The Life on Monday Jun 2, 2008


1995.
15 anos.
Curte: Chico. Dias depois do fim do namoro com o João, aquele desespero dos primeiros dias parecia ridículo. O olhar já vagueava por outros olhares, por outros rapazes. A insinuação natural feminina já se notava no caminhar pelos grupos da sala de convívio. Aquela vaidade típica que sentimos quando nos queremos fazer notadas. E foi quando o Chico ‘apareceu’. Numa festa de aniversário – o quanto estas festinhas nos proporcionavam – em que os presentes, na sua maior parte, eram mais velhos que eu.
E não estou a falar de nenhum namoro, foi mesmo uma curte! E que coisa que nos deu. Tratava-se do Chico, de cabelo encaracolado, loiro, olhos azuis. Uma perdição – e o único loiro com quem tive ‘qualquer coisa’ – a minha preferência sempre recaiu nos morenos.
Foi assim uma vontade ao primeiro olhar. E não tinha passado nem duas horas após nos conhecermos e já estávamos atracados aos beijos. Mas, ele beijava… ena… só um beijo dele era quase um orgasmo! Os seus lábios pareciam querer abarcar os meus, mantendo-os completamente submissos, entregues às mordidas e aos beijos longos, longos, longos. A língua, envolvida na minha parecia querer permanecer assim por horas, deixando-me sem fôlego. Eram beijos mesmo com gula, vontade, e que nos fez rebolar no chão de uma das divisões alcatifadas da casa, enquanto as mãos irrequietas passeavam por todo o lado, apertando seios, acariciando-me entre as coxas, por cima da roupa, apertando o rabo para pressionar os quadris de encontro aos seus, as minhas mãos nas suas costas, no sexo, no rabo masculino de desportista. Foi mesmo um tesão doido! Deitada no chão, de pernas afastadas, as calças de ganga não eram impedimento para sentir o seu estado de excitação, enquanto ele meneava as ancas entre as minhas coxas, o seu sexo inchado de encontro ao meu, quente e ansioso. As suas investidas de simulação do acto sexual deixavam-me doida e eu gemia e transpirava entre os seus braços. Nada de palavras. Só sensações, gemidos, suspiros e o roçar de roupas e corpos.
Foram umas horas que nos deixaram em ponto de rebuçado… mas… ficou por aí mesmo.
Os amigos riam porque diziam que desde que nos tínhamos cruzado que o ambiente aquecera e que quase pegara fogo logo com o primeiro beijo!
Se fosse hoje, Chico, teríamos ido para o quarto e terminado o que começámos. Ainda nos cruzámos no liceu mais duas vezes. Em cada um desses momentos, refugiámo-nos atrás de um dos pavilhões, o meu corpo pressionado pelo seu, contra a parede do edifício. Numa das vezes eu estava de saia e ele ergueu-me e fez-me sentar na sua cintura, enfiando as mãos por baixo do tecido, apalpando o rabo, enquanto as nossas línguas dançavam em fúria de desejo. Os seus dedos deslizaram por baixo da cuequinha que tinha vestida e senti o toque dos seus dedos a massajar-me. Tive de o fazer parar por ali, antes que me viesse. Senti prazer mas também senti vergonha de aparecer junto dos colegas depois. Aquele rapaz-homem, de quase 18 anos, deixava-me louca de vontade de mais. Mas a razão ainda falou mais alto. Depois do segundo encontro no liceu, o terceiro no total, resolvemos que seria melhor afastar. Ele tinha namorada já nessa altura e eu não sentia por ele mais que vontade… de foder. No entanto, não era ainda a altura certa para isso. Não era ele ainda quem me despertava a vontade de perder a virgindade.
Depois do Chico, veio o André. E, com ele… a minha experiência sexual aumentou. Aliás, aí é que se pode dizer que começaram as primeiras lições. Com… sexo oral…

Ah pois é... achavam que iria ficar eternamente só pelos beijinhos?

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The Life – namorados, casos

Posted by Sutra under The Life on Thursday May 29, 2008

Antes de dar continuidade… deixa lá fazer um… ‘apanhado geral’.
O Ricardo, o Chico, o João, o Miguel, ou o Paolo (o espanhol). Pedro, Zé, Quim, Paulo, Carlos, André, Pedro (outro), Sérgio, Igor, Fernando, Paulo (outro), Miguel (outro), P.,Luís, Rui, Vítor, João (outro), Rafael, Daniel, ‘Ele’. Não propriamente por esta ordem.
Aventuras, namoros, casos, quecas, curtes. Paixão, desejo. Amor. Vontade.
Agora… venha o restante desenrolar de aventuras, segredos, fantasias e experiências a que já me acostumei a derramar no fundo branco deste site.

Eu tinha de fazer esta reflexão… Oops! é para não me perder… Oops!

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The Life – VI

Posted by Sutra under The Life on Wednesday May 28, 2008


1994-95
Dos 14 aos 15 anos.
Namorado: João. Meio arruivado, com umas sardas no nariz que o incomodavam a ele mas que eu considerava darem-lhe um ar de graça rebelde, muito natural. A troca tímida de olhares era a constante nos intervalos das aulas. Não éramos da mesma turma, mas as nossas salas de aula ficavam no mesmo pavilhão, no mesmo piso. Por isso, o encontro era constante e os amigos em comum. Uma primeira festinha de aniversário foi o princípio de tudo entre nós. A proximidade, a música. Dos risos aos toques de mãos. Do abraço ao beijo. A curte. Muitos beijos, muitos abraços, encostar de corpos, roçar de peito. Entrelaçar de pernas.
Essa foi a primeira vez que curtimos, mas não a última, antes de começarmos mesmo a namorar. Aliás, na escola éramos considerados um ‘parzinho’ muito antes de ele se virar para mim e perguntar: ‘queres namorar comigo?’. Parecia daquelas coisas à ‘antiga’, eu que achava que já nem era preciso pedir, bastava demonstrar a vontade.
Nessa semana, na escola, trocámos mais uns beijos num dos intervalos. Duas semanas depois, outra festa e curtimos de novo.
Depois, uma festa de Carnaval e lá nos enrolámos de novo em abraços, beijos, toques de mãos. De cada vez, a exigência era maior na busca de sensações.
Pouco antes de começarmos a namorar, veio a experiência curiosa e excitante com mais quatro colegas: Paula, Diogo, Carlos e Glória.
Era uma tarde chuvosa. Eu, fechada no sótão, olhava pela pequena janela redonda a chuva que caía incessantemente. Não tinha havido aulas nesse dia e os meus pais tinham ido trabalhar, deixando-me só em casa, com a senhora que vinha fazer a limpeza diariamente. Na verdade, ela vinha apenas algumas horas por dia e eu ficava sozinha a seguir ao almoço e até à hora de a minha mãe chegar pelas 17 horas.
O João telefonara na hora de almoço para saber o que eu ia fazer de tarde e se queria passar pela casa dele, mas recusei. Não me apetecia sair do meu canto, principalmente com o dia assim. Disse-lhe para vir ele e que poderíamos ficar no sótão na conversa ou entretidos com algum jogo. Disse-me que esperava o Carlos, a Glória, a Paula e o Diogo, e que não sabia se eles quereriam ir.
Eram 14h30m quando tocaram à campainha, já a D. Natércia tinha ido embora, fazendo com que saísse junto da janela e descesse as escadas apressadamente. Eram eles cinco, abrigando-se debaixo de guarda-chuvas.
Fiquei super contente com a sua vinda e, rumámos directamente para o sótão, depois de ir buscar algumas camisolas e casacos para trocarem pelas molhadas.
Já com roupas secas, resolvemos jogar à verdade ou consequência, como fazíamos muitas vezes nas casas uns dos outros e até nos intervalos das aulas. Mas, naquele dia tudo parecia diferente. O ambiente, as palavras., os sorrisos, as perguntas, as insinuações e… as consequências.
O Diogo começou por mandar a Glória despir a camisola, como consequência. Seguiu-se o João a mandar-me tirar o casaco. Depois, a Paula que tirou as botas, o Carlos que despiu a camisola, o João, o Diogo. E não demorou muito para estarmos apenas com t-shirts.
O ambiente estava quente e não apenas por o aquecedor estar ligado, mas pelos nossos corpos e pela aventura que estávamos a viver. Pensando bem, hoje, não era nada de especial, mas naquela altura era algo tão diferente, tão… novidade. Provocávamo-nos continuamente e estávamos num impasse se continuávamos a despir ou não. A curiosidade atraía-nos e, sem nos questionarmos, continuámos o jogo.
Meia hora depois estávamos apenas em lingerie, nós raparigas, e eles em boxers. A excitação era notória nos bicos dos seios ainda em crescimento e naquele volume que eles tentavam disfarçar, mas ao mesmo tempo se orgulhavam. Um misto de vergonha e de vontade de mostrar a sua masculinidade. Os nossos rostos corados de excitação e vergonha. Mas com vontade em ver ainda o que dali poderia surgir. Separámo-nos dois a dois, espalhando pelo espaço, eu ao colo do João, a Glória quase deitada nas pernas do Carlos, a Paula no meio das pernas do Diogo. Houve beijos, línguas entrelaçadas, roçar de dedos em seios, coxas apertadas contra coxas. Calor, desejo. E nada mais.
Ficámos assim naquele ambiente excitante por mais alguns minutos. Eram quase 17 horas e a minha mãe estava quase a chegar e foi o que nos fez parar. Se tivéssemos continuado, não sei que mais teria acontecido.
Poucos dias depois, já bem no fim de Fevereiro, em mais uma tarde no meu sótão.Eu estava de cabeça deitada no colo dele enquanto ele me mexia nos cabelos. Uma manta cobria-me até ao pescoço e ele estava enrolado noutra, já que o tapete, apesar de grosso, não evitava que passasse o frio do chão. E as suas mãos desceram para o pescoço onde ficaram a fazer festinhas durante alguns minutos, não interrompendo a conversa. Falávamos sobre a escola, sobre as dificuldades, professores, colegas, os namoros deste e daquela. E as mãos desceram mais um pouco, já roçando a elevação dos seios. Seios… algo pequeno ainda que mal fazia volume, mas que já sabia denunciar perfeitamente quando me excitava. Como naquele momento. E ele brincava com os bicos que sentia mais rijos, já que os seus dedos haviam passado para debaixo da camisola. Suspiro aqui, suspiro ali e a conversa ficou esquecida, dando lugar ao encostar de lábios e entrelaçar de línguas. Beijos lentos, tacteadores. Beijos de eternas descobertas. Até que me virei e fiquei semi-deitada no seu colo, enquanto ele me abraçava pelas costas. Voltámos a falar quando a respiração voltou ao normal.
E ele pediu-me em namoro. Não recordo agora o diálogo, nem cheguei a anotar as palavras. Só as sensações. O gosto doce da boca dele na minha. Nesse dia permanecemos no sótão até depois da minha mãe chegar a casa. Pela primeira vez tocou-me entre as coxas, acariciando com a palma da mão, por cima da roupa. As sensações que passavam pelo meu corpo sempre que ele descia a mão e a apertava contra o meu sexo, eram indescritíveis. Também o toquei no volume acentuado do sexo. Acariciei, a palma da mão a subir e descer por aquela dureza que que latejava.
Aproveitámos para estar languidamente deitados nos braços um do outro enquanto estivemos sozinhos, para depois estudarmos quando a minha mãe chegou. Foi a forma de passarmos mais tempo juntos sem ela se aperceber do que se passava. Vim a saber algum tempo depois, que ela se apercebeu desde o início.
O tempo que usufruímos juntos foi muito bom e bonito. Mas também terminou um dia, meses depois, já eu estava com 15 anos. Em Outubro, quando ele conheceu uma outra miúda e se interessou por ela. Fiquei triste na altura, senti-me abandonada, trocada. E, como acontece nestas idades, extrapolamos tudo ao máximo, parecendo que o mundo vai acabar só porque um namorado nos troca por outra. Mas, na verdade, foi só um namoro que terminou. Um namoro de adolescente.

Atenção ao próximo

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The Life – V

Posted by Sutra under The Life on Tuesday May 6, 2008


1993.
13 anos.
Namorado: Carlos, da mesma idade que eu, andava na mesma turma e tinha um jeito de quem sabia muito, mais para tentar mostrar algo, do que de facto. Mas achei-lhe graça, principalmente porque adorava contrariá-lo quando ele começava a tentar contar as suas histórias nas quais tentava aparentar ser um herói. Chegámos a discutir algumas vezes, pois ele ficava todo irritado sempre que eu tentava desdenhar das suas façanhas em que ele aumentava sempre mais uma enorme percentagem de fantasia em relação à realidade.
E, entre teimosias, picardias e algumas brincadeiras e joguinhos, lá nos fomos conhecendo melhor e, ao fim de dois meses de aulas, começámos a namorar.
Como foi? O mote foi dado num jogo de futebol.
O grupo das raparigas tinha ido ver o jogo de futebol da nossa turma, no torneio inter-escolas que tinha começado. Ainda eram só alguns jogos de treino, mas nós estávamos lá sempre que podíamos para apoiar os rapazes. Quando chegou o intervalo fomos até junto dos balneários – não era para os espreitar – quer dizer, nós até tentámos, mas não adiantou grande coisa. E como eles estavam a perder o jogo – não me recordo por quantos e não anotei no diário, nessa altura – queríamos dar uma força.
Não resisti a dizer que eles pareciam uns franguinhos e que, a jogarem tão mal, não acreditava que ganhassem. Na verdade, eu queria fazer sair o espírito de macho tipo queres ver do que sou capaz?, com aquele desafio, mas o Carlos ficou tão furioso que nem me deixou dar o beijo de boa sorte como demos todas a toda a equipa – beijo inocente no rosto. Dele, só obtive um vais pagar-mas, e eu esperava que sim – no resultado do jogo e não só.
E, realmente, parece ter dado resultado, porque ele meteu um golo logo no início da segunda parte da partida. Acabaram por ganhar com uma diferença de um golo, mas o mais giro foi o ar vitorioso dele no fim do jogo, embora confesse que eu também devia ter o mesmo ar, vaidosa por ter dado resultado aquele meu desdém-fingido.
Quando saíram dos balneários, lá estavamos nós à espera deles, e o Carlos puxou-me para o lado, para me perguntar se eu ainda queria dar o beijo ao franguinho, mas dessa vez de «parabéns». Respondi-lhe que já tinha passado o prazo, mas ele agarrou-me desajeitadamente e deu-me um beijo nos lábios. Nota de rodapé no diário – gostei do beijo, a pele dele estava perfumada e apeteceu-me continuar. Devo ter corado tanto.
A partir daí, havia algum embaraço, olhares cúmplices e mais alguns quase-beijos, durante dois dias. Quase-beijos – expressão engraçada – são daqueles que tocam no cantinho dos lábios, do género falta só um bocadinho assim – e ainda não ouvia o do Danoninho.
Começámos a namorar a namorar três dias depois desse jogo de futebol. Ele enviou-me um bilhete na aula a dizer que gostava muito de mim e eu retribuí. No intervalo seguinte, demos o primeiro beijo. Nota de rodapé no caderninho – foi atrás do pavilhão das aulas de inglês.

Este já foi um namoro com mais alguns avanços. Já me considerava experiente, imagine-se. Mal sabia eu que ainda aprenderia o que sei hoje. E tanto que ainda há por aprender. Que bom.
Umas das notas sublinhadas que tenho no diário é – «senti uma impressão muito grande na barriga quando ele me tocou no peito».
Pois é… O Carlos foi o primeiro a explorar um pouco do meu corpo. A verdade é que não passou dos seios e do rabo, não se aproximando do meu sexo, mas as sensações que ele me fazia sentir deixavam-me de um modo que eu não sabia explicar bem, nem entendia o que significava concretamente. Ficava excitada, aprendi algum tempo depois. Tal como me faziam sentir as revistas do meu pai que eu via às escondidas, mas melhor ainda, porque sentia as carícias no meu próprio corpo.
Os bicos dos seios ainda pequenos, ficavam durinhos, espetados contra as blusas que vestia ou contra o sutiã que raramente usava.
Curioso como recordar isto a esta distância se torna engraçado e me faz pensar – mas como eu era!
Com o Carlos também eu me atrevi a ir mais longe nas minhas explorações e, não foram raras as vezes em que a minha mão dançou por cima das suas calças, acariciando timidamente a dureza que sentia entre as suas coxas. E como me excitava…
As mãos dele também ora apertavam os seios, ora apalpavam o meu rabo, principalmente quando estava sentada ao seu colo, como fazíamos muitas vezes. E foram tantos os momentos em que, com as pernas em redor da sua cintura, eu me atrevia a balançar o corpo de forma a deixá-lo ainda mais excitado o que demonstrava pelo rubor que o invadia. E no meu sexo, sentia o corpo duro dele, enquanto me apertava com força contra o peito.
Mas nunca passou disso.
Na verdade, acho que fui vivendo cada experiência no tempo certo.
Este foi o namoro que marcou os meus 13 anos.

E vou avançando para… outras experiências…

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The Life – IV

Posted by Sutra under The Life on Wednesday Apr 30, 2008


Anos 90 [ainda].
Foi também aos 12 anos que dei o primeiro beijo de língua. Já falei aqui de como foi essa experiência, mas revendo:


Aos 12 anos trocava aqueles beijos fugidios, de brincadeira e experiências com os coleguinhas de escola. Entre os 9 e os 12 anos, moravamos em Évora e aí, era algo mais pacato, também não tão ambientada, pois nem fiquei por lá muito tempo – apenas esses dois anos.
Foi na ida para Portalegre, nesse ano e poucos meses em que lá ficámos. Novos colegas, novas malandrices, brincadeiras e inovações sem parar. Ávida de descobertas, recordo que não hesitava quando era para experimentar algo novo, embora tenha tido sempre alguma tendência de me rodear de algumas cautelas. Questões da educação que os meus pais me deram.
Paulo era um colega com uns olhos enormes, azuis. Tinha um sorriso atrevido, apesar de alguma espécie de timidez quando falava comigo. Tenho uma fotografia dele – daquelas de grupo da escola, sabem? – e lá está ele com ar de rufia, ao lado dos seus dois companheiros habituais – o Tó e o Miguel – tenho os nomes escritos na parte de trás da fotografia, para nunca esquecer.
E, uma tarde, com sol quente e céu quase limpo – estavamos em início de Junho – andávamos a trocar bilhetinhos no intervalo – daqueles que dizem «quem gosta de quem» – e veio parar às minhas mãos um que dizia – «O Paulo gosta de ti e pediu para falar contigo».
Lembro que senti o rosto muito quente quando li aquilo. E depois fui à procura dele, seguindo as indicações do Tó. Estava sentado nos degraus da entrada para o refeitório, que naquela hora estava fechado.
E muito envergonhado, o Paulo pediu-me namoro, ao que respondi «sim», mas sem eu própria saber muito bem o que significava aquele compromisso, ou resposta ao seu pedido. Era giro dizer que tinha namorado e assim foi.
E demos um beijinho mas só na cara.
Mais tarde, na hora de ir para casa é que despedimos com um beijinho nos lábios, assim muito envergonhado – qual de nós o mais corado.
E foram muitos dias de apenas beijinhos assim. Foram tantos que duraram até ao final do ano lectivo, altura em que nos despedimos, dizendo que continuaríamos a ser namorados no ano seguinte – promessas engraçadas estas, aos 12 anos.
Um mês depois fiz os 13 e ele veio à minha festa de anos e depois lá nos encontrámos de novo no início das aulas. Ficámos na mesma turma mais uma vez e o namoro recomeçou.
Mais ávida de aventuras, desejava experimentar aqueles beijos que via na televisão e nos casais de namorados – aqueles bem demorados.
E foi fácil – o Paulo queria-o tanto como eu e lá vai disto! – experimentámos envolver as nossas línguas a primeira vez. Não sabíamos exactamente como era, embora ele já tivesse experimentado um com uma miúda mais velha, uns meses antes de começarmos o «namoro». Abrimos os lábios, encostámo-los e lá começou a exploração. Toques de língua uma na outra, tacteando, experimentando e depois o envolvimento, o sentir que aquilo era bom.
Dava um friozinho na boca do estômago, assim uma sensação que amolecia e me fazia sentir tão bem.
E assim foi o meu primeiro namorado e o primeiro beijo de língua.


Namoro em que as bocas nunca foram mais longe que o pescoço e as mãos ficaram por carícias na cintura e costas. Nada de toques nos seios que ainda mal despontavam, nem em qualquer outra zona íntima. Mas não esqueço a sensação da excitação do adolescente que me abraçava e se encostava ao meu corpo.
Não durou muito tempo – dois meses depois eu disse que tinha de ir embora por causa do trabalho do meu pai e ele arranjou outra namorada, mais velha um ano. Eu, arranjei outro namorado meses depois, em Lisboa – o Carlos, da mesma idade que eu, mas com uma experiência maior que a minha – não muito, afinal, com 13 anos não se pode ter assim muita experiência.
Corria o ano de 1993.
Em 1994, o namorado já era outro.
E estou a aproximar-me da idade em que se iniciaram outras experiências…

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The Life – III

Posted by Sutra under The Life on Monday Apr 28, 2008


Anos 90 [ainda].
Com os meus 12 anos veio também a experiência da primeira masturbação e do primeiro orgasmo. Na altura não fazia a mínima ideia do que isso significava, mas aconteceu quando encontrei um dos vídeos dos meus pais, numa caixa [a mesma, claro] em cima do roupeiro.
Quando via a revista sentia aquele formigueiro, as ‘coceguinhas’ e esfregava as coxas apertadinhas, mas sem nunca me tocar. Numa tarde em que saí das aulas mais cedo, cheguei a casa e a minha mãe estava a sair para ir à ginecologista. Pedi-lhe para ficar em casa e lá me fez a vontade, porque ficava na companhia da D. Luisa, a empregada que engomava a roupa semanalmente [era a única tarefa doméstica que a minha mãe não fazia].
A D. Luisa fez-me o lanche e subi para o quarto dos meus pais, dizendo que ia fazer os trabalhos da escola e depois ver televisão. Esperei um bocadinho e quando ouvi a D. Luisa cantarolar, puxei a cadeira, subi, estiquei um braço e abri a caixa [estava sem chave], tirando dela a cassete VHS. Liguei a TV, o vídeo e sentei-me na beira da cama a ver.
Daquela vez o formigueiro era diferente. Queimava e tirava o fôlego. Sentia as faces quentes e a ânsia de ver mais. Ouvia os gemidos que saíam da televisão e apertava as coxas para conter aquela sensação. Mas o calor crescia e experimentei a pressionar com a mão entre as pernas para ver se passava a sensação. Foi pior a emenda… Sentia que era melhor a sensação e fui avançando um bocadinho mais, sempre por cima das calças. E, enquanto via as imagens, veio aquele remoinho a subir pelo corpo, deixando-me quase sem conseguir respirar. Tirei a mão mas não a tempo de evitar… o orgasmo. Escorreguei da cama e fiquei sentada no chão.
Na verdade, assustei-me com a sensação, apesar de adivinhar que aquilo era o que sentiam aqueles que estavam no filme. Foi o primeiro orgasmo, sem saber na verdade que o era.

[just sound – e precisam ter conta Youtube para visualizar]

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The Life – II

Posted by Sutra under Fotografia, The Life on Thursday Apr 24, 2008


Anos 90.
Muito da minha vida até aos dezasseis anos, andei a saltitar por algumas cidades, devido ao trabalho do meu pai. Évora, Portalegre, Viseu e Aveiro foram apenas alguns dos lugares onde morei, até essa idade. Depois fui para casa dos meus avós em Setúbal e lá fiquei até vir morar para Lisboa.
Talvez por isso a descoberta da sexualidade acabou por ocorrer no início da década de 90 com a descoberta de umas revistas mal escondidas numa caixa debaixo da cama dos meus pais. Segundo o meu caderninho [leia-se diário] foi numa altura em que estavamos a encaixotar tudo para irmos para Portalegre. E segundo as mesmas notas, eu escondi uma das revistas no meio das páginas de um livro para poder ler mais tarde.
Não aguentava de ânsia para ver a revista cuja capa tinha uma fotografia bastante sugestiva – tipo daquelas imagens parecidas com as de filmes com uma bolinha e que os meus pais não me deixavam ver, mudando rapidamente de canal.
À noite, deixei que eles pensassem que eu já estava a dormir até sentir o silêncio total no apartamento. Acendi a luz, puxei pelo livro que tinha colocado debaixo do colchão e abri-o. No meio, a revista brilhava com as suas fotos proibidas que me fizeram sentir algo que eu desconhecia. ‘Senti coceguinhas na minha barriga’ – engraçada a maneira como descrevia aquelas emoções.
Guardei religiosamente aquela revista – Gina – e vi-a tantas vezes que as páginas começaram a soltar-se. Mas os meus pais nunca a encontraram porque eu soube esconde-la melhor que eles.
Depois ainda consegui descobrir as outras e aproveitava quando estava sozinha em casa para as espreitar [sempre a mesma coisa também era cansativo].


[Publicada na Galeria em 23/02/2007 e artigo da mesma data – clica na foto]

...
A masturbação?
Mais tarde…
Quer dizer… não muito mais…

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