Recortes

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Aug 21, 2006

Pega num cálice e leva-o até aos lábios, aí permanecendo numa doce provocação que pretende fazê-lo dar um passo em frente. Quer mergulhar no mar azulado dos olhos masculinos, mas que seja ele a atravessar a sala e vir até ela em ondas translúcidas de desejo. Provoca-o de novo, passando a ponta da língua no rebordo do copo e observa o olhar dele preso na boca carmim. Mas ele deixa-se ficar, impavidamente observando-a nos seus gestos de mulher consumida pela promessa de uma noite de luxúria. Os cerca de vinte metros que os separam não revelam a linha ténue que os une.


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Sentado na sua frente grita-lhe silenciosamente o quanto a sua beleza o afunda numa paixão luxuriosa sem fim. Devassa-o. Beija-a, enrolando a sua língua furiosamente na dela, enquanto os dedos apertam o joelho num gesto de possessão de corpo. Pede-lhe que lhe mostre que também o quer. E ela sorri simplesmente, vitoriosa por o ter à sua mercê mais uma vez. Os dedos semi-encobertos dos olhares alheios pelos corpos de ambos, avançam tacteantes pelo interior da perna masculina e tocam o centro avolumado do pénis. – Quero acariciá-lo – sussurra gulosa.
E a língua insinuante de novo a lamber os lábios, como se sentisse já o sabor da carne masculina entre eles.


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O carro pára abruptamente à beira da estrada. Ele desce e dá a volta, abrindo-lhe a porta impetuosamente. – Não querias acariciá-lo? – a voz rouca evidencia a volúpia de que está possuído.
Desaperta as calças e mostra-lhe o falo ardente, erguido de forma majestosa, agarrando-o pela base.
Ela segura-o entre as mãos, sabendo a carícia que ele deseja. Aperta-o e desliza as mãos pela carne palpitante. – Mais força.
E ela obedeceu até ele a fazer parar.
Puxa-a por um braço, enquanto ela solta uma gargalhada de puro desejo e encosta-a ao carro. Arranca-lhe as cuecas, ergue-lhe uma perna e penetra-a com força, até se virem entre gritos que ecoam na noite e se projectam de encontro à lua. Cheia.


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Ela deixa-se cair no peito dele, corpos nus, suados, de encontro aos lençóis de cetim. A janela do quarto aberta, deixa entrar a brisa que refresca a pele que arde de paixão. Beijos de lábios sedentos ainda, mesmo depois de beberem da paixão que ambos têm dentro de si. Ele rebola o corpo e deixa-a deitada na cama, dirigindo-se para a casa de banho. Quando regressa, ela está quase adormecida. Deita-se atrás dela, encosta-se ao seu corpo, desliza os dedos pelas suas costas até às nádegas, separando-as para penetrar o buraquinho que ainda não o acolheu nessa noite. Excita-a, introduzindo um dedo, dois, acariciando, massajando a carne que se vai rendendo ao desejo, entre suspiros de anuência que vão saindo dos lábios dela. Está preparado para se enterrar no corpo feminino, e ela ansiosa por o receber. Não hesita e avança para mais uma viagem pelos caminhos da luxúria.


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A manhã vem encontrá-los abraçados e o sol penetra por entre as cortinas para deixar um beijo em seus rostos. É mais um dia que recomeça naquele seu jogo de vida composto de recortes de gestos, sensações, sentimentos, desejos.

© Sutra 2006

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Junto ao lago de nenúfares

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Aug 14, 2006

Imagino-me rodeada da frescura da vegetação, com um lago de nenúfares como paisagem serena.
Quero pegar-te pela mão, entrelaçar os meus dedos nos teus e levar-te comigo. Caminhar pelo estreito carreiro que sobe na direcção do recanto bucólico e nos chama para a sua intimidade.
Queres vir comigo?
E, ao rodear a árvore mais alta, de ramos que lançam sombras sobre a beira do lago, encontramos o espaço que parece ter sido talhado para abrigar a nossa paixão. Puxo por ti, sorrindo, sentindo um frémito de prazer numa antecipação ao que desejo – estar entre os teus braços, sentir o teu corpo no meu.
Sentes-me?
Solto a tua mão apenas para tirar as sandálias, na ideia de mergulhar os dedos dos pés na água calma do lago. Não resistes ao veres o meu corpo praticamente desnudo, os boxers que se ajustam às minhas nádegas, as coxas que se oferecem aos teus olhos, numa provocação para que te aproximes do meu corpo.
Vais resistir?
Não quero que me resistas e, olhando-te por cima do ombro, noto o teu sorriso insinuante, que me responde silenciosamente.
E aproximas-te, roçando as pontas dos dedos desde a barriga da perna até ao elástico dos boxers, perdendo-se entre as coxas e acariciando a carne palpitante por cima do tecido que ainda cobre a minha humidade, no mais secreto dos recantos, torneado pela pele que queima de luxúria.
Ergo o corpo e encosto-o ao teu, sentindo a excitação que se apodera de cada poro da tua pele e se revela no volume pronunciado. Rodeias-me com os teus braços e apertas-me contra ti, deslizando as mãos até aos meus seios, que apertas, massajando. Alcanças os mamilos excitados e esfregas a palma da mão neles, já por baixo do tecido do vestido.
Beijas-me?
E viras-me para ti, agarrando o meu rosto entre as tuas mãos, enquanto me beijas, prendendo o meu lábio superior entre os teus, lambendo, deixando pequenas mordidas que me fazem estremecer de prazer.
Afasto-me um pouco de ti e, levando os dedos às alças do vestido, tiro-o até à cintura, desnudando os seios. Solto os cabelos como gostas de os ver e sentir, e estendes um braço para me tocares com os teus dedos longos e morenos. Empurro-o e digo-te que não.
Ainda não…
Levo as mãos à cintura e tiro o vestido, fazendo-o descer pelas pernas, lentamente, até ao chão.
Queres que continue?
Os meus dedos seguram o elástico dos boxers e puxam-nos na direcção dos tornozelos.
Aqui me tens.
Nua, no meio da Natureza.
Queres-me agora?
Então, vem aos meus braços, deixa que te dispa eu e faça uma cama com as nossas roupas, onde depositaremos nossos corpos para nos amarmos em seguida. Quero sentir a tua boca na minha, as tuas mãos a deslizarem pelo meu corpo, as tuas coxas entre as minhas, o teu sexo de encontro ao meu, dentro do meu, investindo em movimentos de paixão alucinada, fazendo com que nos esqueçamos que existe vida para além de nós, das árvores, do lago e dos nenúfares. Seremos um do outro, de corpos suados, peles ardentes, em sintonia perfeita com a Natureza que nos envolve.
Quero levar-te ao meu lago de nenúfares.
Aceitas o convite?

© Sutra 2006

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Despir ou…

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday May 29, 2006

...como eu gostava que tirasses o pequeno pedaço de tecido que cobre o mais íntimo recanto do meu corpo.
Queres mesmo saber?
Dir-te-ei…
De pé no meio do quarto, puxas-me por uma mão e fazes-me caminhar em teu redor, os saltos dos sapatos entoando no soalho de madeira, o vestido curto balouçando ao ritmo dos passos.
Ajoelhas-te e fazes-me estacar defronte do teu rosto, enquanto as tuas mãos sobem pelas minhas pernas, aninhando-se por trás dos joelhos e forçando-as a afastarem-se ligeiramente.
Fechas os olhos e aspiras o perfume que se desprende do meu corpo. Aroma à excitação que me invade. Baixando o corpo, depositas pequenos beijos desde o peito dos meus pés, subindo pelo tornozelo na direcção dos joelhos. Alternas os beijos entre uma perna e outra, e os teus dedos perscrutadores vão subindo curiosos pelas minhas coxas. Ergues-me o vestido e seguras nela com uma mão enquanto a outra se espalma no meu rabo, impulsionando-me o corpo contra o teu rosto.
Beijas-me por cima do pequeno triângulo de renda, mordendo levemente a carne quente que se oferece. Soltando o vestido, levas os dedos ao elástico da cuequinha fio dental e procuras o contacto directo com a humidade do meu sexo que já sentes através do tecido. Acaricias-me, penetrando um dedo na minha gruta que o recebe ansiosamente.
Suspiro e ouço-te dizer: – Despe o vestido.
Agarro nele, despindo-o pela cabeça e atirando-o longe. Não interessa onde.
Já livre do tecido que te atrapalhava, puxas pelo elástico da cuequinha, fazendo com que se introduza ainda mais entre as minhas nádegas. A pressão causa-me um estremecimento de prazer. Viras-me e começas a acariciar-me a pele, depositando beijos húmidos no rabo que empino contra a tua boca. Entre as minhas pernas dançam dedos inquietos que roçam o meu clítoris, pressionando-o por cima da renda.
Gemo.
Voltas-me de novo para ti e lambes a pele das minhas virilhas, prometendo uma aproximação que anseio. Até que me tocas de novo o sexo, cheirando, mordendo e acariciando com os teus dedos molhados do meu néctar que vai escorrendo.
Começas a puxar o tecido com os dentes, baixando lentamente, enquanto as tuas mãos vão acariciando as minhas coxas, as nádegas e penetrando na minha gruta que te envolve.
E, entre carícias mais arrebatadoras e beijos, a cuequinha fio dental vai descendo pelas minhas pernas e eu vou ficando mais e mais excitada.
Desejo-te.
Ergues uma das minhas pernas e coloca-la no teu ombro, enquanto me seguras com uma mão aberta nas nádegas, os dedos cravados na carne, empurrando-me simultaneamente na direcção da tua boca que me quer saborear. Fecho os olhos e sinto a tua boca directamente nos lábios húmidos de tesão, a língua que brinca com o clítoris, os dois dedos que me penetram num vaivém voluptuoso que me enlouquece.
Fode-me.
Olhas-me e sorris.
Depois…
A noite é toda nossa.

© Sutra 2006

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Modo de te acordar

Posted by Sutra under Diário, Fantasias e Sonhos on Friday May 19, 2006

Apetece-me trincar-te…
Sim, trincar-te, saborear-te, como quem saboreia e trinca suavemente a fruta madura cujo suco escorre da boca, descendo queixo e caindo nos meus seios…
E se o penso, melhor o faço…
São 7h da manhã e dormes profundamente, de corpo desnudo, apenas um lençol a cobrir-te o corpo… e a fonte do meu desejo.
Aproximo-me da tua cama e detenho-me indecisa, se me ajoelho junto à cama, se me deito junto a ti.
Decido-me por subir ao colchão que te alberga o sono e, entre as tuas pernas, uma esticada e outra encolhida de lado, ajoelho-me, puxando o lençol suavemente, de forma a descobrir a pele morena que o tecido esconde. Observo-te em todo o teu esplendor…
Chiiuu…
Não, não quero fazer barulho, não te quero acordar… ainda…
Dispo a minha camisa estilo baby doll, e roço meus seios de mamilos eriçados, pelas tuas pernas, joelhos, coxas, enquanto a mão se dirige para o teu sexo em repouso.
Toco-lhe com suavidade, enquanto a água me cresce na boca, de imaginar o teu sabor na minha língua. Agarro-o entre os meus dedos e baixo o meu rosto, aspirando o teu perfume, sentindo como me invade sentidos e me faz ficar ligeiramente húmida.
Mas não quero pensar em mim, neste instante. Em ti, apenas em ti.
Toco-te com os lábios, depositando um beijo leve na ponta do teu membro ainda meio adormecido. Ele parece sentir a carícia, e o efeito dos meus lábios que passeiam pela cabecinha, junto com o da minha mão que o agarra, fazem-no acordar de mansinho.
Sorrio.
Deixo que a minha língua resvale por entre os lábios para tocar o teu sexo, deslizando pela pele acetinada. Pela rachinha que clama pelo meu toque. Saboreio-te. E continuo a acariciar-te com os meus dedos, percorrendo a carne quente que se me oferece. A língua passeia pelo membro que, excitado se vai revelando, pulsando. A minha boca desce por ele, sentindo o latejar das veias, até à base, onde deposito um beijo. Torna a subir, até à glande onde deposito mais um beijo enquanto os meus dedos te desejam, excitando-te sem pudor.
Sinto os movimentos do teu corpo acordado. Paro e ergo os olhos, deparando-me com os teus que me olham em silêncio, turvos de desejo. Nada dizes, mas o teu olhar pede-me que continue. De olhar preso no teu, entreabro os lábios e rodeio o teu membro com a língua, sem deixar de te observar. Abocanho a tua carne, permitindo que o teu sexo perfumado invada a minha boca, abrigando-se no calor e humidade que rivalizam com a tua carne. Fechas os olhos e gemes.
Sinto-o latejar entre os meus lábios e entrego-me alucinadamente ao prazer. Ao teu de sentires as minhas carícias e ao meu de te sentir entre os meus lábios, sabendo o que sentes.
Entre os teus lábios saem apenas gemidos, palavras desconexas e suspiros. Sei que estás próximo do orgasmo. Nada te digo, apenas te olho e intensifico os meus movimentos, mais rápidos, a língua lançando-se na tua carne de forma feroz, absorvendo todo o teu sabor.
E quando te sinto a vir, espero pelo teu mel, qual taça de champagne, aguardando pelo néctar da vida. Toca a minha língua, derrama-se pela minha pele, pelos meus dedos. Beijo-te e continuo a acariciar-te.
A minha língua continua a deslizar pela tua pele, a carne ainda dura, quente, húmida e não paro enquanto ela não fica de novo luzidia e apenas húmida da minha saliva.
Ergo-me da cama, ofereço-te um sorriso, e tu olhas-me com uma pergunta estampada no teu rosto. Limito-me a sair para tomar um duche, vestir e ir trabalhar.
Tu… ficas…

© Sutra 2006

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Esta noite, serás meu…

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Wednesday May 10, 2006

Perco-me na noite, caminhando ao teu encontro.
Levo na mão algo que utilizarei em nós, para nós.
Não, não tentes adivinhar… Dir-te-ei em suaves suspiros o que levo enrolado na palma da minha mão. Mas antes…
Diz-me onde te encontrarei. Porque esta noite… procurarei por ti… para me enrolar contigo no brilho prateado da lua, dançando ao som do cair das estrelas apaixonadas.
Entrego-me no teu corpo sedento do meu e abro a pequena caixa de Pandora para ti, para que desdobres cada segredo escondido, deitado na tepidez de um leito de desejos.
O que levo na mão? – ouve o meu riso. Baixo, absorvente, cálido na busca do conforto do teu.
Tenho um lenço de seda da cor dos meus lábios entreabertos, deslizando pelos dedos que te acariciarão esta noite. O tecido acaricia-me a pele, como anseio que o faça a tua boca de contorno quente e macio.
E quando te tiver junto a mim, beijar-te-ei e envolverei o teu corpo com o meu, abraçando-te com os meus braços e pernas, armas guerreiras nesta batalha de corpos que travaremos na tua cama.
E o lenço de seda atravessará o teu rosto, ocultando o teu enigmático olhar do atrevimento do meu, encerrando a previsibilidade do gesto com que te dominarei.
Serei tua dona e tu meu escravo, com gritos de luxúria quebrando o silêncio da noite. Gritarás meu nome, pedindo que derrame meu corpo pelo teu em espasmos de prazer, e o meu gemido de vencedora ecoará na noite.
Meu!
És meu!
Entrarás no meu corpo nesta cavalgada alucinante, levando-me contigo para terras do imaginário, unindo espíritos, mais que corpos. Entrelaçando desejos, trocando beijos.
E teus olhos continuarão a procurar os meus por trás da seda vermelha. Cor do sangue que me corre alucinadamente nas veias, ardendo em chamas de infinita volúpia.
Sou eu!
Genuína!
Sem disfarces ou imitações.
Apenas eu, despida de pudores, de roupas e de mim. Entregando-me ao teu deleite, usurpando teu prazer e unindo-o ao meu.
Seremos só nós dois, envoltos em sedas que já não escondem olhares frenéticos, espelhos de orgasmos.
Esta será a nossa noite.

© Sutra 2006

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Morangos Delícia

Posted by Sutra under Diário, Fantasias e Sonhos, Fotografia on Monday Apr 10, 2006


Ingredientes:

1/2 kg de morangos
1 chávena de chocolate quente
meu corpo desnudo
teus dedos
tua boca e língua
imaginação, desejo e erotismo q.b.

Confecção:

Com os teus dedos, agarras um morango, mergulhas no chocolate quente e passas nos meus lábios que se abrem de vontade de o trincar. Para depois saborear o doce do chocolate misturado com o ácido da fruta.
Deixo escorregar uma gota de chocolate pelo queixo, que tu te apressas a limpar… com a tua boca.
Mastigo, enquanto observas o tempo que demoro, até estar pronta para receber outro. Segues o mesmo processo culinário, e aproximas outro morango lambuzado de chocolate, dos meus lábios. Tocas-lhes, desenhando o seu contorno, mas quando vou para o morder, não permites e fá-lo escorregar pelo meu queixo, desenhando um trilho acastanhado que se prolonga até ao pescoço.
Levas o morango à tua boca, mordes e sentes o gosto do morango, do chocolate e o da minha pele. Saboreias, aproximas os teus lábios dos meus e dás-me o morango a comer, da tua boca.
O terceiro morango recomeça no trilho interrompido pelo anterior e desce até aos meus seios, passando por um deles, rodeando o mamilo e esfregando-se até o deixar bem rodeado de chocolate e arrebitado como que desejando mais um pouco do doce daquela fricção, e deslocando-se depois até ao outro seio, onde um mamilo ansioso aguardava o mesmo tratamento.
E, enquanto o morango entre os teus dedos se passeia pelos meus seios, a tua boca vai recolhendo o chocolate deixado desde a minha boca, passando pelo queixo, deslizando um pouco mais até ao pescoço, onde a tua língua se delicia pela quantidade do doce quente ali derramado. Páras e dás uma mordida nesse morango, deixando-o pela metade, colocando o resto na minha boca que o suga gulosamente, enquanto eu deixo descair o meu olhar dos teus olhos para a tua boca, e depois… para o teu corpo, sorrindo ao ver a evidência do teu desejo, ao imaginares a mesma boca gulosa a saborear o teu corpo…
Deténs-te por segundos e decides escolher um morango um pouco maior. Sorris e mergulhas bem o morango no chocolate até que dos teus dedos escorra o doce quente, que deixas pingar sobre a minha barriga, o meu umbigo.
E vais deixando pingar até o morango ficar quase sem chocolate, deixando-o desenhando arabescos na minha pele. Passas o morango pelo chocolate de novo e voltas a deixar cair mais algumas gotas sobre o meu corpo, descendo até à penugem em forma de pequeno triângulo. Estremeço ao sentir o calor do chocolate, ansiosa por mais, mas evitas que a fruta resvale pela minha pele, mantendo-a a alguma distância, enquanto mergulhas mais uma vez no líquido quente e deixas agora cair o chocolate nas minhas virilhas, coxas e, aproximas de novo da minha boca, pedindo que não o morda, mas apenas o chupe.
E eu faço-o com gosto, semicerrando os olhos. Passo a língua em redor da fruta, recolhendo gotinhas de chocolate, aperto entre os lábios e chupo devagarinho, saboreando com calma o gosto do morango. Quando o deixo limpo, sorris e, com o morango entre o polegar e o indicador, aproxima-lo do meu sexo, tocando levemente no clitóris, esfregando-o contra ele e depois… mergulhando nas minhas entranhas, devagar, palpando cada pedaço de carne quente e húmida que se lhe oferece. Acaricias a minha carne com o morango, fazendo-o rolar entre os dois dedos, também eles semi-mergulhados na minha gruta.
Retiras os dedos com o morango, desces a tua boca até ao meu umbigo, lambes um pouco do chocolate derramado, aproximas depois o morango dos teus lábios e mordes ligeiramente.
Saboreias o meu néctar na fruta misturado com o chocolate da minha pele.
Mergulhas de novo o morango no meu sexo, molhando-o com o meu suco, passas ligeiramente no chocolate do meu corpo e dás-me a provar os sabores.
Que delícia, sussurro-te.
Pode-se repetir até os morangos terminarem ou até os corpos cederem ao desejo.
Ficará ao gosto de cada um.
Sugestão: não tenham pressa…
Depois digam se, os morangos comidos assim não são eróticos…

© Sutra 2006

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Atrevimento

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Wednesday Mar 29, 2006

Quero cometer um atrevimento agora enquanto me lês no teu monitor, e percorres as letras que escrevo, como se fossem dedos pelo meu corpo.
Que atrevimento? – perguntas-te…
De me descolar do teu monitor, abrir uma nesga com dedos de desejo e passar por entre ela. Uma perna, depois outra e depois o resto do corpo, até me sentar na tua frente, de perna cruzada, sorriso no rosto e nas minhas costas o ecrã esquecido.
Já me atrevi.
E, toco nos teus lábios semi-abertos de espanto, com os dedos excitados e envolventes, enquanto traças linhas imaginárias no meu corpo, dançando por cada reentrância, como que confirmando que estou aí.
Aqui.
Tocas-me com o teu pensamento, afagas-me o corpo com a tua respiração e, sem pronunciar palavra, deslizas os teus dedos pelo meu rosto até repousarem nos meus lábios, onde descansam por momentos, prosseguindo a sua caminhada pela pele do meu pescoço, e continuando a descer.
O teu atrevimento como resposta ao meu.
Suspiros. Meus e teus.
Descruzo as pernas, mas não volto a cruzar – não sou a Sharon Stone – e mantenho-as quase unidas num compasso de espera pela tua vontade em comandar as mãos que as moverão conforme desejes.
Deixo-me deslizar pela mesa e sento-me no teu colo, atrevida. E aproximo os meus lábios dos teus, ainda sem uma palavra.
Aconchego-me no calor do teu colo, movendo-me com prazer.
Atrevimento puro.
Provocação.
E depois…
Ah, depois…
Deixo que tu comandes o barco das sensações.
Com o mesmo atrevimento.
Sou tua visita atrevida.
O teu vírus informático.

© Sutra 2006

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Desejo na areia

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Tuesday Mar 14, 2006

Deitada na areia sinto como o sol aquece a minha pele. Vou viajar através do sonho e imaginar um corpo masculino aqui do meu lado, de mão prendendo a minha. Dois corpos nús em sintonia de desejo, sensibilidade, pensamento e vontade.
Os dedos entrelaçam-se e os rostos voltam-se, permitindo o olhar na profundeza dos olhos do outro. As bocas aproximam-se e tocam-se suavemente, numa promessa sem fim.
Os corpos aproximam-se.
Encostam-se.
Baixam as pálpebras e sentem apenas a respiração do outro. Em tom baixo, as suas vozes vão desfiando as fantasias que sentem invadir-lhes o pensamento.
Fazem amor com as palavras, descrevendo cada gesto que fariam, cada beijo, toque, onde bailariam dedos, em que humidades penetrariam.
E de olhos semicerrados, mãos entrelaçadas, contando segredos de prazer, os seus corpos vão sendo invadidos pelo desejo fremente do sexo.
As bocas permanecem quase se tocando, sem no entanto o fazerem.
Até que abrem os olhos e se observam mutuamente, o olhar deslizando pelos corpos excitados.
O olhar dele detém-se nos mamilos eriçados dela.
O olhar dela detém-se no falo erguido dele.
Ela senta-se, sem desentrelaçar os dedos dos dele e sorri.
Ergue uma perna e senta-se sobre o corpo dele. Ele permanece sem dizer uma palavra, apenas sorrindo e deixando que um suspiro saia entre os lábios, acompanhado de um gemido rouco.
A mão direita dela continua entrelaçada na dele. A esquerda abarca o membro excitado dele. Duro. Húmido. Delicioso.
Ergue um pouco o corpo, penetra nos olhos dele e enquanto o devora com o olhar, o seu sexo devora-lhe a carne rija.
Apenas um gemido sai de seus lábios ao sentir-se assim invadida.
Pára um pouco, de olhos semicerrados. Entrelaça a outra mão na dele, baixa um pouco o corpo, aproximando os lábios dos dele, sem o beijar, permitindo que apenas a respiração assole o rosto masculino, confundindo-se com a dele, e inicia uma dança lenta, em cima do corpo à sua mercê.
Domina-o.
Quere-o dela.
E tem-no.
Os movimentos, como que em câmara lenta, fazem o corpo dele alongar-se mais dentro da gruta feminina que vai derramando o seu mel e espalhando-se nas coxas dele.
Aumenta o ritmo.
E as mãos continuam entrelaçadas nas dele, os lábios próximos sem se tocarem e os olhares cruzados, fixos, buscando o prazer nas suas profundezas.
Cavalga-o agora de forma desenfreada. O orgasmo dele está próximo. Sente-o na forma como ele palpita dentro de si.
O dela também.
E num grito em uníssono, eis que o prazer os invade, fazendo-os cair desfalecidos.
Desentrelaçam as mãos.
Ela deita-se no peito dele. Ele abraça-a pelas costas.
E trocam um beijo, de línguas entrelaçadas, que parece durar uma eternidade.

© Sutra 2006

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Mãos como grãos de areia

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Thursday Mar 2, 2006

O corpo adormece e a alma desagrega-se pairando ligeiramente acima da matéria que deixou em repouso. Mera observadora, deixa-se ficar a uma considerável distância como que suspensa e em suspenso pelas imagens difusas que vão passando em frente dos olhos de pálpebras cerradas pelo sono.
Começo a sentir toque delicados em meus cabelos, como se separasse um por um, delineando-o e tecendo carícias imparáveis.
O toque dos dedos resvalam por uma pele ansiosa pelo toque que queima.
Dedos.
Que dedos?...
Os que pertencem a várias mãos que se deleitam no corpo apenas vestido pelo mais fino tecido da paixão.
E sinto-as. Acariciam-me num tormento, calcorreando cada milímetro da pele que se derrete ao toque, não sabendo a quem pertence cada uma delas. São mãos de desconhecidos que tocam, acariciam e se deliciam serpenteando por este corpo adormecido, de alma bem desperta a escassos centímetros acima.
Sinto-a pairar como se fosse uma simples objectiva guardando na memória recortes fotográficos das carícias perpretadas pelos dedos sem rosto que trazem as ondas de prazer.
Que eu sinto.
Ondas que vão chegando suavemente, subindo pelos pés desnudos, traçando linhas invisíveis até ao joelho, perdendo-se por entre coxas, como os dedos estranhos que revelam sensibilidades escondidas pela posição fetal.
Mãos que persistem na exploração do meu corpo, fazendo-me suspirar incontrolavelmente e deixar que a carne quente fique à mercê do desejo que se revela em cada poro aberto pelo suor do prazer.
Mãos nas coxas, no ventre, nos seios.
Mãos que apertam, acariciam e se deliciam num repasto estendido sobre a mesa, para ser provado por todas as bocas, dedos e desejos.
Contorço-me de prazer, de corpo incendiado, sangue acelerado.
E elas não páram de tocar e se perder, quatro, seis, oito, dez – uma infinidade de mãos despertas, frenéticas que me percorrem corpo, enquanto a alma assiste em primeiro balcão.
Sinto a boca entreabrir-se sem que consiga controlar a vontade de manter os lábios cerrados e deixa escapar um gemido.
Senti-o nos lábios, ouvi-o com a alma do alto do posto de vigia.
E mais rapidamente as mãos percorrem-me o sexo, dedos penetram, enquanto outros me afagam seios de mamilos erectos e outros ainda desenham o contorno de meus lábios, por onde saem contínuos gemidos de prazer.
Inequivocamente de pura volúpia.
E as ondas multiplicam-se como as mãos espalhadas pelo corpo. São centenas de dedos que resvalam por um corpo que se contorce em frémitos de prazer.
As ondas que sobem em espiral soltam-se agora do corpo e chocam contra a alma, cuspindo-a para outra dimensão onde o tempo deixou de existir.
É o orgasmo quem comanda agora os movimentos do corpo.
As mãos soltas pela sinuosidade da carne que flameja, cobrindo todos os milímetros da minha pele, ficam em sossego. Mas permanecem. Centenas. Milhares delas.
Mãos como grãos de areia na pele húmida de suor e prazer.
E a alma vai descendo lentamente, penetrando o corpo em repouso de prazer. Regressando a mim.
Acordo.
Na minha mão fechada, apenas alguns grãos de areia.

© Sutra 2006

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Sobremesa no teu escritório

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Jan 9, 2006

Toquei à campainha e ouvi os teus passos. Eram umas 21h30m e não esperavas que eu aparecesse assim de improviso. Tínhamos acabado de falar por telemóvel e eu ainda estava na empresa a terminar algumas coisas para a reunião de amanhã. Então, resolvi fazer-te uma surpresa.
Abriste a porta e não esperavas que fosse eu – adoro fazer-te destas surpresas.
Ficaste com ar tão docemente espantado e vi como os teus olhos brilharam quando tomaste consciência que era real a minha presença ali.
- Vais ficar aí parado, ou deixas-me entrar? – Claro, desculpa - respondeste meio atrapalhado.
Entrei, levando nas mãos uma caixa com o nosso jantar.
Tinha passado pelo nosso restaurante japonês e tinha comprado algumas das nossas preferências para jantarmos – tal como eu, tu também ainda não tinhas jantado e nada melhor para iniciar a surpresa do que um jantar de comida japonesa.
Trocámos um beijo quente, prolongado e afastei-te com um sorriso, dirigindo-me para a mesa da sala de reuniões, onde depositei o nosso jantar.
Despi o casaco de Inverno para poder mexer-me mais à vontade, ficando com a saia e a blusa camiseiro. Por coincidência trazia naquele dia aquela saia de que tanto gostavas. Acima do joelho, e larga, rodada. Costumas dizer que se trata de uma saia bastante prática para quando estamos juntos, porque gostas de fazer deslizar as tuas mãos por baixo do tecido, subindo pelas minhas pernas, tentando atingir o centro do meu desejo – o ponto mais quente do meu corpo.
Dentro da caixa não estava apenas o nosso jantar, dividido em pequenas caixinhas. Estavam também duas velas que acendi, apagando as luzes do tecto.
Sentámo-nos em frente um do outro e começámos a comer, intercalando com as nossas conversas sobre como tinha sido o dia, sobre nós, seduzindo-nos mutuamente, enquanto bebíamos do vinho que havias ido desencantar no teu gabinete – uma das garrafas que havias recebido como presente no Natal por parte de um dos clientes, e que ainda não tinhas levado para casa. Quem sabe, o destino havia decidido que seria bebida por nós dois numa noite assim.
Terminámos a leve refeição e demo-nos as mãos por cima da mesa.
O meu pé descalço, avançou por baixo da mesa e subiu pelas tuas pernas, tocando-te com suavidade. Sorriste, pois sabias onde ele iria parar – no centro das tuas coxas fortes – onde o volume evidenciava já que te sentias excitado. Acariciei com os dedos, fazendo deslizar pelo tecido das tuas calças. Agarraste-me o pé e pressionaste contra o teu corpo, num gemido.
Ergui-me da cadeira, aproximei-me de ti e despi o camiseiro. Por baixo um sutiã preto pequeno, de renda simples, como gostas.
Empurrei-te até te afastar da mesa e, afastando os restos do nosso jantar, sentei-me nela à tua frente, pernas semi abertas, pés descalços apoiados nas tuas coxas.
Deslizaste as tuas mãos pela barriga das minhas pernas, subindo mais, até encontrares a carne nua das coxas. Fizeste um ar admirado e ergueste-me a saia para ver o que eu trazia vestido – meias pretas até meio das coxas, cinto de ligas preto e string a fazer conjunto com o sutiã.
Realmente eu preparei aquela noite – tinha passado por uma loja do centro comercial mais próximo de ti, entrado no wc e mudado de roupa interior. Tão fácil ser-se criativa.
E senti-me tão contente ao ver esse brilho nos teus olhos, esclarecedor do quanto tinhas gostado da surpresa.
Mergulhaste o rosto nas minhas coxas e puxaste-me pelas nádegas de encontro a ti. Senti que a tua língua me açoitava a carne nua das coxas e queria-te de forma louca.
Agarrei nos teus cabelos e disse-te que te queria naquele momento.
- Vem! Quero-te!
Tu insististe em torturar-me, erguendo as mãos para agarrar nos meus seios ainda cobertos pelo tecido do sutiã. Desapertei-o para sentir os teus dedos na minha pele, apertando, massajando o bico dos seios.
Elevei uma das pernas e pousei-a no teu ombro, deitando-me para trás na mesa, entregando-me a ti, aos teus desejos.
Havias afastado o tecido da cuequinha e a tua boca tocava a minha carne quente, húmida, o clitóris inchado entre os teus lábios. Movia as ancas pedindo mais, e tu não paravas d eme beijar, lamber, chupar, fazendo-me vibrar e quase atingir o orgasmo.
Continuaste a insistir até que não aguentei mais e vim-me copiosamente na tua boca. Bebeste do meu néctar como ansiavas.
Eu era a tua sobremesa.
Mas eu queria mais, e ainda de respiração acelerada pelo orgasmo intenso, soergui-me, e enquanto nos beijámos, desapertei as tuas calças, tirei-te o membro erecto para fora e acariciei-o enquanto te ía beijando o pescoço e tu despindo a camisa. Em seguida, desapertaste o cinto de ligas, tiraste-me a cuequinha e tocaste-me com os teus dedos que trouxeste até aos teus lábios, encostados aos meus, saborenado ambos o meu sabor.
Encostei a ponta do teu membro húmido no centro do meu desejo que escorria e fiz pressão. Tu seguraste-me pelas ancas e entraste em mim como eu desejava – forte, vigoroso, de uma vez só, deslizando facilmente devido ao meu orgasmo recente.
Deitei o corpo para trás mais uma vez e ergueste-me as pernas colocando-as nos teus ombros. Iniciaste os movimentos que nos encaminhavam para um orgasmo louco.
Sentia-me louca neste dia. Apetecia-me gritar ao mundo o quanto te queria. O quanto te queria foder.
E tu não paravas, murmurando o quanto me desejavas, o quanto adoravas enterrar-te assim no meu corpo. Foder-me.
Os movimentos aceleraram, os nossos corpos batiam um contra o outro, no meio daquele desejo intenso. E, entre gemidos, palavras desconexas e muito prazer, viemo-nos loucamente, em meio a gritos roucos de tesão.
Passado o torpor do prazer satisfeito, ambos deitados naquela mesa da tua sala de reuniões, rimo-nos da nossa loucura.
Sei o quanto gostaste da surpresa. Ao ouvido pediste-me para te levar de jantar mais vezes.
- Com sobremesa? – perguntei.
- Principalmente a sobremesa, querida.

© Sutra 2006

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Imagina-me! Queres?

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Nov 28, 2005

- Queres-me? – ... – Diz apenas isso. Desejas-me? – ... – Como me queres? – ... – Queres ter-me agora? Aqui?


Acendo as velas espalhadas pelo sótão no balcão de bar ao canto, na mesa baixa deste lado, no chão aqui e além, ligo o som suave com aquela música que imagino vás gostar e apago as luzes. Apenas a luz que dança lançando reflexos nas almofadas espalhadas pelo meu sótão do prazer – espaço lúdico onde me deito, te desejo e te como, na minha mais perfeita imaginação – sim a ti. A ti que estás aí a pensar em mim aqui.
Fecha os olhos e ouve a música dos sentidos. Sente-la? Agora imagina-me a mim.
Estou no centro deste quarto mágico onde as cores quentes – vermelho, laranja, amarelo e castanho – são rainhas, onde os cheiros são afrodisíacos lançados pelo incenso no queimador. E eu danço no meio da roda feita pelas velas que iluminam o meu corpo ainda vestido. Como uma segunda pele a delinear o corpo, aquele vestido preto pelo meio das coxas. Por baixo, apenas as meias de ligas e a tanga minúscula, negra também. O cabelo está preso no alto com um gancho e é o único acessório que uso. Equilibro-me nos sapatos de salto alto enquanto danço ao som da música que faz lembrar terras do oriente.
Continuas a imaginar-me?
Deslizo os dedos pelos braços e faço descer as alsas do vestido até ao cotovelo. Rodo o corpo e fico de costas para ti, enquanto me vou baixando de pernas ligeiramente afastadas, rebolando as ancas. O vestido já está seguro apenas pelas minhas mãos que o apertam contra os seios nús, de mamilos arrebitados pela excitação que é saber que te excito e que me desejas.
Viro-me para ti, dou um passo, mais outro e estou a escassos centímetros de ti, recostado nas almofadas do meu sótão.
Ergo um pé e toco-te no peito com a ponta do sapato, leve, levemente. Desço mais um pouco e finjo que vou tocar no volume entre as tuas pernas. Recuo e viro-me deixando cair repentinamente o vestido até às ancas. Olhas as minhas costas nuas, o vestido negro caído nas ancas, até meio das coxas onde se vê o início da meia de ligas. Ergo um braço e solto o cabelo, que sacudo, deixando que caia pelas costas como uma cortina sedosa.


- Queres tocar-lhe? – ... – Shiuuu… Ainda não…


A música continua a soar entre estas quatro paredes, o cheiro a incenso no ar é cada vez mais intenso e agora nota-se um cheiro a rosas. As que me trouxeste porque sabes o quanto gosto delas. Vermelho escuro, cor da paixão. Sinto-me húmida de desejo e sei que vais notar essa humidade quando despir o vestido e olhares o tecido da tanga que trago vestida. E quero que a vejas, me vejas e me desejes ainda mais. Por isso, rodopio e termino junto a ti. Levo as mãos às ancas e começo a fazer descer o vestido por elas, pelas coxas, de forma lenta, muito lenta, deixando-o cair ao chão, junto aos pés. Agarro nele e atiro-to, e tu agarras nele e leva-lo ao rosto, aspirando o meu perfume de mulher.
E como me sinto Mulher!
Fecho os olhos, continuo a dançar e vou acariciando o corpo com as minhas mãos que deslizam pelos seios excitados. Agarro nos mamilos e rodo-os nos meus dedos. Ficam erguidos como que a chamar pela tua boca.


- Queres? – ... – Depois…


Aproximo-me e com o corpo por cima do teu, de pé, coloco um pé de cada lado das tuas pernas, enquanto permaneces semi-deitado. Olhas insistentemente para o meu sexo. Eu sabia que irias reparar na mancha húmida que se desenha no tecido. Sorrio ao notar o teu desconforto, enquanto sentes o teu membro apertado nas calças, com vontade de se libertar da gaiola que o mantém preso. Descalço um sapato e levo o meu pé ao fecho das tuas calças, fazendo um gesto com a cabeça. Entendes que quero que abras o fecho e o tires para fora. Sabes que o quero ver em todo o seu esplendor. Quero ver-te a tocá-lo, enquanto me olhas, me desejas e imaginas que é a minha mão que te toca, que são os meus dedos a deslizar pela pele húmida e que cobre o meu objecto de desejo.


- Desejo-te! Quero-te! Quero-o! E tu? Queres que te toque eu? – ... – Tocarei… beijarei… chuparei… depois…


Descalço o outro sapato e ergo uma perna, pousando o pé no pequeno banco ao lado do teu corpo. Vês as minhas coxas afastadas, as virilhas, o meu sexo, as minhas nádegas e apenas um pequeno pedaço de tecido a tapar a entrada da gruta onde queres entrar e descobrir o tesouro que almejas.
Enquanto vou bamboleando o corpo, enrolo a meia na coxa, despindo-a debaixo do teu olhar. E a cada pedaço de pele que vou descobrindo mais aos teus olhos, eles chispam chamas de volúpia. Acabo de a despir e faço o mesmo com a outra, desta vez de costas para ti e erguendo o rabo de forma a poderes ver quase todos os meus recantos. Apenas o meu sexo continua tapado por aquele pedaço de pano negro. Aproximo-me mais de ti e baixando o meu corpo, quase me sento no teu rosto, permitindo que sintas o meu odor de mulher, que se sente como animal no cio. Semicerras os olhos e tentas tocar-me com os lábios e agarrar-me as nádegas com as tuas mãos trémulas.


- Não! Que queres? – ... – Espera…


Ergo o corpo e durante alguns minutos apenas danço para ti. Imaginavas alguma vez ter-me a fazer uma table dance só para ti? Pois aqui estou!
Olho-te e vejo como o teu membro erecto brilha de volúpia, desejo, erguendo-se imponente, fazendo-me suspirar, gemer e lamber os lábios como se sentisse já o teu gosto na minha boca.
Começo a aproximar-me de novo e viro-me de costas mais uma vez. Agarro o elástico da minha tanga de tecido negro e começo a fazê-la descer pelas ancas, baixando o corpo, mantendo as pernas ligeiramente afastadas e esticadas, enquanto o rabo se empina, desafiando-te provocador. Atiro-te aquele pequeno pedaço de tecido húmido dos meus desejos. Agarra-lo como se fosse um tesouro. Viro-me e olho-te provocante, enquanto sorrio. Eu sei o que quero agora.


- E tu? Sabes? – ... – Que queres? Comer-me? – ... – Então come-me!

© Sutra 2005

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Desejo-te!

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Wednesday Nov 9, 2005

Desejo-te!
Quero que chegues sem avisar, abras a porta e penetres no meu espaço íntimo, invadindo o ar que respiro.
Perguntas quem? – Tu
Sim, tu que me lês, juntando cada letra e cada palavra em frases que te fazem imaginar que estás aqui junto a mim.
E hoje estou aí contigo e tu aqui comigo. Beijamo-nos e permitimos que as nossas mãos explorem cada pedaço da pele um do outro.
Sentes o meu estremecer ao toque aveludado dos teus dedos?
Descem pelo meu corpo trémulo de desejo, em busca da humidade que me escorre entre as pernas, mostrando o quanto te quero em mim, por mim, para mim.
Vem, toca-me um pouco mais.
Acaricia-me daquela forma que descrevo em imagens no meu pensamento.
Abro-me para ti e deslizo o meu corpo no teu em busca da macieza da pele do teu corpo excitado.
Sinto nos lábios a força do teu desejo que me quer fazer sua.
Beijo, lambo, chupo e deixo-te trémulo, gemendo e pedindo mais.
Recuso o teu pedido e vingas-te mordendo a minha carne que se te oferece sem pudores.
Perco o controle das minhas emoções e, de corpo preso dos teus gestos, deixo-me escorregar nesse oceano de luxúria para onde me arrastas.
Ergues-me o corpo como se fosse uma simples boneca de papel e levas-me abraçada até ao sofá, onde te sentas fazendo com que me enrosque no teu corpo, qual cobra desejosa de carinho.
A tua rigidez ainda não satisfeita tenta-me e pede-me para entrar no cofre onde guardo o segredo dos meus orgasmos que anseiam pelos teus.
Acedo.
E numa cavalgada em busca do que está para lá do arco-íris, encontramo-nos os dois, olhando nos olhos intensamente. Revelando paixões e desejos. Buscando a satisfação de corpos por saciar.
E, lá no cimo da montanha mais alta, as estrelas soltam-se numa míriade de emoções que nos deixam os corpos banhados em suor, lábios colados e respiração entrecortada.
Fui tua e tu foste meu.
Gostaste da nossa paixão?

© Sutra 2005

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Fantasia no Castelo – II

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Wednesday Sep 28, 2005

E aqui fica a outra fantasia vencedora.
É de alguém bem vosso conhecido daqui do meu site e não só.







Deambulava pelo alto da torre do castelo. A noite cerrada e ventosa fazia adivinhar uma tempestade como há muito não se via por aqueles montes.
Quem a visse de longe, julgaria estar um fantasma no castelo. Apenas se vislumbrava o seu vestido branco, que lhe roçava os calcanhares, balouçando ao sabor do vento que uivava pelas ameias. Os seus longos cabelos ruivos enrolavam-se no pescoço, fazendo-lhe cócegas no rosto.
Sentia uma ansiedade no corpo, pela saudade que tinha dele. Havia partido há seis meses para terras longínquas e, apenas uma vez havia recebido uma carta sua, trazida por um mensageiro.
Que saudade tinha das noites quentes ao seu lado. Da boca macia passeando pelo seu corpo. Dos dedos que lhe acariciavam a pele. Do seu corpo que a invadia, poderoso, ciente do desejo que a fazia sentir e do prazer que lhe dava. Do rebolar nos lençóis de linho branco que, amarfanhados, denunciavam os orgasmos sentidos nas noites.
Ouviu os cascos de um cavalo e sentiu o coração palpitar. Ele estava a chegar. Sentia-o. O seu corpo adivinhava-o. Sentiu, mais do que ouviu, a voz que ditou a ordem para abrirem os portões e percebeu que ele entrava no pátio do castelo.

- Sutra -


O som dos cascos continuou até parar no pátio interior do castelo, ouviu vozes, uma soou-lhe particularmente especial, perguntava por ela. Deixou-se estar, a tempestade aproximava-se, o vento rugia acompanhado pela música dos trovões, os relâmpagos já iluminavam o mundo em flashes deixando ver por breves instantes, iluminando o negro da noite. Ele chegou junto a ela, não trocaram palavras abraçaram-se, ela chorou de saudade deixando sair a dor que a atormentara nestes últimos 6 meses e o céu acompanhou-a chorando com ela. A tempestade aproximou-se ainda mais, os seus corpos, como enormes magnetes, uniram-se. A fúria dos elementos tomou conta dos seus sentidos toldou-lhes a mente e os corpos, que se entregaram num frenesim onde água, vento e electricidade se uniam em turbilhão num fogo que teimava em não se extinguir. Fundiram-se um no outro numa entrega sem limites de paixão, amor e saudade, um relâmpago atingiu-os, a água fustigou-os deixando-os assim para a eternidade.
Ainda hoje quem visita o castelo pode ver a sua união perpetuada pelo fogo, solidificada pela água da chuva, transformada em estátua intitulada como “Os amantes”.

- Passo -

© Sutra 2005

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Fantasia no Castelo

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Wednesday Sep 28, 2005

A imagem foi gentilmente cedida pelo João que também não deixou de participar no jogo, dando-lhe um toque especial como poderão reparar no céu por cima do castelo.




Deambulava pelo alto da torre do castelo. A noite cerrada e ventosa fazia adivinhar uma tempestade como há muito não se via por aqueles montes.
Quem a visse de longe, julgaria estar um fantasma no castelo. Apenas se vislumbrava o seu vestido branco, que lhe roçava os calcanhares, balouçando ao sabor do vento que uivava pelas ameias. Os seus longos cabelos ruivos enrolavam-se no pescoço, fazendo-lhe cócegas no rosto.
Sentia uma ansiedade no corpo, pela saudade que tinha dele. Havia partido há seis meses para terras longínquas e, apenas uma vez havia recebido uma carta sua, trazida por um mensageiro.
Que saudade tinha das noites quentes ao seu lado. Da boca macia passeando pelo seu corpo. Dos dedos que lhe acariciavam a pele. Do seu corpo que a invadia, poderoso, ciente do desejo que a fazia sentir e do prazer que lhe dava. Do rebolar nos lençóis de linho branco que, amarfanhados, denunciavam os orgasmos sentidos nas noites.
Ouviu os cascos de um cavalo e sentiu o coração palpitar. Ele estava a chegar. Sentia-o. O seu corpo adivinhava-o. Sentiu, mais do que ouviu, a voz que ditou a ordem para abrirem os portões e percebeu que ele entrava no pátio do castelo.

- Sutra -


Ali estava ele. Altivo. Montado no seu cavalo negro, num conjunto viril que a ela lhe despertava uma sensação inebriante de prazer verdadeiramente animal. Como era esmagadora e poderosa aquela imagem…
Recordava-se agora da carta que dele recebera na sua ausência e da cara atónita do mensageiro que, certamente, não tinha resistido à tentação de a ler durante a longa viagem. Aquela carta em que ele descrevia, passo a passo, os momentos loucos que passaram juntos, memórias que ele guardava e que o aqueciam transformando as gélidas e solitárias noites em momentos de prazer indescritível em honra da sua amada.
Aquela carta mágica, que quase a tinha feito sucumbir de prazer a cada palavra, tinha agora as marcas dos orgasmos que ela também sentira ao acariciar, noite após noite, o seu sexo húmido com aquele divino papel que tão boas recordações lhe trazia.
Sentia já um fio de desejo descer-lhe pelas longas pernas, o seu corpo inteiro reclamando pelo calor intenso e selvagem daquele homem. Enquanto o seu amado descia do cavalo e era recebido pela guarda real, ela, perdida em saborosos pensamentos, com a boca entreaberta e a respiração ofegante, levou a mão por cima do vestido ao seu sexo ardente, massajando o clitóris num movimento incontrolável. Sentindo o seu néctar transbordar, alagando as suas coxas, não resistiu a levantar o vestido até à cintura e, inclinando-se sobre a amurada da torre, deixou escorregar dois dedos para dentro de si e ficou assim sem se aperceber como estava deliciosamente exposta.
Apesar do susto, reconheceu-o imediatamente quando sentiu aquele membro duro e quente disputar com os seus dedos o húmido calor do seu sexo. Inclinou-se um pouco mais, abriu as pernas e guiou-o até ao fundo daquela gruta que ele tão bem conhecia. Excitada como estava não demorou muito a explodir num orgasmo intenso apertando aquele membro dentro de si em sucessivas contracções. Impiedoso, ele continuava a penetrá-la com vigor ao mesmo tempo que lhe introduzia um dedo e depois outro no anelzinho também alagado e que há algum tempo piscava de excitação. Como se tal não bastasse, passou a outra mão por debaixo dela e começou a acariciar-lhe o clitóris já inchado de prazer. Descontrolada, ela não parava de se vir gritando palavras desconexas que corriam o risco de pôr o castelo em alvoroço.
Finalmente, ele retirou-se dela, voltou-a e olhando-a pela primeira vez nos olhos doces, abriu-lhe os lábios com a língua, num beijo há tanto tempo desejado. Deixando-se escorregar pelo seu corpo másculo ela retribuiu-lhe o beijo introduzindo o membro na sua boca e iniciando um vaivém saboroso.
Sabia de cor todo aquele pedaço de homem que a sua língua tinha percorrido vezes sem conta. Depois de o chupar assim, deliciada, durante algum tempo, começou a sentir na sua boca os espasmos que anunciavam o orgasmo… que recebeu carinhosamente.
Com um fio do néctar do seu amado a escorrer-lhe do canto da boca saciada, beijou-o apaixonadamente, selando aquele reencontro cuja intensidade tinha feito passar despercebida a tempestade que fustigava a noite.

- Fernando -

© Sutra 2005

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Fantasia no Castelo

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Sep 5, 2005

Deambulava pelo alto da torre do castelo. A noite cerrada e ventosa fazia adivinhar uma tempestade como há muito não se via por aqueles montes.
Quem a visse de longe, julgaria estar um fantasma no castelo. Apenas se vislumbrava o seu vestido branco, que lhe roçava os calcanhares, balouçando ao sabor do vento que uivava pelas ameias. Os seus longos cabelos ruivos enrolavam-se no pescoço, fazendo-lhe cócegas no rosto.
Sentia uma ansiedade no corpo, pela saudade que tinha dele. Havia partido há seis meses para terras longínquas e, apenas uma vez havia recebido uma carta sua, trazida por um mensageiro.
Que saudade tinha das noites quentes ao seu lado. Da boca macia passeando pelo seu corpo. Dos dedos que lhe acariciavam a pele. Do seu corpo que a invadia, poderoso, ciente do desejo que a fazia sentir e do prazer que lhe dava. Do rebolar nos lençóis de linho branco que, amarfanhados denunciavam os orgasmos sentidos nas noites.
Ouviu os cascos de um cavalo e sentiu o coração palpitar. Ele estava a chegar. Sentia-o. O seu corpo adivinhava-o. Sentiu mais do que ouviu a voz que ditou a ordem para abrirem os portões e percebeu que ele entrava no pátio do castelo.

Queres continuar a fantasia a partir daqui?

Envia para o meu mail sutra@contossecretos.com

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Viagem de Comboio

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Sep 5, 2005

Estava sem sono. Deixei-o a dormir e vim até aqui. Comecei a escrever e saiu isto:

Wink

Viagem de comboio


O comboio corria veloz. Apanhara o Alfa Pendular para ter uma viagem mais confortável e rápida. Detestava aquelas constantes paragens em inúmeras estações e as entradas e saídas de gente desconhecida. Além disso, em primeira classe ía sempre menos gente. E, chegaria ao Porto mais rapidamente.
Naquele dia apenas vislumbrava três cabeças em toda a carruagem e bastante afastadas do lugar onde estava sentada. Felizmente para ela, que preferia essa distância. Queria descanso e concentração para ler uma última vez as 60 páginas da matéria que tinha de dar na formação às 14 horas.
Depois de quase uma hora de leitura e a necessitar de uma pausa, foi beber um café ao bar, a fim de se manter bem desperta. Já se desabituara de viajar tão cedo.
Olhava pela janela, quando sentiu como se algo lhe queimasse a nuca. Sentiu um arrepio e virou-se repentinamente, deparando-se com o olhar penetrante de um estranho encostado ao balcão do bar. O olhar masculino desceu pelo corpo dela, de forma lânguida e insinuante. Sentiu-se desnuda de roupas e sentires, como se ele lhe tivesse arrancado mais do que a blusa e saia com aquele olhar. Não gostou daquela sensação e indignou-se. Mas, sentiu também o formigueiro da excitação e uma necessidade de passar a mão na saia, ajeitando-a sobre as coxas, e na blusa, para confirmar que estava abotoada.
Até que se deu conta do quanto estava a ser irracional e corou até à raiz dos cabelos. Terminou de beber o café e dirigiu-se para a sua carruagem, sentindo os olhos daquele desconhecido moreno que a acompanhavam pelo corredor do comboio.
De volta ao seu lugar, tentou concentrar-se de novo na leitura. Não conseguia de forma alguma. Pensava no modo com que aquele homem a olhara, como se ela lhe pertencesse e, arrepiou-se de novo. Irritada, pousou o dossier no banco ao seu lado e colocou os phones ,sintonizando um rádio do seu agrado, de forma a tentar esquecer o desconhecido e aqueles olhos azuis devoradores. Fechou os seus.
Minutos depois sentiu um movimento a seu lado. Virou a cabeça e viu o estranho a seu lado, de pé. Com um gesto perguntava se podia sentar-se a seu lado e, sem lhe dar tempo de dizer qualquer palavra, tirou o dossier e acomodou-se, sem deixar de a olhar.
Ela ainda tentou balbuciar um protesto, mas parou quando ele lhe tocou os lábios em sinal de silêncio. E, sem dizer uma palavra, aproximou o rosto e colou os lábios aos seus, sem lhe dar possibilidade de fugir. O que ela nem sabia se queria. Sentia os membros presos como se algemas invisíveis a prendessem. As mesmas que lhe prendiam a voz na garganta e a vontade de protestar. O corpo tremia, invadido de uma sensação estranha. Devia estar louca para permitir que um estranho a beijasse, lhe tocasse os seios como ele estava a fazer, apertando o seu corpo contra o dele.
Mas, por uma vez achou que poderia permitir-se uma loucura como aquela – ter sexo desenfreado com alguém de quem nada sabia. Alguém que nunca havia visto na vida até há menos de meia hora.
E, abrindo a sai boca, deixou que a língua masculina tocasse a sua, entrelaçando-se com volúpia. Abraçou-o pelo pescoço e introduziu os dedos no seu cabelo escuro, agarrando-o com força, puxando-o para olhar o seu rosto de novo, antes de o beijar sofregamente.
Sentiu a mão dele que subia pelas suas coxas, por baixo da saia, aproximando-se da humidade do seu sexo. Tocou-lhe também e sentiu como ele estava duro, excitado.
Trémula de desejo, desabotoou-lhe as calças e introduziu a mão no seu interior, descobrindo a pele quente, tocando-o numa carícia que revelava toda a ânsia sentida.
Ele puxou-a contra si, encostando as costas dela no seu peito, enquanto as mãos tocavam os seios cheios já desnudos por entre a blusa aberta. Subiu-lhe a saia até á cintura e afastou-lhe as cuequinhas, introduzindo os dedos naquela humidade latejante. Depois de colocar o preservativo que tirara do bolso das calças, pediu-lhe ao ouvido que lhe tocasse e colocasse o seu membro dentro da gruta húmida, no que ela acedeu, agarrando-o com mão suave e guiando-o para o seu sexo.
Com um gemido uniram corpos num único corpo e buscaram o cume do prazer em movimentos acompanhados pelo ritmo do andamento do comboio. E, em ondas que cresceram ritmicamente, entre carícias, pausas, sussurros, mordidas e suspiros, atingiram um orgasmo que os deixou prostrados, sem forças.
Sem uma palavra, ele puxou as calças, abotoou-as, fechou a camisa, levantou-se com um sorriso, beijou-a nos lábios e desapareceu no corredor.
Ela compôs a roupa, ergueu-se, pegou no pequeno saco com o preservativo usado, para jogar fora, e, de mala ao ombro, encaminhou-se para a casa de banho, a fim de se pentear e tentar recuperar ainda do que havia acontecido.
Devia ter enlouquecido para fazer aquilo, pensava, enquanto se olhava no espelho.
Como recordação ficou o gosto de um desconhecido nos lábios e a marca dos seus dentes no pescoço.
Faltava uma hora para o fim da viagem. Teria tempo de terminar de rever a matéria do dossier.
Se o conseguisse.

© Sutra 2005


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Querido Chefe

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Monday Aug 8, 2005

O telefone tocou mais uma vez. Ela pegou com relutância no auscultador e colocou-o ao ouvido para escutar, mais uma vez, aquela voz irritada do seu chefe. Não sabia o que se passava com ele de há uns dias para cá, mas parecia que enfurecia minutos depois de chegar ao escritório e com o avançar do dia, ía ficando cada vez mais mal disposto, ora gritando com tudo e todos, ora fechando-se no seu gabinete e ficando mudo durante horas, sem sequer sair para almoçar. Mais uma vez pegou no bloco de notas, na caneta e entrou no gabinete do chefe.
Ele estava sentado na mesa redonda que ficava do lado direito, a qual estava atulhada de papéis, documentos, projectos, desenhos. Tinha uma reunião marcada com clientes para daí a duas horas e a proposta que ía apresentar estava por terminar. O seu sócio tinha desaparecido em mais um dos seus momentos de «necessidade de reflexão» e, ele que nunca lidava com aquele cliente, lá teria de ir para a reunião sentindo-se mal preparado. Para piorar a situação, ultimamente tinha começado a ficar cada vez mais consciente da presença de Fabiana, aquela ruiva de olhos verdes que havia começado a trabalhar há dois meses como secretária. Não sabia onde haviam desencantado aquele tesouro, mas havia sido escolhida de entre dezenas de currículos, na altura em que se encontrava de férias. No dia em que a viu pela primeira vez, havia ficado estático a olhar para ela, admirando o corpo perfeito, os seios empinados, as ancas redondas e aquele rabo perfeito que dançava a cada passo que ela dava.
Tentando afastar o pensamento, chamou-a para se sentar junto de si, evitando os seus olhos verdes claros, e dizendo-lhe para anotar alguns pontos fundamentais a ter em conta na reunião, para poder elaborar uma espécie de esquema.
Fabiana cruzou as pernas e, debruçando-se sobre a mesa, preparou-se para escrever, sem se aperceber – ou fazendo de propósito para provocar Miguel – de como o decote deixava ver o início dos seios voluptuosos.
Tentando concentrar-se, Miguel levantou-se e começou a passear de um lado para o outro, enquanto lhe ditava as ideias, que Fabiana escrevia obedientemente.
Quando fez uma pausa, sentiu como ela ergueu o rosto, olhando-o, e sentindo aquele olhar quente no seu corpo, Miguel encostou-se à secretária e chamou-a, no que ela obedeceu prontamente, aproximando-se dele. Ele retirou-lhe o caderno das mãos e, agarrando-a por um braço, aproximou o corpo dela do seu, segurou no seu rosto com a outra mão e beijou-a sem aviso.
Fabiana, que se sentia atraída pelo seu chefe desde o dia em que o tinha visto e, estremecia sempre que o apanhava olhando-a com aqueles olhos escuros penetrantes, ficou sem saber como reagir, pela surpresa. Sentia apenas a força daqueles lábios que lhe açoitavam os seus, e a língua que lhe tentava penetrar a boca. Gemeu rendida, entreabrindo os lábios e erguendo as mãos, pousando-as nos ombros dele.
Sem mais delongas, Miguel apertou a cintura feminina contra o seu corpo, fazendo-a sentir a sua excitação. Céus, como desejava aquela mulher. Queria-a ali e naquele momento, sem se importar com os que trabalhavam lá fora ou com a reunião dali por poucas horas.
Afastando os lábios, começou a acariciar-lhe o corpo, soltando a blusa de seda de dentro da saia tailleur, subindo os dedos pelas suas costas e apertando o corpo dela, enquanto os lábios desciam até seus seios que beijou e saboreou.
Fabiana gemia com o prazer que aqueles dedos e boca lhe proporcionavam, e balanceava as ancas de encontro à excitação evidente daquele corpo másculo que desejava. Beijava-o no pescoço e na pele que ía descobrindo, depois de lhe desapertar a gravata e de desabotoar alguns botões da sua camisa. Deixou escorregar uma das suas mãos, tocando o membro viril por cima das calças, fazendo-o soltar um gemido rouco.
Sem hesitar, Miguel agarrou nas nádegas de Fabiana com as duas mãos, erguendo-lhe o corpo contra o seu e sentou-se em cima da secretária, empurrando as pastas e papéis que estavam espalhados e atirando-os ao chão. Nada mais importava naquele momento a não ser satisfazer aquela ânsia louca que lhe havia tomado conta do corpo. Achava que se conseguisse satisfazer aquele desejo, possuindo-a naquele momento, tudo regressaria ao normal e, passado aquele momento, ela já não pareceria tão inatingível, fazendo-o desejá-la.
Terminou de lhe desapertar a blusa, o sutiã, soltando aqueles seios que o haviam atormentado nas últimas noites, ergueu-lhe a saia até à cintura, despiu-lhe a cuequinha branca, reduzida, e mergulhou o rosto naquelas coxas brancas, de pele macia e perfumada. Adorava beijar uma mulher e fazê-la vibrar daquele modo. Iniciou uma tortura carnal que dilacerava Fabiana de desejo, fazendo-a colocar uma mão na boca, para que não ouvissem os seus gemidos no corredor.
Segurava a cabeça de Miguel, agarrando-lhe os cabelos curtos, escuros, empurrando-a contra o seu corpo, num incentivo e demonstração do prazer que sentia com o que ele lhe fazia naquele momento.
Até que ele, erguendo o corpo, abriu uma gaveta e tirou de lá um cachecol de seda com o qual lhe prendeu os pulsos a um puxador de uma das gavetas. Era assim que a queria possuir – dominada por ele, sem possibilidade de fugir quando entrasse no seu corpo. Os olhos de Fabiana abriram-se de espanto, mas Miguel acalmou-a com o olhar e passando um dedos sobre os lábios dela, que percorreu pelo seu corpo até ao seu sexo.
Depois, desapertou as calças, tirou o membro erecto para fora e avançou para aquele corpo feminino, desejado, húmido, pulsante, que aguardava pela satisfação do desejo.
Puxou-a pelas ancas e entrou nela vigorosamente, como se fosse a última coisa que faria na vida. Fabiana gemia, tentando que não a ouvissem, agora que já não tinha a mão para tapar os sons que lhe saíam dos lábios.
Os corpos mexiam-se com prazer, vigor, numa dança erótica e rápida, buscando o orgasmo. Miguel, soltou repentinamente os pulsos de Fabiana e esta ergueu os braços e abraçou o pescoço de Miguel, soerguendo um pouco o corpo. Abraçou-lhe a cintura com as coxas e sussurrou-lhe ao ouvido que o desejava e que ele a deixava louca, o que provocou uma reacção explosiva em Miguel, fazendo-o apressar os movimentos.
Atingiram o prazer em espasmos que os fizeram esquecer de onde estavam por momentos.
Corpos suados, o dela deitado sobre a secretária, o dele deitado sobre o dela, o membro ainda na gruta quente.


Fabiana compôs os cabelos, ergueu os ombros, olhou para Miguel com um sorriso insinuante e, abrindo a porta do gabinete, disse:
- Sim, chefe, trago já.


Miguel, já de camisa composta, gravata apertada e direita, sorriu e pensou:
«- Será que tudo volta ao normal agora? Ou o melhor estará por vir?»

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Fantasia no Trabalho

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Wednesday Jul 27, 2005

A tarde ía já avançada e bastante trabalho ainda por fazer. Eu sabia que aquela lista de chamadas chatas teriam de ser feitas por mim, porque deixar a algum dos colegas, eles iriam torcer o nariz e fazê-las um pouco de má vontade.
Os patrões estavam fora e eu, fechada no meu gabinete com o papel dos números de telefone na mão. Quatro clientes da empresa que não conseguíamos contactar há mais de uma semana. Eu sei que este era um período normal de férias, mas já havíamos deixado recado com a secretária e nem uma resposta. Estava na hora de eu tentar, munida de todas as armas.
Lá fora, o burburinho do telefone, da campainha, das impressoras e das conversas dos colegas.
Fiz a primeira chamada e o resultado foi o mesmo – atendeu a secretária dizendo que o patrão estava fora e só regressava daí a uma semana.
Fui fazendo mais outra e mais outra, até fazer uma pausa antes da última, já meio desanimada pela falta de respostas, mas ainda com força para a última tentativa. Rodei a cadeira e fiquei virada de costas para a secretária, olhando através da ampla janela, uma Lisboa mais calma em tempo de Verão.
O intercomunicador tocou, no momento em que iniciava a chamada no outro telefone – era a recepcionista. Nem lhe prestei muita atenção, pois entretanto já haviam atendido o telefone do outro lado – mais uma vez a secretária do cliente. Disse à recepcionista um sim, nem sei a quê e desliguei.
No outro telefone, a secretária do Sr. Aníbal, lá me disse que ele tinha terminado uma reunião e que iria atender em seguida.
Segundos depois, ouvi a sua voz do outro lado da linha e lá começámos a falar sobre a nossa prestação de serviços à sua empresa.
Não me dei conta da porta que se abriu e de alguém que havia entrado no meu gabinete. Nem os passos que se lhe seguiram.
Até que vi o reflexo no vidro, do teu corpo. Os teus olhos brilhavam e um sorriso desenhava-se nos teus lábios. Fiquei momentaneamente em silêncio, admirada por te ver ali.
Não falavamos há cerca de uma semana, nada sabia de ti e, de repente, entravas pelo meu gabinete dentro.
Girei a cadeira e deste um passo para te aproximares, ficando quase encostado às minhas pernas. Fui balbuciando algumas palavras de resposta ao Sr. Aníbal, enquanto ele papagueva do outro lado qualquer coisa a que tentei dar atenção. A tua presença perturbadora desconcentrava-me. Escrevi isso numa folha de papel, para saberes o que mexias comigo. Pegaste no papel, sorriste e baixaste o corpo, aproximando a boca do meu decote em V, tocando com os lábios na minha pele. Muda, nada podia fazer, para que do outro lado da linha, o cliente não se apercebesse. Aproveitando da situação, deslizaste os dedos pela minha perna, desde o tornozelo, até à coxa, metendo a mão por baixo da saia e acariciando a pele quente. Tentei, com a minha mão, impedir-te de continuares a torturar-me, mas não deixaste, ordenando-me com o olhar que ficasse quieta. Esse era o teu jogo – provocar-me, sabendo que eu não podia reagir. Continuei a tentar conversar com o Sr. Aníbal, enquanto os meus olhos se mantinham fixos nos teus e a excitação começava a tomar conta da minha vontade, do meu corpo.
Ajoelhaste-te e, erguendo uma das minhas pernas, os teus lábios percorreram o mesmo caminho que a mão havia percorrido antes. Uma das tuas mãos, aflorava a minha virilha, fazendo com que eu fosse forçada a conter um gemido.
Puxaste a cadeira um pouco mais e ficaste perfeitamente encaixado nas minhas pernas, o teu peito em contacto com a parte interior das minhas coxas e com o meu sexo, a boca à altura dos meus seios. Tocaste em meus lábios com um dedo, em sinal de silêncio, e eu tentava raciocinar no meio do torpor do desejo, para manter aquela conversa – céus, não podia perder aquela oportunidade de ter encontrado finalmente o Sr. Aníbal. Deslizaste os teus lábios pelo meu pescoço, decote, enquanto desabotoavas a blusa branca, revelando os seios cobertos pelo sutiã branco de renda delicada. Puxaste pelo sutiã, desapertando-o e deixaste-me com os seios nús. Olhei com receio para a porta e sorriste com a ideia de que alguém pudesse entrar de repente. Tentei parar-te, fazendo sinal para fechares a porta, mas tu com um gesto repentino, afastaste as minhas mãos e mergulhaste a boca nos meus seios, fazendo-me calar os protestos. Fechei os olhos por segundos, tentando pensar em algo diferente que não a tua boca gulosa que me excitava.
Continuei a conversa com o Sr. Aníbal que tagarelava do outro lado – valia-me, pelo menos, isso – ele falava pelos dois, nem prestando atenção às minhas poucas palavras.
Foste descendo a boca até tocares a minha cintura. Aí, afastaste-te o suficiente para me retirares as cuequinhas brancas de renda, e começaste a tocar as minhas virilhas com a ponta da língua, enquanto uma das tuas mãos continuava a acariciar-me os seios, massajando, rodando o mamilo entre os dedos, excitando-o, deixando-o durinho. Não consegui conter um gemido e rezei para que o Sr. Aníbal não tivesse ouvido.
A tua língua aproximou-se do meu sexo e afastou-se de novo. Com uma mão toquei os teus cabelos e pressionei a tua cabeça contra as minhas coxas, em busca da carícia desejada. Seguraste na minha mão e mostraste que ali quem mandava eras tu. Aproximaste de novo a boca e continuaste a torturar-me, a tua língua açoitando-me virilhas, coxas, mas evitando propositadamente o meu sexo, a minha humidade.
Até que, finalmente, a tua boca caiu no meu sexo, chupando-me o clitóris ansiosamente, a língua penetrando-me em movimentos sucessivos como se do teu membro se tratasse. Comecei a ficar louca, mas tinha de manter um pouco de lucidez para continuar a conversa ao telefone. Insistentemente, a tua mão nos meus seios, apertando-os, acariciando-os, a tua boca no meu sexo, lábios chupando o clitóris, a língua acariciando o meu interior, absorvendo a minha doce humidade, estavam a deixar-me à beira do gozo. Afastaste um pouco a boca e, olhando-me atrevidamente, passaste um dedo no meu sexo e com ele torneaste os meus lábios, dando-me a provar a minha própria humidade. Mergulhaste de novo no meu sexo, e acariciaste-me até que, de punho contra a boca, enquanto mordia os nós dos dedos, vim-me copiosamente, enquanto tu recebias nos lábios o meu prazer derramado. Perdi a noção de onde estava por alguns segundos e, de olhos fechados, ouvi no meu ouvido – Menina, menina, está aí? – o que me fez erguer de imediato o corpo.
Ergueste-te enquanto eu respondia um – Estou aqui sim, Sr. Aníbal – e com o olhar perguntei-te – E agora?
Tu sorriste, atiraste um papel sobre a mesa e com um aceno abriste a porta e saíste.


Olhei o que estava no papel: – Logo à noite, Sala 2 do cinema do Vasco da Gama, continuaremos.

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Anjo da Guarda Peculiar

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Tuesday Jun 28, 2005

Hoje comecei a trabalhar muito cedo – eram 7h 30m. Acordei cerca das 7h com ideias de criações novas, com ideias de novos projectos e aplicação de algumas experiências. E estou a falar de trabalho, escusam de deixar a vossa mente perversa – como a minha, por vezes – seguir por caminhos errados. Twisted
Foi esse o motivo que me fez pular da cama, tomar um rápido duche sair de casa e dedicar-me ao trabalho, parando apenas para uma pequenina pausa cerca das 12h30m e depois o almoço pelas 14h30m.
E resolvi ir para casa descansar um bocadinho, para compensar a energia gasta durante a manhã, mesmo porque havia ficado acordada até tarde – pela segunda noite consecutiva, embora nesta não tanto – a ver um filme que não posso ainda recomendar, porque acabei por não ver até ao fim.
Deitei-me a tentar ver outro filme – Shall We Dance? que recomendo – e acabei por me deixar envolver na música das danças de salão, na sensualidade e, como já era de esperar, lá me embrenhei em outro sonho – só não sei se acordada ou a dormir – ou fantasia.
Imaginei-me a mim mesma como um anjo da guarda. Mas diferente dos outros anjos da guarda que apenas se dedicam a cuidar dos seus protegidos, este anjo – eu – fazia muito mais. Querem ver?


Acompanhava-o a «ele» para todo o lado. Sentava-me ao seu lado, sem que se apercebesse, olhava-o, sorria-lhe, ouvia atentamente o que dizia às pessoas com quem conversava, ía no carro com ele quando se deslocava. Apenas não lhe tocava, pois sabia que se o fizesse ele iria sentir, como se fosse alguém real, mesmo não conseguindo ver-me, nem podendo tocar-me.
E se lhe sussurrasse ao ouvido ele ouviria a minha voz baixa, sumida, como se estivesse muito longe. Se caísse na tentação de me responder, ainda poderia ser chamado de louco por estar com o vazio – e apenas eu saberia que as suas palavras me eram dirigidas.
Há dias que ele andava tristonho com os seus problemas. A minha vontade como seu anjo da guarda era afagar-lhe o cabelo escuro, passar-lhe a mão na testa para afastar as rugas de preocupação, beijar sua face com carinho e tocar nos cantos dos seus lábios com as pontas dos dedos, fazendo-o sorrir. Tudo isto no meu papel de anjo da guarda, que ajuda a caminhar pela vida com um sorriso, com mais confiança, alegria e esperança em dias melhores por vir.
Mas, esta noite o anjo sentia de forma diferente e queria estar mais perto do seu protegido. Queria fazê-lo sorrir, brincar com ele, conversar, sussurrar-lhe palavras doces ao ouvido. Seguiu-o quando ele saiu para jantar na companhia de alguns amigos.
Entraram no restaurante e sentei-me a seu lado, perto da parede, divertida porque estava ali sem que ninguém se apercebesse. Ele – hum… vamos lá parar de lhe chamar «ele» e dar-lhe um nome, deixa ver… Manuel – então, o Manuel chegou-se um pouco para mais perto da parede já que o restaurante se encontrava cheio, mal sabendo que quase me prensava de encontro à parede, pois a mesa estava encostada a ela. À nossa frente, os amigos do Manuel – o Paulo e o Henrique – que conversavam animadamente. E ali me mantive, sossegada, em silêncio, enquanto eles comiam, bebiam e conversavam sobre imensos assuntos, principalmente, é claro – mulheres – nem é de admirar, pois não? – enquanto eu os ouvia, com vontade de rir umas vezes e de lhes atirar com os pratos vazios à cabeça, outras vezes. Mas, isto de se ser anjo da guarda, impede-nos de fazer tudo o que queremos e desejamos.
Até que uma ideia louca me passou pela mente – louca?! Perversa, isso sim!! – e resolvi colocá-la em prática. Levantei-me do banco corrido onde me encontrava sentada ao lado de Manuel e coloquei-me atrás das suas costas. Comecei por lhe soprar suavemente a nuca, fazendo a pele arrepiar e os pequenos pelo eriçarem. Vi como ele reagiu com um tremor, sem saber o que se passava. Sussurrei-lhe ao ouvido – Estou aqui junto de ti, paixão – e ele assustou-se, deixando cair o guardanapo que tinha nas mãos e olhando para trás e voltando-se de novo rapidamente. Não tive tempo suficiente para lhe observar o rosto, mas a sua expressão deve ter impressionado Paulo e Henrique pois ambos ficaram em silêncio a olhar para ele, acabando por perguntar – Que se passa contigo, Manuel? Porquê esse ar assustado? – no que ele repondeu – Nada, nada!! – mantendo-se alerta.
Nas suas costas eu sorria e queria brincar um pouco mais, provocando-o. Dei a volta e verificando que ele se encontrava ligeiramente afastado da mesa, passei para o lado de dentro do banco como se me fosse sentar, mas erguendo uma perna, passei por cima das dele, sentando-me em seu colo, de frente para ele e aconchegando-me deliciosamente no seu corpo. Manuel quase deu um salto, corou, ficou atrapalhado, enquanto eu me segurava no seu pescoço e lhe tocava os lábios.
Os seus amigos continuavam a olhá-lo achando que ele tinha bebido demais e estava a delirar, enquanto o meu protegido respirava pesadamente e me tocava as costas, olhando assustado pois achava que apenas agarrava um vazio, já que os seus olhos não me conseguiam ver.
Ondulei o corpo numa dança sensual, excitando-o, excitando-me e sentia a humidade que descia pelo meu sexo – sou anjo, mas não sou de ferro, não acham?! Também tenho desejos! – sentia o corpo dele rijo debaixo do meu, o suor que surgia nas suas fontes, a boca semi aberta em busca de ar e que eu beijava, oferecendo-lhe do meu.
E ali fiquei durante uns minutos, esfregando os meus seios no seu dorso, os cabelos no seu rosto, enquanto ele não sabia que fazer, dominado por uma paixão intensa e por um desejo voraz, e os amigos o olhavam sorrindo e dizendo algumas frases entredentes que Manuel nem conseguia ouvir – nem sequer tentava. Já esquecido de onde estava e com quem estava, apenas pensava que nunca tal lhe tinha acontecido – Quem era aquela desconhecida que lhe sussurrava ao ouvido e o colocava louco, sentada no seu colo, movimentando o corpo daquela forma inquietante e cheia de volúpia? – e fechou os olhos, tentando conter o ritmo acelerado do seu coração.
Até que achei que já havia ido longe demais e resolvi parar, sussurrando apenas nos seus lábios que eu era o seu anjo da guarda e que bastaria pensar em mim, para que eu me sentasse no seu colo sempre que ele assim o imaginasse.
Ele respondeu-me sorrindo – És um anjo da guarda peculiar! – e deixou de me sentir.

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Luar no Terraço

Posted by Sutra under Fantasias e Sonhos on Tuesday Jun 21, 2005

A noite chega rapidamente, erguendo um manto de estrelas sobre a cidade. No alto a Lua que traz consigo uma sombra. Ele sentado à secretária, trabalha incansavelmente enquanto olha o relógio e vai passando a mão pela testa, queixo e pescoço, como se, com isso, pudesse aliviar o cansaço e fazer com que as horas de trabalho ainda pela frente desaparecessem. Encosta-se na cadeira e vê aquela sombra projectada no terraço.
Levanta-se, dirigindo-se para a janela que dá acesso ao exterior. Silêncio, somente. E uma mesa e cadeiras ao centro, onde toma um café nas noites mais quentes, como esta. Um espreguiçadeira.
Ergue os estores e sai para o terraço, sentindo que os pelos da nuca se eriçam como se uma presença estranha estivesse no terraço.
Percorre-o com o olhar até estacar numa figura debruçada sobre a murada do terraço, olhando para as luzes da cidade em movimento. Aproximando-se, apercebe-se ser uma figura feminina, coberta com um simples manto branco. Como havia ela ido ali parar? Por onde havia subido?
Ela vira-se e sorri-lhe. Dá três passos miúdos, silenciosos, estica um braço, tocando-lhe o rosto. Quando ele abre a boca para falar, ela apenas lhe toca os lábios com a ponta dos dedos, silenciando-o. Segura-lhe a mão e leva-o até à cadeira mais próxima, a espreguiçadeira, fazendo com que se sente e deite. Ajoelha-se ao lado da cadeira e beija-o suavemente nos olhos, levando-o a fechá-los, deixa-lhe um leve sopro na testa, toca-lhe nos cabelos curtos e beija-o delicadamente nos lábios. Ele mal sente aquele toque, mas fá-lo estremecer de antecipação. Os minutos parecem eternos e ela vai tocando cada pedaço do corpo dele, enquanto o despe. Quere-o à sua mercê, quer que ele seja apenas dela naquela noite. Depois… depois se verá...
Ele não consegue reagir, apenas sentir cada carícia que lhe penetra a pele e desfaz a alma em prazer. Ela retira o manto que a cobre e fá-lo abrir os olhos para a ver, corpo apenas banhado pela lua cheia.
Ele ergue-se e puxa-a para o seu colo, sentando-a nas suas pernas. Beija-a apaixonadamente, sôfrego daquele momento inqualificável, estranho, místico. Desliza as mãos com suavidade e paixão pelo corpo dela, até lhe tocar o sexo, que acaricia docemente, mais fortemente, até a fazer suspirar e estremecer num doce orgasmo, enquanto mergulha o rosto nos seus seios, fazendo-a tombar a cabeça em seu ombro.
Depois é ela quem ergue o corpo, toca-lhe sentindo a excitação que o possui, e com as sua mão o coloca dentro dela, sorrindo como quem recebe um presente.
Abraça-se no seu pescoço, penetra as mãos no cabelo dele e, olhando-o profundamente nos olhos, inicia um movimento que os leva à loucura, ao cume do prazer, num orgasmo que ultrapassa a realidade. Repousam por momentos infinitos.


Ele abre os olhos, acha que adormeceu no terraço, em resultado do trabalho em excesso. Está coberto com um manto branco apenas, suas roupas espalhadas no chão.
Não foi um sonho, não foi a Lua.
Foi uma mulher-mistério. Quem? – pergunta-se.

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