The Life – XVIII

Posted by Sutra under The Life on Tuesday Aug 31, 2010

2003 – 23 anos.
Filipe [continuação].
Do restaurante seguimos para um bar na zona do Cais do Sodré, onde permanecemos até cerca da uma da manhã. Durante esse tempo aumentou o número de vezes que as suas mãos roçaram as minhas, que os seus joelhos encostaram nos meus por baixo da mesa, que os nossos olhos se cruzaram em silêncio, mas num entendimento do que ambos sentíamos e desejávamos. A atracção passou a um enorme tesão que aflorava os sentidos e me fazia sentir aquela vontade de experimentar o que a sua boca me prometia. Até que colocou a sua mão em cima da minha e entrelaçou os dedos, puxando-me e fazendo com que me debruçasse sobre a mesa na sua direcção. Inclinou-se e roçou os seus lábios nos meus, fazendo com que semicerrasse os olhos.
- Apetecia-me fazer isto há muito tempo.
– Não me vais dizer que é desde o primeiro dia que nos vimos, pois não?
– tentei brincar, para disfarçar a respiração meio descontrolada, por efeito do beijo.
- Não, desde aí não, mas no dia a seguir, desde que bebemos café.
– Hum.
– Hum. Já vi que tens esse hábito quando estás na dúvida.
– riu-se – mas é verdade. Foi desde o segundo dia.
Sentou-se ao meu lado e trocámos mais um beijo, um simples roçar de lábios que fazia aumentar o ritmo das batidas cardíacas.
- Por mim, íamos embora daqui para outro lugar. Se quisesses, claro…
– Quero
– respondi-lhe.
Chegados ao parque de estacionamento, esperou que eu abrisse a porta do meu carro, disse-me para entrar e debruçou-se para me dar mais um beijo, os dedos deslizando pelo meu pescoço. Desta vez, o simples toque de lábios transformou-se num devorar de bocas, num entrelaçar de línguas que nos deixou a ambos sem fôlego.
- Posso levar-te a conhecer a minha casa?
– Sim, vamos
– respondi, demonstrando que não importava o lugar, só queria mesmo estar com ele.
- Mas aviso já que ainda não tenho fogão.
– Eu também não estou com intenções de comer. Pelo menos, comida…
– Não? Então?
– perguntou, adivinhando a resposta, mas mostrando que a queria ouvir da minha boca.
- Não… comer mesmo, só a ti. E já sinto fome…
– Não nos vou fazer esperar mais. Vamos.

Meia hora depois de percorrer algumas avenidas e ruas de Lisboa, indicou-me que estacionasse o carro e esperasse por ele. Entrou na garagem de um prédio, onde deixou o carro e regressou minutos depois para me vir buscar. Subimos no elevador alguns andares, não recordo em qual parámos, até porque só lá regressei mais uma vez na semana seguinte e também só de noite, e, quando saímos.
Depois de porta fechada recordo-me de ter pegado em mim ao colo e eu de ter abraçado a sua cintura com as pernas. Foi assim a primeira vez que fizemos sexo: de pé, encostados à parede, numa urgência louca de satisfação. Na verdade, isso parece ter-se tornado a nossa constante: sexo de pé. Foi assim a maior parte das vezes que o fizemos. Fosse no apartamento dele, fosse no meu. Ele adorava pegar em mim ao colo e fazer-me descer sobre o seu membro duro, que entrava em mim profundamente e me preenchia como eu gosto de sentir. Um dos seus grandes fetiches era que eu fosse ter com ele, sempre sem lingerie e de saia. Para que bastasse erguer-me e penetrar-me rapidamente. Depois uma sucessão de movimentos loucos e um orgasmo ainda mais louco. Podia ser numa rua estreita, num estacionamento automóvel, abrigados pelas sombras da noite. Foi um caso tão curto quanto alucinante. Durou cerca de um mês e acabou porque assim tinha de ser. Ambos sabíamos que a única coisa que nos ligava era sexo e boa conversa. Mas que era bom, sem dúvida.
Encontravamo-nos uma ou duas vezes durante a semana e passavamos os fins de semana a experimentar todas as variantes. Na cama dele ou na minha. No chão da sala dele ou no da minha. Mas principalmente de pé no meio da sala, do quarto ou da cozinha… na minha casa ou na dele.
Não sou assim tão saudosista a ponto de ficar presa aos acontecimentos do passado, mas o certo é que foi muito intenso. Bom. Muito bom.
A seguir vou recuar no tempo e falar-lhes do Ricardo.

Sutra

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The Life – XVII

Posted by Sutra under The Life on Sunday Aug 29, 2010

2003 – 23 anos.
Filipe.
Ainda antes de falar do Ricardo, um caso que tive entre o fim de 2001 e início de 2002 – e do qual já falei aqui algumas vezes – vou falar do Filipe. Acho que nunca o mencionei sequer. Do Ricardo falo a seguir.
Conheci o Filipe numa fila de supermercado, no ano de 2003. Por mais estranho – ou habitual, já nem sei – que vos possa parecer, a verdade é que foi mesmo quando estava numa fila dentro do hipermercado. Não na caixa de pagamento. Mas no balcão das comidas já confeccionadas. Claro! Onde mais me haveriam de encontrar senão no local onde posso adquirir a comida já pronta a comer? Pronta é como quem diz, bastando apenas a passagem de uns escassos minutos pelo micro-ondas.
Pareceu-me um daqueles homens mal habituados a escolher comida, mal habituados a compras. Ou seja, um ‘dondoca masculino’ – isto foi o que pensei no momento em que batia o pé, aflita para que ele se despachasse na escolha. O meu estômago reclamava por comida e não admitia grandes esperas, senão começava a emitir ruídos de forma desesperada. Mas se pensam que ‘dondoca masculino’ foi a única expressão em que pensei naquele momento, estão redondamente enganados. Fiz o filme completo do que era [hipoteticamente] a sua vida. Homem de negócios, habituado a ter em casa uma mulher que lhe tratasse de tudo: ir às compras, tratar da roupa, comida sempre pronta na mesa, e todas aquelas boas coisas que qualquer mulher feliz faz. Quem sabe daquelas que até o esperava com as pantufas e o jornal na mão, dividindo o tempo entre o fogão, as crianças e o marido.
Sim, eu sei: pareço uma feminista inveterada. Mas não sou. Calma. Reparem que este era o meu pensamento na altura, motivado pelos pontapés raivosos que o estômago lhe espetava devido à fome. Eu estava-lhe com um pó que nem imaginam!!
Imaginei ainda que a mulher o teria deixado, farta daquela vidinha e que, S. Exª agora teria de se desenvencilhar sozinho, no que estaria a ter enormes dificuldades. A minha imaginação fértil não parava e a história ia crescendo. Mesmo quando começava a entrar em detalhes mais dramáticos, quase a raiar o terror, eis que resolvi colocar um basta. Cheguei junto dele e, o mais docemente que consegui [leia-se irónica], aconselhei-o a optar pela carne de vitela estufada com batatas no forno. Era muito tenra, eu mesma havia levado naquela semana e gostava imenso da receita. Tretas. Por mim até podia comer a carne estragada, desde que saísse da minha frente. Mas não é que foi isso mesmo que ele levou? Muito bem! E ainda me agradeceu por cima, como um sedento no deserto, perante um copo cheio de água fresca. O importante é que resultou e ele foi-se.
Mas esta foi a primeira vez que nos cruzámos. Mal sabia eu que, no dia seguinte, pela mesma hora, lá estava ele na fila da comida take away. Sorte a minha desta vez: ele estava alguns números atrás de mim. Sorriu-me, e sorri-lhe simpaticamente, principalmente pela posição em que estava. Afinal, hoje não teria de assistir às suas indecisões. Mal tinha acabado de me virar, depois do cumprimento, ouvi a voz dele perto de mim:
- Boa noite, como está desde ontem?
- Bem, obrigada.
- Quero agradecer-lhe pela recomendação, tinha razão, a carne estava uma delícia. – Ainda bem, fico satisfeita que tenha gostado – e virei-me ao ouvir o som de chamada de novo número.
Mas ele era persistente.
- Que me recomenda hoje?
Respirei fundo e respondi, tentando ser simpática, apesar da falta de paciência:
- Acho que, pela experiência de ontem, pode escolher qualquer coisa que será sempre a seu gosto. Como lhe disse, costumo levar e não tenho quaisquer razões de queixa.
- E sobremesas?
- A mousse de chocolate é deliciosa – respondi com um sorriso.
- Obrigado – e sorriu-me de volta.
Uns minutos depois chegou a minha vez, fui atendida e, ao ir embora, passei por ele e despedi-me com um ‘até outro dia’. Ele hesitou e, surpreendeu-me:
- Aceita tomar um café? – e continuou com um sorriso de menino – para a compensar pela demora de ontem e para agradecer a ajuda.
Só então reparei que fazia umas covinhas quando sorria. Porque é que eu nunca resisto a estas covinhas? Num impulso, aceitei, esperei que ficasse despachado e fomos até um dos muitos cafés do centro comercial.
Fiquei surpreendida com o que fui conhecendo de Filipe. É verdade que a má impressão da véspera tinha tido origem apenas na minha má vontade, no cansaço, na falta de paciência e para concluir tudo isso, no que a minha mente tinha criado, só de olhar para ele. Ele era simpático, bem humorado e muito prático. Se estava separado?
Sim, mas não tão recentemente como eu ‘inventara’. Tinha tido uma relação durante seis anos, que terminara havia um ano. Não tinha filhos e dava aulas de Fiscalidade num centro de formação. Vivia sozinho, sim. Até sabia cozinhar e tratar das coisas dele, sem ajuda feminina. Quase engoli em seco quando ele falou isto. Que vergonha! Ainda bem que ele não podia adivinhar a história que eu havia criado em seu redor. O problema era simplesmente um fogão avariado ainda dentro da garantia, foi para reparação e, até o ter de volta, tinha de se desenrascar com micro-ondas. Sendo que, detestava fast food.
Ficámos ali umas duas horas na conversa, depois trocámos contactos de telemóvel e combinámos de encontrar por aqueles dias para jantar ou tomar qualquer coisa.
Na semana seguinte telefonou-me a meio da tarde e convidou para jantar nessa noite. Levou-me a um restaurante de comida nepalesa, salvo erro na Avª do Brasil. Adorei a experiência, tanto da comida, que nunca tinha experimentado, como da companhia. Confesso que, a meio do jantar, já o clima tinha mudado e eu sentia aquela sensação de ansiedade. Ele atraía-me. O seu sorriso, os olhos curiosos, o humor. Não era um homem bonito, mas tinha um enorme charme, divertia-me. Cativava-me. É, na verdade, o que importa à maior parte das mulheres, penso eu. O que nos arrebata os sentidos, o que nos seduz, não a imagem que os nossos olhos comem e que, nem sempre é a real.
A atracção intensificou-se de tal modo que nada me importava mais a não ser Filipe, o seu sorriso e o olhar com que me brindava sempre que apenas me escutava, ou, quando falava e eu o ouvia a ele. Estava perante uma daquelas situações em que se houvesse qualquer avanço e intenção da parte dele, mergulharia de cabeça sem pensar duas vezes e passaria a noite com ele.

[continua]

Sutra

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Prazeres

Posted by Sutra under Excertos de Colectânea on Friday Aug 27, 2010

[...]
Tenho um lenço de seda da cor dos meus lábios entreabertos, deslizando pelos dedos que te acariciarão esta noite. O tecido acaricia-me a pele, como anseio que o faça a tua boca de contorno quente e macio.
E quando te tiver junto a mim, beijar-te-ei e envolverei o teu corpo com o meu, abraçando-te com os meus braços e pernas, armas guerreiras nesta batalha de corpos que travaremos na tua cama.
E o lenço de seda atravessará o teu rosto, ocultando o teu enigmático olhar do atrevimento do meu, encerrando a previsibilidade do gesto com que te dominarei.
Serei tua dona e tu meu escravo, com gritos de luxúria quebrando o silêncio da noite. Gritarás meu nome, pedindo que derrame meu corpo pelo teu em espasmos de prazer, e o meu gemido de vencedora ecoará na noite.
Meu!
És meu!
Entrarás no meu corpo nesta cavalgada alucinante, levando-me contigo para terras do imaginário, unindo espíritos, mais que corpos. Entrelaçando desejos, trocando beijos.
[...]

Sutra

[excerto de colectânea registada – Todos os Direitos Reservados]

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Just an illusion…[?]

Posted by Sutra under Diário on Thursday Aug 26, 2010

Old… old… old…
Grin
Ilusão? Sim ou Não?


Imagination – Just an Illusion

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Red

Posted by Sutra under Fotografia on Wednesday Aug 25, 2010


Esta foto é daquelas antigas que tirei com a cuequinha comestível que veio da Sexy Loja [toca a espreitar a sexshop online, se faz favor!]

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Peaceful

Posted by Sutra under Diário on Wednesday Aug 25, 2010

Estou mesmo a necessitar de uns dias de repouso longe de tudo o que me faça recordar trabalho, reuniões, empresa, telefones, contas, negócios, clientes.
Já há alguns anos que Setembro é o meu mês de férias. Escolhia esta altura por ser mais calmo, sem aquele reboliço de praias cheias, o Agosto dos emigrantes, estrangeiros.
Nunca gostei muito de levantar cedo para ir para a praia ou ter de dar voltas até conseguir arrumar o carro e isso é o que acontece aos fins de semana e no mês de Agosto.
Setembro é o mês da paz. Sossego. Calma. Relax.
Entro de férias já dia 1 e vou ficar por cá os primeiros dias. Mas no dia 13 parto para um refúgio onde vou permanecer por uma semana. Esse vai ser mesmo o meu ‘peaceful’ place. Acordar, tomar pequeno-almoço na varanda a olhar o mar. Descer, atravessar a estrada e entrar na praia, apenas com um livro, toalha e uma garrafa de água. Deitar numa espreguiçadeira ao sol ou debaixo do chapéu. Namorar muito. Tomar banho a quase 100m de distância de outras pessoas. Fazer amor entre as ondas do mar. De dia ou de noite. Porque o quase isolamento o permite. Jantar à luz das velas. Passear junto à praia, de mãos dadas. Sentar no muro e trocar carícias até desejar correr até ao quarto para dar azo a todo o tesão.
Isto sim é descanso e total descontracção.
Entre os dias 13 e 20 de Setembro é isso que vou oferecer a mim mesma.
O resto das férias será por cá a dormir muito, a descansar, passear, ler, escrever.
Até lá ainda tenho o resto desta semana e início da próxima para amargar… Smile

Sutra

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The Life – XVI

Posted by Sutra under The Life on Monday Aug 23, 2010


2001 – Agosto.
Vítor.
O Vítor foi um dos romances mais fulminantes e quentes que tive. De entre os mais curtos.
Conhecemo-nos no Algarve, quando fui passar quinze dias na casa de férias de uma amiga, a São. Ela estava sozinha com uma tia porque os pais ainda não estavam de férias e lá fui eu ter com ela.
A casa ao lado havia sido alugada aos pais do Vítor durante todo aquele mês de Agosto. Conhecemo-lo logo na primeira noite, devido às conversas habituais que surgem entre ‘vizinhos’, neste caso, entre a mãe dele e a tia da São. O facto de jantarmos, invariavelmente, no quintal, também proporciona as ditas conversas.
Acabámos por sair os três, pois ele ofereceu-se para nos levar a um dos bares que costumava frequentar e onde se encontrava com outros amigos.
Na noite seguinte repetimos mas já se notava um ambiente diferente entre os três. Acho que ele começou a ficar dividido entre as duas e ambas estávamos a tentar seduzi-lo. Não comentávamos uma com a outra, mas foi surgindo naturalmente, até que ele se atreveu e lhe deu um beijo, no bar. Confesso que senti um ‘baquezinho’ naquele momento, quando os vi de bocas coladas, mas não demorou muito para ele me puxar para ele e me dar também um beijo. Ainda hesitei mas ao ver o sorriso da São, não recuei e senti o fogo que ele fazia passar dos seus lábios para os meus.
Percebi que este menino queria brincar e pensei que ele teria o que queria… até certo ponto. Enquanto pensava isto, pisquei um olho à São que sorriu e retribuiu.
Não sei como, nem quando, ou sequer de que modo, deixámos os amigos no bar e fomos na direcção da praia, mas a dada altura dei por mim sentada no muro, pernas afastadas e o Vítor abraçado à minha cintura, beijando-me o pescoço, enquanto a São, nas costas dele, o beijava na nuca.
Beijava uma e outra, tocava uma, tocava outra e as carícias foram ficando cada vez mais intensas. Em certo momento, só me apercebi que ele tinha uma mão dentro dos calções da São, desabotoados, enquanto me abocanhava um seio, mordiscando e lambendo o bico erecto que lhe tocava a língua, enquanto os meus gemidos se misturavam com os da São que tocava no volume acentuado que o Vítor já exibia. Mergulhei nas sensações que me passavam pelo corpo e voltei apenas a sentir o que ele fazia com a boca no meu corpo.
Pouco depois, quando senti os dedos dele subirem curiosos pelas minhas coxas nuas, já que eu usava mini-saia, suspirei sabendo de antemão a carícia que ele me ia fazer de seguida: a mesma que já tinha levado a São a um enorme grau de excitação. E, quando me tocou não consegui conter o estremecimento de prazer, enquanto os seus dedos me tocavam a carne húmida, excitada. A São estava ajoelhada entre nós, a sua boca a deslizar pelo membro erecto de Vítor que tremia de prazer.
Afastando as minhas coxas com as mãos, tirou-me as cuequinhas e mergulhou o rosto no vértice que escorria o néctar que ele recebeu nos lábios. Fez-me vir assim, ao fim de alguns minutos, enquanto a São apressava os movimentos com a boca e os dedos, para o fazer vir também nesse instante.
Partilhámos ali momentos muito intensos que vieram a terminar quando chegámos a casa. A São despediu-se com um beijo e um ‘estou com sono, vou dormir, fiquem vocês’ e piscou-me o olho. Sem combinar nada, senti como que um sinal para eu continuar sozinha que ela tinha ficado por ali mesmo.
E foi o que fiz.
Ficámos abrigados no quintal dele, deitados numa espreguiçadeira, conhecendo-nos, tocando-nos e elevando a nossa resistência ao limite. Até que a quebrámos e fizemos amor ali mesmo, contendo os gemidos, os movimentos, para não acordarmos ninguém.
A intensidade daquela noite foi o início de uma experiência linda. Na noite seguinte assumimos perante todos o relacionamento. A São não ficou sozinha, andou com o Paulo, um dos amigos do Vítor.
O fim das férias, foi o fim do relacionamento – típica curte de Verão – mas muito, muito forte, intensa.
Ainda trocámos alguns mails, telefonemas, mas não voltámos a ver-nos.

© Sutra

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The Life – A continuar brevemente…

Posted by Sutra under The Life on Saturday Aug 21, 2010

Pediram, pediram… eu vou dar o que querem…


I
1980.
O ano em que uma coisa minúscula vem ao mundo. […]

Publicado a 22 de Abril de 2008


II
Anos 90.
[…]Acendi a luz, puxei pelo livro que tinha colocado debaixo do colchão e abri-o. No meio, a revista brilhava com as suas fotos proibidas que me fizeram sentir algo que eu desconhecia. ‘Senti coceguinhas na minha barriga’[…].

Publicado a 24 de Abril de 2008


III
Com os meus 12 anos veio também a experiência da primeira masturbação e do primeiro orgasmo. Na altura não fazia a mínima ideia do que isso significava, mas aconteceu quando encontrei um dos vídeos dos meus pais, numa caixa [a mesma, claro] em cima do roupeiro.[…]

Publicado a 28 de Abril de 2008


IV
Foi também aos 12 anos que dei o primeiro beijo de língua.[…]
Abrimos os lábios, encostámo-los e lá começou a exploração. Toques de língua uma na outra, tacteando, experimentando e depois o envolvimento, o sentir que aquilo era bom.
Dava um friozinho na boca do estômago, assim uma sensação que amolecia e me fazia sentir tão bem.
E assim foi o meu primeiro namorado e o primeiro beijo de língua.[…]

Publicado a 30 de Abril de 2008


V
1993.
13 anos.
Namorado: Carlos, da mesma idade que eu, andava na mesma turma e tinha um jeito de quem sabia muito, mais para tentar mostrar algo, do que de facto. […]

Publicado a 6 de Maio de 2008


VI
1994-95
Dos 14 aos 15 anos.
Namorado: João. Meio arruivado, com umas sardas no nariz que o incomodavam a ele mas que eu considerava darem-lhe um ar de graça rebelde, muito natural. A troca tímida de olhares era a constante nos intervalos das aulas.[…]

Publicado a 28 de Maio de 2008


VII
15 anos.
Curte: Chico. […]
Foi assim uma vontade ao primeiro olhar. E não tinha passado nem duas horas após nos conhecermos e já estávamos atracados aos beijos. Mas, ele beijava… ena… só um beijo dele era quase um orgasmo! Os seus lábios pareciam querer abarcar os meus, mantendo-os completamente submissos, entregues às mordidas e aos beijos longos, longos, longos. A língua, envolvida na minha parecia querer permanecer assim por horas, deixando-me sem fôlego.[…]

Publicado a 2 de Junho de 2008


VIII
1995-96
15-16 anos
Namorado: André. [...]
O André foi o primeiro rapaz que me ensinou o que era o sexo oral. Foi o primeiro perante o qual me despi completamente. Foi ele o primeiro que me tocou a vulva com os seus lábios. Que me chupou o clítoris, que me introduziu a ponta de um dedo no sexo, enquanto me lambia. Foi ele o primeiro a quem eu toquei no pénis com meus lábios. Foi dele o primeiro gosto a homem que senti na boca. Foi ele o primeiro que vi vir-se para mim.[...]

Publicado a 4 de Junho de 2008


IX
1997
17 anos
Namorado: Rudolfo. Com os 17 anos veio o anseio pela maturidade, ou pela aparência dela. Aquele ano de quase-maioridade foi repleto de inconstância, de dedicação a estudar, e de pouca vontade para prisões. Apesar disso apareceu o Rudolfo, um namoro um pouco morno, sem grandes paixões, mais por amizade e companheirismo do que outra coisa.

Publicado a 12 de Junho de 2008


X
1998 – Verão.
18 anos.
Quem? Miguel. Um romance que durou tanto tempo como qualquer romance de Verão deve durar. Uma época. Entre o calor do sol e as águas frias do mar. Entre as manhãs quentes e as noites longas de prazer.[...]
A grande característica-qualidade do Miguel era a sua boca, a sua língua. Céus! Mas que maravilhas ele sabia fazer com aquela boca. Eram minetes que me deixavam completamente sem forças dos orgasmos que me fazia sentir. Um verdadeiro ‘lambedor profissional’ o que fazia com que eu ficasse húmida só de pensar nele. Agora imaginem quando estava junto dele e sentia o seu cheiro, o seu toque, a sua boca. Ele beijava-me e o meu corpo ficava tenso como as cordas de um violino, prontas para o toque mágico dos seus dedos.[...]

Publicado a 16 de Junho de 2008


XI
1999.
18-19 anos
Namorado: Luís. O ‘tal’. O que me arrebatou o coração, o corpo e… a virgindade.
Bastante moreno, de olhar cálido, não muito conversador, mas sabendo transmitir em cada gesto o que sentia, pensava e queria. Foi aquele que me fez desejar perder a virgindade e sentir o prazer de fazer amor pela primeira vez. Eu tinha 18 anos, quase 19, ele tinha 20.[...]

Publicado a 18 de Junho de 2008


XII
1999
18 anos
Namorado: Luís – ainda.
Não posso deixar de recordar alguns episódios com o Luís que ainda hoje me fazem sorrir e sentir uma emoção suave e bonita.[...]
Lembro bem da sua mão a subir pelas minhas coxas, acariciando a pele, apertando a carne, fazendo com que se abrissem, involuntariamente, dando passagem aos seus dedos para que tocassem o meu sexo que os chamava. Quase consigo sentir o modo como os seus dedos acariciavam por cima do tecido, a sua língua gulosa enlaçada na minha, o seu pénis duro por baixo do meu rabo, roçando-se nele, e o desejo de fazer amor ali mesmo, apesar das pessoas que passavam esporadicamente, olhando-nos de relance.[...]

Publicado a 27 de Junho de 2008


XIII
1999 – Setembro.
19 anos
Namorado: Luís.
Por agora conto mais uma das nossas aventuras diabólicas, que preencheram o cerca de um ano de namoro.[...]
Sorri, sabendo o que ele queria e soltando o meu cinto de segurança – sim, eu sei que não deveria, mas de outra forma é impossível – debrucei-me sobre o seu corpo e comecei a beijar suavemente o pénis, enquanto as mãos deslizavam por ele em movimentos de vaivém, apertando suavemente, massajando, alisando, enquanto os lábios o rodeavam e a língua saboreava o seu gosto deslizando pela pele.[...]

Publicado a 2 de Julho de 2008


XIV
2001 – Junho
20 anos
Caso fugaz: Paulo. Conhecemo-nos numa festa de amigos, na Kapital e, entre conversa, sorrisos, toques na mão, o ambiente foi sendo preparado para uma saída a dois, meio de fugida dos olhares curiosos.
E lá nos metemos no carro dele e fomos até onde?
Hum…[...]

Publicado a 15 de Julho de 2008


XV
2001
Miguel. Uma paixão que durou um Inverno.
[...]
Quando entrámos, havia um forte aroma no ar, resultado de incensos e velas, não existia demasiada claridade, sem no entanto estar demasiado escuro. O ambiente estava atractivo, música exótica a fazer lembrar tribos africanas, com algumas mesas pequenas e baixinhas e, em vez de bancos ou cadeiras, existiam almofadões. Havia ainda um pequeno estrado redondo ao centro da sala principal, que eu não sabia para que servia, mas fez-me arrepiar ao ver correias pousadas em cima dele, bem como outras iguais que partiam do tecto.
[...]

Publicado a 19 de Janeiro de 2009

© Sutra

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Sabes…

Posted by Sutra under Diário on Wednesday Aug 18, 2010

... tenho este dia marcado na minha agenda…

Adivinha porquê!

Pensa no que te espera… Céu ou Inferno… Hummm…

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Partes do corpo… in ‘A Sutra responde’

Posted by Sutra under Sutra responde on Sunday Aug 15, 2010

SUTRA RESPONDE


Pergunta à Sutra:

Ricardo: [não é o mesmo]
Que partes do teu corpo gostas mais?
Quais as partes do corpo de uma mulher que pensas que os homens gostam mais?
E finalmente…que partes do corpo nos homens gostas mais?

Sutra responde:

Antes demais, gostaria que estas perguntas se estendessem a todos que visitam e leiam e não apenas para eu responder.
Quanto à primeira, devo dizer que é difícil porque nunca pensei realmente muito nisso, talvez as mãos. Não sei por serem… habilidosas… [entendam como quiserem…] Gosto muito do meu cabelo e de o manter com algum comprimento… fácil de ser agarrado. Confesso que é bem interessante em algumas situações que nada têm a ver com beleza ou estética. Da boca… vale a pena explicar?...
Acho que do conjunto todo. Grin
A segunda pergunta é dúbia. Normalmente o que os homens olham primeiro? Seios e rabo. Ponto assente. E não venham dizer que olham primeiro para os olhos, para a boca, para as mãos. Não é verdade. Homem olha primeiro para o que está entre o pescoço e os joelhos. Mas isso é ‘olhar’ e entre o olhar e o gostar pode ir uma pequena ou grande diferença. Mas isso acho que varia de homem para homem e também consoante a mulher que se lhes depara. Numa podem gostar mais da boca, noutra, dos olhos, ou do rabo, das pernas, dos seios, das mãos, dos gestos, da voz.
Quanto ao que eu gosto mais nos homens… o primeiro olhar recai, se visto de trás: no rabo! Obviamente. Nem vou negar uma coisa dessas! Os ombros, o cabelo. Depois o olhar, a boca, as mãos. E a voz.
Adoro uma voz profunda, meiga e sedutora. Nada de vozes trémulas, afeminadas e esganiçadas. Gosto de um olhar penetrante, fixo [não confundir com olhos esbugalhados, faxavor]. Mãos longas, dedos compridos, unhas bem tratadas. Mas o rabo… ui… rabo firme, daqueles que dá muita vontade de agarrar logo ali.
Por fim… a boca. Numa palavra só: S-E-D-U-T-O-R-A. No sorriso, nos movimentos enquanto fala, sei lá. Um conjunto de coisas daquelas que… arrepiam. Wink

O desafio é para eles e para elas: o que vocês gostam mais? [mentir não vale].

Sutra

Nota: o leitor está identificado porque deixou a sua questão na caixa de comentários, mas sempre que seja enviada por email (correiodasutra gmail com) não o será.

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Alguém – A história

Posted by Sutra under Contos on Friday Aug 13, 2010

A história de Alguém

Encontrámo-nos a meio do dia numa loucura que me acometeu. Sem pensar, virando costas a qualquer prudência, decidi encontrar-me com o desconhecido. Apenas sabia o seu nome e um nick, a idade aproximada e palavras. Recordo com demasiada nitidez as sensações que me invadiam sempre que notava a sua presença. A sensação de ter borboletas na barriga. Não, não me digam que isto é estar apaixonado, porque isso tenho a certeza de que não se tratava. Mas podia acontecer. Certo é que nunca me deu tanta vontade em encontrar-me com alguém para descobrir o significado destas sensações tão estranhas quanto ele. Sempre fui receosa, sempre me protegi, mesmo conhecendo melhor as pessoas com quem falava habitualmente. Com ele não consegui.
Mas naquele dia, sem qualquer hesitação, quando me desafiou a encontrar-me com ele, fui. Indecisão sobre o local, preferi escolher um terreno neutro: Belém. Mais tarde acabaria por me arrepender dessa decisão. Não a de me encontrar com ele. Mas do sítio que escolhi para esse encontro. Demasiado público.
14:45 horas. Estava adiantada. Mas não conseguia controlar a ansiedade, meti-me no carro e fui até lá: Vela Latina. Um local que ele conhecia e uma das minhas esplanadas preferidas de Belém e onde me sentava a comer gelado deixando que as horas passassem por mim, no prazer de relaxar e deixar o pensamento vaguear. Mas não naquela tarde. Com receio de parecer demasiado ansiosa, resolvi ficar dentro do carro até serem exactamente 15:00 horas, a hora que havíamos combinado.
Mesmo agora, quando penso nisso, decorridos que são sete meses, quase posso sentir o mesmo nervoso, o pulsar do coração, as batidas aceleradas.
Saí do carro, subi os degraus e atravessei a esplanada mas não vi nenhum homem sozinho que parecesse esperar por alguém. Não contei com o homem de cabelos grisalhos e de óculos na ponta do nariz. Bastou-me observar o que lia: o jornal The Sun. Não quis ficar na esplanada e entrei, dirigindo ao balcão para ceder ao capricho habitual: o gelado. Era uma boa forma de manter as mãos ocupadas para não entrelaçar e desentrelaçar os dedos , vezes sem fim.
Quando estava a pagar, senti o toque no ombro e a pergunta em tom baixo:
- Su?
Estremeci e virei-me. Ali estava ele.
- Sim, sou eu – respondi, desnecessariamente, com um sorriso. Claro que era eu. Ele sabia-o. E eu sabia que ele tinha a certeza disso.
Atrapalhação. Olhares fixos nos olhos um do outro. Beijos a medo na face. Dificuldade em falar. Tentativa de brincar, na certeza, um e outro, de que disfarçávamos muito mal o impacto daquele encontro. Acabou por ser ele a salvar a situação, ao indicar a esplanada para nos sentarmos, enquanto brincava bem ao estilo do pouco que eu tinha conhecido. No entanto diferente. Ao invés da pessoa faladora, nervosa, extrovertida que pensava encontrar, deparei-me com alguém mais calmo, com um sorriso travesso e um olhar profundo e meigo.
Apeteceu-me beijá-lo. Mas quando me passou tal ideia tive de baixar os olhos com medo de revelar a vontade que me invadia tão fortemente.
Conversámos sem que me apercebesse do tempo que passava. A dada altura tudo mudou. Ele chegou a cadeira para junto de mim e disse:
- Apetece-me beijar-te.
Limitei-me a olhar para ele, para os seus lábios, imaginando o beijo.
- Há tanto tempo que imagino como será o teu gosto.
Inclinei-me para ele e aproximei os lábios dos seus, sem uma palavra. Não consegui dizer nada. Apenas mostrar que a minha vontade era igual à dele. Foi naquele momento, quando a sua boca se apertou na minha e a sua língua me invadiu que maldisse a escolha do lugar. O beijo era uma invasão não apenas da boca, mas dos sentidos. A sua mão apertou-me a coxa, coberta pelo tecido fino das calças. Ofeguei. Só desejava não ter de parar por ali. Gemi entre os seus lábios e senti-o estremecer. Interrompeu o beijo e encostou a testa na minha, os olhos fechados. Passou o braço sobre os meus ombros e abraçou-me. – Vamos sair daqui? – sussurrei-lhe ao ouvido.
Afastou o rosto, olhou-me como que para confirmar a veracidade das minhas palavras.
- Tens a certeza?
– Absoluta. E tu?
– Não há nada que queira mais. Só não sei se será o melhor para nós. Tenho algum receio das consequências depois.

Não consegui responder-lhe. Olhei-o, simplesmente.
Sabes que mais? – disse. Pressionou os meus lábios com os seus, com força e continuou – que se lixe a cautela. Que se lixe o depois. Vamos. Pegou-me na mão e saímos do Vela Latina.
No estacionamento, e depois de combinarmos que ele viria no carro dele, atrás de mim, levou-me até ao carro e depois de o destrancar, virou-me para ele e encostou o seu corpo ao meu. Sentir como estava excitado só me fez gemer interiormente. Desejava-o tanto. Abracei-o e pressionei-me contra ele, fazendo com que se encaixasse no meu corpo. Se estivessemos num local isolado, não esperaria até chegar ao apartamento. Teria sido ali que lhe pediria para me possuir. Para entrar em mim e dar-me prazer. Suspirei e afastei-me.
Daqui a pouco não vou conseguir conduzir… – disse-lhe.
Sorriu em resposta.
Rapidamente chegámos à zona de Alcântara. Mais alguns minutos e estava já perto de casa. Estacionámos os carros e seguimos apressadamente até ao prédio antigo, onde fica o meu apartamento. Sentia-me tão nervosa, ansiosa, desejosa dele, de o sentir, de o ter, de me entregar, de sentir a sua boca outra vez. Sentir as suas mãos, o seu corpo, a sua excitação. Mil loucuras passavam-me pela mente enquanto subíamos as escadas.
Entre o fechar da porta e o abraço desenfreado não passou mais que um segundo. Rapidamente as roupas caíram, e foi no corredor que me deitei para o receber. Não conseguia esperar mais tempo. A vontade era incontrolável. Eu não queria pensar, somente sentir. Senti a sua boca pelo meu corpo, as suas mãos que afastaram coxas, a pressão do seu corpo de encontro ao meu ventre. A sua excitação. O beijo. A penetração. O prazer de o sentir. Duro, grande, quente, húmido. Dentro de mim. Insistentemente. Profundamente. Os movimentos alucinados, os gemidos. Ainda hoje os recordo. Ainda hoje os sinto. O orgasmo que veio rápido. Avassalador. Mas que não esgotou o nosso prazer. Não chegou para nos satisfazer.
Pausa. Respirações entrecortadas. Corações a bater acelerados, em uníssono. Trocámos um beijo, rindo.
Somos loucos – disse ele.
- Que bom que o somos.
Levantámo-nos, pegou-me ao colo e levou-me para a sala.
- Sofá? – Não – respondi-lhe e continuei, maliciosamente – vamos para o banho.
Onde é? – perguntou com uma gargalhada.
Enchi a banheira e deitei-me entre as suas pernas, de costas encostadas ao seu peito. Sentia a sua excitação de encontro às minhas nádegas. Em mim, a vontade de o sentir de novo dentro do meu corpo. Virei-me e ajoelhei-me entre as suas pernas. Toquei-lhe. Senti a rigidez entre os meus dedos. Mas era com a boca que lhe queria tocar. Que o queria fazer gemer. Baixei o rosto, entreabri os lábios e senti-o. Que sensação extraordinária a de ouvir o seu gemido. Saber que lhe dava prazer. Continuei, movimentando a boca, os lábios, a língua, convidando à maior volúpia. Sentindo como o pénis endurecia mais, latejando do entre os meus lábios, de encontro aos dedos que auxiliavam os movimentos. Extraordinária a sensação de sentir os seus dedos enrolados nos meus cabelos, agarrando, incitando a que não parasse de o chupar, de o lamber.
- Pára, que não aguento mais… se continuas, eu venho-me.
– Eu quero que te venhas. Agora e aqui.

O seu grito entoou pelas paredes, o rosto denotava o prazer que o envolvia. O orgasmo. Deitei-me sobre o seu corpo, abraçou-me e ficámos na água morna mais um tempo.
O resto da noite foi passado entre beijos, carinhos, abraços, diálogo. Algumas horas de sono e muito prazer. Explorámos os nossos corpos de todas as formas. Com toda a intensidade. Com toda a vontade insana que comandava os nossos movimentos. A luxúria plena.
A manhã trouxe a despedida. Naquele momento, sem saber se uma despedida por horas, dias, meses… ou definitiva.
Recebi uma mensagem dele horas depois. Despedida. Não porque quisesse, mas porque tinha de ser. Não perguntei as suas razões, limitei-me a aceitar e a guardar aquela noite como recordação.
Como uma das mais belas recordações que guardo.

Sutra

[escrito há muito tempo…]

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Eu, tu e ele

Posted by Sutra under Excertos de Colectânea on Thursday Aug 12, 2010

[...]
Deitaram-na na cama e André tirou-lhe os sapatos, seguidos da minúscula cuequinha que fez deslizar pelas pernas sensuais, enquanto João a beijava no pescoço e lhe acariciava os seios de mamilos erguidos, excitados.
Inês soltava pequenos gemidos ao sentir as carícias daqueles dois homens excitados. Sentia-se transportar para uma nuvem alucinante onde todas as sensações ressoavam na sua carne, humedecendo-a de prazer.
Minutos depois, três corpos nus remexiam-se na cama larga daquele quarto com cheiro a sexo. A cabeça de Inês no regaço de João, tocando com seus lábios no pénis intumescido, absorvendo o prazer dele, fazendo-o tremer de excitação e sentindo o seu gosto. A língua de André que lhe açoitava as virilhas, e se aproximava da vulva, brincando com o clítoris, lambendo o néctar feminino que lhe invadia as narinas. João, mordiscava um mamilo da mulher que tanto o excitava, enquanto acariciava o outro seio com dedos experientes, deslizando-os em seguida pela barriga dela até tocar no monte-de-vénus quente que estremecia debaixo das carícias de André.
A temperatura elevada da excitação dos três fazia-se sentir nas paredes do quarto. Exalavam sexo por cada poro e ecoavam suspiros e gemidos, entre palavras de puro tesão que se ouviam uma e outra vez, saídas da boca de cada um deles.
Os gritos roucos sucediam-se, os orgasmos misturavam-se, os néctares juntavam-se, o odor potenciava o desejo. Os suspiros. O desfalecimento dos corpos. A rendição à luxúria.
Depois dos primeiros orgasmos, o descanso por alguns minutos, durante o qual Inês se dirigiu para a casa de banho, a fim de tomar um duche, sendo seguida por André que quis partilhar com ela o banho. Fizeram amor debaixo da água morna, trocando beijos de imenso carinho, entregando-se a um acto em que revelavam o sentimento profundo que existia entre eles.
[...]

Sutra

[excerto de colectânea registada – Todos os Direitos Reservados]

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Alguém

Posted by Sutra under Contos on Tuesday Aug 10, 2010

Chegou e desorientou-me. O que dele conhecia eram as palavras. Rebeldes. Descontroladas. Humor negro. Estranho. Divertiu-me e deixou-me presa pela forma hábil como jogava com as letras, torcendo-as, misturando e obtendo resultados espantosos que sempre me divertiam.
O meu divertimento arrastou a curiosidade. A sua-minha curiosidade despoletou a atenção constante.
Depois veio a atracção. A estranheza. O convívio e o formigueiro.
Depois?
Veio o tempo. O tempo que aproximou. Uniu. Acalentou o desejo que impregnava as palavras. Alimentou o fogo que elas escondiam.
Veio o destempo. Que afastou. Desuniu.

Entre o tempo e o destempo, que se viveu?
Conto? Guardo? Revelo? Escondo?

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Vida de um tempo sem tempo – notas soltas

Posted by Sutra under Vida de um tempo sem tempo on Sunday Aug 8, 2010

A falta de diálogo nunca foi o nosso problema.
O sexo também não. Sublime. Estouvado. Louco. Intenso. Demasiado intenso.
A distância do tempo. Terá sido esse o problema de Paka e Suna?

Paka e Suna.
Suna e Paka.

Amantes?

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Skin

Posted by Sutra under Diário on Saturday Aug 7, 2010

Se facilmente eu pudesse liquefazer-me e atravessar a tua pele. Percorrer o caminho do teu corpo num só sentido de orientação. Penetrar-te. Ir ao teu âmago e regressar a mim contigo debaixo da minha pele.

Se eu pudesse.

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Excita ou não?… in ‘A Sutra responde’

Posted by Sutra under Sutra responde on Thursday Aug 5, 2010

SUTRA RESPONDE


Pergunta à Sutra:

Ricardo:
Como homem realmente me excita ler os contos aqui publicados… mas quero saber, para uma mulher, é realmente excitante ler esses contos? Digo, a maneira de uma mulher perceber as coisas é bem diferente do homem.

Sutra responde:

Ricardo, o homem e a mulher não são assim tão diferentes nesse aspecto. Ambos têm desejos, ambos sente o efeito das palavras, tal como das imagens. Uma mulher também se excita a ver um filme erótico e/ou porno. Da mesma forma que se excita a ler algumas passagens mais sexuais, e maior tesão. Porquê? Porque se imagina dentro da própria cena que vê ou imagina.
Posso dizer-te que a mim também me excita escrever, descrever as cenas que escrevo. De uma forma diferente, não a ponto de dar tesão [senão teria de interromper a escrita] mas de um modo que serve como impulsionador para elevar a intensidade.
Se outras mulheres se excitam a ler o que eu escrevo?
Não sei.
Vamos perguntar-lhes?
Fica aqui o desafio a todas as mulheres que me lêem, para que respondam à tua pergunta.

Sutra

Nota: o leitor está identificado porque deixou a sua questão na caixa de comentários, mas sempre que seja enviada por email (correiodasutra gmail com) não o será.

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Prazeres triangulares

Posted by Sutra under Excertos de Colectânea on Friday Jul 30, 2010

[...]
Depois de terem dormitado cerca de uma hora, João acordou excitado e deparou-se com André apoiado sobre o cotovelo, deitado do outro lado de Inês, olhando-a. Fez sinal de silêncio para João e destapou Inês, revelando o corpo nu da mulher, que se encontrava deitada de costas, com uma perna esticada e outra encolhida, um braço estendido ao longo do corpo, e outro sobre a barriga. Ergueu-se e atirou com as roupas da cama para o chão, colocando-se aos pés de Inês e iniciando com os lábios um percurso pelo seu corpo, desde os tornozelos, subindo pelas coxas, até se deter junto do monte de Vénus, onde aspirou o perfume tão feminino que se soltava do sexo. João, até aí mero observador segurou no braço que Inês tinha sobre a barriga e colocou-o de lado, aproximando a boca da pele sensível em redor do umbigo e lambendo-lhe a pele salgada do suor. Sentiu o corpo da mulher remexer-se e um suspiro soltar-se entre os lábios dela. Puxou-a com cuidado para não a acordar ainda, virando-a de lado e descendo a boca até ao sexo quente dela, enquanto André beijava a pele das costas, descendo pelo seu corpo até às nádegas que acariciou, afastando-as para permitir uma carícia que ainda não havia feito nessa noite. E ele sabia o quanto ela gostava que ele a acariciasse e beijasse no ânus.

Inês acordou finalmente, quando João lhe erguia uma perna para permitir a invasão da língua na vulva húmida de prazer e gemeu ao sentir a boca de ambos no seu corpo, alucinando-a ao extremo e insistindo loucamente até ao orgasmo que se desprendeu em ondas de choque por todo o corpo. Puxando-a sobre si, João fê-la sentar-se nas suas coxas, enquanto se posicionava para a penetrar com o pénis erecto. Numa investida, sentiu o calor feminino a rodeá-lo, agarrando-a pelas nádegas e puxando-a de encontro a si com força.

Inês começou, então, a ondular o corpo, investindo sobre o de João, enquanto André deslizava os dedos pelas suas costas, seios, procurando a entrada escondida entre as nádegas perfeitas que estremeciam com os movimentos.

Sentiu a boca de André descer-lhe pelas costas até ao rabo e, inclinando-se sobre João, facilitou o acesso da boca do marido ao ânus, ansiando por aquela carícia, enquanto oferecia os seios à boca sedenta do homem debaixo do seu corpo.
[...]


Sutra

[excerto de colectânea registada – Todos os Direitos Reservados]

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For you…

Posted by Sutra under Fotografia on Thursday Jul 29, 2010

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Passagem de testemunho

Posted by Sutra under Diário on Thursday Jul 29, 2010

Aconteceu.

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Kiss me like this…

Posted by Sutra under Diário, Vídeos on Tuesday Jul 27, 2010

A música é que não tem nada a ver…

Sutra

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